Matérias Na Impressa | Luis Antonio 13



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Vereador - Luis Antônio
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Matérias na Impressa

Recheada de projetos pessoais e praticamente incapaz de manter um diálogo que possa favorecer a cidade através da união de todos, políticos da oposição de Paraíso novamente vêm para a disputa eleitoral totalmente divididos e, a cada dia, divulgando novos nomes para enfrentar o atual prefeito Moisés Avelino. Fato que provoca comemoração antecipada da vitória por parte da Situação. A postura não agrada ao eleitor que, também, se divide de um lado e se mantém de outro.

Foi o que mostrou a segunda pesquisa Centro Oeste/Correio do Povo realizada nos dias 19 e 20 de maio na região urbana do município, quando foram entrevistados 400 eleitores das regiões Norte, Sul, Leste e Oeste.

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Neste levantamento novos nomes foram incluídos aos já existentes. É o caso do Dr. Luís Antônio (PT) e Nando Milhomem, do PV. Foram mantidos os nomes de Moisés Avelino (PMDB), Paulo Tavares (PSDB), Hider Alencar (PSD) e Ary Arraes (PSC). No entanto, o novo formato provocou mudanças na preferência do eleitor quanto aos pré-candidatos da oposição. Quem mais teve perda com a entrada de Dr. Luís Antônio e Nando Milhomem foram Ary Arraes e Hider Alencar. Paulo Tavares cresceu um ponto.

 

PESQUISA ESTIMULADA

Se as eleições fossem hoje, o prefeito Moisés Avelino (PMDB) teria 39% dos votos. Ele sobre 1 ponto em relação ao mês de março quando obteve 38% das intenções na pesquisa anterior. O segundo colocado é Dr. Luís Antônio (PT), que aparece pela primeira vez nas pesquisas de intenção com 13%. Em terceira colocação vem o ex-prefeito, Paulo Tavares (PSDB), com 12%. Na anterior Paulo tinha 11%. O candidato do PSC, Ary Arraes, que antes era o segundo, cai para o quarto lugar com 11% das intenções. Em quinto lugar Nando Milhomem (PV) com 10%. Em último lugar aparece o também ex-prefeito, Hider Alencar (PSD) com 7% das intenções. Na pesquisa anterior Hider tinha 14%. Eleitores indecisos ou que ainda não sabem em quem votar: 8%.

Os votos de Alencar foram divididos com Nando Milhomem, seu ex-cabo eleitoral, agora também pré-candidato e ultrapassando o ex-aliado. O vereador petista, Dr. Luís Antônio, assume o segundo lugar que antes era de Ary Arraes. Por sua vez, o atual vice, que antes tinha 20% das intenções foi quem mais perdeu com o aumento de candidatos na oposição.

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TODOS POR AVELINO

A soma dos votos dos pré-candidatos de oposição ultrapassam 14 pontos do total hoje direcionado a Moisés Avelino, (39% situação contra 53%¨da oposição) o que significaria uma disputa acirrada caso houvesse união dos grupos e a escolha de apenas um nome para concorrer com o atual gestor. Isso sem contar com os indecisos e os que ainda não sabem em quem votar.

Caso não ocorra uma articulação inteligente antes do período eleitoral, os situacionistas vão continuar comemorando a ajuda dos opositores para manter Moisés Avelino à frente da gestão municipal.

 

REJEIÇÃOO

pré-candidato mais rejeitado é o ex-prefeito, Paulo Tavares com 45%. Avelino vem em segundo na rejeição com 15%. Hider Alencar é rejeitado por 8% neste momento. Nando Milhomem e Ary Arraes estão empatados na rejeição com 7% cada. O menos rejeitado é Dr. Luís Antônio que aparece com apenas 3% de rejeição. Entre os entrevistados, 15% disseram que estão indecisos ou não sabem quem rejeitar. A pesquisa de intenção de voto “Espontânea” só será publicada após a confirmação dos candidatos nas convenções e registrados na Justiça Eleitoral.

A Pesquisa Centro Oeste/Correio do Povo foi realizada nos dias 19 e 20 de maio com 400 eleitores de todas as regiões Norte, Sul, Leste e Oeste da cidade de Paraíso do Tocantins e devidamente registrada na Justiça Eleitoral sob número: TO-06961/2016. A margem de erro é de 4% para mais ou para menos e a margem de acerto é de 95%.

Fonte: http://www.portalbenicio.com.br/ do Correio do Povo.

Do Correio do Povo

 

Na manhã do dia 19 de março, o Gerente Estadual de Políticas e Proteção da Pessoa Idosa da Secretaria Estadual de Cidadania e Justiça – SECIJU, Luciano Francisco, esteve na sede da AAPOPA – Associação dos Aposentados de Paraíso. Na sua primeira visita a instituição o gerente tratou sobre articulação e estruturação do Conselho Municipal da Pessoa Idosa, pois, segundo ele este é um canal efetivo de participação, que possibilita o estabelecimento de uma sociedade na qual a cidadania não é mais apenas um direito, mas sim, uma realidade. É também é uma forma de estreitar a relação entre o governo e sociedade civil a partir da participação popular em conjunto com a administração pública nas decisões regentes na sociedade.

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Certo de que o trabalho está apenas começando, o presidente Eleito da AAPOPA se empolga ao falar do que vem por aí. “A expectativa agora é realizar os projetos e da continuidade ao legado. Vamos trabalhar para a inclusão do idoso na sociedade, promover a amizade, a integração cultural. Quanto mais alegria, menos remédios”, ensina Valdecir Hermenegildo.

Patrono da AAPOPA, Joaquim José De Oliveira, presidente anterior disse que com vinte e um anos na Associação dos Aposentados de Paraíso – considerou o momento “um ato histórico”. “Acredito que a história da associação, com a organização e o reconhecimento necessários, se inicia hoje. Esta é uma associação que oferece um futuro melhor para as pessoas aposentadas. Não é luxo, é necessidade”, observa.

Com a certeza do grande passo dado rumo ao fortalecimento cada vez mais necessária no Brasil – em 2025 o país terá a sexta população mais longeva do mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). “O motivo desta nova visita é no sentido de reforça e fortalecer o apoio as instituições da sociedade civil e o momento da Eleição da AAPOPA é sem dúvida a certeza que o trabalho esta surtindo efeito”, Afirma Luciano Francisco – Gerente Estadual de Políticas e Proteção da Pessoa Idosa.

A cerimônia foi marcada pela presença de membros da sociedade civil, poder público e simpatizante.

No dia 16 de agosto – mês do suicídio de Vargas e de tantas desgraças que já se abateram sobre o Brasil – ocorreram novas manifestações pelo impeachment da Presidente da República, por parte de pessoas que  acusam o governo de  ser corrupto e comunista e de estar quebrando o país. 

Se esses brasileiros, antes de ficar repetindo sempre os mesmos comentários dos portais e redes sociais, procurassem fontes internacionais em que o mercado financeiro normalmente confia para tomar suas decisões, como o FMI – Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, veriam que a história é bem diferente, e que se o PIB e a renda per capita caíram, e a dívida pública líquida praticamente dobrou, foi no governo Fernando Henrique Cardoso. 

Segundo o Banco Mundial, (worldbank1) o PIB do Brasil, que era de 534 bilhões de dólares, em 1994, caiu para 504 bilhões de dólares, quando Fernando Henrique Cardoso deixou o governo, oito anos depois.

 

Para subir, extraordinariamente, destes 504 bilhões de dólares, em 2002, para 2 trilhões, 346 bilhões de dólares, em 2014, último dado oficial levantado pelo Banco Mundial, crescendo mais de 400% em dólares, em apenas 11 anos, depois que o PT chegou ao poder.

 

E isso, apesar de o senhor Fernando Henrique Cardoso ter vendido mais de 100 bilhões de dólares em empresas brasileiras, muitas delas estratégicas, como a Telebras, a Vale do Rio Doce e parte da Petrobras, com financiamento do BNDES e uso de “moedas podres”, com o pretexto de sanear as finanças e aumentar o crescimento do país.

 

Com a renda per capita ocorreu a mesma coisa. No lugar de crescer em oito anos, a renda per capita da população brasileira, também segundo o Banco Mundial – (worldbank2) – caiu de 3.426 dólares, em 1994, no início do governo, para 2.810 dólares, no último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002. E aumentou, também, em mais de 400%, de 2.810 dólares, para 11.208 dólares, também segundo o World Bank, depois que o PT chegou ao poder.

 

O salário mínimo, que em 1994, no final do governo Itamar Franco, valia 108 dólares, caiu 23%, para 81 dólares, no final do governo FHC e aumentou em três vezes, para mais de 250 dólares, agora.

 

As reservas monetárias internacionais – o dinheiro que o país possui em moeda forte – que eram de 31,746 bilhões de dólares, no final do governo Itamar Franco, cresceram em apenas algumas centenas de milhões de dólares por ano, para 37.832 bilhões de dólares – (worldbank3) nos oito anos do governo FHC.

 

Nessa época, elas eram de fato,  negativas, já que o Brasil, para chegar a esse montante, teve que fazer uma dívida de 40 bilhões de dólares com o FMI.

 

Depois, elas se multiplicaram para 358,816 bilhões de dólares em 2013, e para 370,803 bilhões de dólares, em dados de ontem (Bacen), transformando o Brasil de devedor em credor do FMI,  depois do pagamento total da dívida com essa instituição em 2005, e de emprestarmos dinheiro para o Fundo Monetário Internacional, quando do pacote de ajuda à Grécia em 2008.

 

E, também, no terceiro maior credor individual externo dos EUA, segundo consta, para quem quiser conferir, do próprio site oficial do tesouro norte-americano -(usa treasury).

 

O IED – Investimento Estrangeiro Direto, que foi de 16,590 bilhões de dólares, em 2002, no último ano do Governo Fernando Henrique Cardoso, também subiu mais de quase 400%, para 80,842 bilhões de dólares, em 2013, depois que o PT chegou ao poder, ainda segundo dados do Banco Mundial: (worldbank4), passando de aproximadamente 175 bilhões de dólares nos anos FHC (mais ou menos 100 bilhões em venda de empresas nacionais) para 440 bilhões de dólares entre 2002 e 2014.

 

A dívida pública líquida (o que o país deve, fora o que tem guardado no banco), que, apesar das privatizações, dobrou no Governo Fernando Henrique, para quase 60%, caiu para 35%, agora, 11 anos depois do PT chegar ao poder (aqui).    

 

Quanto à questão fiscal, não custa nada lembrar que a média de déficit público, sem desvalorização cambial, dos anos FHC, foi de 5,53%, e com desvalorização cambial, de 6,59%, bem maior que os 3,13% da média dos anos que se seguiram à sua saída do poder; e que o superavit primário entre 1995 e 2002 foi de 1,5%, muito menor que os 2,98% da média de 2003 e 2013 – segundo Ipeadata e o Banco Central.

 

E, ao contrário do que muita gente pensa, o Brasil ocupa, hoje, apenas o quinquagésimo lugar do mundo, em dívida pública, em situação muito melhor do que os EUA, o Japão, a Zona do Euro, ou países como a Alemanha, a França, a Grã Bretanha – cujos jornais adoram ficar nos ditando regras e “conselhos” – ou o Canadá (economichelp).

 

Também ao contrário do que muita gente pensa, a carga tributária no Brasil caiu ligeiramente, segundo Banco Mundial, de 2002, no final do governo FHC, para o último dado disponível, de dez anos depois (worldbank5), e não está entre a primeiras do mundo, assim como a dívida externa, que caiu mais de 10 pontos percentuais nos últimos dez anos, e é a segunda mais baixa, depois da China, entre os países do G20 (quandl).

 

Não dá, para, em perfeito juízo, acreditar que os advogados, economistas, empresários, jornalistas, empreendedores, funcionários públicos, majoritariamente formados na universidade, que bateram panelas contra Dilma em suas varandas, no início do ano, acreditem mais nos boatos das redes sociais – reforçados por um verdadeiro estelionato midiático – do que no FMI e no Banco Mundial, organizações que podem ser taxadas de tudo, menos de terem sido “aparelhadas” pelo governo brasileiro e seus seguidores.

 

Considerando-se estas informações, que estão, há muito tempo, publicamente disponíveis na internet, o grande mistério da economia brasileira, nos últimos 12 anos, é saber em que dados tantos jornalistas, economistas, e “analistas”, ouvidos a todo momento, por jornais, emissoras de rádio e televisão, se basearam, antes e agora, para tirar, como se extrai um coelho da cartola – ou da “cachola” – o absurdo paradigma, que vêm defendendo há anos, de que o Governo Fernando Henrique foi um tremendo sucesso econômico, e de que deixou “de presente” para a administração seguinte, um país econômica e financeiramente bem sucedido.

 

Nefasto paradigma, este, que abriu caminho, pela repetição, para outra teoria tão frágil quanto mentirosa, na qual acreditam piamente muitos dos cidadãos que saíram às no dia dezesseis: a de que o PT estaria, agora, jogando pela janela, essa – supostamente maravilhosa – “herança” de Fernando Henrique Cardoso. O pior cego é o que não quer ver, o pior surdo, o que não quer ouvir.

 

Está certo que não podemos ficar apenas olhando para o passado, que temos de enfrentar os desafios do presente, fruto de uma crise que é internacional, e que é constantemente alimentada e realimentada por medidas de caráter jurídico que afetam a credibilidade e a estabilidade de empresas e por uma intensa campanha antinacional, que fazem com que estejamos crescendo pouco, neste ano, embora haja diversos países ditos “desenvolvidos” que estejam muito mais endividados e crescendo menos ainda do que nós.

 

Assim como também é verdade que esse governo não é perfeito, e que se cometeram vários erros na economia, que poderiam ter sido evitados, principalmente nos últimos anos, como desonerações desnecessárias e um tremendo incentivo ao consumo que prejudicou – entre outras razões, também pelo aumento da importação de supérfluos e de viagens ao exterior – a balança comercial.

 

Mas, pelo amor de Deus, não venham  nos impingir nenhuma dessas duas fantasias, que estão empurrando muita gente a sair às ruas para se manifestar: nem Fernando Henrique salvou o Brasil, nem o PT está quebrando um país que em 2002, era a décima-quarta maior economia do mundo, e que hoje já ocupa o sétimo lugar.

 

Muitos brasileiros também saem às ruas por acreditar – assim como fazem com relação à afirmação de que o PT quebrou o país – que o governo Dilma é comunista e que ele quer implantar uma ditadura esquerdista no Brasil. Quais são os pressupostos e características de um país democrático, ao menos do ponto de vista de  quem “acredita” e defende o capitalismo?

