2015 Abril | Luis Antonio 13



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Arquivo do mês: Abril 2015

 O NOSSO “PRESENTE” DE ANIVERSÁRIO PARA a TV GLOBO.
 


EM SESSÃO SOLENE – ESVAZIADA E TRUCULENTA – CÂMARA DOS DEPUTADOS FEZ “HOMENAGEM À EMISSORA”. LADO A LADO, EDUARDO CUNHA E UM DOS FILHOS DA FAMÍLIA MARINHO, TROCARAM “AFAGOS E ELOGIOS”, DEIXANDO DE LADO, EM DECORRÊNCIA DOS SEUS ATUAIS INTERESSES INCONFESSÁVEIS, AS OFENSAS E ACUSAÇÕES DO PASSADO RECENTE, QUANDO UM DIZIA QUE O OUTRO ERA CORRUPTO E O OUTRO ACUSAVA O “UM” DE PRATICAR UM JORNALISMO SEM VERGONHA.


 

VALE LEMBRAR QUE A TV GLOBO NASCEU E CRESCEU COM A DITADURA MILITAR. ENQUANTO BRASILEIROS ERAM TORTURADOS E MORTOS NOS PORÕES DA DITADURA, A FAMÍLIA MARINHO ENRIQUECIA E GANHAVA CONCESSÕES EM PARCERIA COM POLÍTICOS DA ENTÃO ARENA, EX PDS, PFL E AGORA DEM.

 

IMPOSSÍVEL ESQUECER QUE A TV GLOBO FOI CONTRA AS ELEIÇÕES DIRETAS, PARTICIPOU DO ESCÂNDALO DA PROCONSULT, SEMPRE ESTEVE CONTRA OS PROJETOS DE INTERESSE DOS TRABALHADORES BRASILEIROS. A TV QUE FAZ ANIVERSÁRIO, É A TV DA MONTAGEM DE DEBATES PARA ELEGER COLLOR DE MELLO E DERROTAR LULA.


TV GLOBO É SINÔNIMO DE MONOPÓLIO, DE SUFOCO E ESTRANGULAMENTO DA CONCORRÊNCIA E MANIPULAÇÃO DA INFORMAÇÃO, É A TV DE PROGRAMAÇÃO VULGAR COMO O “BBB” OU IDIOTIZANTE COMO O DOMINGÃO DO FAUSTÃO. 

 

NUNCA ESQUECENDO QUE A TV GLOBO REÚNE OS PRINCIPAIS JORNALISTAS TUCANOS QUE FINGEM NÃO PARTIDARIZAR SUAS OPINIÕES E O NOTICIÁRIO.

 

COMPROVAÇÃO DO QUE DIGO ??

 

O JORNALISMO DA FAMÍLIA MARINHO NA VISÃO DE EDUARDO CUNHA

Papelão de O Globo, contra mim, contra os evangélicos e… CONTRA A VERDADE DOS FATOS

O GLOBO ATACA EDUARDO CUNHA

O ESCÂNDALO DA PROCONSULT

SOCIEDADE ENTRE A GLOBO E A FAMÍLIA SARNEY

Estamos em 2045 e os livros de História do Brasil dizem que o PT com Lula e Dilma aumentaram os salários do trabalhador, melhorou a educação e a saúde, aumentou a capacidade de produção de petróleo e o Pré-Sal está sendo uma benção para a nação.

 

No mesmo livro dirá que a ‘oposição sem rumo’ quis vender a Petrobras, dar um Golpe de Estado em 2015 e que não colocou um prego numa barra de sabão.

 

A História sempre nos conta a verdade como diz a doutora em História pela UFF Vania Maria Cury do Blog FALTA HISTÓRIA.

Há intelectuais que querem nos fazer crer que estamos vivendo no Brasil uma polarização de posições políticas entre esquerda e direita, entre neoliberais e bolivarianos, entre uma classe média “coxinha” e os trabalhadores, e por aí vai. De quebra assistimos à condenação do governo federal e do PT como corruptos. Isso é o que vemos na superfície e que gera uma insatisfação geral.

