Blog | Luis Antonio 13



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Rádio Transmissão

Vereador - Luis Antônio

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Pesquisa divulgada nesta manhã aponta a presidente Dilma Rousseff na liderança, com 39% das intenções de voto, contra 31% da adversária do PSB, Marina Silva; Aécio Neves se mantém isolado na terceira posição, com 15%; em comparação com a última pesquisa, divulgada no dia 3, Dilma cresceu dois pontos, Marina caiu dois e Aécio estagnou; em um eventual segundo turno, as candidatas do PT e PSB empatam tecnicamente; Marina teria 43%, contra 42% de Dilma; levantamento foi encomendado pela CNI

Votarei para que a nossa diplomacia permaneça independente, aliada às causas justas, sem tirar os sapatos nas alfândegas usamericanas e endossar o terrorismo bélico dos EUA, que dissemina lagrimas e sofrimentos em tantas regiões do planeta

 

1. Apesar das mazelas e contradições do PT e do atual governo, votarei em Dilma para que se aprimorem as políticas sociais que, nos últimos 12 anos, tiraram da miséria 36 milhões de brasileiros.

2. Votarei para que o Brasil prossiga independente e soberano, livre das ingerências do FMI e do Banco Mundial, distante dos ditames da União Europeia e crítico às ações imperialistas dos EUA.

3. Votarei pela integração latino-americana e caribenha; pelo solidário apoio aos governos de Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador e Uruguai; pela autonomia da CELAC e do Mercosul.

4. Votarei pelo respeito ao direito constitucional de greves e manifestações públicas, sem criminalização dos movimentos sociais e de seus líderes.

5. Votarei pela Política Nacional de Participação Social; pela manutenção de cotas em universidades; pelo Enem, o Pronatec e o ProUni; e pelo aumento do percentual do PIB aplicado em educação.

6. Votarei a favor do Programa Mais Médicos que, graças à sua ação preventiva, fez decrescer a mortalidade infantil para 15,7 em cada 1.000 nascidos vivos.

7. Votarei pelo crédito facilitado e o reajuste anual do salário mínimo, de modo a ampliar o poder aquisitivo das famílias brasileiras, a ponto de viagens aéreas deixarem de ser um luxo das classes abastadas.

8. Votarei para que o trabalho escravo em fazendas do agronegócio seja severamente punido e tais propriedades confiscadas em prol da reforma agrária.

9. Votarei para que a Polícia Federal prossiga apartidária, efetuando prisões até mesmo de membros do governo, combatendo o narcotráfico, o contrabando e a atividade nefasta dos doleiros.

10. Votarei para que a inflação seja mantida sob controle e, no Brasil, o crescimento do IDH seja considerado mais importante que o do PIB. Se nosso PIB cresce pouco, nosso IDH é o segundo do mundo, atrás apenas dos EUA, se considerarmos o tamanho da população.

11. Votarei para que a nossa diplomacia permaneça independente, aliada às causas justas, sem tirar os sapatos nas alfândegas usamericanas e endossar o terrorismo bélico dos EUA, que dissemina lagrimas e sofrimentos em tantas regiões do planeta.

12. Votarei pela preservação do Marco Zero da internet, sem ingerência das gigantes de telecomunicações, interessadas em mercantilizar as redes sociais e manter controle sobre a comunicação digital.

13. Votarei, enfim, por um Brasil melhor, mesmo sabendo que o atual governo é contraditório e incapaz de promover reformas de estruturas e punir os responsáveis pelos crimes da ditadura militar. Porém, temo o retrocesso e, na atual conjuntura, não troco o conhecido pelo desconhecido.

Frei Betto é escritor, autor de “O que a vida me ensinou” (Saraiva), entre outros livros.

 

Frei Betto

FREI BETTO

Texto de Andria Silva – To com vontade de escreverfalar tudo o que acho sobre o que a nossa presidente está passando , vou escrever

 

 

Confira aqui o seu na rede social. 
Eu sou Andria , tenho 19 anos e moro em uma pequena cidade do Ceará chamada Russas , com cerca de 70 mil habitantes, cresci assistindo horário político e sempre observando todos os candidatos, sempre gostei de causas sociais. 

 Cresci vendo todos os anos a batalha de lula por um pequeno espaço que as pessoas pobres não costumavam ter, quando enfim ele se elegeu vi o Brasil de verdade, aonde existe gente pobre, na miséria , em favelas. Sempre estudei em escola pública, e no meu ensino fundamental os professores não falavam sobre faculdade, ou futuro , na minha cidade, só existia um futuro , uma fábrica de sapatos ou lojas de comércio, faculdade era coisa de rico. 
Quando Dilma chegou , pra mim tudo mudou, vi programas serem implantados , como PROUNI, PRONATEC , FIES, SENAI, SENAC , o bolsa família que já era um programa do governo Lula foi melhorado, e agora vem a parte boa, na minha cidade, dentro de 9 anos que moro aqui só havia um hospital e uma maternidade, qualquer cirurgia era encaminhada pra capital Fortaleza , dentro de 4 anos , vi uma UPA , um CAPS , a implantação do SAMU , a vinda de profissionais de mais Médicos em postos de saúde da região, a melhoria e vinda de policias do ronda do quarteirão , e a melhor coisa uma faculdade federal de grande porte , antes do governo Dilma , quem quisesse ter um futuro teria que viajar uma hora e meia de ônibus para a cidade mais próxima , Mossoró no estado do Rio Grande do Norte , eu estudo Enfermagem e vejo com Dilma presidente um futuro pra mim, e a valorização do profissional da Saúde. Eu também fui um dos vários jovens que protestaram contra a revolta dos 20 centavos , eu também fui as ruas, também critiquei , e mais que isso , elogiei que dentro de duas semanas a presidente se reuniu com as autoridades do transporte e conseguiu baixar a tarifa de ônibus.Eu também fui um dos que era contra a copa , que achava que muito dinheiro foi gasto, achava que quando enfim chegasse a copa seria o holocausto no Brasil , e ai como foi? foi maravilhoso, fomos elogiados por vários jornais de outros países, e o que a copa trouxe pro Brasil ? mais empregos, muitas pessoas tiveram que aprender uma língua estrangeira , fizeram cursos e assim se prepararam , e sabe aquelas pessoas que assim como eu criticavam ? tiveram que calar a boca e aplaudir ,no Fim foi exatamente como Dilma pensou , agora parem e pensem nos outros candidatos que vocês tem em mente, será que conseguiriam acabar com manifestações daquele nível em tão pouco tempo ? 
Eu voto em Dilma

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Para o bispo de Jales (SP), dom Demétrio Valentin, ascensão de Marina Silva é “irreversível” e traz risco de fazer da religiosidade um instrumento de ação política: “a gente tem medo do fundamentalismo que ela pode proporcionar. Existe na Marina uma tendência ao radicalismo, pela convicção exagerada ao defender seus valores e suas motivações, que pode derivar para o fundamentalismo”; ele também lamenta o fato de a presidente Dilma Rousseff não ter estabelecido “muitas pontes” com a igreja

Na capa do jornal Valor Econômico de 08/09/2015

Um dos braços direitos de Marina Silva (PSB) na área econômica, Eduardo Giannetti, defendeu um “ajuste agudo e rápido” para agradar o mercado financeiro, inclusive ao banco Itaú.

“(…) Tendo a crer que vale a pena fazer o que precisa ser feito rapidamente”, disse.

Traduzindo o “ajuste agudo”: vai elevar juros e cortar investimentos em doses cavalares em 2015. Consequência: desemprego em massa.

Aumento em verbas sociais é conversa pra boi dormir.

Giannetti disse também que promessas contidas no programa de governo de Marina Silva, como aumento de verbas para programas sociais, não poderão ser cumpridas tão cedo pois dependerão do que sobrar no caixa do governo.

Em bom tucanês, Giannetti disse que as variáveis que vão determinar isso (o que sobra no caixa), são a arrecadação, crescimento e o “choque de gestão”.

Ou seja, em primeiro lugar virá o pagamento de juros mais altos para o Itaú, depois virá arrocho de salários e aposentadorias do funcionalismo e do INSS, demissões e fechamento de vagas nos concursos e cortes em investimentos que geram empregos.

Curioso Giannetti usar o termo tucano “choque de gestão”. Traduzindo, é o mercado financeiro ir bem, o povo ir mal e o estado acabar sucateado e depois quebrado.

Em Picasso, cubismo é arte. Ele está há séculos e anos-luz de distância das muitas faces de Marina Silva, em um só plano

Em Picasso, cubismo é arte. Ele está há séculos e anos-luz de distância das muitas faces de MarinaSilva, em um só plano