 

a) a liberdade de expressão – o que não é verdade para a maioria dos países ocidentais – dominados por grandes grupos de mídia pertencentes a meia dúzia de famílias, mas que, do ponto de vista formal, existe plenamente por aqui;

 

b) a liberdade de empreender, ou  de livre iniciativa, por meio da  qual um indivíduo qualquer pode abrir ou encerrar uma empresa de qualquer tipo, quando quiser;

 

c) a liberdade de investimento, inclusive para capitais estrangeiros;

 

d) um sistema financeiro particular independente e forte;

 

e) apoio do governo à atividade comercial e produtiva;

 

f) a independência dos poderes;

 

g) um sistema que permita a participação da população no processo político, na expressão da vontade da maioria, por meio de eleições livres e periódicas, para a escolha, a intervalos regulares e definidos, de representantes para o Executivo e o Legislativo, nos municípios, Estados e União. Todas essas premissas e direitos estão presentes e vigentes no Brasil.

 

Não é o fato de ter como símbolo uma estrela solitária ou vestir uma roupa vermelha – hábito que deveria ter sido abandonado pelo PT há muito tempo, justamente para não justificar o discurso adversário de que o PT não é um partido “brasileiro” ou “patriótico” – que transformam alguém em comunista – e aí estão botafoguenses e colorados que não me deixam mentir, assim como o Papai Noel, que se saísse inadvertidamente às ruas, no dia 16,  provavelmente teria sido espancado, depois de ter o conteúdo de seu saco de brinquedos revistado e provavelmente “apreendido” à procura de dinheiro de corrupção.

 

Da mesma forma que usar uma bandeira do Brasil não transforma, automaticamente, ninguém em patriota, como mostrou a foto do Rocco Ritchie, o filho da Madonna, no Instagram, há alguns meses, e os pavilhões nacionais pendurados na entrada do prédio da Bolsa de Nova Iorque, quando da venda de ações de empresas estratégicas brasileiras, na época da privatização.

 

Qualquer pessoa de bom senso prefere um brasileiro vestido de vermelho – mesmo que seja flamenguista ou são-paulino, que não são, por acaso, times do meu coração – do que um que vai para a rua, vestido de verde e amarelo, para defender a privatização e a entrega, para os EUA, de empresas como a Petrobras.

 

O PT é um partido tão comunista, que o lucro dos bancos, que foi de  aproximadamente 40 bilhões de dólares no governo Fernando Henrique Cardoso, aumentou para 280 bilhões de dólares nos oito anos do governo Lula.

 

É claro que isso ocorreu também por causa do crescimento da economia, que foi de mais de 400% nos últimos 12 anos, mas só o fato de não aumentar a taxação sobre os ganhos dos mais ricos e dos bancos – que, aliás, teria pouquíssima chance de passar no Congresso Nacional – já mostra como é exagerado o medo que alguns sentem do “marxismo” do Partido dos Trabalhadores.

 

O PT é um partido tão comunista, que grandes bancos privados deram mais dinheiro para a campanha de Dilma e do PT do que para os seus adversários nas eleições de 2014.

 

Será que os maiores bancos do país teriam feito isso, se dessem ouvidos aos radicais que povoam a internet, que juram, de pés juntos, que Dilma era assaltante de  banco na década de 1970, ou se desconfiassem que ela é uma perigosa terrorista, que está em vias de dar um golpe comunista no Brasil ? O PT é um partido tão comunista que nenhum governo apoiou, como ele, o capitalismo e a livre iniciativa em nosso país.

 

Foi o governo do PT que criou o Construcard, que já emprestou mais de 20 bilhões de reais em financiamento, para compra de material de construção, beneficiando milhares de famílias e trabalhadores como pedreiros, pintores, construtores; que criou o Cartão BNDES, que atende, com juros subsidiados, milhares de pequenas e médias empresas e quase um milhão de empreendedores; que aumentou, por  mais de quatro, a disponibilidade de financiamento para crédito imobiliário – no governo FHC foram financiados 1,5 milhão de unidades, nos do PT mais de 7 milhões – e o crédito para o agronegócio (no último Plano Safra de Fernando Henrique, em 2002, foram aplicados 21 bilhões de reais,  em 2014/2015, 180 bilhões de reais, 700% a mais) e a agricultura familiar (só o governo Dilma financiou mais de 50 bilhões de reais contra 12 bilhões dos oito anos de FHC). Aumentando a relação crédito-PIB, que era de 23%, em dezembro de 2002, para 55%, em dezembro de 2014, gerando renda e empregos e fazendo o dinheiro circular.

 

As pessoas reclamam, na internet, porque o governo federal financiou, por meio do BNDES, empresas brasileiras como a Braskem, a Vale e a JBS. Mas, estranhamente, não fazem a mesma coisa para protestar pelo fato do governo do PT, altamente “comunista”, ter emprestado – equivocadamente a nosso ver – bilhões de reais para multinacionais estrangeiras, como a Fiat e a Telefónica (Vivo), ao mesmo tempo em que centenas  de milhões de euros, seguem para a Europa, como andorinhas, todos os anos, em remessa de lucro, para nunca mais voltar.

 A QUESTÃO MILITAR 

Outro mito sobre o suposto comunismo do PT, é que Dilma e Lula, por revanchismo, sejam contra as Forças Armadas, quando suas administrações, à frente do país, começaram e estão tocando o maior programa militar e de defesa da história brasileira.

 

Lula nunca pegou em armas contra a ditadura. No início de sua carreira como líder de sindicato, tinha medo “desse negócio de comunismo” – como já declarou uma vez  - surgiu e subiu como uma liderança focada na defesa de empregos, aumentos salariais e melhoria das condições de classe de seus companheiros de trabalho, operários da indústria automobilística de São Paulo, e há quem diga que teria sido indiretamente fortalecido pelo próprio regime militar para impedir o crescimento político dos comunistas em São Paulo. Dilma, sim, foi militante de esquerda na juventude, embora nunca tenha pego em armas, a ponto de não ter sido acusada disso sequer pela Justiça Militar. 

 

Mas se, por esta razão, ela é comunista, seria possível acusar desse mesmo “crime” também José Serra, Aloísio Nunes Ferreira, e muitos outros que antes eram contra a ditadura e estão, hoje, contra o PT.    Se o PT tivesse alguma coisa contra a Marinha, ele teria financiado, por meio do PROSUB, a construção do estaleiro e da Base de Submarinos de Itaguaí, e investido 7 bilhões de dólares no desenvolvimento conjunto com a  França, de vários submersíveis convencionais e do primeiro submarino nuclear brasileiro, cujo projeto se encontra hoje ameaçado, porque suas duas figuras-chave, o Presidente  do Grupo Odebrecht e o Vice-Almirante Othon Pinheiro da Silva, personalidades públicas, com endereço conhecido, estão desnecessária e arbitrariamente detidos, no âmbito da “Operação Lava-Jato”?   

 

Teria, da mesma forma, o governo do PT, comprado novas fragatas na Inglaterra, voltado a fabricar navios patrulha em nossos estaleiros – até para exportação para países africanos – investido na remotorização totalmente nacional de mísseis tipo Exocet, na modernização do navio aeródromo (porta-aviões) São Paulo, na compra de um novo navio científico oceanográfico na China, na participação e no comando por marinheiros brasileiros das Forças de Paz da ONU no Líbano ?

 

Se fosse comunista, o governo do PT estaria, para a Aeronáutica, investindo bilhões de dólares no desenvolvimento conjunto com a Suécia, de mais de 30 novos caças-bombardeio Gripen NG-BR, que serão fabricados dentro do país, com a participação de empresas brasileiras e da SAAB, com licença de exportação para outras nações, depois de uma novela de mais de duas décadas sem avanço nem solução, que começou no governo FHC ?

Se fosse comunista – e contra as forças armadas – teria o governo do PT encomendado à Aeronáutica e à Embraer, com investimento de um bilhão de reais do governo federal, o projeto do novo avião cargueiro militar  multipropósito KC-390, desenvolvido com a cooperação da Argentina, do Chile, de Portugal e da República Tcheca, capaz de carregar até blindados, que já começou a voar neste ano – a maior aeronave já fabricada no Brasil ?

Teria comprado, para os Grupos de Artilharia Aérea de Auto-defesa da  FAB,  novas baterias de mísseis IGLA-S; ou feito um acordo com a África do Sul, para o desenvolvimento conjunto – em um projeto que também participa a Odebrecht – com a DENEL Sul-africana, do novo míssil ar-ar A-Darter, que será usado pelos nossos novos caças Gripen NG BR?

Se fosse um governo comunista, o governo do PT teria financiado o desenvolvimento, para o Exército, do novo Sistema Astros 2020, e recuperado financeiramente a AVIBRAS ? Se fosse um governo comunista, que odiasse o Exército, o governo do PT teria financiado e encomendado a engenheiros dessa força, o desenvolvimento e a fabricação, com uma empresa privada, de 2.050 blindados da nova família de tanques Guarani, que estão sendo construídos na cidade de Sete Lagoas, em Minas Gerais?

 

Ou o desenvolvimento e a fabricação da nova família de radares SABER, e, pelo IME e a IMBEL, para as três armas, da nova família de Fuzis de Assalto IA-2, com capacidade para disparar 600 tiros por minuto, a primeira totalmente projetada no Brasil ?

Ou encomendado e investido na compra de helicópteros russos e na nacionalização de novos helicópteros de guerra da Helibras e mantido nossas tropas – em benefício da experiência e do prestígio de nossas forças armadas – no Haiti e no Líbano? Em 2012, o novo Comandante do Exército, General Eduardo Villas Bôas, então Comandante Militar da Amazônia, respondeu da seguinte forma a uma pergunta,  em entrevista à Folha de São Paulo:

 

Lucas Reis:

“Em 2005, o então Comandante do Exército, general Albuquerque, disse “o homem tem direito a tomar café, almoçar e jantar, mas isso não está acontecendo (no Exército). A realidade atual mudou? General Eduardo Villas Bôas: “Mudou muito. O problema é que o passivo do Exército era muito grande, foram décadas de carência. Desde 2005, estamos recebendo muito material, e agora é que estamos chegando a um nível de normalidade e começamos a ter visibilidade. Não discutimos mais se vai faltar comida, combustível, não temos mais essas preocupações.”

 

Deve ter sido, também, por isso, que o General Villas Bôas, já desmentiu, como Comandante do Exército, neste ano, qualquer possibilidade de “intervenção militar” no país, como se pode ver aqui (O recado das armas). 

 

A QUESTÃO EXTERNA 

A outra razão que contribui para que o governo do PT seja tachado de comunista, e muita gente esteja saindo às ruas, é a política externa, e a lenda do “bolivarianismo” que teria adotado em suas relações com o continente sul-americano.

 

Não é possível, em pleno século XXI, que os brasileiros não percebam que, em matéria de política externa e economia, ou o Brasil se alia estrategicamente com os BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul), potências ascendentes como ele; e estende sua influência sobre suas áreas naturais de projeção, a África e a América Latina – incluídos países como Cuba e Venezuela – porque não temos como ficar escolhendo por simpatia ou tipo de regime – ou só nos restará nos inserir, de forma subalterna, no projeto de dominação europeu e anglo-americano?

 

Ou nos transformarmos, como o México, em uma nação de escravos, como se pode ver aqui (O México e a América do Sul) que monta peças alheias, para mercados alheios, pelo módico preço de 12 reais por dia o salário mínimo ?

 

Jogando, assim, no lixo, nossa condição de quinto maior país do mundo em território e população e sétima maior economia, e nos transformando, definitivamente, em mais uma colônia-capacho dos norte-americanos?

Ou alguém acha que os Estados Unidos e a União Europeia vão abrir, graciosamente, seus territórios e áreas sob seu controle, à nossa influência, política e econômica, quando eles já competem, descaradamente, conosco, nos países que estão em nossas fronteiras?

Do ponto de vista dessa direita maluca, que acusa o governo Dilma de financiar, para uma empresa brasileira, a compra de máquinas, insumos e serviços no Brasil, para fazer um porto em Cuba – a mesma empresa brasileira está fazendo o novo aeroporto de Miami, mas ninguém toca no assunto, como se pode ver aqui (A Odebrecht e o BNDES)- muito mais grave, então, deve ter sido a decisão tomada pelo Regime Militar  no Governo do General Ernesto Geisel.

 

Naquele momento, em 1975, no bojo da política de aproximação com a África inaugurada no Governo Médici, pelo embaixador Mario Gibson Barbosa, o Brasil dos generais foi a primeira nação do mundo a reconhecer a independência de Angola. Isso, quando estava no poder a guerrilha esquerdista do MPLA – Movimento Popular para a Libertação de Angola, comandado por Agostinho Neto, e já havia no país observadores militares cubanos, que, com uma tropa de 25.000 homens, lutariam e expulsariam, mais tarde, no final da década de 1980, o exército racista sul-africano, militarmente apoiado por mercenários norte-americanos, do território angolano depois da vitoriosa batalha de Cuito-Cuanavale.

 

Ao negar-se a meter-se em assuntos de outros países, como Cuba e Venezuela, em áreas como a dos “direitos humanos”, Dilma não faz mais do fez o Regime Militar brasileiro, com uma política externa pautada primeiro, pelo “interesse nacional”, ou do “Brasil Potência”, que estava voltada, como a do governo do PT,  prioritariamente para a América do Sul, a África e a aproximação com os países árabes, que foi fundamental – com a ajuda de nossas grandes empresas de engenharia e exportação de serviços – para que vencêssemos a crise do petróleo.

Também naquela época, o Brasil recusou-se a assinar qualquer tipo de Tratado de Não Proliferação Nuclear, preservando nosso direito a desenvolver armamento atômico, possibilidade essa que nos foi retirada definitivamente, com a assinatura de um acordo desse tipo no governo  de Fernando Henrique Cardoso. Se houvesse, hoje, um Golpe Militar no Brasil, a primeira consequência seria um boicote econômico por parte do BRICS e de toda a América Latina, reunida na UNASUL e na CELAC, com a perda da China, nosso maior parceiro comercial, da Rússia, que é um importantíssimo mercado para o agronegócio brasileiro, da Índia, que nos compra até mesmo aviões radares da Embraer, e da Àfrica do Sul, com quem estamos também intimamente ligados na área de defesa.  