O que não está visível são os principais atores que impulsionam essa polarização e seus objetivos. Um primeiro passo para entendermos essa situação é olhar para o lucro das grandes empresas e bancos. As empresas que têm ações na Bovespa, que são as maiores, tiveram aumento de seu lucro da ordem de 46% em 2014, se comparado ao lucro de 2013. E os bancos, algo entre 26% (Itaú) e 30% (Safra). Isso numa economia em que o crescimento do PIB de 2014 ficou próximo de zero. Como se opera esse milagre? Essa rentabilidade depende muito da taxa Selic, que remunera a dívida pública, e das taxas cobradas pela intermediação financeira sobre empréstimos e financiamentos pelos bancos.

O governo federal, adotando políticas contracíclicas para garantir o dinamismo da economia brasileira diante da crise internacional, em 2009 reduziu a taxa Selic; em 2010 sofreu pressões para aumentá-la novamente; em 2011 retomou a política de baixar os juros. Como consequência, 2014 apresentou o menor superávit primário desde 1999, ou seja, a menor remuneração para os rentistas. O setor rentista também se sentiu ameaçado com a ação dos bancos públicos – Caixa e BNDES, especialmente –, que aumentaram o crédito, baixaram os juros e ganharam mercado. Os bancos públicos, de 35% do mercado que detinham em 2009, chegam a 55% em 2015. O congelamento dos preços da gasolina e da eletricidade tem o mesmo sentido, de preservar a capacidade de compra das pessoas e manter o dinamismo do mercado interno, e também contrariou interesses das empresas concessionárias.

Como consequência dessas políticas, o grande empresariado e o setor financeiro se uniram contra a redução da rentabilidade do rentismo, contra as políticas anticíclicas, contra o governo Dilma. Isso se expressou nas eleições de 2014 e nas tentativas de desestabilização política que continuam até hoje.

A estratégia defendida pelos governos do PT, de promover um impacto “keynesiano” de estímulo da economia pelo lado da demanda, de preservação do emprego, pode ser observada na distribuição entre renda do trabalho (salários, pensões, aposentadorias) e renda do capital (lucros, juros, aluguéis e renda da terra) nas contas nacionais. A participação da renda do trabalho no PIB era de 35% em 2003; em 2013, foi de 47%. O rentismo disputa a retomada de parcela maior da renda nacional, travando, com isso, o impacto esperado das políticas contracíclicas e o desenvolvimento do país.

Pesquisas recentes mostram uma classe média tradicional assustada com o cenário econômico, com medo do desemprego, com medo de uma perda maior de poder aquisitivo, coisa que já estão sentindo. Há muito tempo não se via esse medo voltar. É essa insatisfação que é trabalhada pela grande imprensa escrita e televisiva, e mesmo internacional, para direcioná-la contra o governo e até para criar a pressão “fora Dilma”. Não importa que a crise seja internacional e que seja de fato necessário equilibrar as contas do país. Importa que o ajuste não toque nos mais ricos e a corrupção passe a ser a explicação da situação atual.

Essa estratégia de focar a corrupção para promover o desgaste do governo está trazendo resultados inesperados, pois atinge o sistema político como um todo. As ações do Ministério Público implicam também os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Aécio Neves, todos os partidos e outras personalidades denuncistas da oposição.

É com base nas denúncias contra a corrupção que a oposição quer mobilizar a população contra o governo, e tem conseguido bons resultados. Mas a classe média que foi para as ruas é um setor muito desinformado. Até uma simples pergunta de quem assumiria a Presidência num eventual impedimento de Dilma fica sem resposta para a maioria dos manifestantes. Apenas 27% defendem “fora Dilma”. Eles estão na rua para defender o que entendem por seus direitos num cenário econômico recessivo, o que guarda semelhança com as demandas apresentadas pelas centrais sindicais em outra recente manifestação de peso.

Também é importante lembrar que 37 milhões de brasileiros votaram branco ou nulo nas últimas eleições, ou seja, não se posicionaram em relação às opções eleitorais disponíveis. Isso não significa que não tenham opiniões, mas que não se sentem representados ou não valorizam mais este sistema político. Temos de lembrar também o rechaço aos partidos políticos, seja nas manifestações de junho de 2013, seja nas de 15 de março deste ano. Quando políticos quiseram se manifestar, ouviram da população nas ruas um veto: gritava-se “sem partido, sem partido”. É o próprio sistema político que está em xeque, e não este ou aquele partido. É uma oportunidade interessante enfrentar essa falsa polarização, promovendo um trabalho de esclarecimento público sobre os verdadeiros agentes e interesses que apostam na desestabilização do governo. Se ao lado desses esclarecimentos surgir um forte movimento de defesa dos direitos sociais, também buscando mobilizar a classe média, então o jogo pode mudar e a reforma política por uma Constituinte independente pode se tornar uma bandeira de muitos, de uma ampla aliança da cidadania com capacidade para mudar a correlação de forças. Diretas Já! foi assim.