 A percepção de um rosto no coração da gente. Muitos já notaram o quanto Marina Silva se tornou uma pessoa feia em menos de 30 dias. No seu natural, ela nunca foi bonita. Mas havia nela uma face que, sem ser um feitiço para os olhos, despertava em todos nós um afeto, uma admiração, uma, já disse o bloco de carnaval do Rio de Janeiro, uma simpatia que era quase amor. Agora, não. Aquela voz que jamais anunciaria voo de avião no aeroporto, desagradável, áspera, aguda, agora vem trêmula, vacilante, mecânica, que lembra mais um discurso de robô em peito de lata.
E aqui eu faço uma breve suspensão para o cubismo. Com absoluta certeza, muitos já viram quadros de Picasso, em especial o “Retrato de Dora Maar”. Ou melhor, para maior choque, o quadro “Dora Maar com gato”. Para a nossa vista acostumada a volumes, ou à ilusão de volume que tem um desenho em perspectiva, o quadro é um horror. É um quadro cubista. Isso quer dizer: no cubismo, os objetos e pessoas representadas quebram-se em muitas faces, decompõem-se. O artista procura a visão total da figura, examinando-a em todos os ângulos ao mesmo tempo. E devido à fragmentação excessiva dos objetos, torna-se quase impossível a identificação da figura original. A pintura apresenta duas, três ou mais caras juntas em um mesmo rosto.
Pois assim tem sido Marina Silva. No último debate dos candidatos na Band, as suas muitas faces em um só plano eram quebradas, fragmentadas, expostas, mas reunidas todas em um só rosto. Mas sem harmonia para os olhos, aqui substituídos pelo que conhecemos dela. Por exemplo, ao ser questionada sobre as idas e vindas em São Paulo, sobre a sua candidatura estar ao lado de Alckmin e ao mesmo tempo não estar, ela afirmou: “Eu me sinto inteiramente coerente”. Aí vêm as coerências de um rosto cubista, porque assim falou Marina Silva: “Quando eu disse que não ia subir nos palanques que havia antes acordado com o nosso saudoso Eduardo Campos…” Notem o saudoso de passagem, mas saudade aí tem um conteúdo bem diferente do sentir falta.
Mas continuemos a reproduzir a fala da Marina saudosa, no sentido de quem tem uma alegre saudade: “Quando eu digo que quero governar com os melhores do PT, do PSDB e do PMDB…” Notem que ela substitui uma harmonia de ideias e valores partidários por uma seleção de melhores. Ótimo, para os ingênuos. Mas sob qual critério, os melhores serão eleitos por Marina, ela própria, que se acha a melhor dos melhores? E continua a rara orquídea decomposta em faces de um cubo: Ela criará o “Estado Mobilizador”, mas que diabo será isso? Uma injeção para uma corrida de 100 metros rasos? Não, é o Estado que nem é mínimo nem é provedor – e provedor vocês sabem o que é: é o Estado do Minha Casa, Minha Vida, por exemplo. Já o Estado Mobilizador é aquele capaz de mobilizar a iniciativa privada, empreendedorismo social, no atendimento das necessidades da população… Pelamordedeus: onde já se viu a iniciativa privada atender às necessidades da população? O valor do empresário, d aqueles mais empreendedores, é o lucro. Ponto.
Mas continuemos em outras faces e fases de Marina que ela justapõe no mesmo rosto. No debate da Band ela cravou: “Quero combater essa visão de apartar o Brasil, de que temos de combater as elites. O Guilherme, da Natura, faz parte da elite, mas os ianomâmis também. A Neca é parte da elite, mas o Chico Mendes também é parte da elite. Essa visão tacanha de ter de combater a elite deve ser combatida”. Meus amigos, essa eu vi e ouvi. Isso valeria para um atestado de óbito de um ex-militante socialista. Mas em Marina é apenas mais uma absurda face. A Neca, no caso, é acionista e herdeira do Banco Itaú, que para Marina é apenas uma educadora social. O Guilherme é um chapa, um cara legal, desinteressado,q eu joga dinheiro fora por nada, só por amor ao retrato de Dora Maar. E Chico Mendes, bem, é aquele cara que foi morto na luta na floresta. Mas todos estão juntos e na elite, lado ao lado dos ianomâmis. Não é piada, é um escárnio, que já vem pronto.
“O senhor Leal, da Natura, deve bilhões ao fisco”, respondeu Fidelix, outro candidato. E mais: “A gente sabe também que o banco Itaú não quer pagar R$ 18 bilhões pela compra do Itaú-Unibanco. E a senhora está com essas pessoas”. A isso Marina respondeu que os empresários que respondam, porque ela mesma está acima de coisas tão mesquinhas. Mas continuemos.
Em outra face do seu retrato cubista, Marina hoje se declara contra a esquerda, ao mesmo tempo que se filia à luta da militância no Acre, quando lhe é conveniente. E critica, e chama de “velha esquerda”, a que se acha dona da verdade, que acha que vai começar tudo do zero. Na educação, sobre o ensino do criacionismo em escolas, Marina defendeu uma educação “plural”: “Se você coloca claramente para as pessoas que existe uma outra visão, a do evolucionismo, não vejo nenhum demérito nisso”, Mas o evolucionismo não é uma outra visão, para ser posta ao lado da criação do mundo por Deus. É a diferença entre ciência e crença medieval.
Disse antes que nos últimos tempos Marina se transformou num retrato cubista e cometi um pecado. Em Picasso, cubismo é arte. Ele está há séculos e anos-luz de distância das muitas faces de Marina Silva, em um só plano. E o plano dela é, o que reúne todas as suas faces: chegar à presidência da República. Nesse novo retrato dos últimos tempos, Marina é a encarnação de um amontoado de faces. Da falsa viúva à madona falsa, mas sempre de cabelos presos e com bastante pudor. Daqueles retratos que a direita brasileira adora.
Urariano Motaescritor e jornalista. Autor do romance Soledad no Recife, sobre o assassinato pela ditadura brasileira da militante paraguaia Soledad Barret, grávida, depois de traída e denunciada por seu próprio amante o Cabo Anselmo. Escreveu também O filho renegado de Deus e seu livro mais recente é o Dicionário Amoroso do Recife. Seu primeiro livro foi Os Corações Futuristas, um romance na época do ditador Garrastazu Médici. Na juventude publicou artigos, contos e crônicas nos jornais Movimento e Opinião.
Direto da Redação é um fórum de debates,  do qual participam jornalistas colunistas de opiniões diferentes, dentro do espírito de democracia plural,  editado, sem censura, pelo jornalista Rui Martins.

O Entrevistado desta quarta-feira (27), no Programa “Câmara em Debate”, pela TV Paraíso, Canal 13 – SBT foi o Vereador Dr. Luis Antônio (PT), que foi felicitado, no início do Programa, pelo apresentador, pela passagem de sua data natalícia.

Dr. Luis Antônio (PT) discorreu sobre a sua luta em defesa da classe operária, principalmente em relação ao funcionalismo público municipal, o que lhe impulsionou a ingressar, primeiramente, nas lutas sindicais, colaborando na implantação, modernização e direção do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Paraíso – SIMPA, para, daí então, entrar na politica pública partidária, mas que, na condição de funcionário público municipal sindicalizado, participou na noite da última terça-feira (26), da Assembleia Geral daquele Sindicato, onde defendeu o direito ao ganho sobre insalubridade e a progressão dos funcionários do município.

Em relação à área da saúde, que também é uma de suas bandeiras de luta, o Vereador foi enfático em afirmar que “a saúde é uma responsabilidade do Estado como um todo, compreendendo as três esferas de Governo, Federal, Estadual e Municipal, mas que em Paraíso o Governo Estadual deixou muito a desejar, em relação à qualidade no atendimento do Hospital de Referência de Paraíso – HRP, onde até medicamentos são escassos e a infraestrutura básica para os profissionais realizarem seus serviços, inexiste”.

No final o Parlamentar garantiu que estará juntamente com os seus colegas de bancada, visitando o HRP, colhendo subsídios para cobrar das autoridades competentes, melhorias significativas para o atendimento daquela unidade de saúde.

benayon

Comunicado aos co-filiados do PSB, amigos e leitores,

Há alguns anos, sou filiado ao PSB, em que ingressei, tendo tido a honra de ter tido minha ficha assinada pelo competente e digno Carlos Siqueira.

Sem solidariedade social e sem aspiração de independência nacional, socialismo é apenas uma palavra falsa.

Assim, diante do fato de que o PSB adotou a candidatura da Sra. Marina Silva à presidência da República, declaro que não votarei na candidata do partido.

Não estamos, senão formalmente, em regime democrático, haja vista a urna eletrônica absolutamente inconfiável, e  a influência nas eleições do poder econômico concentrado e da desinformação em massa, a cargo da grande mídia, a serviço dos interesses imperiais. Meu voto, pois, tem peso ínfimo.

Mas para mim é importante declará-lo.

No 2º Turno, entre Dilma e Marina, sua provável concorrente, já que Aécio é fraco eleitoralmente e deverá ser preterido pelos imperiais, GAFE, PIG etc., penso que o PSB deveria apoiar a atual presidente, mediante compromissos de eliminação das políticas de juros altos, subsídios às montadoras estrangeiras e a outros concentradores, abandonar o tripé do FMI, intensificar as relações com os BRICS e com o MERCOSUL.

Devo concitar outros membros do PSB a pedir às lideranças do partido não persistirem no grave erro de se terem associado a uma certa rede ou teia, comprometida com interesses contrários aos de nosso País.

Errou o falecido Eduardo Campos ao entrar nessa associação, como erraram os que o acompanharam nesse passo.

Pior ainda foi, após a morte dele, apoiar a candidatura da Sra. Marina, sob pressão dos elementos mais entreguistas da coligação, como os Srs. Roberto Freire, Jarbas Vasconcellos et alli.

Mas o importante e recomendável é reconhecer os erros e fazer o possível para desfazê-los e/ou reduzir-lhes as consequências.

A prioridade então é dissociar-se da Rede e de D. Marina, pois essa aliança significa o fim do PSB como partido e sua identificação como mais uma sigla de aluguel.

Muitos estão ironizando, ao dizerem em relação a D. Marina: “Basta de intermediários. Neca Setúbal para presidente”.


Esses estão alienados da dura realidade, que é pior, pois a oligarquia dos grandes bancos locais é apenas subalterna dos interesses imperiais, tal como seus economistas, da mesma laia que os dos tucanos e ligados ao mega-entreguista FHC. Os críticos, se mais inteirados dos fatos e mais corajosos, deveriam dizer:

“Basta de intermediários. George Soros (ou o príncipe Charles, da família real britânica,  Reino Unido) para Pró-Cônsul do império.”


Saudações a todos e todas,


Adriano Benayon*

*Doutor em Economia, pela Universidade de Hamburgo, Bacharel em Direito, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Diplomado no Curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco, Itamaraty. Diplomata de carreira, postos na Holanda, Paraguai, Bulgária, Alemanha, Estados Unidos e México.

Quem diria, a revisteca da Abril se dizendo contrária à baixaria na campanha eleitoral e aos “ataques” que Marina Silva tem sofrido (COITADINHA).  A revisteca jogou a toalha e abandonou a candidatura de Aécio Neves, caindo de AMORES agora por Marina, na esperança de que o PT / DILMA sejam derrotados. Como sempre, para atacar o PT / DILMA / LULA, a revisteca distorce os fatos e atropela a verdade.  Foi MARINA quem começou a bater, dando sequência a série de golpes BAIXOS e pelas costas, que o falecido Eduardo Campos já vinha aplicando. Do que acusam Dilma ? De dizer que Marina quer dar INDEPENDÊNCIA ao Banco Central ? Ou de advertir que a proposta de TIRAR os BANCOS PÚBLICOS, entre eles o BNDES, e colocar em seu lugar os BANCOS PRIVADOS (ITAÚ POR EXEMPLO) na função de conceder CRÉDITO imobiliário, familiar e para as empresas brasileiras, vai promover o desmonte de vários programas em andamento ? Por acaso foi Dilma quem inventou e noticiou que MARINA era a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, e que mudou de ideia logo após o primeiro ROSNAR de um sujeito que se intitula pastor ?QUEM anda por aí dizendo que MARINA era CONTRA A ANISTIA para TORTURADORES, e agora passou a ser a favor ? Foi notícia em todos os jornais, e não foi o PT ou Dilma quem inventaram. O PROGRAMA DO PSB trouxe várias das ideias e propostas da candidata MARINA SILVA. É com base naquilo que ali está escrito ou no que ela tem dito agora ou disse no passado, e fazendo uma análise das suas inconsistências, incoerências e contradições, que o DEBATE tem sido travado, e legitimamente explorado na campanha eleitoral. O CHORO DE MARINA é de CROCODILO, não encontra amparo na realidade, visto que, foi ela quem começou a BATER para tentar crescer. É justo que receba o troco da adversária, para que caia. Quanto a revisteca, não tem MORAL para falar em jogo SUJO, visto que essa é a única forma que sabe jogar. NÃO HÁ na imprensa brasileira, nenhum veículo de comunicação, tão PORCO, tão MENTIROSO e TENDENCIOSO, TÃO EDITORIALMENTE DESONESTO quanto a revisteca VEJA. Só quem não conhece o comportamento de boa parte dos seus colunistas e “homens” de redação, é que se ilude com esse apoio à MARINA SILVA. Estivesse ela disputando com Aécio Neves, e aí sim, MARINA ia ter motivos reais para chorar LÁGRIMAS DE VERDADE.

 

Aécio Neves (PSDB) foi um desastre do começo ao fim na entrevista ao Jornal Nacional. Não respondeu o que foi perguntado. Embromou, enrolou muito. Quando respondeu, não convenceu e até mentiu.

Projeto “Proposta Zero”

Mas nada define melhor a entrevista do que o ocorrido na última pergunta. Patrícia Poeta colocou a bola na marca do penalti para Aécio chutar e perguntou: “Candidato, nosso tempo está acabando. Última pergunta. Dos projetos que o senhor tem para o país, quais seriam os prioritários?”

Aécio conseguiu a façanha de não citar um único projeto. Zero! Falou um blá-blá-blá danado sem dizer nenhum projeto. Pirateou o que Dilma fala sobre governar para quem mais precisa e, em vez de oferecer pelo menos um projeto aos brasileiros, se limitou a ser pidão: pediu voto nele.