 

O mesmo ocorreria com relação à Europa e aos EUA, de quem receberíamos apenas apoio extra-oficial, e isso se houvesse um radical do partido republicano na Casa Branca. Os neo-anticomunistas brasileiros reclamam todos os dias de Cuba, um país com quem os EUA acabam de reatar relações diplomáticas, visitado por três milhões de turistas ocidentais todos os anos, em que qualquer visitante entra livremente e no qual opositores como Yoani Sanchez atacam, também, livremente, o governo, ganhando dinheiro com isso, sem ser incomodados.

 

Mas não deixam de comprar, hipocritamente, celulares e gadgets fabricados em Shenzen ou em Xangai, por empresas que contam, entre  seus acionistas, com o próprio Partido Comunista. Serão os “comunistas” chineses – para a neo-extrema-direita nacional – melhores que os “comunistas” cubanos ?   

 

A QUESTÃO POLÍTICA 

A atividade política, no Brasil, sempre funcionou na base do “jeitinho” e da “negociação”.  Mesmo quando interrompido o processo democrático, com a instalação de ditaduras – o que ocorreu algumas vezes em nossa história – a política sempre foi feita por meio da troca de favores entre membros dos Três Poderes, e, principalmente, de membros do Executivo e do Legislativo, já que, sem aprovação – mesmo que aparente – do Congresso, ninguém consegue administrar este país nem mudar a lei a seu favor, como foi feito com a aprovação da reeleição para prefeitos, governadores e Presidentes da República, obtida pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso.  Toda estrutura coletiva, seja ela uma jaula de zoológico, ou o Parlamento da Grã Bretanha, funciona na base da negociação.

 

Fora disso,   só existe o recurso à violência, ou à bala, que coloca qualquer machão, por mais alto, feio e forte seja,  na mesma posição de vulnerabilidade de qualquer outro ser humano. O “toma-lá-dá-cá” nos acompanha há milhares de anos e qualquer um pode perceber isto, se parar para observar  um grupo de primatas. Ai daquele, entre os macacos, que se recusa a catar carrapatos nas costas alheias, a dividir o alimento, ou a participar das tarefas de caça, coleta ou vigilância. Em seu longo e sábio aprendizado com a natureza,  já entenderam eles, uma lição que parece que há muito esquecemos: a de que a sobrevivência do grupo depende do comportamento de cada um e da colaboração e de todos. O problema ocorre quando nesse jogo, a cooperação e a solidariedade, são substituídas pelo egoísmo e o interesse de um indivíduo  ou de um determinado grupo, e a negociação, dentro das regras usuais,  é trocada por pura pilantragem ou o mero uso da ameaça e da pressão.

 

O corrupto, entre os primatas, é aquele que quer receber mais  cafuné do que faz nos outros, o que rouba e esconde comida, quem, ao ver alguma coisa no solo da floresta ou da savana, olha para um lado e para o outro, e ao ter certeza de que não está sendo observado, engole, quase engasgando, o que foi encontrado. O fascista é aquele que faz a mesma coisa, mas que se apropria do que pertence aos outros, pela imposição extremada do medo e da violência mais desatinada e injusta. Se não há futuro para os egoístas nos grupos de primatas, também não o há para os fascistas. 

 

Uns e outros terminam sendo derrotados e expulsos, de bandos de chimpanzés, babuínos e gorilas, ou da sociedade humana, a dos “macacos nus”, quando contra eles se une a maioria. Já que a negociação é inerente à natureza humana, e que ela é sempre melhor do que a força, o que é preciso fazer para diminuir a corrupção, que não acabará nem com golpe nem por decreto ?

 

Mudar o que for possível, para que, no processo de negociação, haja maior transparência, menos espaço para corruptos e corruptores, e um pouco mais de interesse pelo bem comum do que pelo de grupos e corporações, como ocorre hoje no Congresso. O caminho para isso não é o impeachment, nem golpe, mas uma Reforma Política, que mude as coisas de fato e o faça permanentemente, e não apenas até as próximas eleições, quando, certamente, partidos e candidatos procurarão empresas para financiar suas campanhas, se elas estiverem, ainda, dispostas a financiá-los, como se pode ver aqui (A memória, os elefantes e o financiamento empresarial de campanha)  -  e espertalhões da índole de um Paulo Roberto Costa, de um Pedro Barusco, de um Alberto Youssef, voltarão a meter a mão em fortunas, não para fazer “política” mas em  benefício próprio, e as mandarão para bancos como o HSBC e paraísos fiscais como os citados no livro “A Privataria Tucana”. 

 

O que é preciso saber, é se essa Reforma Política será efetivamente feita, já que é fundamental e inadiável, ou se a Nação continuará suspensa, com toda a sua atenção atrelada a um processo criminal, que tem beneficiado principalmente bandidos identificados até agora, que, em sua maioria, devido a “delações” que não se sustentam, na maioria dos casos, e em mais provas que a sua palavra, sairão dessa impunes, para gastar o dinheiro que quase certamente, colocaram fora do alcance da lei, da compra de bens e de contas bancárias. Pessoas falam e agem, e saem às ruas, também por causa disso, como se o Brasil tivesse sido descoberto ontem e o caso de corrupção da Petrobras, não fosse mais um de uma longa série de escândalos, a maioria deles sequer investigados antes de 2002.  

 

Se a intenção é passar o país a limpo e punir de forma exemplar toda essa bandalheira, era preciso obedecer à fila e à ordem de chegada, e ao menos reabrir, mesmo que fosse simultaneamente, mas com a mesma atenção e “empenho”, casos como o do Banestado – que envolveu cerca de 60 bilhões – do Mensalão Mineiro, o do Trensalão de São Paulo, para que estes, que nunca mereceram o mesmo tratamento da nossa justiça nem da sociedade, fossem investigados e punidos, em nome da verdade e da isonomia, na grande faxina “moral” que se pretende estar fazendo agora.

 

Ora, em um país livre e democrático – no qual, estranhamente, o governo está sendo acusado de promover uma ditadura – qualquer um tem o direito de ir às ruas para protestar contra o que quiser, mesmo que o esteja fazendo por falta de informação, por estar sendo descaradamente enganado e manipulado, ou por pensar e agir mais com o ódio e com o fígado do que com a cabeça e a razão.    Esse tipo de circunstância facilita, infelizmente, a possibilidade de ocorrência dos mais variados – e perigosos – incidentes, e o seu aproveitamento por quem gostaria, dentro e fora do país,  de ver o circo pegar fogo. 

 

Para os que estão indo às ruas por achar que vivem sob uma ditadura comunista, é sempre bom lembrar que em nome do anticomunismo, se instalaram – de Hitler a Pinochet – alguns dos mais terríveis e brutais regimes da História. E que nos discursos e livros do líder nazista podem ser encontradas, sobre o comunismo as mesmas teses, e as mesmas acusações falsas e esfarrapadas que se encontram hoje disseminadas na internet brasileira, e que seus seguidores também pregavam matar a pau políticos, judeus, socialistas e comunistas, como fazem muitos fascistas hoje na internet, com relação aos petistas. 

 

A questão não é a de defender ou não o comunismo – que, aliás, como “bicho-papão” institucional, só sobrevive, hoje, em estado “puro”, na Coréia do Norte – mas evitar que, em nome da crescente e absurda paranoia anticomunista, se destrua, em nosso país, a democracia.   Esperemos que as manifestações não sejam utilizadas. nem agora, nem mais tarde, por inimigos internos e externos, por meio de algum “incidente” provocado, para antagonizar e dividir ainda mais os brasileiros, e nem tragam como consequência, no limite, a morte de ninguém, além  da Verdade – que já se transformou, há muito tempo, na sua primeira e mais emblemática vítima. 

 

Há muitos anos, deixamos de nos filiar a organizações políticas, até por termos consciência de que não há melhor partido que o da Pátria, o da Democracia e o da Liberdade. O rápido fortalecimento da radicalização direitista no Brasil – apesar dos alertas que tem sido feitos, nos últimos três ou quatro anos, por muitos observadores – só beneficia a um grupo: à própria extrema direita, cada vez mais descontrolada, odienta e divorciada da realidade. Na longa travessia, pelo tempo e pelo mundo, que nos coube fazer nas últimas décadas, entre tudo o que aprendemos nas mais variadas circunstâncias políticas e históricas, aqui e fora do país, está uma lição que reverbera, de Weimar a Auschwitz, profunda como um corte: Com a extrema-direita não se brinca, não se alivia, não se tergiversa, não se compactua.  

 

Quem não perceber isso – e esse erro – por omissão ou interesse – tem  sido cometido tanto por gente do governo quanto da oposição – ou está sendo ingênuo, ou irresponsável, ou mal intencionado.

Programa contará com 18,2 mil médicos nas unidades básicas de saúde e atenderá cerca de 63 milhões de pessoas

Brasileiros ocupam 100% das vagas do Mais Médicos em 2015

 

O Ministério da Saúde informou, nesta quinta-feira (14), que todas as 4.139 vagas ofertadas no edital do Mais Médicos em 2015 foram preenchidas por profissionais brasileiros. Com isso, o programa atende 100% da demanda dos municípios e não haverá chamamento de profissionais estrangeiros.

Além disso, o Mais Médicos garantirá, com a entrada de novos profissionais, assistência para cerca de 63 milhões de pessoas. Ao todo, 18,2 mil médicos atenderão pelo programa no País.

Ainda segundo o ministério, 91% das 4,1 mil vagas foram preenchidas por profissionais com registro médico no Brasil. Os outros 9% são médicos brasileiros formados no exterior.

“Parte significativa dos profissionais se mobilizaram pelas mudanças que fizemos, principalmente o Provab”, explicou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

A previsão do governo federal é lançar, a cada trimestre, novas chamadas para os postos abertos em decorrência de desligamentos do programa. Os próximos editais devem ser lançados em julho e outubro deste ano e em janeiro de 2016.

Da Redação da Agência PT de Notícias

Em artigo publicado nesta sexta-feira (11), na revista “Fórum”, a deputada federal Maria do Rosário (PT/RS) defende o SUS como um patrimônio dos brasileiros e lembra que o sistema faz parte da vida de todos, sem exceção, seja nas campanhas de vacinação, na fiscalização da vigilância sanitária, no pronto-atendimento no caso de acidentes e em muitos outros exemplos

Maria do Rosário: Você pode até não perceber, mas utiliza o SUS todos os dias

 

Vivemos em um tempo em que todos têm opiniões sobre diversos temas. A democracia, a participação social e, mais recentemente, as redes sociais criaram uma cultura de ativismo em que todos se comunicam e manifestam preferências, desgostos, simpatias. Que bom que temos essa liberdade! No entanto, o volume de notícias que circula nesta “sociedade da informação” é tamanho que, por vezes, as opiniões são formuladas e replicadas sobre imagens pré-concebidas que pouco dialogam com a realidade ou geram uma distorção injusta com os objetos de nossos juízos.

As “vítimas” podem ser várias. Uma personalidade pública, seja atriz ou liderança política, sofre com isso cotidianamente, vide os milhares de comentários que recebe diariamente de revistas, blogs, sites, enfim, meios de comunicação em geral. Numa escola, um aluno que é rotulado sob algum signo rapidamente vira alvo de uma série de interpretações. E por aí vai. Poderia dar mil exemplos! Porém, o que mais me chama a atenção são aquelas opiniões que dilaceram as riquezas e boas iniciativas que construímos como nação.

De tempos para cá, perturba-me notadamente os comentários negativos em relação ao Sistema Único de Saúde, o SUS, que é uma das maiores conquistas do processo constituinte brasileiro na redemocratização. Acredito ser muito importante falar sobre isso, afinal, você pode até não perceber, mas você também é um usuário do SUS e se beneficia dele diariamente.

Quem olha o SUS “de fora” pode achar que ele se resume a uma “fila” ou à situação de “superlotação” que, de fato, precisa ser superada. De fato, essa pode ser a visão para o cidadão e aquelas famílias que contratam a saúde através de um plano privado, ou para aqueles que por um motivo ou outro avaliam que não conseguirão acessar o SUS em uma situação necessária.

Mas essa visão precisa ser problematizada, pois geralmente formam a sua opinião através das conhecidas reportagens sobre as deficiências do sistema (sim, são deficiências reais e que devem ser superadas). Mas é um sistema que vai muito além do que nos mostra o olhar superficial, pois é fundado em um princípio irrenunciável: o direito ao atendimento de saúde é um bem associado à vida, portanto de todas as pessoas, em caráter universal e público.

A ousadia brasileira de pensar o SUS é motivação mundial para muitos líderes, entre eles o presidente Barack Obama, que em seu primeiro mandato buscou justamente a criação de um “SUS EUA”. Mas a percepção dos brasileiros e brasileiras sobre o SUS muda completamente, quando observado o critério de usuário ou não do Sistema Único de Saúde. Pesquisa do Ministério da Saúde, realizada em 2012 com mais de 26 mil pessoas, indica que entre os “não usuários” (usuários passivos, que são alcançados apenas pelos serviços de prevenção e promoção à saúde) apenas 25% têm uma percepção positiva do sistema.

No entanto, quem olha “de dentro”, ou seja, quem é usuário ativo do SUS (busca serviços de saúde para avaliação/diagnóstico/terapia), segundo a mesma pesquisa, tem avaliação muito boa, qualificando os procedimentos realizados positivamente e com altas taxas de recomendação do serviço (o usuário recomenda que outros cidadãos utilizem o SUS porque ele é bom e funciona), que atingem 74% para Unidades Básicas de Saúde, 82% para Saúde Bucal e 69% para serviços de urgência.

Como professora que sou, não tenho dúvidas de que, com essa nota, esse “aluno” passa por média! E se alguém acha que é pouco (é evidente que pode e deve, sim, melhorar), sugiro que faça uma pequena consulta perguntando a amigos, por exemplo, se estes recomendariam a sua operadora de telefonia celular.

No entanto, é preciso afirmar que no fundo, quando falamos em SUS, a categoria de “não usuário” inexiste! É uma categoria que serviu para a realização da pesquisa acima referida (aqueles que não utilizaram os serviços de atendimento avançado do SUS nos últimos 12 meses), visto que todos os cidadãos são usuários do sistema, repito, todos os cidadãos!

Quando você se alimenta na rua, você utiliza o SUS. Afinal, quem você acha que é responsável neste país pela vigilância sanitária? Todo o estabelecimento comercial regular que trabalha com alimentação é fiscalizado em sua qualidade, higiene e segurança nutricional. E a água, fundamental para a vida, também conta com o crivo e a vigilância do SUS, tanto as fontes de águas minerais quanto o sistema hidráulico que atende a população.