Silvio Caccia Bava

Diretor e editor-chefe do Le Monde Diplomatique Brasil

Blog da Dilma no Facebook: https://www.facebook.com/BlogDilmaRousseff

Quando peixe, milho e até leite não são saudáveis

O Ministério da Saúde acaba de lançar uma cartilha que promete revolucionar a forma como o brasileiro vê a alimentação. O novo Guia Alimentar para a População Brasileira faz uma divisão entre alimentos naturais, processados e ultraprocessados. É nisso que as pessoas devem prestar atenção na hora de escolher o que vão pôr no prato

Por Fernanda Vidigal, da Agência Senado

Consuma menos gordura, coma tantas porções de carboidratos e não passe de 2 mil calorias diárias. As clássicas recomendações dos nutricionistas estão com os dias contados. O Ministério da Saúde acaba de lançar uma cartilha que promete revolucionar a forma como o brasileiro vê a alimentação. Em vez de classificá-los simplesmente como carboidratos, proteínas e lipídeos, o novo Guia Alimentar para a População Brasileira faz uma divisão entre alimentos naturais, processados e ultraprocessados. É nisso que as pessoas devem prestar atenção na hora de escolher o que vão pôr no prato.

Nem todo alimento de peixe, por exemplo, é saudável. O fresco é. Contém boas doses de proteína, vitaminas e minerais. O atum e a sardinha em lata estão um degrau abaixo. Eles recebem da indústria altas quantidades de sal e óleo para serem conservados. Apesar de manter parte dos nutrientes, o processamento altera o alimento original: o óleo aumenta a densidade calórica do peixe e o excesso de sódio é associado a doenças do coração. O peixe empanado já é outra história. Para fazer os nuggets, a indústria usa gordura vegetal hidrogenada, corantes, realçadores de sabor, ingredientes prejudiciais à saúde. São tantas adições, que, quando o alimento é ultraprocessado, não sobra praticamente nada do original — apenas o nome, o que dá uma falsa impressão a quem consome o produto.

O mesmo raciocínio vale para leite, queijo e bebida láctea; milho verde, em conserva e cereal matinal; trigo (em farinha ou em grão), pão caseiro e pão de forma (inclusive o integral).

Para manter a saúde, a regra de ouro do guia é priorizar os alimentos naturais ou minimamente processados, como o tradicional arroz com feijão. Óleos, sal e açúcar, com moderação, temperam sem alterar a qualidade nutricional do prato. As conservas, os queijos e os pães artesanais entram em pequenas quantidades, para compor pratos baseados em alimentos frescos. Já produtos como lasanha pronta, macarrão instantâneo e embutidos devem ser evitados.

Ricos em açúcares, gorduras, com teor elevado de sódio, pouca fibra e alta densidade energética, os ultraprocessados têm uma composição nutricional desbalanceada. Estão diretamente relacionados à obesidade e a outras doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e vários tipos de câncer.

— Essa abordagem que deixa claro o quanto os produtos ultraprocessados não são saudáveis é inédita — afirma Elisabetta Recine, coordenadora do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutricional da Universidade de Brasília (UnB).

Não bastam nutrientes

Preocupados com o avanço da obesidade, os especialistas perceberam que não bastava só orientar ingerir mais ou menos carboidratos, proteínas, gorduras. Até porque isso pode levar a um pensamento errado de que basta consumir qualquer produto que tenha os nutrientes para estar bem alimentado.

Hoje é fácil encontrar embalagens de bebidas lácteas, achocolatados e barrinhas de cereais anunciando vitaminas, minerais e fibras. Esses nutrientes, porém, não têm os mesmos efeitos do que os encontrados, por exemplo, numa maçã. É o alimento em si — com toda a sinergia dos seus compostos — que faz a diferença para a saúde, e não o nutriente isolado.

— É comprovado que os nutrientes adicionados pela indústria não reproduzem os mesmos efeitos que os de alimentos in natura. Eles podem até ser danosos — ressalta Maria Laura Louzada, pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da Universidade de São Paulo, que participou do projeto.