Sobre as outras perguntas, o Jornal Nacional deu um calor, fazendo perguntas incômodas, mas não se iludam. Tiveram duas funções:

1) Tentar melhorar a imagem por causa do “manchetômetro” – um estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mostrando quanto o Jornal Nacional usa o noticiário para fazer campanha anti-Dilma e a favor de Aécio.

2) Vacina: Estas perguntas feitas no Jornal Nacional seriam feitas em debates e em outras entrevistas de qualquer jeito. Logo já vai amaciando o assunto.

Para Aécio baixo IDH de Minas é culpa dos pobres que “atrapalharam” os números do governo dele.

Em um momento Patrícia Poeta perguntou: Candidato, como é que o senhor explica o desempenho no campo social de um estado rico como Minas Gerais que, hoje, sustenta o menor Índice de Desenvolvimento Humano de toda a Região Sudeste e ocupa a nona posição no ranking nacional, entre todos os estados brasileiros. Estava em oitava posição anos atrás e agora está em nona posição.

Nesta resposta Aécio foi desastroso. Em um trecho da resposta soltou essa pérola para explicar a queda relativa do IDH: “… Minas tem no nosso território, incrustado no nosso território, o Vale do Jequitinhonha, o norte mineiro, o Mucuri, que é uma região, que, historicamente, tem um IDH menor do que a média do Nordeste… ”

Ora, quer dizer então que são as regiões pobres de Minas que ele deixou para trás quando foi governador é que “atrapalham” o IDH? É a velha mania dos tucanos dizerem que “o povo” é que atrapalha eles!

E quer dizer, então, que o Nordeste brasileiro evoluiu mais do que as regiões mais pobres de Minas? Que bom que Nordeste se desenvolva, mas a população mais pobre de Minas também merecia um governador que tivesse feito o dever de casa e olhado mais para eles, em vez de construir aeroportos para a própria família do Aécio.

Aliás um caso típico é a cidade de Montezuma, de baixo IDH, onde Aécio herdou uma fazenda apropriada do Estado de Minas, e construiu outro aeroporto lá, enquanto só 27% dos domicílios tinham esgoto.

Outro deslize na resposta foi dizer que uma das causas foi Minas ter um momento ruim em atividades econômicas como minério e o café. Ora, então quando é em Minas, a crise internacional serve para justificar queda no crescimento, mas quando é no Brasil não serve?

Aeroporto

Bonner perguntou: (…) o senhor construiu um aeroporto no município de Cláudio, a sua família tem uma fazenda a seis quilômetros desse aeroporto e a pista foi construída ao lado de terras do seu tio-avô. O senhor já disse diversas vezes que não houve nenhuma irregularidade nisso, que as terras eram públicas, porque já tinham sido desapropriadas, inclusive a sua família discorda do valor arbitrado para essa desapropriação, contesta esse valor, considera injusto, está na Justiça. O senhor disse também que o aeroporto foi criado pelo senhor para beneficiar a economia da região. E desde que esse assunto surgiu, o único erro que o senhor admite ter cometido, eu vou ler as suas palavras, o senhor disse que ‘viu aquela obra com os olhos da comunidade local e não da forma como a sociedade a veria à distância’. Eu pergunto: mesmo aos olhos da comunidade local, candidato, o senhor considera republicano construir um aeroporto que poderia ser visto como um benefício para a sua família, no mínimo, por valorizar as terras dela?

Aécio respondeu o blá-blá-blá já dito nas notas oficiais. Não Convenceu.

Bonner perguntou: Mas candidato, essa questão produziu muita polêmica porque, imediatamente, levantou-se uma suspeita sobre o benefício a sua família, que o senhor diz não ter havido. E o senhor tem algum tipo de constrangimento ético pelo fato de ter utilizado essa pista quando visitou a fazenda da sua família?

Aécio respondeu na maior cara de pau: Não, não tenho, até porque não sabia que essa pista não estava homologada, aliás essa é uma questão.

Bonner perguntou: Perdão, mas não se trata da questão da homologação. A homologação é uma questão burocrática. A minha pergunta é sobre usar um aeroporto que foi construído pelo estado de Minas Gerais para visitar uma fazenda sua. Isso não lhe constrange?

Aécio usou toda sua cara-de-pau para responder que é uma fazenda que está na minha família há 150 anos, como se isso justificasse contruir um aeroporto em benefício próprio. Para piorar ainda disse que é um sítio de férias, para passear, que ninguém está fazendo um negócio ali. Ora, quer dizer então que para passear vale construir um aeroporto praticamente para uso particular com dinheiro público?

Por fim, Aécio disse uma mentira: Um que Cláudio “precisava” desse aeroporto.

Observem que Bonner aliviou ao não citar existir o aeroporto de Divinópolis ao lado que atende a cidade de Cláudio muito bem. Também aliviou ao não tocar no assunto do aeroporto de Montezuma e da fazenda tomada do Estado de Minas por um processo rumoroso de usucapião.

Outra mentira foi dizer que a ANAC é a culpada pela não homologação do aeroporto. Emnota oficial da ANAC Aécio já foi desmentido, pois há pendência do Governo de Minas, que é providenciar parecer do Comando da Aeronáutica.

Medidas amargas

Na primeira pegunta William Bonner disse que, segundo economistas ligados aos demotucanos, medidas como corte de ministérios e choque de gestão não bastam, que seria preciso cortes profundos de gastos e eliminar a defasagem de tarifas públicas como preço da gasolina e energia elétrica.

Reparem que Bonner aliviou ao não dizer que o que os economistas demotucanos pedem são cortes nos gastos sociais como o Bolsa Família, arrocho nas aposentadorias, nos salários do funcionalismo civil e militar, demissões, corte de verbas na educação, na saúde, corte nos subsídios ao Minha Casa, Minha Vida e à geração de empregos através do BNDES. Bonner aliviou também ao falar em “defasagem de tarifas”, em vez de aumento na conta de luz. E aliviou ao não questionar por que a Cemig (estatal de eletricidade mineira sob comando tucano) pediu aumentos muito acima do que a ANEEL considerou razoável? Por que luta na justiça para subir o preço da energia nas hidrelétricas antigas já depreciadas? Por que prioriza distribuir mais lucros aos acionistas do que baixar a conta de luz? Por que a Cemig estoca energia para vender mais caro no mercado especulativo, o que gera aumento na conta de luz? E por que a Cemig tem planos de investir na Colômbia com as sobras de caixa, em vez de baixar a tarifa?

Aécio respondeu outra coisa, criticando o baixo crescimento e repetindo as críticas ao número de ministérios. Falou também que “enxugará o estado”, um termo que soa como música para os banqueiros neoliberais, mas sempre foi um desastre para a classe média e para os mais pobres, como ocorreu no governo FHC.

Bonner perguntou: Mas o senhor não respondeu a minha pergunta. A minha pergunta é se entre essas necessidades se inclui a redução dos gastos públicos e o fim dessa defasagem das tarifas de energia e gasolina.

Aécio respondeu: Não, eu respondo com absoluta clareza. Começando do final. No meu governo vai haver previsibilidade em relação a essas tarifas e em todas as medidas do governo. Ninguém espere no governo Aécio Neves o pacote A, o PAC disso, o PAC daquilo. Ou algum plano mirabolante.

Reparem que Aécio falou em responder com clareza e não esclareceu coisa nenhuma. Falou em governar com previsibilidade, mas se contradisse ao não responder o que fará. Por fim, em uma fala tortuosa e de difícil compreensão, pareceu ser contra o planejamento feito pelo estado, como ocorre com o PAC, que não tem nada de mirabolante.

Bonner perguntou: Mas o senhor vai aumentar as tarifas?

Finalmente Aécio admitiu que sim, ainda que embromando. Errou ao dizer que “quando tiver os dados sobre a realidade do governo é que vou estabelecer isso”. Ora, Aécio é senador, ele tem acesso por oficio a qualquer informação do governo que quiser.

Mensalão Tucano

Patrícia Poeta perguntou: Candidato, o seu partido é crítico ferrenho de casos de corrupção que envolvem o PT. Mas o seu partido também é acusado de envolvimento em escândalos graves de corrupção. Como é o caso do mensalão mineiro e também do pagamento de propina a funcionários públicos pelo cartel de trens e metrôs de São Paulo. Isso para citar dois exemplos. Toda vez que escândalos como esse vêm a público, tanto o PT quanto o PSDB usam o mesmo discurso. Um discurso óbvio e correto. Que tudo tem que ser investigado, que se houver culpado tem que ser punido. Por que o eleitor iria acreditar que exista diferença entre os dois partidos quando o assunto é esse: corrupção?

Aí Aécio foi muito mal, passou a imagem do malandro “esperto” que defende a impunidade para os seus amigos. Disse que os petistas foram condenados e os tucanos não, como se isso fosse vantagem. Ora, o povo vê o contrário. Vê dois pesos e duas medidas. Vê que não há impunidade para petistas e há para os tucanos.

Patrícia Poeta: Mas candidato, vamos pegar um exemplo aqui: Eduardo Azeredo, que foi um dos principais acusados de ser beneficiado no escândalo do mensalão mineiro, renunciou e por isso não foi julgado ainda. Ele está ao seu lado, no seu palanque, apoiando essa campanha eleitoral. Isso de uma certa forma lhe causa algum desconforto, não é passar a mão na cabeça das pessoas, de alguém do partido, um réu, nesse caso?

Aécio balbuciou que “Ele está me apoiando, você colocou bem, Patrícia, não é o inverso”. E caiu no discurso padrão “que tudo tem que ser investigado, que se houver culpado tem que ser punido” citado na pergunta anterior. Conclusão: não convenceu.

Programa sociais

Patrícia Poeta levantou a bola para Aécio dizer que manterá programas sociais. Perguntou: O senhor tem dito que vai manter alguns dos principais programas sociais do governo atual, como é o caso do Bolsa Família, o ProUni, o Pronatec, o Mais Médicos e também a política de reajuste do salário mínimo. A sensação que dá para muitos eleitores, é que o senhor, sim, aprova o desempenho do PT nessa área social. Por que então esses eleitores iam querem mudar de presidente?

Foi a única pergunta em que Aécio se saiu melhor por admitir a qualidade destes programas. O problema é que, com isso, ele está elogiando Dilma. Para tentar diminuir danos, disse que os programas começaram no governo FHC. Só “se esqueceu” de dizer que no governo FHC os programas sociais existiam mas eram para poucos, com uma verba mínima, que não alcançava todo mundo que precisava, a ponto de deixar a fome do povo como herança maldita para Lula resolver.

Saúde:

Bonner perguntou: O senhor mencionou já duas vezes a saúde em Minas Gerais, o senhor tem dito que é melhor do Sudeste, a quarta melhor do Brasil. No entanto, os analistas que se debruçaram sobre investimentos públicos na saúde de Minas afirmam que isso foi muito mais resultado de investimentos da União e de municípios do que do estado. O senhor não considera a saúde uma prioridade também de governos estaduais, candidato?

Aécio foi desastroso de novo. Em vez de responder a pergunta, disse que em reunião com médicos tucanos da USP, ele foi elogiado.

De novo o Jornal Nacional aliviou ao não questionar porque várias cidades de Minas precisaram receber médicos do programa Mais Médicos, e como ele iria descartar os médicos cubanos, se em Minas ele nunca conseguiu resolver o problema da falta de médicos em regiões carentes.