E as campanhas de vacinação? Qual criança já não foi vacinada? O calendário nacional de vacinação do SUS cobre todas as doenças que atingem os pequenos. Muitos pediatras fazem questão de acalmar pais e mães, que muitas vezes, com a ansiedade gerada por notícias na mídia (cada vez que corre notícia sobre casos isolados, surge uma corrida às clínicas privadas), saem gastando dinheiro para dar aos filhos vacinas que podem até ser desnecessárias.

Todas as vacinas consideradas fundamentais para a imunização dos pequenos e pequenas estão disponíveis nos postos de saúde do SUS. Além de proteger a vida e a saúde da pessoa imunizada, a vacinação protege também toda a sociedade, pois impede a propagação de epidemias, erradicando graves doenças. Além disso, existem campanhas específicas de vacinação do SUS.

E aquelas pessoas que, infelizmente, se envolvem em um acidente de trânsito ou sofrem algum tipo de violência? Já imaginou a enfermagem ou médicos da SAMU descendo da ambulância questionando se a vítima tem saúde privada, para chamar a ambulância do plano de saúde e levar para o hospital que tem convênio? Não, a SAMU atende de imediato e já leva para o hospital público mais próximo para pronto-atendimento! Aliás, outra grande conquista do SUS, a partir do governo Lula, que foi a criação da SAMU. Não faz muito tempo, pouco mais de 10 anos, Brasil afora qualquer acidentado era transportado inadequadamente no transporte que fosse possível, desde viaturas a táxis, enfim, de qualquer jeito.

E os transplantes e tratamento de doenças complexas como o tratamento contra o câncer, por exemplo, quem cobre? Um paciente com sintomas de câncer pode fazer o tratamento com cobertura 100% do SUS, enquanto muitos planos de saúde esbarram em autorizações e burocracias para o início do tratamento. E como todos nós sabemos, quanto mais cedo um paciente do câncer trava uma luta contra essa doença, maior é chance de cura.

Em 2013 foram realizados nada menos que 9,7 milhões de procedimentos de quimioterapia e radioterapia. Tudo via SUS, com um custo altíssimo, mas garantido a todos os brasileiros e brasileiras sem distinção, de forma universal. Que avanço! E pensar que o sistema público de saúde também realiza 19 mil transplantes anuais e mais de 230 mil cirurgias cardíacas. Quantas vidas salvas!

E mais recentemente, iniciativas como o programa Mais Médicos mostram a preocupação do Estado em fortalecer e resolver as lacunas do sistema. Esse programa tem demonstrado resultados positivos em áreas mais vulneráveis, onde a população não tinha acesso ao atendimento básico de saúde. Já são quase 20 mil novos profissionais, atingindo 63 milhões de brasileiros que não tinham atendimento médico. E nas universidades, foram criadas mais de 5 mil novas vagas para a formação de novos médicos brasileiros, com perspectiva de ultrapassar a casa de 11 mil daqui a dois anos.

Mesmo com todas essas conquistas, existe uma preocupação muito clara do Governo Federal em modernizar e qualificar o SUS, especialmente a partir do presidente Lula e, agora, com Dilma. As UPAs (Unidades de Pronto Atendimento 24h) são um exemplo. Outra importante etapa para esse processo pode começar em breve, com o programa Mais Especialidades. A intenção é dar vazão ao principal gargalo no atendimento de saúde da população: o aumento da procura por médicos especialistas encaminhados pelo atendimento básico de saúde. Oftalmologia e ortopedia são naturais candidatas para o início do projeto. Isso reforça que o SUS, esse jovem que recém completou 25 anos, ainda tem muito para crescer e oferecer para o país.

Tem muito ainda que eu gostaria de falar sobre o SUS. Porém, fecho por aqui com o que é principal na visão que me filio: se todos nós somos usuários do SUS, é nossa obrigação também defendê-lo e mantê-lo. Ao longo dos anos, as políticas de saúde vivenciam o forte impacto de custos financeiros cada vez mais altos, fruto de novas tecnologias diagnósticas e terapêuticas. A contínua pesquisa para aprimoramento científico para o atendimento das necessidades humanas e a política global de patentes são aspectos que compõem a necessidade cada vez mais ampla de recursos.

Neste contexto, de atender todas as pessoas, com o máximo de qualidade tecnológica que merecem, é claro que existe um subfinanciamento do Sistema de Saúde no Brasil. Ainda assim, vamos pensar juntos e com um exemplo concreto: diferente de hospitais privados, o SUS é “porta aberta”, o que significa que toda a pessoa que procure atendimento tem o direito de receber cuidados, mesmo que muitas vezes ele ocorra na dificuldade.

Com este texto estou negando as dificuldades? Taxo o SUS como perfeito? Não. Ainda há muito por fazer. Tem muito espaço para a saúde brasileira avançar, muito o que melhorar. Mas nas milhares de opiniões que damos todos os dias, remetendo ao início deste texto, vamos cuidar de preservar este que é um dos maiores patrimônios de todos os brasileiros e brasileiras. O melhor é usarmos nossa energia na busca de soluções que assegurem um sistema cada vez melhor, inclusive na construção de fontes adequadas de financiamento. A saúde é um direito universal e uma conquista e tanto para uma nação, ainda mais num mundo onde a maioria dos países não garante esse direito a seus cidadãos.

Maria do Rosário é deputada federal (PT/RS)

 O NOSSO “PRESENTE” DE ANIVERSÁRIO PARA a TV GLOBO.
 


EM SESSÃO SOLENE – ESVAZIADA E TRUCULENTA – CÂMARA DOS DEPUTADOS FEZ “HOMENAGEM À EMISSORA”. LADO A LADO, EDUARDO CUNHA E UM DOS FILHOS DA FAMÍLIA MARINHO, TROCARAM “AFAGOS E ELOGIOS”, DEIXANDO DE LADO, EM DECORRÊNCIA DOS SEUS ATUAIS INTERESSES INCONFESSÁVEIS, AS OFENSAS E ACUSAÇÕES DO PASSADO RECENTE, QUANDO UM DIZIA QUE O OUTRO ERA CORRUPTO E O OUTRO ACUSAVA O “UM” DE PRATICAR UM JORNALISMO SEM VERGONHA.


 

VALE LEMBRAR QUE A TV GLOBO NASCEU E CRESCEU COM A DITADURA MILITAR. ENQUANTO BRASILEIROS ERAM TORTURADOS E MORTOS NOS PORÕES DA DITADURA, A FAMÍLIA MARINHO ENRIQUECIA E GANHAVA CONCESSÕES EM PARCERIA COM POLÍTICOS DA ENTÃO ARENA, EX PDS, PFL E AGORA DEM.

 

IMPOSSÍVEL ESQUECER QUE A TV GLOBO FOI CONTRA AS ELEIÇÕES DIRETAS, PARTICIPOU DO ESCÂNDALO DA PROCONSULT, SEMPRE ESTEVE CONTRA OS PROJETOS DE INTERESSE DOS TRABALHADORES BRASILEIROS. A TV QUE FAZ ANIVERSÁRIO, É A TV DA MONTAGEM DE DEBATES PARA ELEGER COLLOR DE MELLO E DERROTAR LULA.


TV GLOBO É SINÔNIMO DE MONOPÓLIO, DE SUFOCO E ESTRANGULAMENTO DA CONCORRÊNCIA E MANIPULAÇÃO DA INFORMAÇÃO, É A TV DE PROGRAMAÇÃO VULGAR COMO O “BBB” OU IDIOTIZANTE COMO O DOMINGÃO DO FAUSTÃO. 

 

NUNCA ESQUECENDO QUE A TV GLOBO REÚNE OS PRINCIPAIS JORNALISTAS TUCANOS QUE FINGEM NÃO PARTIDARIZAR SUAS OPINIÕES E O NOTICIÁRIO.

 

COMPROVAÇÃO DO QUE DIGO ??

 

O JORNALISMO DA FAMÍLIA MARINHO NA VISÃO DE EDUARDO CUNHA

Papelão de O Globo, contra mim, contra os evangélicos e… CONTRA A VERDADE DOS FATOS

O GLOBO ATACA EDUARDO CUNHA

O ESCÂNDALO DA PROCONSULT

SOCIEDADE ENTRE A GLOBO E A FAMÍLIA SARNEY

Estamos em 2045 e os livros de História do Brasil dizem que o PT com Lula e Dilma aumentaram os salários do trabalhador, melhorou a educação e a saúde, aumentou a capacidade de produção de petróleo e o Pré-Sal está sendo uma benção para a nação.

 

No mesmo livro dirá que a ‘oposição sem rumo’ quis vender a Petrobras, dar um Golpe de Estado em 2015 e que não colocou um prego numa barra de sabão.

 

A História sempre nos conta a verdade como diz a doutora em História pela UFF Vania Maria Cury do Blog FALTA HISTÓRIA.

Há intelectuais que querem nos fazer crer que estamos vivendo no Brasil uma polarização de posições políticas entre esquerda e direita, entre neoliberais e bolivarianos, entre uma classe média “coxinha” e os trabalhadores, e por aí vai. De quebra assistimos à condenação do governo federal e do PT como corruptos. Isso é o que vemos na superfície e que gera uma insatisfação geral.

O que não está visível são os principais atores que impulsionam essa polarização e seus objetivos. Um primeiro passo para entendermos essa situação é olhar para o lucro das grandes empresas e bancos. As empresas que têm ações na Bovespa, que são as maiores, tiveram aumento de seu lucro da ordem de 46% em 2014, se comparado ao lucro de 2013. E os bancos, algo entre 26% (Itaú) e 30% (Safra). Isso numa economia em que o crescimento do PIB de 2014 ficou próximo de zero. Como se opera esse milagre? Essa rentabilidade depende muito da taxa Selic, que remunera a dívida pública, e das taxas cobradas pela intermediação financeira sobre empréstimos e financiamentos pelos bancos.

O governo federal, adotando políticas contracíclicas para garantir o dinamismo da economia brasileira diante da crise internacional, em 2009 reduziu a taxa Selic; em 2010 sofreu pressões para aumentá-la novamente; em 2011 retomou a política de baixar os juros. Como consequência, 2014 apresentou o menor superávit primário desde 1999, ou seja, a menor remuneração para os rentistas. O setor rentista também se sentiu ameaçado com a ação dos bancos públicos – Caixa e BNDES, especialmente –, que aumentaram o crédito, baixaram os juros e ganharam mercado. Os bancos públicos, de 35% do mercado que detinham em 2009, chegam a 55% em 2015. O congelamento dos preços da gasolina e da eletricidade tem o mesmo sentido, de preservar a capacidade de compra das pessoas e manter o dinamismo do mercado interno, e também contrariou interesses das empresas concessionárias.

Como consequência dessas políticas, o grande empresariado e o setor financeiro se uniram contra a redução da rentabilidade do rentismo, contra as políticas anticíclicas, contra o governo Dilma. Isso se expressou nas eleições de 2014 e nas tentativas de desestabilização política que continuam até hoje.

A estratégia defendida pelos governos do PT, de promover um impacto “keynesiano” de estímulo da economia pelo lado da demanda, de preservação do emprego, pode ser observada na distribuição entre renda do trabalho (salários, pensões, aposentadorias) e renda do capital (lucros, juros, aluguéis e renda da terra) nas contas nacionais. A participação da renda do trabalho no PIB era de 35% em 2003; em 2013, foi de 47%. O rentismo disputa a retomada de parcela maior da renda nacional, travando, com isso, o impacto esperado das políticas contracíclicas e o desenvolvimento do país.

Pesquisas recentes mostram uma classe média tradicional assustada com o cenário econômico, com medo do desemprego, com medo de uma perda maior de poder aquisitivo, coisa que já estão sentindo. Há muito tempo não se via esse medo voltar. É essa insatisfação que é trabalhada pela grande imprensa escrita e televisiva, e mesmo internacional, para direcioná-la contra o governo e até para criar a pressão “fora Dilma”. Não importa que a crise seja internacional e que seja de fato necessário equilibrar as contas do país. Importa que o ajuste não toque nos mais ricos e a corrupção passe a ser a explicação da situação atual.

Essa estratégia de focar a corrupção para promover o desgaste do governo está trazendo resultados inesperados, pois atinge o sistema político como um todo. As ações do Ministério Público implicam também os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Aécio Neves, todos os partidos e outras personalidades denuncistas da oposição.

É com base nas denúncias contra a corrupção que a oposição quer mobilizar a população contra o governo, e tem conseguido bons resultados. Mas a classe média que foi para as ruas é um setor muito desinformado. Até uma simples pergunta de quem assumiria a Presidência num eventual impedimento de Dilma fica sem resposta para a maioria dos manifestantes. Apenas 27% defendem “fora Dilma”. Eles estão na rua para defender o que entendem por seus direitos num cenário econômico recessivo, o que guarda semelhança com as demandas apresentadas pelas centrais sindicais em outra recente manifestação de peso.

Também é importante lembrar que 37 milhões de brasileiros votaram branco ou nulo nas últimas eleições, ou seja, não se posicionaram em relação às opções eleitorais disponíveis. Isso não significa que não tenham opiniões, mas que não se sentem representados ou não valorizam mais este sistema político. Temos de lembrar também o rechaço aos partidos políticos, seja nas manifestações de junho de 2013, seja nas de 15 de março deste ano. Quando políticos quiseram se manifestar, ouviram da população nas ruas um veto: gritava-se “sem partido, sem partido”. É o próprio sistema político que está em xeque, e não este ou aquele partido. É uma oportunidade interessante enfrentar essa falsa polarização, promovendo um trabalho de esclarecimento público sobre os verdadeiros agentes e interesses que apostam na desestabilização do governo. Se ao lado desses esclarecimentos surgir um forte movimento de defesa dos direitos sociais, também buscando mobilizar a classe média, então o jogo pode mudar e a reforma política por uma Constituinte independente pode se tornar uma bandeira de muitos, de uma ampla aliança da cidadania com capacidade para mudar a correlação de forças. Diretas Já! foi assim.

Silvio Caccia Bava

Diretor e editor-chefe do Le Monde Diplomatique Brasil

Blog da Dilma no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDilmaRousseff

Quando peixe, milho e até leite não são saudáveis

O Ministério da Saúde acaba de lançar uma cartilha que promete revolucionar a forma como o brasileiro vê a alimentação. O novo Guia Alimentar para a População Brasileira faz uma divisão entre alimentos naturais, processados e ultraprocessados. É nisso que as pessoas devem prestar atenção na hora de escolher o que vão pôr no prato

Por Fernanda Vidigal, da Agência Senado

Consuma menos gordura, coma tantas porções de carboidratos e não passe de 2 mil calorias diárias. As clássicas recomendações dos nutricionistas estão com os dias contados. O Ministério da Saúde acaba de lançar uma cartilha que promete revolucionar a forma como o brasileiro vê a alimentação. Em vez de classificá-los simplesmente como carboidratos, proteínas e lipídeos, o novo Guia Alimentar para a População Brasileira faz uma divisão entre alimentos naturais, processados e ultraprocessados. É nisso que as pessoas devem prestar atenção na hora de escolher o que vão pôr no prato.