Os industrializados, porém, estão cada dia mais presentes na mesa nacional. Por isso, a nova classificação do guia — que não  coloca mais no mesmo grupo o arroz e o cereal matinal, por exemplo — ganha importância.

O feijão ainda é o alimento preferido dos brasileiros, mas vem perdendo espaço dos anos 70 para cá. E não só ele. Pesquisas mostram que alimentos tradicionais, como arroz, carne, leite, ovos, tiveram um decréscimo intenso. Em compensação, refrigerante, salsicha, sorvetes e comida pronta congelada começaram a encher a geladeira das famílias.

Cerca de um quarto das crianças de 5 a 10 anos comem biscoitos recheados, balas e doces praticamente todo dia, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2009. O refrigerante é outra preferência nacional: 23,3% dos brasileiros tomam a bebida, ao menos, cinco vezes por semana. Por outro lado, só 26,3% comem a quantidade adequada de hortaliças e frutas.

Um dado interessante é que a compra de sal, açúcar e óleo, ingredientes básicos para cozinhar, também reduziu. Não é um bom sinal, entretanto. É um péssimo sinal. Mostra é que estamos parando de comer comida de verdade. Os ultraprocessados estão tomando o lugar dos alimentos tradicionais. E o preço não justifica a troca: no Brasil, ainda é mais barato preparar refeições em casa que consumir produtos prontos. Na Inglaterra, por exemplo, isso não acontece.

É nos países de renda baixa e média que os ultraprocessados encontram mais terreno para crescer. No Brasil, saltaram de menos de 20% nos anos 1980 para, em 2009, 28% do total das calorias ingeridas. Bem abaixo, ainda, dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Nesses países, o índice ultrapassa os 50%.

Com 70% ainda de calorias vindas de alimentos frescos, o  Brasil tem uma janela de oportunidade para reverter o quadro:

— Os países que têm uma cultura culinária mais forte, como Brasil e França, têm menos uso hoje de industrializados. A força da alimentação tradicional é uma das barreiras para frear essa transição — afirma Maria Laura.

Cultura à mesa

Com linguagem fácil, o novo guia, elaborado em parceria com o Nupens (USP) e com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), pretende alcançar toda a população, e não só os profissionais da saúde. O texto está disponível na internet e os 60 mil exemplares impressos vão para hospitais e escolas. Segundo o Ministério da Saúde, o próximo passo é desenvolver estratégias para divulgar o conteúdo, entre elas vídeos e cursos de autoaprendizagem.

Outra originalidade do guia é que ele valoriza a cultura culinária de todas as regiões. Fala de comida caseira, e não só de alimentos isolados. Essa novidade brasileira tem gerado repercussão internacional.

Um dos mais importantes sites americanos de notícias, o Vox, classificou o guia brasileiro como o melhor do mundo: “Eles não agrupam os alimentos em grupos. Em vez disso, focam em refeições e estimulam a cozinhar em casa”. Michael Pollan, autor de livros como Em Defesa da Comida, classificou o guia como radical. Marion Nestlé, professora da New York University, elogiou o texto por ser baseado em comida. E o jornal da Associação Mundial de Nutrição em Saúde Pública (WPHNA, na sigla em inglês) destacou, na edição de dezembro, o foco em refeições e nas dimensões sociais e culturais da alimentação.

O guia mostra que é possível ter uma alimentação saudável seguindo a tradição da cozinha brasileira. As recomendações foram baseadas no que comem no dia a dia os 20% de brasileiros que, segundo a POF 2009, mantêm hábitos alimentares tradicionais. Entre os exemplos, café com leite, tapioca, cuscuz, a dupla arroz com feijão, farinha de mandioca, angu, pernil, jiló, abóbora e até feijoada.

— Tem uma sabedoria na cultura. Tanto na comida quanto nas festas e religiões — diz Sônia Hirsch, jornalista e escritora de 19 livros sobre alimentação e saúde, como Meditando na Cozinha.

Em um dos capítulos, o guia reforça que essa sabedoria está presente também quando se combinam num prato alimentos típicos do país. Por isso, preparar uma refeição com arroz, feijão, carne e mandioca, por exemplo, é bem diferente — para a saúde, a cultura, a sociedade — do que comprar lasanha congelada.