 

 

ENREDADO EM DISSIMULAÇÕES O TUCANO TEM DIFICULDADES E JÁ CONSTRANGE AS AUDIÊNCIAS, QUE VIAM NELE UM BIOMBO PARA O RETORNO DOS HERÓIS DO MERCADO.

SAUL LEBLON, CARTA MAIOR

À  MEDIDA EM QUE A CAMPANHA  PRESIDENCIAL SUPERA A FASE ALEGRE DOS CONSENSOS, ANCORADA  EM SORRISOS E MANCHETES DE CREDIBILIDADE EQUIVALENTE, O BICHO PEGA.

AS PESQUISAS DE INTENÇÃO DE VOTO EXALAM UM CHEIRO DE QUEIMADO E A FUMAÇA ONDULA NA DIREÇÃO DO  PALANQUE CONSERVADOR.

EXCETO NA HIPÓTESE DE UM NOVO ESCÂNDALO INOCULADO PELA MÍDIA, A DÚVIDA CONFIDENCIADA EM FILEIRAS DE BICUDOS E GRAÚDOS CARREGA NERVOSA PERTINÊNCIA.

DE ONDE, AFINAL,  AÉCIO E ASSEMELHADOS  VÃO  EXTRAIR O FÔLEGO QUE AS PESQUISAS LHES SONEGAM,  SE MESES E  MESES DE EXPOSIÇÃO EXCLUSIVA E ESFERICAMENTE FAVORÁVEL  NA MÍDIA NÃO FOI CAPAZ DE LHES PROPORCIONAR O ESTIRÃO PREVISTO NA PREFERÊNCIA NACIONAL?
A PARTIR DO DIA 19, A PROPAGANDA ELEITORAL  ABRE UMA TRINCA NESSE MONÓLOGO.

FAZ MAIS.

TEMAS CRUCIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO,  COMO A REDUÇÃO DA DESIGUALDADE, O FUTURO DO SALÁRIO MÍNIMO,  A DESINDUSTRIALIZAÇÃO,  PASSAM A  EXIGIR UM POSICIONAMENTO CLARO DE QUEM PRETENDE CHEGAR COMPETITIVO ÀS URNAS DE OUTUBRO.

NA BOCA DE AÉCIO NEVES  ELES QUEIMAM COMO BATATA QUENTE.

A DIFICULDADE  DE DISCORRER COM CLAREZA SOBRE  ESSES ITENS REVELA DOIS FLANCOS MORTAIS EM UMA DISPUTA PRESIDENCIAL.

DE UM LADO, A FRAGILIDADE  DE UM PROJETO QUE  NÃO PODE SE EXPLICAR HONESTAMENTE AO ELEITOR, SOB PENA DE EVIDENCIAR SEU CONTEÚDO ANTISSOCIAL .

DE OUTRO, O CHÃO MOLE MAIS INCOMODO DO PALANQUE CONSERVADOR: SEU PRÓPRIO CANDIDATO. VISTO COM ENTUSIASMO COMO UM BIOMBO PARA O REGRESSO DOS HERÓIS DO MERCADO A BRASÍLIA, O TUCANO ÀS VEZES SOA COMO UM PIANO DIFÍCIL DE ESCUTAR E DE CARREGAR.

 ENREDADO NA TEIA DA DISSIMULAÇÃO AÉCIO NEVES TEM DIFICULDADES EVIDENTES COM A CONSISTÊNCIA.

EXPOR COMO ENXERGA E DE QUE MODO  PRETENDE EQUACIONAR OS GRANDES GARGALOS BRASILEIROS É UMA TAREFA ACIMA DE SUAS POSSIBILIDADES.

SUA INCAPACIDADE DE DISCORRER MAIS QUE ALGUNS  SEGUNDOS SOBRE UM MESMO ASSUNTO, DEPOIS DE  ESGOTAR O ESTOQUE DE LUGARES COMUNS,  COMEÇA A CONSTRANGER  AS AUDIÊNCIAS MAIS RECEPTIVAS.

EM ENCONTRO RECENTE COM INDUSTRIAIS,  PROMOVIDO PELA CNI, O DESCONFORTO  NA PLATEIA ERA MAIS DENSO DO QUE A ENORME BOA VONTADE COM O JOVIAL NETO DE TANCREDO.

MESMO LENDO, FICOU FLAGRANTE QUE DEBULHA  UMA ESPIGA ADVERSA  QUANDO SE TRATA DE DISCORRER SOBRE O PAÍS, SEUS FLANCOS E SUAS POSSIBILIDADES.

NÃO É  SUA PRAIA. AÉCIO É MAIS AFEITO À LIGEIREZA DO QUE AO MANEJO DAS GRANDES AGENDAS NACIONAIS.

LULA, QUE HOJE TEM O BRASIL NA PALMA DA MÃO,  FAISCAVA EM 2002 UMA EXPERIÊNCIA  DE VIDA RIQUÍSSIMA, COISA  QUE O MINEIRO TAMPOUCO POSSUI.  DA BOCA DO METALÚRGICO  EMERGIA O ARRANQUE SOFRIDO DE MILHÕES DE PERSONAGENS E SONHOS DE UM BRASIL QUASE AUSENTE DO REPERTÓRIO  DOMINANTE.

DO ESFORÇO DE AÉCIO SE OUVE UMA VERSÃO EMPOBRECIDA DA NARRATIVA GORDUROSA, MONÓTONA E BUROCRÁTICA DOS EDITORIAIS CONSERVADORES.

DILMA NÃO TEM A VIVÊNCIA POPULAR DE LULA. MAS DISPÕE DE UMA DENSIDADE TÉCNICA E INTELECTUAL , ADEMAIS DO DOMÍNIO E DA EXPERIÊNCIA NO MANEJO DA MÁQUINA DO ESTADO,  DA ECONOMIA E DA INFRAESTRUTURA NACIONAL,  QUE A SINGULARIZAM DE IMEDIATO AOS OLHOS DO OBSERVADOR ISENTO.

MAS SOFRE UMA RESTRIÇÃO SÉRIA DO PONTO DE VISTA DOS DONOS DO PAÍS:

‘DILMA? ESTA NÃO É PARA AMADORES. “NÃO ADIANTA ACHAR QUE ELA VAI QUERER TE AJUDAR. ELA NÃO AJUDA NINGUÉM. VOCÊ TEM QUE FAZER POR ONDE CONVENCÊ-LA QUE SEU PROJETO SE ENCAIXA NAS PRIORIDADES DO GOVERNO. LULA ERA MAIS SENSÍVEL A ARGUMENTOS COMO O RISCO DE DEMISSÕES E O ESFORÇO NA CONSTRUÇÃO DE UMA SOLUÇÃO DE CONSENSO. DILMA SÓ CEDE À RACIONALIDADE ECONÔMICA E REPUBLICANA”, RECLAMAVAM TITÃS DO MERCADO NO JORNAL VALOR,  NA SEMANA PASSADA (01/08/2014)

 AÉCIO É O PRÓPRIO JOGO. MAS O PLACAR NÃO ANDA COM ELE. O  DISCURSO LINEAR, DESPROVIDO DE ÊNFASE,  SUCEDIDO DE  IMPROVISOS JEJUNOS, REVELAM CADA VEZ MAIS A NATUREZA FRAUDULENTA DO PRODUTO QUE A MÍDIA VENDE COMO SINÔNIMO DE ‘MUDANÇA’.

A PLUTOCRACIA NÃO DESISTIRÁ. AS DOAÇÕES JORRAM.

NÃO ESPANTA.

ASSIM OCORREU  TAMBÉM NA PROMOÇÃO DE OUTRO SIMULACRO, EM 1989, FRUTO DA MESMA DETERMINAÇÃO  OMNÍVORA:  ‘TUDO , MENOS O PT’.

NESTA 5ª FEIRA, AÉCIO  FOI LEVADO PELO IMPOLUTO PAULINHO ‘BOCA’, DA FORÇA,  PARA CONHECER A CLASSE OPERÁRIA, NA ZONA NORTE DE SÃO PAULO.

O CANDIDATO APROVEITOU O PANO DE FUNDO E SAPECOU UMA DO ESTOQUE DE BOLSO:  ‘PAÍS VIVE HOJE A MAIOR CRISE DE DESINDUSTRIALIZAÇÃO DA SUA HISTÓRIA’.

TEVE O AZAR DE SER COBRADO  EM SEGUIDA SOBRE UM TEMA PEDESTRE: SUA POLÍTICA DE REAJUSTE PARA O SALÁRIO MÍNIMO.

A BATATA QUENTE FUMEGOU NA BOCA.

‘VOU ASSUMIR O GOVERNO E, DE POSSE DE TODAS AS INFORMAÇÕES QUE EU TIVER, VOU VALORIZAR O TRABALHADOR BRASILEIRO’,  ARRISCOU FRANZINDO O CENHO COMO SE SUPLICASSE : ‘EMPLACOU?’ .

QUASE NA MESMA HORA, UM DE SEUS FORMULADORES, O ECONOMISTA  MONSUETO  ALMEIDA, UM CENTURIÃO DA GUERRA CONTRA O GASTO PÚBLICO, DIZIA  À REUTERS, POR ESCRITO: ‘SE FOR ELEITO, O GOVERNO NEVES TERÁ COMO OBJETIVO ACABAR COM O POPULISMO MONETÁRIO (…) E VOLTAR A UMA TAXA LIVRE DE CÂMBIO FLUTUANTE’.

O QUE  EXATAMENTE SIGNIFICA  ADOTAR O CÂMBIO LIVRE NUM  MUNDO IMERSO EM UM DILÚVIO DE LIQUIDEZ?

DEPOIS DE QUASE SETE ANOS DE COLAPSO DA ORDEM NEOLIBERAL,  OS FUNDOS  INTERNACIONAIS DE INVESTIMENTO E DE PENSÃO TEM 31% MAIS DINHEIRO DO QUE O SALDO ANTERIOR À CRISE; UMA BOLADA EQUIVALENTE A 75% DO PIB MUNDIAL.

AS OPÇÕES DE INVESTIMENTO EM CONTRAPARTIDA EVOLUÍRAM NA DIREÇÃO INVERSA.

HÁ MAIS DE UM ANO, O GOVERNO BRASILEIRO INTERVÉM NO CÂMBIO.

É UM POUCO COMO ENXUGAR GELO. MAS É INDISPENSÁVEL  PARA IMPEDIR QUE O INGRESSO DE CAPITAIS  ESPECULATIVOS  (ATRAÍDOS PELAS MAIORES TAXAS DE JUROS DO PLANETA –CONCESSÃO DE DILMA AO MERCADO AECISTA) DEPRIMAM O VALOR DO DÓLAR.

CASO CONTRÁRIO,  AS IMPORTAÇÕES MATARIAM DE VEZ A INDÚSTRIA LOCAL.

AÍ VEM O ASSESSOR DE AÉCIO. E ANUNCIA O PROGRAMA DO PSDB PARA A ÁREA CAMBIAL: A ‘LIVRE FLUTUAÇÃO DA PARIDADE’, UM FERMENTO  À DESINDUSTRIALIZAÇÃO .

DE NOVO, O CANDIDATO NÃO CONSEGUE OU NÃO PODE FALAR SOBRE O QUE  PRETENDE  COM O BRASIL.

PARA UM CONSERVADORISMO HESITANTE DIANTE DA FRAQUEZA DE SEU PUPILO RESTA A ESPERANÇA DE TORNA-LO UM ADEREÇO ORNAMENTAL.