Nem todo alimento de peixe, por exemplo, é saudável. O fresco é. Contém boas doses de proteína, vitaminas e minerais. O atum e a sardinha em lata estão um degrau abaixo. Eles recebem da indústria altas quantidades de sal e óleo para serem conservados. Apesar de manter parte dos nutrientes, o processamento altera o alimento original: o óleo aumenta a densidade calórica do peixe e o excesso de sódio é associado a doenças do coração. O peixe empanado já é outra história. Para fazer os nuggets, a indústria usa gordura vegetal hidrogenada, corantes, realçadores de sabor, ingredientes prejudiciais à saúde. São tantas adições, que, quando o alimento é ultraprocessado, não sobra praticamente nada do original — apenas o nome, o que dá uma falsa impressão a quem consome o produto.

O mesmo raciocínio vale para leite, queijo e bebida láctea; milho verde, em conserva e cereal matinal; trigo (em farinha ou em grão), pão caseiro e pão de forma (inclusive o integral).

Para manter a saúde, a regra de ouro do guia é priorizar os alimentos naturais ou minimamente processados, como o tradicional arroz com feijão. Óleos, sal e açúcar, com moderação, temperam sem alterar a qualidade nutricional do prato. As conservas, os queijos e os pães artesanais entram em pequenas quantidades, para compor pratos baseados em alimentos frescos. Já produtos como lasanha pronta, macarrão instantâneo e embutidos devem ser evitados.

Ricos em açúcares, gorduras, com teor elevado de sódio, pouca fibra e alta densidade energética, os ultraprocessados têm uma composição nutricional desbalanceada. Estão diretamente relacionados à obesidade e a outras doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e vários tipos de câncer.

— Essa abordagem que deixa claro o quanto os produtos ultraprocessados não são saudáveis é inédita — afirma Elisabetta Recine, coordenadora do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutricional da Universidade de Brasília (UnB).

Não bastam nutrientes

Preocupados com o avanço da obesidade, os especialistas perceberam que não bastava só orientar ingerir mais ou menos carboidratos, proteínas, gorduras. Até porque isso pode levar a um pensamento errado de que basta consumir qualquer produto que tenha os nutrientes para estar bem alimentado.

Hoje é fácil encontrar embalagens de bebidas lácteas, achocolatados e barrinhas de cereais anunciando vitaminas, minerais e fibras. Esses nutrientes, porém, não têm os mesmos efeitos do que os encontrados, por exemplo, numa maçã. É o alimento em si — com toda a sinergia dos seus compostos — que faz a diferença para a saúde, e não o nutriente isolado.

— É comprovado que os nutrientes adicionados pela indústria não reproduzem os mesmos efeitos que os de alimentos in natura. Eles podem até ser danosos — ressalta Maria Laura Louzada, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da Universidade de São Paulo, que participou do projeto.

Os industrializados, porém, estão cada dia mais presentes na mesa nacional. Por isso, a nova classificação do guia — que não  coloca mais no mesmo grupo o arroz e o cereal matinal, por exemplo — ganha importância.

O feijão ainda é o alimento preferido dos brasileiros, mas vem perdendo espaço dos anos 70 para cá. E não só ele. Pesquisas mostram que alimentos tradicionais, como arroz, carne, leite, ovos, tiveram um decréscimo intenso. Em compensação, refrigerante, salsicha, sorvetes e comida pronta congelada começaram a encher a geladeira das famílias.

Cerca de um quarto das crianças de 5 a 10 anos comem biscoitos recheados, balas e doces praticamente todo dia, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2009. O refrigerante é outra preferência nacional: 23,3% dos brasileiros tomam a bebida, ao menos, cinco vezes por semana. Por outro lado, só 26,3% comem a quantidade adequada de hortaliças e frutas.

Um dado interessante é que a compra de sal, açúcar e óleo, ingredientes básicos para cozinhar, também reduziu. Não é um bom sinal, entretanto. É um péssimo sinal. Mostra é que estamos parando de comer comida de verdade. Os ultraprocessados estão tomando o lugar dos alimentos tradicionais. E o preço não justifica a troca: no Brasil, ainda é mais barato preparar refeições em casa que consumir produtos prontos. Na Inglaterra, por exemplo, isso não acontece.

É nos países de renda baixa e média que os ultraprocessados encontram mais terreno para crescer. No Brasil, saltaram de menos de 20% nos anos 1980 para, em 2009, 28% do total das calorias ingeridas. Bem abaixo, ainda, dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Nesses países, o índice ultrapassa os 50%.

Com 70% ainda de calorias vindas de alimentos frescos, o  Brasil tem uma janela de oportunidade para reverter o quadro:

— Os países que têm uma cultura culinária mais forte, como Brasil e França, têm menos uso hoje de industrializados. A força da alimentação tradicional é uma das barreiras para frear essa transição — afirma Maria Laura.

Cultura à mesa

Com linguagem fácil, o novo guia, elaborado em parceria com o Nupens (USP) e com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), pretende alcançar toda a população, e não só os profissionais da saúde. O texto está disponível na internet e os 60 mil exemplares impressos vão para hospitais e escolas. Segundo o Ministério da Saúde, o próximo passo é desenvolver estratégias para divulgar o conteúdo, entre elas vídeos e cursos de autoaprendizagem.

Outra originalidade do guia é que ele valoriza a cultura culinária de todas as regiões. Fala de comida caseira, e não só de alimentos isolados. Essa novidade brasileira tem gerado repercussão internacional.

Um dos mais importantes sites americanos de notícias, o Vox, classificou o guia brasileiro como o melhor do mundo: “Eles não agrupam os alimentos em grupos. Em vez disso, focam em refeições e estimulam a cozinhar em casa”. Michael Pollan, autor de livros como Em Defesa da Comida, classificou o guia como radical. Marion Nestlé, professora da New York University, elogiou o texto por ser baseado em comida. E o jornal da Associação Mundial de Nutrição em Saúde Pública (WPHNA, na sigla em inglês) destacou, na edição de dezembro, o foco em refeições e nas dimensões sociais e culturais da alimentação.

O guia mostra que é possível ter uma alimentação saudável seguindo a tradição da cozinha brasileira. As recomendações foram baseadas no que comem no dia a dia os 20% de brasileiros que, segundo a POF 2009, mantêm hábitos alimentares tradicionais. Entre os exemplos, café com leite, tapioca, cuscuz, a dupla arroz com feijão, farinha de mandioca, angu, pernil, jiló, abóbora e até feijoada.

— Tem uma sabedoria na cultura. Tanto na comida quanto nas festas e religiões — diz Sônia Hirsch, jornalista e escritora de 19 livros sobre alimentação e saúde, como Meditando na Cozinha.

Em um dos capítulos, o guia reforça que essa sabedoria está presente também quando se combinam num prato alimentos típicos do país. Por isso, preparar uma refeição com arroz, feijão, carne e mandioca, por exemplo, é bem diferente — para a saúde, a cultura, a sociedade — do que comprar lasanha congelada.

— É importante manter uma relação verdadeira com a comida, porque o corpo é de verdade, a mente é de verdade. E comida de verdade traz benefícios inegáveis à saúde, porque ela não tem só nutrientes, tem energia também — destaca Sônia.

Onde e como são tão importantes quanto o que comer

O que muita gente ainda não se dá conta é de que o ambiente é capaz de decidir o que as pessoas vão comer. Em frente à TV, no ônibus ou na rua, as escolhas, em geral, são alimentos prontos para consumo, como biscoitos, doces, salgadinhos de pacote. Afinal, não exigem garfo nem faca e estão disponíveis em todo lugar: da farmácia ao posto de gasolina. À mesa, porém, come-se mais comida “de verdade”, como frango, macarrão e legumes. O modo de comer também é mais saudável: envolve cozinhar, colocar a mesa e, se possível, compartilhar o momento.

— O ambiente está o tempo todo colocando em risco a nossa decisão de fazer escolhas saudáveis. A importância desse aspecto é uma novidade do guia — avalia a professora Elisabetta Recine, da UnB.

Comer mais ou menos, fator-chave para o ganho de peso, também tem a ver com o ambiente. Ingere menos calorias quem come com atenção, devagar, em local tranquilo. A distração — que hoje não é só da TV: tem celular, tablet, notebook — atrapalha o cérebro a entender quando é hora de parar de comer.

— É muito difícil sentir a mesma saciedade comendo duas bolachas ou as mesmas calorias num prato de comida. O cérebro fica enganado com o volume menor e aí comemos mais — explica Maria Laura Louzada, da USP.

Quem já tentou comer só uma batatinha do pacote sabe que controlar a vontade é um desafio. Também, pudera. Açúcares, gorduras e aditivos deixam os ultraprocessados extremamente saborosos. E as embalagens são gigantes. “É maior o risco do consumo involuntário de calorias e maior, portanto, o risco de obesidade”, diz o guia.

— O problema da obesidade é muito complexo. Envolve o ato de comer, o ambiente, os padrões de consumo — diz Maria Laura.

O guia tem o objetivo também de impedir o avanço da doença no Brasil. Se a fome até pouco tempo atrás assustava o país, hoje o que preocupa é o excesso de peso.

Pesquisas do IBGE mostram um aumento expressivo e contínuo da obesidade desde a década de 80. Os últimos dados, de 2013, indicam que metade dos adultos está acima do peso ideal e 17,5% estão obesos. Entre as crianças, 33% estão acima do peso. Com esses números, já somos o quinto lugar no ranking mundial do excesso de peso. Realidade que pesa também sobre os cofres públicos: o SUS gasta R$ 488 milhões por ano com a obesidade e doenças relacionadas, como diabetes, cardiopatias e câncer de mama.

— O resgate da qualidade alimentar é muito importante, mas estamos em um contexto que dificulta isso — diz Roberta Cassani, da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição.

A oferta de alimentos frescos pode ser um desses obstáculos para quem quer se alimentar de forma saudável. Além de onipresentes, os ultraprocessados investem pesado em propaganda. Mais de dois terços dos comerciais sobre alimentos na TV anunciam fast food, guloseimas, refrigerantes. A maioria, dirigida a crianças e adolescentes. Para o Ministério da Saúde, o poder público pode atuar com regulamentação da publicidade e taxação. O México, por exemplo, aumentou a tributação sobre refrigerantes e tem tido resultados positivos.

— É preciso dar condições para as pessoas abandonarem os ultraprocessados. Elas precisam saber que eles não fazem bem à saúde, precisam poder comprar alimentos frescos e saber cozinhar. O ambiente tem que colaborar — afirma Elisabetta.

Projetos pedem rótulos mais informativos e claros

 

Na embalagem, o destaque é para a laranja. Mas dentro da caixinha do néctar não é ela que impera. Pela lei, 40% apenas são suco. Os 60% restantes são água e açúcar. O rótulo até diz isso, mas nem todo mundo percebe. As letras miúdas não ajudam a dar destaque à lista de ingredientes, que traz a composição do alimento em ordem decrescente.

— A lista é a informação mais útil para o consumidor fazer escolhas saudáveis. Se você quer um cereal matinal e o primeiro ingrediente é açúcar, então ele não é uma boa opção — explica Francine Lima, criadora do canal Do Campo à Mesa, no YouTube.

No Senado, projetos querem tornar essas informações mais claras e acessíveis ao consumidor. Um deles (PLS 126/2014), do ex-senador Jayme Campos, sugere o uso de recursos gráficos, como ícones, para que o consumidor saiba de imediato do que é feito o produto. Ideia semelhante já é adotada pelo Reino Unido, que usa as cores do sinal de trânsito para simbolizar a quantidade de gordura, açúcar e sódio. Se for alta, é vermelho; média, amarelo; e baixa, verde.

No Brasil, a medida está em debate pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Francine, que participa da discussão na agência, propõe que a composição dos produtos seja dividida em três listas: alimento, ingrediente culinário (açúcar, sal, gordura) e aditivo. Assim, ficaria mais fácil, afirma, identificar os ultraprocessados.

— No caso do refresco em pó, com essa separação, você veria que ele não tem alimento quase nenhum e uma lista bem grande de aditivos, além de açúcar.

Outra proposta no Senado quer justamente advertir sobre os males do açúcar. Pelo texto, de José Medeiros (PLS 8/2015), os rótulos das bebidas adoçadas (refresco, néctar, refrigerante) devem trazer textos e imagens de alerta, como nos maços de cigarro, sobre os problemas do consumo excessivo de açúcar .

— A ideia é impactar, chamar a atenção para a obesidade e ajudar a conscientizar as pessoas — diz o senador.

O teor de açúcar nas bebidas prontas surpreende. Uma caixinha (200 ml) de néctar de fruta pode ter 20 g; e uma lata de refrigerante (355 ml), 37 g. Sozinhas, essas bebidas já fornecem quase o limite de açúcar diário. O máximo deve ser 50g/dia (cerca de 5 colheres de sopa), recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O açúcar está escondido também em ketchup, mostarda, molho de tomate. A grande parte do açúcar consumido no mundo vem justamente de produtos como esses, não vistos como doces. Preocupada com isso, a OMS acaba de lançar diretrizes para limitar as adições do ingrediente pela indústria. Com o mesmo objetivo, projeto de Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) quer fixar teor máximo para açúcar e gorduras nos industrializados (PLS 106/2010).

Para ajudar quem come fora de casa, o senador propõe, no PLS 489/2011, que restaurantes e lanchonetes divulguem a composição nutricional dos alimentos. Para Valadares, faltam informações para o consumidor:

— Devemos focar na educação, mostrando ao consumidor que ele é que detém o poder da escolha. E, com a informação nutricional, vamos ajudá-lo a priorizar a saúde — afirma.

10 passos para uma alimentação saudável

Faça dos alimentos naturais a base da alimentação

Use óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades

Limite o consumo de produtos processados

Evite os ultraprocessados

Coma com regularidade e atenção e, se possível, com companhia

Faça compras em locais que ofereçam alimentos frescos, como feiras

Desenvolva, exercite e partilhe habilidades culinárias

Planeje o tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece

Fora de casa, dê preferência a comidas feitas na hora

10 Seja crítico quanto à publicidade de alimentos

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Na noite desta última quinta-feira, 09, o Gerente de Políticas e Proteção do Idoso da Secretaria Estadual de Defesa e Proteção Social (Sedeps), Luciano Francisco (Professor Luciano) esteve visitando a Comunidade Underground Com Cristo e conversando com membros da diretória.

