Política do salário mínimo e 20 milhões de empregos, marcas do PT na distribuição de renda | Luis Antonio 13
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Por Joana Saragoça

Abandonado o modelo econômico neoliberal, o governo petista, de forma firme e forte conseguiu enfrentar a crise mundial sem frear a criação de postos de trabalho. É uma conquista e tantos nestes anos de desemprego mundial e que fica mais clara na comparação dos 12 anos de governos petistas com os oito anos de tucanato no governo federal.

Segundo os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o governo do PT criou 394,2% mais empregos que o governo do PSDB. Por estes registros, em seus dois mandatos (1995-2002, portanto sem a crise econômica global, a maior desde a de 1929), FHC criou pouco mais de 5 milhões de empregos formais – exatos 5.016.672.

Quantidade, aliás, que o governo Dilma Rousseff, mesmo transcorrendo em meio a crise econômica global, acabou de bater, já ultrapassou em menos de quatro anos ao criar 5.052.710 até o primeiro semestre deste ano.

Comparação entre empregos gerados por Lula e FHC é constrangedor para tucanos

A comparação entre os governos Lula e FHC é ainda mais reveladora – e constrangedora para eles, tucanos. Nos primeiros oito anos de governo do PT ( 2003-2010) foram criados mais de 14,7 milhões de novos postos de trabalho, com uma média de 1,8 milhão de empregos/ano, enquanto o governo do PSDB com igual tempo (1995-2002) gerou uma média de 627 mil/ano.

Entenderam porque o ex-presidente Fernando Henrique, todo o tucanato e aliados fogem de comparações como o diabo foge da cruz? E porque FHC e seguidores imploram com esse discurso para se esquecer o passado, olhar para a frente e que, eles sim, olham para o futuro? Quem tem nas costas um passado e uma herança maldita destas, tem medo.

A criação de tantos empregos no Brasil se torna ainda mais representativa, principalmente se lembrarmos que nos últimos seis anos a crise econômica mundial, em matéria de emprego, grassou ainda mais forte. Ela faz com que alguns países ricos da Europa passem por dramáticas crises de desemprego. Na Espanha, por exemplo, o desemprego atingiu 25,93% da população economicamente ativa (PEA) no 1º trimestre deste ano, com índices muitos superiores na população entre os 18 e os 25 anos. Na Grécia, em abril pp. o desemprego atingiu 27,3%, com índices que chegaram a 50% entre os jovens.

Receituário econômico ortodoxo agravou crise na Europa

Nenhum receituário econômico ortodoxo do FMI funcionou nestes países (em muitos deles a fórmula conservadora foi imposta pela troica FMI-União Europeia-Banco Central Europeu). Pelo contrário. E a Grécia, como todos sabem, quebrou.

Enquanto isso o Brasil continua, mesmo em ritmo mais lento que o dos anos anteriores, a criar empregos. Até quase o meio deste ano, ostentava índices de pleno emprego, próximo dos 5% (de desemprego) pelos números aferidos pela metodologia do IBGE, ou próximo dos 7% pelos levantamentos dos outros organismos.

Política do salário mínimo, alavanca importante na distribuição de renda

Na questão da renda do brasileiro, o aumento do salário mínimo empreendido mediante políticas adotadas pelos governos do PT – que substituíram as de arrocho salarial vigentes no tucanato e nos 21 anos da ditadura militar – foi essencial para garantir a distribuição de renda e a busca de maior justiça social. Ao lado da geração contínua do emprego, os governos Dilma e Lula sempre tiveram como prioridade a questão social da distribuição da renda, a busca de uma sociedade mais igualitária e justa.

Com essa prioridade, com o aumento do salário mínimo, via políticas que sempre lhe asseguraram reajuste acima dos índices de inflação, os governos petistas procuraram garantir ao trabalhador uma maior renda. Ainda em 2003, primeiro ano de administração Lula, já foi abandonado o modelo econômico neoliberal que o governo do PSDB seguia no Brasil. Com isso a lógica – e máxima – neoliberal, que privilegiava o empresariado e o grande capital em detrimento do trabalhador foi substituída pelo crescente esforço de proporcionar a todos os brasileiros uma vida melhor.

O salário mínimo, que desde a criação do Plano Real, no governo do presidente Itamar Franco (1994) e até o fim do tucanato (2002) pouco tinha sido reajustado, foi aumentado 13 vezes durante o governo petista – subiu nada menos que 362%. Para o trabalhador a mudança de governo representou, então, uma alteração no seu dia a dia.

Com coragem o governo do PT enfrentou nova conjuntura econômica mundial

O DIEESE – Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos apontou que de 2003 até o começo deste ano de 2014 o poder de compra do brasileiro que ganha salário mínimo aumentou 61%. Neste 2014 o salário mínimo pode comprar 2,23 cestas básicas a mais, a maior quantidade desde 1979, quando começou este tipo de acompanhamento, esta série histórica do DIEESE.

Estes números e índices mostram, assim, o ótimo resultado das políticas de geração de emprego formal, dos programas sociais, dos de transferência de renda – dentre os quais destacam-se o Bolsa Família – implantados pelos governos petistas. O PT e seus governos, claro, não têm a pretensão de ter eliminado os desníveis sociais, nem atingido a plena justiça social no país.

São conscientes de que até lá muitos passos precisam ser dados, o caminho é longo e muitos ajustes precisam ser feitos em diversas áreas. Mas são governos dispostos a dá-los. E a fazê-los. São governos convictos de que nunca eles foram dados de forma tão correta, no rumo certo, e tão céleres quanto nos governos do partido, nas gestões Lula-Dilma.

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