‘AÉCIO DELEGA’, RETRUCAM  MUXOXOS  SOB UM  PIANO QUE COMEÇA A PESAR  JUSTAMENTE  NA ESCALADA DE UMA ELEIÇÃO QUE ENTRA NA ETAPA DA CONQUISTA  DA CREDIBILIDADE.

É FATO: DELEGAR, O MINEIRO  DELEGA. É UMA  QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA . O PROBLEMA AGORA  É  ESCONDER DO ELEITOR OS PORTADORES DESSA DELEGAÇÃO.

EM CASO DE VITÓRIA, UM CORINGA DE ESTIMAÇÃO DOS MERCADOS ASSUMIRIA AS RÉDEAS DA ECONOMIA COM CARTA BRANCA PARA AGIR, CONFIDENCIAM BICUDOS DO PSDB.

ARMÍNIO FRAGA SERIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO DINHEIRO. AÉCIO O SEU SUPORTE LEGAL.

O QUE ARMÍNIO FEZ AO ASSUMIR O BC, EM MARÇO DE 1999, QUE O CREDENCIOU AOS OLHOS DA PLUTOCRACIA PARA SER ESSE NAPOLEÃO DOS BASTIDORES, A MÃO INVISÍVEL DOS MERCADOS TROPICAIS?

VALE RECORDAR.

FERNANDO HENRIQUE  ACABARA DE SER REELEITO PARA UM SEGUNDO MANDATO E DECRETARA UMA MAXIDESVALORIZAÇÃO DE 30%, EM 19 DE JANEIRO DE 1999.

O REAL FAZIA ÁGUA.

UMA SEMANA DEPOIS DA MÁXI QUE ESFARELOU O ENGODO DA MOEDA FORTE,  A FUGA DE CAPITAIS HAVIA REDUZIDO AS RESERVAS BRASILEIRAS A US$ 30 BILHÕES, O EQUIVALENTE ÀS DA ARGENTINA HOJE, DENEGRIDA COMO NAÇÃO IRRESPONSÁVEL PELO COLUNISMO CONSERVADOR E POR FUNDOS ABUTRES.

AS  EXPECTATIVAS DE INFLAÇÃO OSCILAVAM DE  20% A 50% AO ANO –MAIOR QUE A DA ARGENTINA.

A AVALANCHE INFLACIONÁRIA, CAMBIAL E FISCAL DERRUBARIA DOIS PRESIDENTES DO BC ANTES DE ARMÍNIO CHEGAR AO POSTO, EM MARÇO.

O QUE FEZ ENTÃO?

SANCIONOU AS FRONTEIRAS DELIMITADAS PELO DINHEIRO NO CAMPO DE GUERRA.

A TAXA DE JURO FOI FIXADA EM SINGELOS  45% AO ANO –HOJE ESTÁ EM  11% E É, COMO DE FATO É, APONTADA COMO ASFIXIANTE.

COM ARMÍNIO, O BC  ADOTOU O REGIME DE METAS DE INFLAÇÃO:  A ESCALADA DOS JUROS  TORNOU-SE A RESPOSTA À INDISCIPLINA DOS PREÇOS.

MAIS QUE ISSO.

ARMÍNIO DEU ASSIM AOS DETENTORES DA RIQUEZA, QUE ACABAVAM DE PERDER A ILUSÓRIA ÂNCORA DA PARIDADE CAMBIAL, UM POTENTE ESCUDO DE JUROS PARA DEFENDER  O VALOR REAL DE SEU PECÚLIO.

LIBEROU O CAMPO DESSE MODO PARA  A MAXIDESVALORIZAÇÃO FAZER O SERVIÇO QUE LHE CABIA: ESCALPELAR O PODER DE COMPRA DOS ASSALARIADOS,  SEM AVILTAR A RIQUEZA  DOS RENTISTAS.

FOI ASSIM QUE SE CONSOLIDOU A TRANSFERÊNCIA DA ÂNCORA DO PLANO  REAL, DO CÂMBIO, PARA O JURO.

DE FORMA MAIS SIMPLES: ARMÍNIO FOI O FIADOR DO PACTO HISTÓRICO E CARNAL ENTRE O PSDB E O RENTISMO.

E ASSIM  ARMÍNIO SE CONSAGROU COMO  ESCUDEIRO DO MERCADO.

O QUE SE ESPERA DELE AGORA É QUE REPITA O DESEMPENHO SE AÉCIO CHEGAR AO PLANALTO.

NÃO NECESSARIAMENTE NESSA ORDEM DOS FATORES. MAS COM PODERES ATÉ MAIORES QUE OS DA EXPERIÊNCIA ANTERIOR. PODERES DE UM PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO DINHEIRO, REPITA-SE.

AO TARIFAÇO NO LOMBO DOS ASSALARIADOS,  PRECONIZADO  COMO O START DO PROCESSO POR  FORMULADORES TUCANOS,  SEGUIR-SE-Á    UMA ROBUSTA TALAGADA DE  JUROS PARA  SALVAGUARDAR –COMO ANTES–   OS ENDINHEIRADOS DO REBOTE DA INFLAÇÃO.

UMA VOLTA EXTRA NO TORNIQUETE  FISCAL  —‘’UM SUPERÁVIT DE UNS 3% DO PIB”—   DARIA À TURMA DO MERCADO A CERTEZA DE QUE O ESTADO FARIA O ARROCHO NECESSÁRIO  PARA PAGAR  O SERVIÇO  DA DÍVIDA.

O DÓLAR FLUTUANTE DE QUE FALA MONSUETO DARIA O ARREMATE À OBRA.

DÓLAR BARATO MAIS ABERTURA AMPLA ÀS IMPORTAÇÕES = NOCAUTE NAS TAXAS DE INFLAÇÃO.

É O QUE SE PROMETE NOS SALÕES ELEGANTES ONDE A CONVERSA É DESABRIDA, QUASE EUFÓRICA.

A QUE PREÇO SAIRIA O PACOTE?

AO PREÇO, ENTRE OUTROS,  DE UMA CONTRAÇÃO DO PARQUE MANUFATUREIRO, CAPAZ DE DEIXAR SAUDADE  ‘NA MAIOR DESINDUSTRIALIZAÇÃO DA HISTÓRIA’ DENUNCIADA HOJE POR AÉCIO.

O  SALDO RESTANTE SERIA QUITADO NA FORMA DE DESEMPREGO E  DEPRECIAÇÃO SALARIAL, REDUZINDO DE FATO O DEMONIZADO  ‘CUSTO BRASIL’.

POR ISSO AÉCIO NÃO PODE ADIANTAR A SUA FÓRMULA DE CORREÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO, NEM A DA CORREÇÃO DA TABELA DO BOLSA FAMÍLIA E OUTRAS MIUDEZAS SOCIAIS.

 RESTARIA APENAS UMA INCÓGNITA  COLATERAL:  QUANTO SOBRARIA DO PAÍS  FORA DO RALO?
DEIXADOS  À PRÓPRIA SORTE, COMO ADVOGAM OS ‘MATADORES’ À LA ARMÍNIO,  OS ‘AJUSTES DE MERCADO’ EMPURRAM   A ECONOMIA PARA OPERAR  À BEIRA DO SUMIDOURO.

OU SEJA, EM CONDIÇÕES DE BAIXA DEMANDA EFETIVA E ELEVADO NÍVEL DE DESEMPREGO.

SEM PREJUÍZO DA CARTEIRA RENTISTA.

A RAÇÃO DOS  JUROS FICA ASSEGURADA PELA DINÂMICA DE UM  ENDIVIDAMENTO PÚBLICO EMPAREDADO ENTRE DESPESAS FIXAS E RECEITA FISCAL CORROÍDA PELA RECESSÃO.

O CONJUNTO   REÚNE OS INGREDIENTES TÍPICOS DA RECEITA QUE LEVOU O MUNDO AO DESASTRE NEOLIBERAL DE 2008.

A SABER: EMPOBRECIMENTO DAS FAMÍLIAS  ASSALARIADAS,  DESIGUALDADE CRESCENTE, DECADÊNCIA INDUSTRIAL, ELEVADO DESEMPREGO E A CEREJA DO BOLO: DÉFICIT  FISCAL, DE UM LADO, E DERROCADA DOS SERVIÇOS E INVESTIMENTOS PÚBLICOS, DE OUTRO.

MAIORES INFORMAÇÕES, CONSULTAR AS CONTAS NACIONAIS DA ESPANHA, GRÉCIA, PORTUGAL E ASSEMELHADOS. TODOS SUBMETIDOS  À MESMA TERAPIA  ACALENTADA AQUI PELA TURMA EMPENHADA NO DESMONTE DA INCIPIENTE DEMOCRACIA SOCIAL BRASILEIRA.

A IDEIA QUE DESSE NECROLÓGIO  POSSA BROTAR UMA PUJANTE  BASE  EXPORTADORA EQUIVALE A ACREDITAR QUE A FAIXA DE GAZA HOJE  ESTÁ MAIS APTA  A CRESCER E A PROSPERAR  DO QUE ANTES  DOS 28 DIAS DE BOMBARDEIOS DE ISRAEL.

ESSE É O ANGU DE CAROÇO TEMPERADO NOS BASTIDORES DA CANDIDATURA  TUCANA, QUE  AÉCIO NEVES PROTAGONIZA MAS NÃO CONSEGUE, NEM PODE, VERBALIZAR DE FORMA PALATÁVEL

A CAMPANHA, PORÉM, INGRESSA NUMA FASE EM QUE O TUCANO  SERÁ INSTADO, CADA VEZ MAIS, A ESCLARECER SUAS PROPOSTAS PARA  O PRESENTE E O FUTURO BRASILEIRO.

É A HORA EM QUE AS BATATAS QUEIMAM NA BOCA DO CONSERVADORISMO.

PIOR QUE ISSO.

A HORA EM QUE O PRÓPRIO AÉCIO SE TORNA UMA DELAS.”

Ninguém disse que ia ser fácil

 Ninguém disse que ia ser fácil
 

 

Paulo Nogueira

Criança mimada, quando exposta às asperezas da vida, sofre em dobro. O mesmo vale para político mimado.

Até há pouco tempo, Aécio viveu no mundo superprotegido de Minas Gerais. Jamais foi exposto pela mídia local, dependente dos anúncios do governo, a embaraços e a enfrentamentos.

Isto o poupou de aborrecimentos, é certo. Mas o deixou absolutamente despreparado para lidar com outras coisas que não sejam tapinhas nas costas de repórteres. 

 

O caso do aeroporto – o primeiro grande teste de Aécio como vidraça – é exemplar. Ele vem mostrando não ter preparo nenhum para as adversidades jornalísticas. Nas vezes em que se pronunciou sobre o assunto, misturou nervosismo, arrogância e falta completa de convencimento. Decretou, numa das ocasiões, que estava “tudo explicado”, como se coubesse a ele decidir isso.  A melhor resposta a isso veio do colunista Elio Gaspari: “Explicação de Aécio não decola”.
E como poderia?

Sua melhor alegação é que o aeroporto pertence não a seu tio, mas ao Estado, pois a terra onde ele está foi desapropriada. (Em termos, porque a desapropriação está na justiça, num caso de litígio.) Mas, se é um aeroporto de interesse público, como justificar que o acesso a ele só se dê se você, autorizado, pega a chave na fazenda?

É um aeroporto para poucos, muito poucos. Sintomaticamente, Aécio não respondeu, numa entrevista, se ele estava entre os poucos. Não disse se usou o aeroporto, o que na prática sabemos o que significa.