A Comunidade Underground com Cristo é um ministério pertencente a Portas Abertas Brasil que está há 12 anos despertando pessoas para servir a Igreja Perseguida. É uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países onde existe algum tipo de proibição, condenação, execução ou ameaça à vida das pessoas ou à sua liberdade de crer e cultuar Jesus Cristo. 

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A comunidade tem um projeto chamado: Bote salva vidas – voltado para jovens, adultos, crianças usuários de drogas licitas e não licitas, reeducando e reconduzindo ao mercado de trabalho. Segundo o Pastor Natanael e o Pastor Reginaldo, depois desta visita eles também vão trabalhar nos municípios onde atuam as políticas públicas para o idoso através de projetos apresentados.

Segundo o Gerente Luciano, a população idosa no Brasil está crescendo. De acordo com dados extraídos do site IBGE, atualmente a população do Estado do Tocantins é de 1.510.144 habitantes, neste total 9,73% são idosos equivale a 146.937,1085 pessoas acima de 60 anos. Ainda segundo estimativas do site este total até 2030 chegará a 13,86% equivale a 209.306,097, ou seja, um aumento de 4,13% ou 62.3689,472 novos idosos;

E preciso que os municípios se atentem a esta realidade dentro dos órgãos responsáveis, criando o Conselho e o Fundo Municipal da Pessoa Idosa, além de trabalhar com olhar diferente nas políticas públicas desta demanda populacional. O profissional responsável por um grupo de idosos, ele necessita ter a capacidade de realizar ações que não apenas supram as necessidades de lazer da pessoa idosa, de ocupação de seu tempo livre, mas é necessário ter um olhar inovador e trabalhar com o idoso em sua totalidade, proporcionando o desenvolvimento social, psicológico e biológico dessa população.

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Podemos dizer que o objetivo central é promover a inclusão social e garantir os direitos sociais desses cidadãos, uma vez que grande parcela da população idosa brasileira se encontra desprotegida. É com estas estruturações de diálogos com ministérios, religiões, CRAS, CREAS, Assistência social, prefeituras, grupos de idosos e simpatizantes nos municípios que teremos mais órgãos competentes e mais profissionais capacitados para desenvolver uma ação com ética e compromisso. 

Gradativamente serão feitas visitas ou um contato possibilitando um momento para falar da importância de criar, adicionar ou impulsionar em suas políticas públicas a questão do Idoso fomentando e apresentando projetos que viabilize ainda mais essas ações.

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Na manhã do dia 29 de março, o Gerente Estadual de Políticas e Proteção do Idoso da Secretaria Estadual de Defesa Social – SEDES, Luciano Francisco (Professor Luciano), esteve na sede da AAPOPA – Associação dos Aposentados de Paraíso. O motivo da visita foi a busca por informações quanto ao conhecimento da entidade com relação à formação do Conselho Municipal do Idoso.

O gerente desde que assumiu vem dentre várias lutas dando uma atenção mais especial na organização e estruturação dos Conselhos Municipais da Pessoa Idosa, pois, segundo ele este é um canal efetivo de participação, que possibilizam o estabelecimento de uma sociedade na qual a cidadania não é mais apenas um direito, mas sim, uma realidade. E também é uma forma de estreitar a relação entre o governo e sociedade civil a partir da participação popular em conjunto com a administração pública nas decisões regentes na sociedade.

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O conselho também pode atuar na questão da fiscalização, falta de assistência e abandono, saúde através de levantamentos de dados que possibilite identificar as mais diversas doenças oferecendo assim melhor qualidade de vida para o idoso dentre outros. O conselho do Idoso, assim como todos os demais conselhos são auxiliadores do administrador público e parceiro do município para que a política pública seja a melhor possível e a mais próxima daqueles que necessitam.

Na oportunidade foi deixado o material de apoio com o passo a passo de como formar o Conselho Municipal do Idoso.

O Gerente de Políticas e Proteção do Idoso da Secretaria Estadual de Defesa e Proteção Social Luciano Francisco, junto com o Gerente de Políticas e Proteção do Deficiente Willimar de Jesus, estiveram presentes na audiência pública para discutir o projeto do Transporte BRT (Bus Rapid Transit – Ônibus de Trânsito Rápido). O evento, organizado pela Secretaria Municipal de Acessibilidade, Mobilidade, Trânsito e Transportes, foi realizado na noite de sexta-feira, 27, na Câmara Municipal de Palmas.

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Na oportunidade Luciano Francisco elogiou a estrutura do BRT e perguntou como seriam tratadas as políticas públicas para o idoso neste novo modelo de trânsito e questionou sobre a questão do passe livre para pessoa idosa. Em resposta foi feito um convite para participar da reunião com o Conselho Municipal de Acessibilidade, Mobilidade e Transporte.

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 Diversas autoridades compuseram a mesa de honra, entre eles, o senador da República Donizeti Nogueira (PT), Carlos Amastha (PP), presidente da Câmara, vereador Rogério Freitas (PMDB), o presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano de Palmas (IMPUP), Luiz Masaru Hayakawa, e o procurador geral do município, Públio Borges. Dentre outros.

 

Durante 2 anos a mídia tupiniquim bateu no Governo e na Petrobras, por que a gasolina não aumentava. Na verdade a política foi segurar os preços em um período de crise internacional, para que a inflação não fosse impactada. Agora, quando a Gasolina aumenta, a mesma mídia bate duro por que esta aumentando. E pela forma como as noticias são veiculadas, parece que a Gasolina no Brasil é a mais cara, ou das mais caras do mundo. E o povo cai nesta esparrela. Vai abaixo o resultado da pesquisa “Pain at the Pump: Gasoline Prices by Country”, realizado pela Bloomberg.

1º Turquia – R$6,61; 2º Noruega – R$ 6,61; 3º Países Baixos – R$ 5,80; 4º Itália – R$ 5,77; 5º França – R$ 5,72; 6º Suécia – R$ 5,67; 7º Grécia – R$ 5,49; 8º Portugal – R$ 5,43; 9º Hong Kong – R$ 5,36; 10º Bélgica – R$ 5,24; 11º Finlândia – R$ 5,22
12º Alemanha – R$ 5,13; 13º Irlanda – R$ 5,08; 14º Reino Unido – R$ 5,06; 15º Dinamarca – R$ 5,04; 16º Israel – R$ 5,53; 17º Eslovênia – R$ 4,99; 18º Malta – R$ 4,80; 19º Eslováquia – R$ 4,77; 20º Suiça – R$ 4,77; 21º Hungria – R$ 4,76
22º Espanha – R$ 4,75; 23º Áustria – R$ 4,39; 24º Rep. Checa – R$ 4,39; 25º Chipre – R$ 4,38; 26º Lituânia – R$ 4,38…
Nesta mesma lista o Brasil esta em quadragésimo lugar R$ 3,45. A pesquisa é feita periodicamente em 60 países. Como a pesquisa é em dólar, para calcular os valores em reais usei R$2,70 por dólar. 

posto ipiranga

Não bastasse isto, houve um avanço significativo no poder aquisitivo dos brasileiros. Então, só comparando:

Em 2002, no fim do Governo FHC : Gasolina R 2,25 e Salário Mínimo R$ 200,00. Com o Valor do Salário Mínimo se comprava 89 litros de Gasolina. Hoje: Gasolina R$ 3,45 e Salário Mínimo R$ 788,00. Com o Valor do Salário Mínimo dá pra comprar 228 litros de Gasolina.

Este mesmo poder aquisitivo permitiu que milhões de pessoas que nunca tinham tido um carro, hoje possam tê-lo. E são também consomem esta gasolina que não consumiriam, se não tivessem o carro, ou os carros, que compraram por que melhorou substantivamente o poder aquisitivo durante os governos do PT.

Então vamos parar com esta xurumela de reclamar que a Gasolina subiu. Quem tem carro, e eu não tenho, que se organize e planeje para gastar menos gasolina. Conheço muitos que reclamam, mas que não abrem mão do carro nem pra ir na padaria a duas quadra da casa deles.

E tem outra: O preço da gasolina não é tabelado. Hoje vi na rua preços diferentes em postos diferentes.3,29

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Aliás, se quer reclamar, seria bom falar de um imposto, que esta na Constituição e que este sim deveríamos cobrar que os deputados regulamentem: O Imposto Sobre Grandes Fortunas. Se o Congresso Nacional 3,60regulamentar este Imposto, estará ai a possibilidade de subsidiar outras políticas, como o preço do óleo diesel, da energia, etc…

Outro dia publiquei aqui um artigo sobre o valor da Gasolina.Mostrei aqui, com dados do Bloomberg, que é falsa a ideia de que temos a gasolina mais cara do mundo. Quem tem dúvidas é só clicar no link e verificar. Tem um outro mito, que diz que a carga tributária do Brasil é a mais alta do mundo. Não é não. Na verdade a grande mídia só defende os interesses das grandes fortunas, que no Brasil pagam, (quando pagam), a menos carga tributária do mundo para grandes fortunas(Duvida? Clica neste link pra ler então). É que no Brasil os Impostos são regressivos, ou seja, recaem mais sobre os mais pobres e menos sobre os mais ricos, diferente de boa parte dos demais países que estão na lista comparativa do artigo doBlog Novas Cartas Persas, que publico abaixo.

Mitos são assim: alguém cria, outros repetem e os demais acreditam e passam adiante. E quanto mais a narrativa é ouvida sem reflexão, mais o mito se torna incontestável e se torna verdade. Também em economia os mitos existem. Mas raramente resistem à frieza dos fatos duros. Assim, o Novas Cartas Persas inaugura a seção “Mitos Econômicos Brasileiros”, que vai procurar justamente estimular a reflexão e o debate para desmistificar o senso comum construído e disseminado no noticiário.

Os primeiros três mitos da seção se referem à famigerada “carga tributária”, eternizada todo ano, em “recordes” registrados pelo diletante “impostômetro”, sempre uma boa pauta para os últimos meses do ano. Não raramente, as notícias do “impostômetro”, data de recolhimento de imposto de renda ou sobre carga tributária vêm também acompanhadas da opinião (sem fundamento) travestida de fato: “a carga tributária do Brasil, que é a mais alta do mundo…”; ou ainda “o brasileiro é quem mais paga imposto no mundo…”. E assim ficamos.

Não é beeeem assim. Estamos longe de ter a maior carga tributária do mundo. Vamos aos fatos. Quando comparamos com os países da OCDE, em geral capazes de prover serviços públicos de qualidade, constatamos que o Brasil não está nem no “top 10” da lista da OCDE:

 

Carga Tributária OCDE e BrasilEm comparação com os países ricos, não temos, nem de longe, a maior carga tributária do mundo: o país está no meio da tabela, é o 15º entre 35 países. Em listas com mais países, como o da Heritage Foundation, o Brasil cai para a 30ª posição.

Devidamente comprovado que a Carga Tributária NÃO É a maior do mundo, os arautos do negativismo dirão então que “não é a maior carga tributária, mas é uma das maiores do mundo”. Já mudou o discurso, mas ainda não explica o verdadeiro conteúdo da Carga Tributária aqui no Brasil e nos demais países. Por exemplo: O Brasil tem um dos maiores Sistemas de Seguridade Social do Mundo (Aposentadoria, Fundo de Garantia,Seguro Desemprego, Auxilio Doença, Salário Maternidade, Sistema Único de Saúde, etc…) Ou seja, boa parte do que aparentemente vai para o Estado, volta para o cidadão. Por isto vai aqui o artigoMitos econômicos brasileiros #2: “O Brasil tem uma carga tributária muito elevada”, também extraido do Blog Novas Conversas Persas.

Segue o Artigo

Os “arautos da carga tributária” mais bem informados podem até reconhecer que é bobagem dizer que o brasileiro é quem mais paga impostos no mundo. Mas, ainda assim, poderão objetar que se trata de uma carga extremamente elevada, semelhante à do Reino Unido (35,2%) e bem maior que a de Canadá (30,7%) e Suíça (28,2%), que, diferentemente do Brasil, têm  excelente provisão de serviços públicos e seguridade social.

Certo. É verdade que muita gente paga muito imposto no Brasil, especialmente os assalariados (essa discussão merece ser feita, mas é outro debate). Mas fazer uma comparação usando apenas um único parâmetro, o de Carga Tributária Bruta (CTB) simplifica as coisas: dá a impressão de que Tributos = Dinheiro do Estado. Na realidade, as coisas não são bem assim. Um debate mal feito leva a políticas mal feitas. O “truque” está no uso disseminado e exclusivo do conceito de CTB, ou seja, total de impostos dividido pelo PIB.

Só que nem todo o dinheiro arrecadado pelo Estado fica com ele. Para fazer uma comparação justa dos países ricos com o Brasil (ou com qualquer país) é preciso ver efetivamente o quanto fica com o Estado.

Acontece que, do total “bruto” recolhido dos impostos pelo Estado, parte é redistribuída diretamente para o cidadão, na forma de transferências obrigatórias (aposentadorias, pensões, assistência e programas de renda mínima) e subsídios (financiamento habitacional, da produção industrial e agrícola, por exemplo), e não entra efetivamente na “caixa preta”.

Ao subtrair essas transferências e subsídios do total de tributos arrecadados pelo poder público temos a “carga tributária líquida” (CTL). O conceito é bastante útil para a análise. A CTL é a quantidade de recursos que efetivamente fica com União, estados e municípios para prover serviços públicos, investir em infraestrutura, defesa, manter a máquina, pagar juros etc.. Comparações com outros países usando esse conceito dão um ponto de partida melhor para debates sobre a eficiência do Estado.

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Quando se trabalha com o conceito de CTL, o quadro brasileiro parece bem menos assustador: a carga tributária líquida do Brasil em 2012 vai de 35,85% para 19,82%. Mais: em comparação com o ano passado, a carga tributária líquida na verdade caiu (-1,74%) em relação ao ano anterior. Entre 2002 e 2012, a carga tributária líquida ficou praticamente estável, variando entre 17,28%, em 2003, e 20,17%, em 2011. Na média do período, a CTL ficou em 19,96% ao ano.

Na comparação com outros países, o Brasil “cai pelas tabelas”. No levantamento feito em 2008 (referente a 2007) pelo IPEA, entre 18 países, o país tinha a 10ª maior carga tributária bruta da lista, mas a 13ª carga tributária líquida.