— É importante manter uma relação verdadeira com a comida, porque o corpo é de verdade, a mente é de verdade. E comida de verdade traz benefícios inegáveis à saúde, porque ela não tem só nutrientes, tem energia também — destaca Sônia.

Onde e como são tão importantes quanto o que comer

O que muita gente ainda não se dá conta é de que o ambiente é capaz de decidir o que as pessoas vão comer. Em frente à TV, no ônibus ou na rua, as escolhas, em geral, são alimentos prontos para consumo, como biscoitos, doces, salgadinhos de pacote. Afinal, não exigem garfo nem faca e estão disponíveis em todo lugar: da farmácia ao posto de gasolina. À mesa, porém, come-se mais comida “de verdade”, como frango, macarrão e legumes. O modo de comer também é mais saudável: envolve cozinhar, colocar a mesa e, se possível, compartilhar o momento.

— O ambiente está o tempo todo colocando em risco a nossa decisão de fazer escolhas saudáveis. A importância desse aspecto é uma novidade do guia — avalia a professora Elisabetta Recine, da UnB.

Comer mais ou menos, fator-chave para o ganho de peso, também tem a ver com o ambiente. Ingere menos calorias quem come com atenção, devagar, em local tranquilo. A distração — que hoje não é só da TV: tem celular, tablet, notebook — atrapalha o cérebro a entender quando é hora de parar de comer.

— É muito difícil sentir a mesma saciedade comendo duas bolachas ou as mesmas calorias num prato de comida. O cérebro fica enganado com o volume menor e aí comemos mais — explica Maria Laura Louzada, da USP.

Quem já tentou comer só uma batatinha do pacote sabe que controlar a vontade é um desafio. Também, pudera. Açúcares, gorduras e aditivos deixam os ultraprocessados extremamente saborosos. E as embalagens são gigantes. “É maior o risco do consumo involuntário de calorias e maior, portanto, o risco de obesidade”, diz o guia.

— O problema da obesidade é muito complexo. Envolve o ato de comer, o ambiente, os padrões de consumo — diz Maria Laura.

O guia tem o objetivo também de impedir o avanço da doença no Brasil. Se a fome até pouco tempo atrás assustava o país, hoje o que preocupa é o excesso de peso.

Pesquisas do IBGE mostram um aumento expressivo e contínuo da obesidade desde a década de 80. Os últimos dados, de 2013, indicam que metade dos adultos está acima do peso ideal e 17,5% estão obesos. Entre as crianças, 33% estão acima do peso. Com esses números, já somos o quinto lugar no ranking mundial do excesso de peso. Realidade que pesa também sobre os cofres públicos: o SUS gasta R$ 488 milhões por ano com a obesidade e doenças relacionadas, como diabetes, cardiopatias e câncer de mama.

— O resgate da qualidade alimentar é muito importante, mas estamos em um contexto que dificulta isso — diz Roberta Cassani, da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição.

A oferta de alimentos frescos pode ser um desses obstáculos para quem quer se alimentar de forma saudável. Além de onipresentes, os ultraprocessados investem pesado em propaganda. Mais de dois terços dos comerciais sobre alimentos na TV anunciam fast food, guloseimas, refrigerantes. A maioria, dirigida a crianças e adolescentes. Para o Ministério da Saúde, o poder público pode atuar com regulamentação da publicidade e taxação. O México, por exemplo, aumentou a tributação sobre refrigerantes e tem tido resultados positivos.

— É preciso dar condições para as pessoas abandonarem os ultraprocessados. Elas precisam saber que eles não fazem bem à saúde, precisam poder comprar alimentos frescos e saber cozinhar. O ambiente tem que colaborar — afirma Elisabetta.

Projetos pedem rótulos mais informativos e claros

 

Na embalagem, o destaque é para a laranja. Mas dentro da caixinha do néctar não é ela que impera. Pela lei, 40% apenas são suco. Os 60% restantes são água e açúcar. O rótulo até diz isso, mas nem todo mundo percebe. As letras miúdas não ajudam a dar destaque à lista de ingredientes, que traz a composição do alimento em ordem decrescente.

— A lista é a informação mais útil para o consumidor fazer escolhas saudáveis. Se você quer um cereal matinal e o primeiro ingrediente é açúcar, então ele não é uma boa opção — explica Francine Lima, criadora do canal Do Campo à Mesa, no YouTube.