Em outro capítulo desastrado de sua louca cavalgada, ele atribuiu o vazamento ao PT. Aos velhos e conhecidos métodos do PT, segundo ele. Será que ele imagina que, assim, vai transferir o ônus do escândalo para outras mãos que não as suas?
A vida fácil de neto de Tancredo poupou Aécio de dissabores como este com que ele lida agora.
Mas, ao virar personagem nacional, a mamata tinha mesmo que acabar. E o que se vê é uma criança mimada contrariada, pronta a culpar os outros pelas artes que comete.

Não é certa ainda a extensão dos danos do aeroporto para as pretensões presidenciais de Aécio.
Num mundo menos imperfeito, ele retiraria sua candidatura, sob o assédio da mídia e, mais ainda, da opinião pública.

Um homem que repetiu a palavra ética milhões de vezes, sobretudo para acusar seus adversários, não pode tropeçar, ou será visto como detentor de um descaro total. Mas este aqui é o mundo que temos.

A mídia está fazendo o máximo para preservar Aécio: a mínima cobertura possível, tom quase dócil — o suficiente apenas para não passar vergonha. Mas não há nada que ninguém possa fazer para poupar Aécio das dores excruciantes que um político mimado sofre ao lidar com dificuldades das quais foi sempre protegido. O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Por Joana Saragoça

Abandonado o modelo econômico neoliberal, o governo petista, de forma firme e forte conseguiu enfrentar a crise mundial sem frear a criação de postos de trabalho. É uma conquista e tantos nestes anos de desemprego mundial e que fica mais clara na comparação dos 12 anos de governos petistas com os oito anos de tucanato no governo federal.

Segundo os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o governo do PT criou 394,2% mais empregos que o governo do PSDB. Por estes registros, em seus dois mandatos (1995-2002, portanto sem a crise econômica global, a maior desde a de 1929), FHC criou pouco mais de 5 milhões de empregos formais – exatos 5.016.672.

Quantidade, aliás, que o governo Dilma Rousseff, mesmo transcorrendo em meio a crise econômica global, acabou de bater, já ultrapassou em menos de quatro anos ao criar 5.052.710 até o primeiro semestre deste ano.

Comparação entre empregos gerados por Lula e FHC é constrangedor para tucanos

A comparação entre os governos Lula e FHC é ainda mais reveladora – e constrangedora para eles, tucanos. Nos primeiros oito anos de governo do PT ( 2003-2010) foram criados mais de 14,7 milhões de novos postos de trabalho, com uma média de 1,8 milhão de empregos/ano, enquanto o governo do PSDB com igual tempo (1995-2002) gerou uma média de 627 mil/ano.

Entenderam porque o ex-presidente Fernando Henrique, todo o tucanato e aliados fogem de comparações como o diabo foge da cruz? E porque FHC e seguidores imploram com esse discurso para se esquecer o passado, olhar para a frente e que, eles sim, olham para o futuro? Quem tem nas costas um passado e uma herança maldita destas, tem medo.

A criação de tantos empregos no Brasil se torna ainda mais representativa, principalmente se lembrarmos que nos últimos seis anos a crise econômica mundial, em matéria de emprego, grassou ainda mais forte. Ela faz com que alguns países ricos da Europa passem por dramáticas crises de desemprego. Na Espanha, por exemplo, o desemprego atingiu 25,93% da população economicamente ativa (PEA) no 1º trimestre deste ano, com índices muitos superiores na população entre os 18 e os 25 anos. Na Grécia, em abril pp. o desemprego atingiu 27,3%, com índices que chegaram a 50% entre os jovens.

Receituário econômico ortodoxo agravou crise na Europa

Nenhum receituário econômico ortodoxo do FMI funcionou nestes países (em muitos deles a fórmula conservadora foi imposta pela troica FMI-União Europeia-Banco Central Europeu). Pelo contrário. E a Grécia, como todos sabem, quebrou.

Enquanto isso o Brasil continua, mesmo em ritmo mais lento que o dos anos anteriores, a criar empregos. Até quase o meio deste ano, ostentava índices de pleno emprego, próximo dos 5% (de desemprego) pelos números aferidos pela metodologia do IBGE, ou próximo dos 7% pelos levantamentos dos outros organismos.

Política do salário mínimo, alavanca importante na distribuição de renda

Na questão da renda do brasileiro, o aumento do salário mínimo empreendido mediante políticas adotadas pelos governos do PT – que substituíram as de arrocho salarial vigentes no tucanato e nos 21 anos da ditadura militar – foi essencial para garantir a distribuição de renda e a busca de maior justiça social. Ao lado da geração contínua do emprego, os governos Dilma e Lula sempre tiveram como prioridade a questão social da distribuição da renda, a busca de uma sociedade mais igualitária e justa.

Com essa prioridade, com o aumento do salário mínimo, via políticas que sempre lhe asseguraram reajuste acima dos índices de inflação, os governos petistas procuraram garantir ao trabalhador uma maior renda. Ainda em 2003, primeiro ano de administração Lula, já foi abandonado o modelo econômico neoliberal que o governo do PSDB seguia no Brasil. Com isso a lógica – e máxima – neoliberal, que privilegiava o empresariado e o grande capital em detrimento do trabalhador foi substituída pelo crescente esforço de proporcionar a todos os brasileiros uma vida melhor.

O salário mínimo, que desde a criação do Plano Real, no governo do presidente Itamar Franco (1994) e até o fim do tucanato (2002) pouco tinha sido reajustado, foi aumentado 13 vezes durante o governo petista – subiu nada menos que 362%. Para o trabalhador a mudança de governo representou, então, uma alteração no seu dia a dia.

Com coragem o governo do PT enfrentou nova conjuntura econômica mundial

O DIEESE – Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos apontou que de 2003 até o começo deste ano de 2014 o poder de compra do brasileiro que ganha salário mínimo aumentou 61%. Neste 2014 o salário mínimo pode comprar 2,23 cestas básicas a mais, a maior quantidade desde 1979, quando começou este tipo de acompanhamento, esta série histórica do DIEESE.

Estes números e índices mostram, assim, o ótimo resultado das políticas de geração de emprego formal, dos programas sociais, dos de transferência de renda – dentre os quais destacam-se o Bolsa Família – implantados pelos governos petistas. O PT e seus governos, claro, não têm a pretensão de ter eliminado os desníveis sociais, nem atingido a plena justiça social no país.

São conscientes de que até lá muitos passos precisam ser dados, o caminho é longo e muitos ajustes precisam ser feitos em diversas áreas. Mas são governos dispostos a dá-los. E a fazê-los. São governos convictos de que nunca eles foram dados de forma tão correta, no rumo certo, e tão céleres quanto nos governos do partido, nas gestões Lula-Dilma.

Central se baseia em resultados dos governos do PT na conquista de direitos do trabalhador listados pelo Diap

A Força Sindical considerou um estudo do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que avaliou o desempenho dos governos do PT na conquista de avanços reais nos direitos do trabalhador brasileiro, para decidir dar apoio à candidatura da presidenta Dilma Rousseff à reeleição.

Os 24 motivos do Diap para fazer a opção foram apresentados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no 8º Congresso da Federação dos Químicos de São Paulo, na segunda-feira (21), em Praia Grande (SP).

Segundo o Primeiro Secretário da Força Sindical, Sergio Luiz Leite, foi necessário um esforço parlamentar das bancadas governistas no Congresso para aprovar as medidas. Das 24, nove ocorreram nos dois mandatos de Lula e as 15 demais, durante o governo Dilma Rousseff.

 

Conheça os avanços:

  1. Aposentadoria especial a cooperado de cooperativas de trabalho ou de produção e a instituição de Fator Acidentário de Prevenção/FAP (Lei 10.666/2003)
  2. Inclusão previdenciária de trabalhadores de baixa renda e sem renda, com dedicação exclusiva ao trabalho doméstico próprio (Emenda constitucional 47/2005)
  3. Garantia de reajuste e aumento reais dos benefícios previdenciários pagos pelo Regime Geral de Previdência Social/RGPS (Lei 11.430/2006)
  4. Nova Regulamentação do trabalho aos domingos para comerciários (Lei 11.603/2007)
  5. Reconhecimento e formalização das centrais sindicais (Lei 11.648/2008)
  6. Piso nacional para profissionais do magistério público da educação básica (Lei 11.738/2008)
  7. Programa Empresa Cristã, destinado à prorrogação de licença maternidade de quatro para seis meses (Lei 11.770/2008)
  8. Vedar empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a empresas que tenham prática de assédio moral (Lei 11.948/2009)
  9. Assegurar a participação de empregados no Conselho de Administração das empresas públicas e sociedades de economia mista (Lei 12.353/2010)
  10. Política de aumento real do salário mínimo até 2015 (Lei 12.382/2011)
  11. Criação da certidão negativa de débito trabalhista (Lei 12.440/2011)
  12. Correção anual da tabela de Imposto de Renda Pessoa Física até 2014 (Lei 12.469/2011) e Medida Provisória 644, que atualizou valor de 2015 (Lei12.469/2011)
  13. inclusão previdenciária para trabalhadores de baixa renda (Lei 12.470/2011)
  14. Ampliação do aviso prévio de 30 para 90 dias (Lei 12.506/2011)
  15. Ampliação da formação profissional do trabalhador pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego/Pronatec (Lei 12.513/2011)
  16. Reconhecimento do teletrabalho ou trabalho à distância (Lei 12.551/2011)
  17. Adicional de periculosidade para vigilantes (Lei 12.740/2012)
  18. Instituição do Programa Cultura do Trabalhador e Vale-cultura (Lei 12.761/2012)
  19. Isenção do Imposto de Renda até limite de R$ 6 mil a participação de trabalhadores nos lucros/resultados de empresas (Lei 12.832/13).
  20. Permitir que o taxista transfira para dependentes a outorga de sua licença de trabalho (Lei 12.865/2013)
  21. Estender aos empregados domésticos os mesmos direitos dos demais trabalhadores urbanos (Emenda constitucional 72/2013)
  22. Estabelecer critérios para aposentadoria de deficientes (Lei Complementar 142/2013)
  23. Expropriação de propriedades urbanas e rurais flagradas na prática de trabalho escravo ou análogo ou cultivo de maconha (Emenda constitucional 81/2014)
  24. Aprovação do Plano Nacional de Educação/PNE (Lei 13.005/2014)

 

 

Por Márcio de Morais, da Agência de Notícias do PT

FHC e PSDB:neoliberalismo na veia e retrocesso

 

Davis Sena Filho

 
Davis Sena Filho é editor do blog Palavra Livre

Como se observa, o primeiro decreto de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — quando assumiu a Presidência da República foi exinguir a Comissão Especial de Combate à Corrupção efetivada pelo presidente nacionalista Itamar Franco, o verdadeiro pai do Plano Real (o tucano era seu ministro da Fazenda), fato este que levou Itamar, posteriormente, arrepender-se, e, inclusive, questionar duramente a conduta de FHC, que assinou as cédulas da nova moeda no lugar do então ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero. O tucano não era mais ministro, e incorreu em erro grave.

 

 

Acusou Itamar: “Eu me arrependo é de ter escolhido ele candidato. Tenho o maior respeito pela inteligência dele, mas ele errou. Ele já não era mais ministro (da Fazenda) e, mesmo assim, assinou cédulas (de Real). Isso é a primeira vez que eu estou revelando. Isso é grave porque só poderia ter assinado a cédula o ministro Ricúpero (Rubens Ricúpero, que substitui FHC de março a setembro de 1994, durante a implementação do Plano Real)”.