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Ainda assim, vendo o Brasil na 13ª posição não parece convincente (já que se esquece que é uma lista com 18 países). Mas quando outros países são incluídos na comparação, a carga tributária no Brasil já não parece ser tão alta. De acordo com dados de 2011 do Banco Mundial, ao se excluir da carga tributária transferências obrigatórias (como pensões e multas), o Brasil aparece na 59ª posição, entre 104 países, ficando muito próximo da média mundial e atrás de países como Chile, Uruguai e África do Sul, além, claro, de muitos países desenvolvidos (clique no gráfico abaixo para ampliar).

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Ao contrário de muitos países emergentes, o Brasil tem um sistema universal de aposentadoria, o que é sistematicamente ignorado nos noticiários sobre impostos e “carga tributária”. E mais: diferentemente de muitos desses países e até mesmo dos EUA, o Brasil também possui um sistema público universal e gratuito de saúde, o SUS (embora, claro, não tenha a qualidade do sistema de países europeus) e, diferentemente de países como o Chile, o país oferece educação pública e gratuita, embora a qualidade em geral seja muito ruim. Mas isso explica em grande parte por que a carga continua sendo mais elevada que outros países emergentes que não possuem tal sistema de serviços públicos.

PS: O conceito de Carga Tributária Líquida ajuda, mas tampouco conta toda a história. Para entender um pouco mais esse quadro complexo, leia mais no post Mito Econômico Brasileiro #3

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Na segunda-feira (16), iniciou-se no Teatro Cora Coralina o Curso Gratuito de Capacitação para Cuidador de Idoso. Na sua abertura estiveram presentes os Membros da Secretaria Estadual de Defesa e Proteção Social, o Gerente de Políticas e Proteção do Idoso – Luciano Francisco e o Presidente do Conselho Estadual do Idoso – André Luiz. Na oportunidade foram distribuídas as Cartilhas sobre o Estatuto do Idoso e o passo a passo para formação do Conselho Municipal da Pessoa Idosa.

O Gerente de Políticas e Proteção do Idoso, Luciano Francisco, falou sobre a importância do Curso para a cidade e principalmente para o idoso, elogiou a iniciativa do Grupo dos Vicentinos representado na pessoa do Dr. Osvaldo e falou sobre a importância de se ter um Conselho Municipal do Idoso no Município.

11Gerente de Políticas e Proteção do Idoso da Secretaria Estadual de Defesa e Proteção Social – Luciano Francisco 

O curso seguirá com sua grade dia 16, 18, 23, 27, 30 de março. E 01, 06, 08, 13, 15, 22. Sendo 23 de abril o encerramento. Contará com uma equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, assistente social, fisioterapeuta, odontólogo, nutricionista, educador físico e psicólogo. Segundo os organizadores, após o término deste curso serão abertas novas inscrições para novas turmas.

O Presidente do Conselho Estadual do Idoso disponibilizou todo apoio necessário para com relação a conteúdos para instrução dos futuros cuidadores de Idosos.

q3Presidente do Conselho Estadual do Idoso – André Luiz e Gerente de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria Estadual de Defesa e Proteção social

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Tomou posse neste início de mês numa quarta – feira, 11, o Gerente de Políticas e Proteção do Idoso, Luciano Francisco dos Santos. A gerência é integrada à Diretoria de Políticas Afirmativas e Proteção de Direitos da Secretaria de Defesa e Proteção Social, órgão norteador dos Direitos Humanos no Estado.

w1Gerente de Políticas e Proteção do Idoso da Secretaria Estadual de Proteção Social

Segundo o Gerente Luciano Francisco, o desafio é grande e muito trabalho virá pela frente. “É demostrada uma grande preocupação da atual gestão na execução de um trabalho efetivo na área. Contamos com o apoio da sociedade civil organizada, integrantes de conselhos, entidades afins e parceiros de governo, para darmos corpo a uma política robusta, que realmente traga benefício à população”, afirmou.

A gerência tem também agregado ao seu corpo administrativo Conselhos Municipais dos Direitos da Pessoa Idosa e o Conselho Estadual da Pessoa Idosa, o que facilitará a construção de um trabalho em conjunto. A estrutura da pasta traz outras gerências ligadas aos direitos humanos, sendo: gerência de Políticas e Proteção para as Mulheres, de Promoção da Igualdade Racial, de Políticas e Proteção do Deficiente, de Políticas e Proteção da Diversidade Sexual e de Prevenção Contra as Drogas.

Em entrevista concedida na mídia a Secretária de Defesa e Proteção Social, Gleidy Braga, ressalta que as políticas de direitos humanos são a espinha dorsal da sociedade, sendo garantida pela Constituição Federal e sua aplicação implica na vida de todos.

 

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Para o deputado federal Henrique Fontana (PT-RS), a frase do ex-presidente tucano de que a corrupção no Brasil “é uma mocinha de muito poucos anos, quase um bebê” é um desrespeito às pessoas que conhecem minimamente a história do Brasil; “É preciso perguntar ao ex-presidente por que algumas pessoas esconderam dinheiro no banco HSBC no exterior, desde a década de 1990″, questiona; texto publicado no site do PT aponta que “a história comprova que muito antes de deflagrada a Lava Jato, denúncias sobre esquemas fraudulentos na petrolífera despontavam, ainda que timidamente, na mídia”; deputada federal Margarida Salomão (PT-MG) acredita que a afirmação de FHC revela que o intelecto do ex-presidente está sendo prejudicado pela disputa partidária e pelo ódio político; “Ao dizer que a corrupção no Brasil é um bebê, o ex-presidente dá mostras indiscutíveis de senilidade”, diz

 

O Governo de Aécio/Anastasia do PSDB, em doze anos arrombou as finanças do estado de Minas Gerais. Uma das razões dessa diferença foi a antecipação de dividendos das empresas públicas ao longo de 2014. Empresas de que o governo do Estado é acionista, como a Cemig e a Copasa, anteciparam dividendos que só deveriam ser pagos este ano. Um exemplo desse artifício foi o pagamento de dividendos de R$ 60 milhões da MGI – Minas Gerais Participações, em 30 de dezembro, a dois dias do final do mandato.

Mesmo tendo antecipado a retirada desses dividendos, o recurso constava como receita a ser arrecadada em 2015, no total R$ 4,7 bilhões patrimoniais. Com a avaliação feita pela nova administração, foi descoberto que restou apenas R$ 1,1 bi em dividendos, sendo R$ 500 milhões passíveis de antecipação em 2015. Este é o quadro de ‘congestão financeira’ dos governos tucanos liderados por Aécio.

“Não vamos receber esse ano os dividendos de 2014, pois os valores foram todos antecipados até o limite”, explicou o secretário da Fazenda José Afonso Bicalho. Devido ao déficit, o estado vai zerar os investimentos com recursos próprios, mas serão realizadas obras e contratação de serviços com recursos vinculados e de operações de crédito.

Apesar da grave situação financeira do Estado, o governador Fernando Pimentel assegurou a aplicação constitucional de 12% na educação, 25% na saúde e 1% na Fapemig- Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais, e todos os aumentos salariais dos servidores autorizados por lei. Os aumentos salariais serão pagos ao longo de 2015.

“O pagamento da folha está garantido, mas é importante destacarmos que a mudança no orçamento nada tem a ver com a falácia de que seria culpa das contas do governo federal. A peça anterior não era factível”, disse o governador. Além disso, é ordem de Pimentel priorizar as demandas da educação. “Temos a proposta de pagar o piso salarial e temos um grupo de trabalho com os representantes. A ordem é repassar para q educação qualquer folga orçamentária”, disse Helvécio.

Balanço parcial da situação deixada pelos governos de Aécio, Anastasia e Alberto – a trinca de Ás responsável pela derrocada do Estado de Minas Gerais

O governo do PSDB sob o comando de Aécio Neves levou ao sucateamento dos serviços públicos em todas as áreas. O malfadado Choque de Gestão deixa o estado em situação de caos, afunilando nossa economia e colocando Minas Gerais na contramão do desenvolvimento.

Reconstruir Minas Gerais será o maior desafio da gestão de Fernando Pimentel. Veja alguns dos problemas que o petista enfrenta desde o 1º de janeiro de 2015:

Educação – Os professores mineiros não recebem o Piso Salarial Profissional Nacional definido por Lei Federal. Nem o mínimo constitucional para a Educação (25% da receita estadual) é aplicado, o que gerou uma dívida com o setor de 8 bilhões de reais. Faltam mais de 1 milhão de vagas para o Ensino Médio na rede pública. Por causa da falta de estrutura, existem escolas estaduais funcionando em locais antes utilizados como motel e posto de gasolina. Fora o quadro de instabilidade causado pela extinção da Lei 100.

Saúde – Também sem a aplicação do mínimo constitucional para a Saúde, os mineiros seguem marcados pela amarga gestão do SUS/MG. Nenhum novo hospital. Nenhum programa estruturador. Some-se a isso uma ação movida pelo Ministério Público que questiona desvios da verba da Saúde para a Copasa da ordem de mais de 5 bilhões de reais. Outra ação questiona um superfaturamento na compra de medicamentos entre 2008 e 2012, que causou um rombo de 28 milhões de reais aos cofres públicos mineiros.

Economia – Acumulada principalmente nos últimos 12 anos, a dívida pública mineira está estimada em 102 bilhões de reais, colocando Minas Gerais na posição de 2º estado mais endividado do país. Apesar dos pagamentos de juros e amortização, a dívida cresce. A crise pela qual passa nosso estado já garantiu para 2015 baixas orçamentárias nas secretarias de Planejamento e Gestão, de Transportes e Obras Públicas e na de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Previdência – A extinção do Funpemg (Fundo de Previdência do Estado de Minas Gerais) como forma de apropriação dos recursos do fundo para cobrir os déficits do caixa mineiro foi um dos maiores golpes contra o povo de Minas Gerais. Ainda assim, somente no ano passado, o Tesouro Estadual precisou fazer um aporte de 5,9 bilhões de reais para cobrir o pagamento de benefícios previdenciários. Parte desse dinheiro foi excluído do pagamento com despesas de pessoal.

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Mãe, o último domingo – 15 de março – foi um dia sombrio.

Pelas ruas do Brasil, por nossas largas avenidas, uma ruidosa marcha de milhares de pessoas revelou a infâmia escondida nos porões ou em baús onde o medo e as mortes de centenas de brasileiros permanecem impunes.

Depois de trinta anos de redemocratização é que eles, da direita brasileira, realizam sua maior manifestação pública de massas.

Ali estavam perfilados com absurdas faixas os nostálgicos da cadeira-do-dragão e do pau-de-arara, os matadores de crianças, os que diziam que os métodos da Gestapo estavam ultrapassados, os querem reduzir a maioridade penal, a bancada da bala, a Opus-Dei e a Rede Globo. 

O desfile, que contou com o entusiasmo e presença de notórios torturadores, como é o caso de Carlos Alberto Augusto – conhecido nas masmorras da repressão como “Carlinhos Metralha” – que, para a glória eterna de Médice e Geisel, distribuía selfies e sorrisos ao vangloriar-se de sua participação, em 1973, no “Massacre da Chácara São Bento”, comandada pelo delegado Fleury, em Paulista (PE).

Naquele episódio a jovem Soledad Barret, presa e grávida como tu, minha mãe, fora morta com mais seis companheiros, todos sob a mais lancinante tortura. Ela, como todos, foi entregue pelo famigerado agente infiltrado Cabo Anselmo. Tal agente era o pai do filho que Soledad carregava.

Mãe, sinto-me agitado em teu ventre e a memória da carne retorna sob as botas do tirano e pergunto, afinal,  quem deu aos verdugos o direito à luz do sol depois de tantos anos de escuridão?

Como a impunidade pode ser tão escandalosa?

Em mim, pequena mãe, vou compreendo cada vez mais que os navios negreiros e seus mercadores ainda permanecem como guias-espirituais de nossas elites. A violência, então, não apenas ressignifica essa ‘gente diferenciada’ mas confere-lhe lugar de proa no corolário dos comboios dos pescoços amarrados em pescoços que, através dos séculos, fez do suplicio sua mão possessa no pasto da brutal formação da nacionalidade, como ensinou Darcy Ribeiro.

Mãe, alguns amigos e parentes, dos mais queridos, estavam lá e vejo pelas redes sociais de como o esgoto, o lixo e pesticidas altamente desfolhantes – destes que se consomem em grandes goles e que está sendo servido diuturnamente pela mídia golpista – pôde fazer tanto estrago nas mentalidades. Alguns deles passarão por essas palavras noturnas e espero que reflitam sobre as consequências de dar, ao cio dos fascistas, a cadela do obscurantismo.

Sei o quanto dói na gente, em ti, em mim, em meus irmãos, a lembrança destes episódios na qual fomos torturados dentro do próprio Ministério do Exército, no Pelotão de Investigações Criminais, em Brasília, ou na Barão de Mesquita, no Rio de Janeiro.

Mãe, a tortura ainda permanece dentro da gente.  Do capuz escuro aparece um medo cortante e, por todos os dias, anos que se seguem, vamos aprendendo a enfrentar a mão colérica dos que nos queriam mortos e desaparecidos, sepultados numa vala comum, como indigentes. 

Sobrevivemos porque, tanto tu como o Paulo resistiram a morte precoce e a loucura. Temos, então, responsabilidade nos estampidos da artilharia. 

Eles, os violentos, não passarão!

Hecilda, pequena mãe, seguiremos na luta!

Por Paulo Fonteles Filho.

Negócios familiares, proximidade com governos, financiamento de campanhas e diversificação de atividades – da telefonia ao setor armamentício – compõem a história das gigantes Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. 

Apesar de mais conhecidas no Brasil por sua atuação no setor de construção civil, as chamadas “quatro irmãs” – Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez – hoje atuam em diversas outras atividades. As empreiteiras respondem apenas por parte dos lucros destes grupos econômicos que atuam em todos os continentes, com foco nos mercados da África, América Latina e Ásia. Juntas, possuem empreendimentos que vão do agronegócio à moda, passando pela petroquímica, setor armamentício, telefonia e operação de concessões diversas.

Os controladores, porém, permanecem os mesmos e os maiores ganhos ficam com as famílias que comandam as empresas. “O controle de base familiar é uma característica da formação do capital monopolista dos grupos econômicos constituídos no Brasil. Embora isso não impeça a abertura de capital, esta é feita de modo a preservar sempre o controle acionário dos ativos mais rentáveis pelas famílias controladoras. Isso confere à estrutura societária desses grupos um formato piramidal, em que um controlador último controla toda uma cadeia de empresas”, analisa o cientista político da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) João Roberto, que coordena o Instituto Mais Democracia.