No Senado, projetos querem tornar essas informações mais claras e acessíveis ao consumidor. Um deles (PLS 126/2014), do ex-senador Jayme Campos, sugere o uso de recursos gráficos, como ícones, para que o consumidor saiba de imediato do que é feito o produto. Ideia semelhante já é adotada pelo Reino Unido, que usa as cores do sinal de trânsito para simbolizar a quantidade de gordura, açúcar e sódio. Se for alta, é vermelho; média, amarelo; e baixa, verde.

No Brasil, a medida está em debate pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Francine, que participa da discussão na agência, propõe que a composição dos produtos seja dividida em três listas: alimento, ingrediente culinário (açúcar, sal, gordura) e aditivo. Assim, ficaria mais fácil, afirma, identificar os ultraprocessados.

— No caso do refresco em pó, com essa separação, você veria que ele não tem alimento quase nenhum e uma lista bem grande de aditivos, além de açúcar.

Outra proposta no Senado quer justamente advertir sobre os males do açúcar. Pelo texto, de José Medeiros (PLS 8/2015), os rótulos das bebidas adoçadas (refresco, néctar, refrigerante) devem trazer textos e imagens de alerta, como nos maços de cigarro, sobre os problemas do consumo excessivo de açúcar .

— A ideia é impactar, chamar a atenção para a obesidade e ajudar a conscientizar as pessoas — diz o senador.

O teor de açúcar nas bebidas prontas surpreende. Uma caixinha (200 ml) de néctar de fruta pode ter 20 g; e uma lata de refrigerante (355 ml), 37 g. Sozinhas, essas bebidas já fornecem quase o limite de açúcar diário. O máximo deve ser 50g/dia (cerca de 5 colheres de sopa), recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O açúcar está escondido também em ketchup, mostarda, molho de tomate. A grande parte do açúcar consumido no mundo vem justamente de produtos como esses, não vistos como doces. Preocupada com isso, a OMS acaba de lançar diretrizes para limitar as adições do ingrediente pela indústria. Com o mesmo objetivo, projeto de Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) quer fixar teor máximo para açúcar e gorduras nos industrializados (PLS 106/2010).

Para ajudar quem come fora de casa, o senador propõe, no PLS 489/2011, que restaurantes e lanchonetes divulguem a composição nutricional dos alimentos. Para Valadares, faltam informações para o consumidor:

— Devemos focar na educação, mostrando ao consumidor que ele é que detém o poder da escolha. E, com a informação nutricional, vamos ajudá-lo a priorizar a saúde — afirma.

10 passos para uma alimentação saudável

Faça dos alimentos naturais a base da alimentação

Use óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades

Limite o consumo de produtos processados

Evite os ultraprocessados

Coma com regularidade e atenção e, se possível, com companhia

Faça compras em locais que ofereçam alimentos frescos, como feiras

Desenvolva, exercite e partilhe habilidades culinárias

Planeje o tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece

Fora de casa, dê preferência a comidas feitas na hora

10 Seja crítico quanto à publicidade de alimentos

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Na noite desta última quinta-feira, 09, o Gerente de Políticas e Proteção do Idoso da Secretaria Estadual de Defesa e Proteção Social (Sedeps), Luciano Francisco (Professor Luciano) esteve visitando a Comunidade Underground Com Cristo e conversando com membros da diretória.

A Comunidade Underground com Cristo é um ministério pertencente a Portas Abertas Brasil que está há 12 anos despertando pessoas para servir a Igreja Perseguida. É uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países onde existe algum tipo de proibição, condenação, execução ou ameaça à vida das pessoas ou à sua liberdade de crer e cultuar Jesus Cristo. 

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A comunidade tem um projeto chamado: Bote salva vidas – voltado para jovens, adultos, crianças usuários de drogas licitas e não licitas, reeducando e reconduzindo ao mercado de trabalho. Segundo o Pastor Natanael e o Pastor Reginaldo, depois desta visita eles também vão trabalhar nos municípios onde atuam as políticas públicas para o idoso através de projetos apresentados.