E completa: “O ministro Ricúpero foi o sacerdote do Plano Real. Mais até do que o FHC. Eu vi. Mandei verificar. Ele assinou, sem poder assinar. Ele sabia que sem o autógrafo, sem ele na cédula do real, ele não ganharia. Não. O Real começou a circular em 1º de julho. Daí o medo da equipe dele, porque estava muito próximo do processo eleitoral. Tinham aquelas dúvidas, mas o Ricúpero sustentou a continuidade”.

Este é o FHC, aquele presidente do PSDB entreguista e que governou o Brasil como um caixeiro viajante e, subserviente e subalterno, implementou no País a diplomacia da dependência, porque alinhada automaticamente com os interesses dos EUA. Poder-se-ia também chamá-la de diplomacia do tirar os sapatos, como o fez o ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, em 31 de janeiro de 2002. Atitude que, sem sombra de dúvida, simbolizou o governo vendilhão de FHC, além de demonstrar o quão as “elites” brasileiras são subalternas e provincianas, para, em troca, receberem migalhas do que ela considera “Corte” para manterem intocáveis seus status quo em relação ao povo do Brasil.

FHC, o vendilhão da Pátria, mal assume a Presidência e extingue a Comissão de Combate à Corrupção. Nada que surpreenda àqueles que sabem como procedem e agem os tucanos. O fim da Comissão, na verdade, tinha por finalidade deixar livre o caminho para as privatizações, também conhecidas por grande parte da população brasileira como privatarias. O Neoliberal I realmente não defendeu os interesses do Brasil quando foi eleito o mandatário mais importante do País. Pelo contrário, o quebrou três vezes, pois foi ao FMI três vezes, de joelhos e com o pires nas mãos.

Em encontro de presidentes de países considerados desenvolvidos, o mandatário porta-voz das elites e submisso aos ditames do FMI, do Banco Mundial (Bird), da OMC e da UE levou um “carão” do presidente estadunidense, Bill Clinton, que praticamente o chamou de incompetente e chorão, ao dizer-lhe que a culpa das perdas internacionais do Brasil era do governo do PSDB e não das políticas econômicas de exploração, rapinagem e pirataria formuladas pelo Consenso de Washington e as quais Fernando Henrique as transformou em “bíblia” a ser seguida no Brasil e a ter a imprensa alienígena e de negócios privados como sua defensora pit bull.

Ai daquele que se atrevesse questionar o pensamento único da década de 1990 e início do século XXI. Era logo chamado de dinossauro ou “esquerdopata”, pois os arautos da dependência e da servidão aos países ricos batiam sempre na mesma tecla de que as ideologias acabaram com o fim da União Soviética e que termos como esquerda e direita se tornaram arcaicos. Como se ser de esquerda é apenas relativo às utopias socialistas ou ao socialismo científico ou real. Nada mais enganoso e sem credibilidade, porém, manipulado pelos defensores do capital e da nova ordem econômica mundial implementada por intermédio do neoliberalismo.

A verdade é que o PSDB ainda não pagou por seus erros até hoje, tanto no âmbito do Judiciário quanto no que é referente ainda a vencer eleições em estados de eleitores conservadores, a exemplo de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, unidades da Federação ricas cujos governos ocupados pela direita de caráter udenista reagem, com o apoio e a proteção da imprensa, aos programas e ao projeto dos governantes trabalhistas de distribuição de riqueza e renda, que geram empregos, porque giram a roda da economia.

Fernando Henrique Cardoso é o pior presidente que este País já teve. Seu sentimento de brasilidade é nulo, e, por sê-lo, o tucano é completamente divorciado dos interesses da Nação. Seu candidato a presidente, Aécio Neves, é seu alter ego quando mais jovem. FHC é um playboy com verniz de intelectual, mas como sociólogo não conhece o povo e suas assertivas sobre a sociedade brasileira são completamente superficiais e confusas, porque tal professor não possui a essência, a sensibilidade e a profundeza de conhecimento de intelectuais da grandeza de Darcy Ribeiro, Gilberto Freyre, Paulo Freire, Anísio Teixeira, Florestan Fernandes, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Júnior.

Não adianta conhecimento acumulado se o portador das informações não tiver sensibilidade social e política. E é exatamente o caso do senhor tucano e neoliberal Fernando Henrique Cardoso. Seus aliados que estão a poucos meses das eleições de outubro já formulam e apresentam ao público a plataforma política e econômica do PSDB. Trata-se de neoliberalismo na veia, a ter como áulico o ex-presidente do Banco Central de FHC, o banqueiro Armínio Fraga, que já anunciou as medidas impopulares que Aécio Neves vai efetivar em um tempo de Brics, de desenvolvimentismo, de consolidação de blocos econômicos que não rezam pela cartilha draconiana do FMI e do Bird, bem como do fortalecimento dos mercados internos dos países emergentes, principais criadores de empregos e de desenvolvimento das nações que buscam outras saídas que não sejam aquelas indicadas pela ONU e pelas instituições econômicas criadas após a II Guerra Mundial.

A vitória eleitoral do PSDB, ou seja, da direita brasileira é a derrota das forças populares e progressistas, que há doze anos estão no poder e transformaram o panorama econômico e social do Brasil para melhor. O País, evidentemente, não é mais o mesmo. A democracia está consolidada e o povo brasileiro está mais maduro politicamente, a reivindicar e a sair nas ruas como nunca antes aconteceu neste País. E não é porque as pessoas estão insatisfeitas com o Governo Trabalhista, mas principalmente porque melhoraram de

 vida e querem mais educação, saúde, segurança e emprego. Ponto! O PSDB é a antítese do desenvolvimento, porque é o formulador de políticas públicas derrotadas e teses que não deram certo. O PSDB é o partido do retrocesso. É isso aí.

PS: Itamar Franco tinha razão.

 

 

Mauro Santayana 

Se não me engano, creio que foi em uma aldeia da Galícia que escutei, na década de 70, de camponês de baixíssima estatura, a história do cego e do anão que foram lançados, por um rei, dentro de um labirinto escuro e pejado de monstros. Apavorado, o cego, que não podia avançar sem a ajuda do outro, prometia-lhe sorte e fortuna, caso ficasse com ele, e, desesperado, começou a cantar árias para distraí-lo.

O anão, ao ver que o barulho feito pelo cego iria atrair inevitavelmente as criaturas, e que o cego, ao cantar cada vez mais alto, se negava a ouvi-lo, escalou, com ajuda das mãos pequenas e das fortes pernas, uma parede, e, caminhando por cima dos muros, chegou, com a ajuda da luz da Lua, ao limite do labirinto, de onde saltou para  densa floresta, enquanto o cego, ao sentir que ele havia partido, o amaldiçoava em altos brados, sendo, por isso, rapidamente localizado e devorado pelos monstros que espreitavam do escuro.

Ao final do relato, na taverna galega, meu interlocutor virou-se para mim, tomou um gole de vinho e, depois de limpar a boca com o braço do casaco, pontificou, sorrindo, referindo-se à sua altura: como ve usted, compañero… con el perdón de Dios y de los ciegos, aun prefiro, mil veces, ser enano…

Lembrei-me do episódio — e da história — ao ler sobre a convocação do embaixador brasileiro em Telaviv para consultas, devido ao massacre em Gaza, e da resposta do governo israelense, qualificando o Brasil como irrelevante, do ponto de vista geopolítico, e acusando o nosso país de ser um “anão diplomático”.

Chamar o Brasil de anão diplomático, no momento em que nosso país acaba de receber a imensa maioria dos chefes de Estado da América Latina, e os líderes de três das maiores potências espaciais e atômicas do planeta, além do presidente do país mais avançado da África, país com o qual Israel cooperava intimamente na época do Apartheid, mostra o grau de cegueira e de ignorância a que chegou Telaviv.

O governo israelense não consegue mais enxergar além do próprio umbigo, que confunde com o microcosmo geopolítico que o cerca, impelido e dirigido pelo papel executado, como obediente cão de caça dos EUA no Oriente Médio.

O que o impede de reconhecer a importância geopolítica brasileira, como fizeram milhões de pessoas, em todo o mundo, nos últimos dias, no contexto da criação do Banco do Brics e do Fundo de reservas do grupo, como primeiras instituições a se colocarem como alternativa ao FMI e ao Banco Mundial, é a mesma cegueira que não lhe permite ver o labirinto de morte e destruição em que se meteu Israel, no Oriente Médio, nas últimas décadas.

Se quisessem sair do labirinto, os sionistas aprenderiam com o Brasil, país que tem profundos laços com os países árabes e uma das maiores colônias hebraicas do mundo, como se constrói a paz na diversidade, e o valor da busca pacífica da prosperidade na superação dos desafios, e da adversidade.

O Brasil coordena, na América do Sul e na América Latina, numerosas instituições multilaterais. E coopera com os estados vizinhos — com os quais não tem conflitos políticos ou territoriais — em áreas como a infraestrutura, a saúde, o combate à pobreza.

No máximo, em nossa condição de “anões irrelevantes”, o que poderíamos aprender com o governo israelense, no campo da diplomacia, é como nos isolarmos de todos os povos da nossa região e engordar, cegos pela raiva e pelo preconceito, o ódio visceral de nossos vizinhos — destruindo e ocupando suas casas, bombardeando e ferindo seus pais e avós, matando e mutilando as suas mães e esposas, explodindo a cabeça de seus filhos.

Antes de criticar a diplomacia brasileira, o porta-voz da Chancelaria israelense, Yigal Palmor, deveria ler os livros de história para constatar que, se o Brasil fosse um país irrelevante, do ponto de vista diplomático, sua nação não existiria, já que o Brasil não apenas apoiou e coordenou como também presidiu, nas Nações Unidas, com Osvaldo Aranha, a criação do Estado de Israel.

Talvez, assim, ele também descobrisse por quais razões o país que disse ser irrelevante foi o único da América Latina a enviar milhares de soldados à Europa para combater os genocidas   nazistas; comanda órgãos como a OMC e a FAO; bloqueou, com os BRICS, a intervenção da Europa e dos Estados Unidos na Síria, defendida por Israel, condenou, com eles, a destruição do Iraque e da Líbia; obteve o primeiro compromisso sério do Irã, na questão nuclear; abre, todos os anos, com o discurso de seu máximo representante, a Assembleia Geral da Nações Unidas; e porque — como lembrou o ministro Luiz Alberto Figueiredo, em sua réplica — somos uma das únicas 11 nações do mundo que possuem relações diplomáticas, sem exceção – e sem problemas – com todos os membros da ONU.

O candidato Aécio Neves,  voltou a atacar novamente a  a presidenta Dilma e por tabela, o ministro Aldo

 

 “O País não precisa da criação de uma ”Futebras”, disse o candidato tucano Aécio Neves,  entre outras besteiras, que nem vale a pena relembrar. Dilma   declarou que nunca disse e que  não pretende criar  Futebrás, O que ela quer  é,  dar condições para que nossos craques continuem no país.

 

A presidente Dilma disse em entrevista que foi ao ar nesta quinta-feira, 10, pela emissora americana CNN que há necessidade de  “renovação” no futebol brasileiro e criticou o fato de o País exportar seus craques. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo,  falou  na organização da modalidade, algo que mexeria também nas gestões dos clubes e no calendário.Nesse sabado, a presidente Dilma reforçou os comentários através do twitter

Dilma que quer acabar com a ‘Futebrax’:Dilma afirmou que aqueles que “queriam transformar a Petrobras em Petrobrax desvirtuam, agora, a posição de apoiar a renovação do futebol”.