Além do controle familiar, outro traço comum é o fato de serem grandes financiadoras de campanhas. Entre as eleições de 2002 e 2012, juntas, as quatro empresas investiram mais de R$ 479 milhões em diversos comitês partidários e candidaturas pelo Brasil. No Estado do Rio de Janeiro, o PMDB é de longe o partido mais beneficiado, com R$ 6,27 milhões, mais que a soma dos quatro seguintes: PT, PSDB, PV e DEM. Porém os repasses podem ser ainda maiores em anos não-eleitorais. Em 2013, por exemplo, somente a Odebrecht repassou R$ 11 milhões dos R$ 17 milhões arrecadados pelo PMDB. Veja mais no infográfico:

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Infografia: Bruno Fonseca

Além dos contratos para obras públicas, o governo federal também incentiva o negócio dessas empresas através do BNDES. Por meio da Lei de Acesso à Informação a reportagem apurou que, entre 2004 e 2013, o banco realizou 1665 transferências para as construtoras das “quatro irmãs”, totalizando mais de R$ 1,7 bilhão em empréstimos. Deste total, a Odebrecht e Andrade Gutierrez foram as maiores beneficiadas, levando R$ 1,1 bilhão. As duas também lideram o ranking de desembolsos para operações de exportação entre 2009 e março de 2014. Juntas, levaram mais de U$ 5,8 bilhões em empréstimos neste segmento. “É importante chamar a atenção para o fato de que o BNDES também tem participações, através do BNDESPAR no capital de empresas controladas pelas referidas empreiteiras, como a CPFL, controlada pela Camargo Correa; a Braskem, controlada pela Odebrecht; e da Oi/Telemar, controlada pela Andrade Gutierrez”, destaca João Roberto.

Conheça a história dessas quatro gigantes.

OAS

“Obras Arranjadas pelo Sogro”, “Obrigado Amigo Sogro”, “Organização Apoiada pelo Sogro”… As paródias com a sigla da construtora OAS vão tão longe quanto a imaginação permite. Em comum, a eterna gratidão da empresa ao “sogro”, que pode ser descrito com outras três letras: ACM, ou Antônio Carlos Magalhães, político símbolo do coronelismo na Bahia. Já o referido genro atende pelo nome de Cesar Araújo Mata Pires, dono do grupo empresarial, que debutou na lista de bilionários da Forbes em 2014 com aproximadamente R$ 3,6 bilhões em patrimônio pessoal.

Criada em 1976, a empresa levou apenas oito anos para ficar entre as dez maiores do Brasil. Além do “A” de Cesar Araújo, a sigla da companhia traz outros dois sobrenomes: “O” de Durval Olivieri e “S” de Carlos Suarez. Em comum, os três tinham ainda experiência de trabalho na construtora Odebrecht.

ACM na sala de ex-votos e graças alcançadas da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador (BA) – Foto: Mathieu Bertrand Struck

ACM na sala de ex-votos e graças alcançadas da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador (BA) – Foto: Mathieu Bertrand Struck

Assim, a OAS começou a atuar por meio de subcontratos com a Odebrecht. Foi por meio dela também que Cesar Araújo conheceu o então governador Antonio Carlos Magalhães. O futuro encontro dele com a filha de ACM iria aquecer não só seus corações, mas também os negócios da empresa.

Leia mais: um jogo para poucos

Segundo o historiador Pedro Campos, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a OAS atuava apenas no nordeste até o final da década de 80, em especial nos estados governados por aliados de ACM. “A ARENA era muito poderosa no norte e nordeste. E Antonio Carlos tinha muitos aliados ali. A OAS chega ao sudeste apenas na década de 90”, diz. Ex-proprietário da TV Bahia, retransmissora da Globo na região, e filiado ao PSD, Mata Pires de fato deve muito ao sogro pela ascensão da OAS.

Hoje, no Rio de Janeiro, a empresa é responsável pela construção da Transcarioca, parte do consórcio Porto Novo S/A e é uma das controladoras do Metrô Rio, por intermédio da Invepar. Dentre os projetos ligados à Copa e Olimpíadas, a OAS também participa dos consórcios do Porto Maravilha (R$ 7,7 bilhões), Transolímpica (R$ 1,6 bilhão), Reabilitação Ambiental da Bacia de Jacarepaguá (R$ 673 milhões), do VLT (R$ 1,2 bilhão), além de ter feito as obras de controle de enchentes na Praça da Bandeira, próximo ao Maracanã (R$ 292 milhões).

Foto: Mídia Ninja

Foto: Mídia Ninja

A OAS foi a empresa que mais financiou campanhas de Sergio Cabral para o governo do Estado: foi repassado R$ 1,8 milhão diretamente para suas duas candidaturas, em 2006 e 2010. Em 2008, a construtora também investiu no principal candidato à prefeitura do Rio: foram R$ 350 mil diretamente para a campanha de Eduardo Paes. Ainda que se leve em conta os R$ 850 milhões repassados para o comitê financeiro do PMDB no Rio de Janeiro entre 2006 e 2012, os financiamentos de campanha são uma bagatela perto dos contratos bilionários firmados com a empresa durante a gestão de ambos.

Apesar do êxito da empresa em todo o país, as condições de trabalho para os operários da OAS estão longe de serem as melhores. Após fiscalização em obras do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo no ano passado, o Ministério Público e Ministério do Trabalho encontraram nada menos que 111 operários em condições análogas à escravidão. A OAS foi obrigada a pagar multa de R$ 15 milhões.

A OAS foi a empreiteira entre as “quatro irmãs” que mais demorou para se internacionalizar, expandindo seus negócios apenas em 2003. Atualmente já realiza diversas operações internacionais, algumas delas por meio da OAS Finance Limited, subsidiária nas Ilhas Virgens Britânicas, e  toca projetos em praticamente toda América do Sul e Central, além de Moçambique, Angola, Guiné Equatorial, Gana e Guiné, na África.

No Brasil, a OAS foi uma das investigadas pela Polícia Federal, durante a Operação Caixa Preta, por irregularidades na licitação de obras em 10 aeroportos. A Justiça Federal do Distrito Federal julga os envolvidos por fraude nas licitações e formação de quadrilha. Quatro obras ainda estão em fase de inquérito no Ministério Público: os aeroportos de Uberlândia, Cuiabá, Corumbá e de Brasília.

O Império de Areia

Em 1926, seria difícil imaginar que as carroças de Sebastião Ferraz de Camargo um dia fariam de sua futura viúva a mulher mais rica do Brasil, com um patrimônio de US$ 13 bilhões. Aos 17 anos o jovem de Jaú (SP) transportava areia para a construção de estradas no interior paulista. Dez anos depois, fundou a Camargo Corrêa & Cia Ltda em parceria com o advogado Sylvio Correa, que deixaria sua marca no nome da empresa mesmo tendo saído dela em 1964. Em 1985, Sebastião Camargo já comandava a maior empreiteira do Brasil e era doutor honoris causa na Escola Superior de Guerra – mesmo tendo o primário inconcluso.

Diplomação na Escola Superior de Guerra (Créditos: Acervo CDMCC)

Diplomação na Escola Superior de Guerra (Créditos: Acervo CDMCC)

De fato, não foram apenas os cavalos que levaram a carroça de Sebastião ao topo da economia brasileira. Sua decisiva proximidade com a cúpula de Brasília começou com a construção das vias de acesso à própria capital, no Governo JK, mas foi estreitada com a ditadura militar. “A Camargo Correa é a maior empreiteira do regime militar, a mais vinculada com o projeto da ditadura”, afirma o historiador Pedro Campos.

Na época, Sebastião se tornou alvo de grupos guerrilheiros, como a Ação da Libertadora Nacional (ALN) e a VPR, comandada por Carlos Lamarca. Seu nome é mencionado em depoimentos e publicações da ALN como alvo preferencial, ao lado de outros empresários, como Pery Igel (Grupo Ultra/Ultragás) e Roberto Campos (Univest/Investbanco). “Existe uma características comum entre os três supracitados cavalheiros: todos financiam a repressão policial da ditadura, pagam os carrascos da OBAN (Operação Bandeirantes) e dão prêmios de milhões de cruzeiros por cada guerrilheiro assassinado”, publicou a ALN na quinta edição de seu jornal “Venceremos”.

A proximidade com a ditadura também lhe rendeu diversas obras públicas para alavancar seu negócio, mesmo fora do Brasil. A participação de sua empresa na construção da hidrelétrica de Itaipu, por exemplo, teria sido uma imposição ao governo de Ernesto Geisel feita por seu parceiro de pescaria, o ditador Alfredo Stroessner, que governou o Paraguai por 35 anos.

Avesso a entrevistas, Sebastião Camargo declarava abertamente sua simpatia pelo regime autoritário, mesmo após a redemocratização. “Acho que o grande progresso do Brasil foi no governo militar”, disse o fundador da empreiteira em entrevista para a Folha de São Paulo, em 1990.

Reprodução da tese “A ditadura dos empreiteiros” de Pedro Campos

Reprodução da tese “A ditadura dos empreiteiros” de Pedro Campos

Enquanto se fortalecia na construção civil, Sebastião começou a diversificar e internacionalizar seus negócios. Em 1978, a empresa estreou no exterior na liderança de um consórcio internacional para construir uma usina hidrelétrica na Venezuela. A estratégia funcionou. Em 2012 pouco mais da metade da receita líquida de R$ 23,372 bilhões da empresa veio do ramo de cimento (com a InterCement) ou engenharia; o restante vem de áreas como concessões de transporte e energia (CCR, CPFL Energia), indústria naval (Estaleiro Atlântico Sul), incorporação imobiliária e vestuários e calçados (Alpargatas). Pertencem a este último grupo, inclusive, as marcas mais conhecidas da empresa, como as Havaianas, Topper, Rainha, Mizuno e Osklen.

O império da mais antiga das empreiteiras se viu fortemente abalado em 2009 com a operação Castelo de Areia da Polícia Federal. A investigação sobre crimes financeiros e lavagem de dinheiro da empresa trouxe à tona denúncias de formação de cartel, fraudes a licitações e pagamentos milionários a políticos de alto escalão, que beneficiariam inclusive o atual vice-presidente Michel Temer. Envolvendo diversos partidos, como o PMDB, PT, PSDB, PR, DEM, PCdoB, PSB e PP, a investigação causou embaraços tanto ao governo Lula como à oposição.

A Camargo Corrêa foi denunciada pelo Ministério Público Federal por formação de cartel nas obras do metrô de Salvador junto com a Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão e outras empresas que também estariam envolvidas no acordo. Para se defender, contratou os serviços de advocacia do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos por nada menos que R$ 15 milhões. A batalha jurídica chegou ao Supremo Tribunal de Justiça, que suspendeu a operação em 2011, alegando ilegalidade na coleta de provas.

Leia mais: um jogo para poucos

Ainda hoje, porém, a Camargo Corrêa sente os efeitos da investigação. Documentos ausentes do processo original da Castelo de Areia chegaram ao Procurador-Geral da República no final do ano passado e podem reabrir o caso, que envolveria também um esquema de pagamento de propinas na concessão do Metrô Rio durante a gestão de Sérgio Cabral. Segundo reportagem da RevistaÉpoca, a Polícia Federal teria descoberto tardiamente a relação entre parte das provas apreendidas na operação e o pagamento de uma dívida de R$ 40 milhões do Estado do Rio com a Camargo Corrêa por intermédio da Opportrans. Esta empresa do Grupo Opportunity teria quitado a dívida do Estado em 12 parcelas em 2008, livrando-o assim de cinco ações judiciais movida pela empreiteira. Por sua vez a Opportrans ganhou a renovação de seu controle da concessão do Metrô Rio até 2038, porém a repassou um ano depois para a OAS e os fundos de pensão do Banco do Brasil e da Petrobras. A reportagem aponta que, para cada parcela recebida pela Camargo Corrêa, 5% teria sido destinado a Wilson Carlos de Carvalho, secretário de Governo e coordenador das campanhas de Cabral. Amigo de longa data, marido de sua prima e ex-sócio do Governador, Carlos Emanuel Miranda também teria recebido o mesmo quinhão, por meio de pagamentos no exterior.

Em 2010, ao lado da OAS, a Camargo Corrêa foi a empresa que mais investiu na campanha de Sérgio Cabral para o governo do Estado. Na ocasião, a empresa doou R$ 2 milhões para o PMDB apenas no Rio de Janeiro. Deste total, R$ 1 milhão foi para a campanha de Cabral. Antigo aliado do PMDB, Lindbergh Farias (PT) recebeu o mesmo valor para sua candidatura ao senado. Hoje rival da chapa peemedebista – pré-candidato ao governo do Rio – Lindbergh recebeu ainda R$ 250 mil diretamente do empresário Julio Gerin de Almeida Camargo naquele ano.

Dentre as quatro irmãs, a Camargo é a empreiteira com menor participação em projetos envolvendo Copa e Olimpíadas. Suas participações se dão por intermédio da Invepar, empresa controlada por ela junto com os três maiores fundos de pensão do país. A Invepar está presente nas obras da Transolímpica e do VLT do Centro do Rio de Janeiro, cujos orçamentos somados chegam a R$ 2,8 bilhões. Por meio da Intercement, outra empresa do seu grupo econômico, a Camargo Corrêa consta ainda entre os condenados pelo CADE no caso do “cartel do cimento”, onde o órgão aplicou a maior da multa de sua histórica: R$ 3,1 bilhões.

De Minas para o mundo

Santo Estevão, Sant’Ana e São Miguel. Assim são chamadas as administradoras que controlam a holding Andrade Gutierrez S.A, segundo levantamento do projeto Proprietários do Brasil. Por trás da santa trindade estão cerca de vinte membros da família Andrade e dois da Gutierrez, que dividem entre si o controle das três empresas; à frente, um dos maiores grupos econômicos do Brasil, com uma receita líquida de quase 14 bilhões de reais em 2012, segundo seu último relatório financeiro publicado.

Juscelino Kubitschek com a faixa presidencial

Juscelino Kubitschek com a faixa presidencial

Da pequena empresa iniciada em Minas Gerais na década de 40 pelos irmãos Roberto e Gabriel Andrade, ao lado do amigo Flávio Gutierrez, até a atual multinacional presente em 44 países (incluindo grandes potências como Alemanha, Rússia, Índia e países com economia de menor expressão como Gana, Ucrânia e Argélia), há um longo caminho marcado por um faro apurado para oportunidades.

Irmão de Roberto e Gabriel,

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