Segundo o Gerente Luciano, a população idosa no Brasil está crescendo. De acordo com dados extraídos do site IBGE, atualmente a população do Estado do Tocantins é de 1.510.144 habitantes, neste total 9,73% são idosos equivale a 146.937,1085 pessoas acima de 60 anos. Ainda segundo estimativas do site este total até 2030 chegará a 13,86% equivale a 209.306,097, ou seja, um aumento de 4,13% ou 62.3689,472 novos idosos;

E preciso que os municípios se atentem a esta realidade dentro dos órgãos responsáveis, criando o Conselho e o Fundo Municipal da Pessoa Idosa, além de trabalhar com olhar diferente nas políticas públicas desta demanda populacional. O profissional responsável por um grupo de idosos, ele necessita ter a capacidade de realizar ações que não apenas supram as necessidades de lazer da pessoa idosa, de ocupação de seu tempo livre, mas é necessário ter um olhar inovador e trabalhar com o idoso em sua totalidade, proporcionando o desenvolvimento social, psicológico e biológico dessa população.

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Podemos dizer que o objetivo central é promover a inclusão social e garantir os direitos sociais desses cidadãos, uma vez que grande parcela da população idosa brasileira se encontra desprotegida. É com estas estruturações de diálogos com ministérios, religiões, CRAS, CREAS, Assistência social, prefeituras, grupos de idosos e simpatizantes nos municípios que teremos mais órgãos competentes e mais profissionais capacitados para desenvolver uma ação com ética e compromisso. 

Gradativamente serão feitas visitas ou um contato possibilitando um momento para falar da importância de criar, adicionar ou impulsionar em suas políticas públicas a questão do Idoso fomentando e apresentando projetos que viabilize ainda mais essas ações.

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11O novo Diretor Clínico do Hospital Regional de Paraíso é o Medico Dr. Luis Antônio Faria Mota.

A eleição aconteceu no dia 07 de abril de 2015 dentro das dependências do próprio hospital ao longo do dia. Estavam presentes os componentes da comissão eleitoral os Médicos: Dr. Dener Gomes de Abreu, Dr. Hider Alencar, Dr. Jorge Ivan Alves Bezerra e como fiscais estavam as servidoras Najla Tenório Cardoso Araújo e Eliene Dias Castanheira. O mandato é de dois anos.

Quanto à gestão frente ao cargo, o medico Dr. Luis Antônio comenta seus objetivos: “O momento é desafiador. Aqui não será diferente. Tem de se criar instrumentos para nos mantermos oferecendo sempre serviços de qualidade. E o corpo clínico engajado nisso. Estamos num período delicado, de definição dos investimentos financeiros, avaliando medidas que vão ser adotadas. Aqui no hospital temos a intenção de reestruturar todos os serviços: desde a parte médica, a de apoio e também exames”.

Para cumprir esse objetivo o Dr. Luís Antônio salienta: “Sem a participação de todos os serviços e, principalmente do corpo clinico, não será possível alcançar os objetivos”.
O evento foi prestigiado pela Diretora Geral Waldineide Pereira de Franca, médicos, servidores, colaboradores, parceiros, convidados e pela fisioterapeuta Cynara Nunes Leão Mota – Diretora Administrativa do Hospital e sua Esposa.

 

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Na manhã do dia 29 de março, o Gerente Estadual de Políticas e Proteção do Idoso da Secretaria Estadual de Defesa Social – SEDES, Luciano Francisco (Professor Luciano), esteve na sede da AAPOPA – Associação dos Aposentados de Paraíso. O motivo da visita foi a busca por informações quanto ao conhecimento da entidade com relação à formação do Conselho Municipal do Idoso.

O gerente desde que assumiu vem dentre várias lutas dando uma atenção mais especial na organização e estruturação dos Conselhos Municipais da Pessoa Idosa, pois, segundo ele este é um canal efetivo de participação, que possibilizam o estabelecimento de uma sociedade na qual a cidadania não é mais apenas um direito, mas sim, uma realidade. E também é uma forma de estreitar a relação entre o governo e sociedade civil a partir da participação popular em conjunto com a administração pública nas decisões regentes na sociedade.

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O conselho também pode atuar na questão da fiscalização, falta de assistência e abandono, saúde através de levantamentos de dados que possibilite identificar as mais diversas doenças oferecendo assim melhor qualidade de vida para o idoso dentre outros. O conselho do Idoso, assim como todos os demais conselhos são auxiliadores do administrador público e parceiro do município para que a política pública seja a melhor possível e a mais próxima daqueles que necessitam.

Na oportunidade foi deixado o material de apoio com o passo a passo de como formar o Conselho Municipal do Idoso.

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