 

Horas depois, de Aécio sair em defesa de Marin e Ricardo Teixeira, tido com dois corruptos na CPF, o blog do Juca Kfouri, explicou por que Aécio ficou nervoso com a declaração de Dilma. No post, “Aécio ama a CBF, Juca disse:

Aécio Neves é amigo de José Maria Marin e o homenageou, escondido, no Mineirão.

Aécio Neves condecorando Ricardo Teixeira com a maior honraria do Estado de MG

Deu-se mal porque o que escondeu em sua página na internet, Marin mandou publicar na da CBF.Aécio também é velho amigo de baladas de Ricardo Teixeira e acaba de dizer que o país não precisa de uma “Futebras”, coisa que ninguém propôs e que passa ao largo, por exemplo, das propostas do Bom Senso FC.

Uma agência reguladora do Esporte seria bem-vinda e é uma das questões que devem surgir neste momento em que se impõe um amplo debate sobre o futuro de nosso humilhado, depauperado e corrompido futebol.


Mas Aécio é amigo de quem o mantém do jeito que está.

Não está nem aí para os que reduziram nosso futebol a pó. 

Pois é..

Envolto em escândalos de corrupção, Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF

Mas, continua sendo o amigão de Aécio.O candidato tucano,também sai derrotado, pois mantém  excelente  relação com o cartola

Muitas as informações divulgadas sobre a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Muitas delas, entretanto, são publicadas com distorções para confundir a população.  O  fato é que o Mundial é muito bom para o País. Conheça alguns motivos:


1) Os Estádios não ficarão prontos para o evento?  
Não, todos tiveram as estruturas necessárias perfeitamente concluídas. Estruturas complementares para a imprensa e instalações temporárias estão em fase final de montagem, como em qualquer grande evento do gênero.

verdade bndes2) O Brasil está torrando dinheiro público com os estádios?  Falso. O investimento total do País em estádios totalizou R$ 8 bilhões de reais. Desse montante, R$ 4,4 bilhões foram obtidos com financiamentos junto ao BNDES, que o oferece a qualquer empresa privada, há décadas. Esses valores retornarão, com juros, aos cofres públicos. Nenhum recurso do Orçamento da União, foi desviado da saúde ou da educação para a construção das praças esportivas.

3) O governo gastou bilhões com a Copa e retirou  recursos das áreas sociais e de infraestrutura. –  Mentira. Não existe recurso orçamentário da União para as entidades organizadoras da Copa. Os investimentos públicos são realizados em portos, aeroportos, malha viária urbana e capacitação profissional. São um legado para toda a população.  Desde 2007, quando o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa, os investimentos em educação e saúde cresceram de forma consistente. O governo brasileiro destinou R$ 311,6 bilhões para educação e R$ 447 bilhões para saúde no período.  Os investimentos totais do governo na Copa, a maior parte em infraestrutura permanente, atingem R$ 30 bilhões. Ou seja, o valor do evento equivale a apenas 3,9% do que foi investido nessas duas áreas.

verdade mcmv 44) O governo removeu mais de 150 mil famílias de seus lares para realizar a Copa do Mundo? –  Não é verdade. O número de famílias deslocadas foi de 6.652 famílias. Todas elas foram incluídas no programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, ou em algum programa local de moradia. Todas as remoções foram realizadas para permitir obras de mobilidade urbana, que visam, sobretudo, a ampliar o transporte coletivo. Não houve nenhum em função da construção dos novos estádios.

5) Somente a FIFA ganha com a Copa do Mundo. O Brasil e os brasileiros não têm retorno algum? É uma mentira, propagada por órgãos de imprensa interessados em obter dividendos eleitorais para seus candidatos. A obras em aeroportos, portos, mobilidade urbana e nos próprios estádios resultarão em equipamentos públicos modernos que servirão para todos os brasileiros após o evento.  Para realização destas obras, foram contratados diretamente 213 mil trabalhadores, gerando emprego e renda para os brasileiros.  O Brasil receberá pelo menos 375 mil turistas estrangeiros no período. Todos eles necessitarão de hospedagem, alimentação e locomoção. Esse dinheiro fica no Brasil, com os brasileiros.  No total, 275 mil brasileiros estarão em trânsito pelo país para acompanhar a competição, contribuindo para movimentar ainda mais o setor de comércio e serviços.

verdade confederação66) A Copa das Confederações deu prejuízo ao Brasil? Não, de forma alguma. No total, 250 mil pessoas se tornaram consumidoras de produtos associados ao evento. Desses, 20 mil eram estrangeiros. O impacto na economia foi de R$ 470 milhões, conforme levantamento da Embratur.  A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) registrou, no período, um acréscimo de US$ 1,8 bilhão em novos negócios para as empresas nacionais. Somente na ocasião, as micro e pequenas empresas associadas direta ou indiretamente ao evento faturaram R$ 100 milhões.


7) A Copa do mundo vai deixar uma dívida enorme para o país? 
Não deixa dívida alguma. Pelo contrário, na mais modesta estimativa, a empreitada agrega à economia um total de R$ 183 bilhões. O número de empregos diretos e indiretos chega a 332 mil, no período de 2009 a 2014. Em tributos totais, o país recolhe R$ 16,8 bilhões.

verdade arena corinthias 88) Um estádio não gera nada para o país. – Pelo contrário. Um estádio novo, moderno, gera receita para seu controlador privado e também para o município, para o Estado e para a União. A Arena Corinthians, por exemplo, deve movimentar R$ 300 milhões por ano, em suas diversas atividades. Pelo menos 20% desse valor, ou seja, R$ 60 milhões se transformam em impostos. Considerando-se que os governos gastaram R$ 2,24 mil/ano por aluno na educação básica (MEC, 2013), a Arena sustentará 26.700 estudantes por ano.

9) A Copa do Mundo foi feita para o brasileiro vê-la fora dos estádios? – Mentira. Pelo menos 65% dos ingressos foram adquiridos por brasileiros. Além disso, garantiu-se atendimento especial a cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida e obesos.

verdade ingresso 910) Devemos ter vergonha do Brasil?  Não. Pelo menos um milhão de brasileiros estiveram direta ou indiretamente trabalhando na preparação do evento, nas praças esportivas ou nas obras de infraestrutura. Os portos e aeroportos melhoraram, assim como a malha viária das cidades-sede. Itaquera, em São Paulo, passa por uma fase de acelerado desenvolvimento, por exemplo, com novas avenidas, ampliação do polo comercial e melhoria nos transportes. Ali, já se trabalha na instalação de um polo da cidadania, com incubadora de negócios e ampliação da rede de centros profissionalizantes.

Oposição precisa explicar com transparência as medidas amargas que deseja tomar e que ministérios pretende fechar, para que a campanha eleitoral não vire propaganda enganosa

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Mural em Portugal pede para país deixar o FMI para diminuir recessão e desemprego. Por aqui, adesão pode ser repetida

Quem viveu a política do final do século passado e início deste se lembra que não havia manifestação, não havia protesto, sem faixas e gritos “Fora FMI”. Desde 2004, o Fundo Monetário Internacional está fora do Brasil, e as pautas de reivindicações dos movimentos sociais passaram a ser outras.O “Fora FMI” significava o fora às políticas de arrocho impostas pelo órgão em obediência ao chamado Consenso de Washington. Era a versão da época de pedir mais emprego, mais verbas para o desenvolvimento econômico e social, mais verbas para educação e saúde, só que havia consciência de nome e endereço: as medidas amargas impostas pelo FMI.Aqueles protestos eram semelhantes aos na Europa de hoje contra o arrocho imposto pela Troika (a trinca formada pelo próprio FMI, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia).Países como a Ucrânia experimentaram recentemente uma onda de protestos, com apoio velado dos Estados Unidos e Europa para derrubar governos eleitos que mantinham boas relações com a Rússia e instalar governos antirrussos e cooperativos com as potências imperialistas ocidentais.Os protestos contaram com setores da sociedade que iam de neonazistas, paramilitares, ONGs que recebiam verbas ocidentais para conspirar, e gente do povo desavisada, sobretudo jovens, que acreditavam em uma revolução de seu tempo, sem enxergar ao lado de quem estavam lutando e servindo de bucha de canhão para uma elite política e econômica imporem seus interesses alienígenas aos do povo.Resultado: o FMI está de volta à Ucrânia com suas medidas amargas. Muitos ucranianos agiram como se carregassem faixas “volta FMI” sem saber que faziam isso, por falta de desenvolver uma consciência política crítica abrangente, que tenha uma visão mais ampla do todo.As grandes manifestações de junho de 2013 no Brasil repetiram um pouco isto, em menor escala e sem o desfecho dramático de lá. Com pautas difusas, e com forte tentativa das oligarquias econômicas junto dos meios de comunicação de massa, tentaram dar um golpe midiático para capturarem para seus interesses neoliberais aquela movimentação popular.Os movimentos sociais organizados perceberam o golpe, que levaria ao retrocesso, e reorientaram sua tática. Estes movimentos passaram a fazer manifestações com assinatura e pauta definida, para não serem usados pela agenda neoliberal do “volta FMI”.A própria população de boa fé, mesmo sem engajamento em movimentos sociais, que foi às ruas, sentiu que seus interesses legítimos por mais educação, saúde, transporte público e reforma política contra a corrupção com participação popular, estava descambando para desestabilização de suas próprias conquistas, como empregos, elevação da renda, conquista da casa própria, elevação da escolaridade, mais médicos.Com isso, houve um esvaziamento das manifestações difusas, sem uma pauta. Ninguém queria servir de bucha de canhão para o “volta FMI” oferecido pelos donos de TV e jornais e pelos banqueiros do mercado financeiro.Se o povo acordou para esta realidade de querer melhorias e não o retrocesso, a agenda do “volta FMI” instalou-se nos comitês de pré-campanha presidencial da oposição. Não por acaso, nos salões fechados, tanto o senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB, como Eduardo Campos, pré-candidato do PSB, acenam para o mercado financeiro, prometendo o arrocho com cortes nas verbas sociais, nos serviços públicos, na previdência e nos investimentos por parte do estado.O Brasil está em situação econômica privilegiada no cenário internacional, e com uma economia robusta e resistente. Não há a menor possibilidade de precisar ser socorrido por órgãos internacionais. Pelo contrário, hoje o Brasil tem reservas monetárias de sobra e é até credor do FMI. Por isso é até difícil entender porque os dois principais candidatos de oposição se submetem voluntariamente, sem necessidade nenhuma, à agenda do “volta FMI”.Convenhamos que um saldo de US$ 378 bilhões de reservas internacionais que o Brasil dispõe, operado pelo Banco Central, deve despertar a cobiça de muitos banqueiros brasileiros e internacionais. Imagine a farra na forma de lucros privados exorbitantes que a nomeação de um “amigo do mercado” operando no Banco Central poderia produzir? E o risco deste patrimônio ser dilapidado, como ocorreu no governo de Fernando Henrique Cardoso?Isso sem falar na obsessão privatista das oposições, que pode retirar o dinheiro do petróleo no pré-sal conquistado para a educação e saúde pública, e transferi-lo para lucros privados. E na volta da política do mau negócio, de vender patrimônio público já lucrativo, gerando demissões, em vez de atrair investimentos privados para novos empreendimentos que criam empregos.Definitivamente, a oposição precisa explicar com transparência quais são as medidas amargas que deseja tomar, quais ministérios pretende fechar, para que a campanha eleitoral não vire propaganda enganosa.
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