2014 Julho | Luis Antonio 13



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Arquivo do mês: Julho 2014

Ninguém disse que ia ser fácil

 Ninguém disse que ia ser fácil
 

 

Paulo Nogueira

Criança mimada, quando exposta às asperezas da vida, sofre em dobro. O mesmo vale para político mimado.

Até há pouco tempo, Aécio viveu no mundo superprotegido de Minas Gerais. Jamais foi exposto pela mídia local, dependente dos anúncios do governo, a embaraços e a enfrentamentos.

Isto o poupou de aborrecimentos, é certo. Mas o deixou absolutamente despreparado para lidar com outras coisas que não sejam tapinhas nas costas de repórteres. 

 

O caso do aeroporto – o primeiro grande teste de Aécio como vidraça – é exemplar. Ele vem mostrando não ter preparo nenhum para as adversidades jornalísticas. Nas vezes em que se pronunciou sobre o assunto, misturou nervosismo, arrogância e falta completa de convencimento. Decretou, numa das ocasiões, que estava “tudo explicado”, como se coubesse a ele decidir isso.  A melhor resposta a isso veio do colunista Elio Gaspari: “Explicação de Aécio não decola”.
E como poderia?

Sua melhor alegação é que o aeroporto pertence não a seu tio, mas ao Estado, pois a terra onde ele está foi desapropriada. (Em termos, porque a desapropriação está na justiça, num caso de litígio.) Mas, se é um aeroporto de interesse público, como justificar que o acesso a ele só se dê se você, autorizado, pega a chave na fazenda?

É um aeroporto para poucos, muito poucos. Sintomaticamente, Aécio não respondeu, numa entrevista, se ele estava entre os poucos. Não disse se usou o aeroporto, o que na prática sabemos o que significa.

Em outro capítulo desastrado de sua louca cavalgada, ele atribuiu o vazamento ao PT. Aos velhos e conhecidos métodos do PT, segundo ele. Será que ele imagina que, assim, vai transferir o ônus do escândalo para outras mãos que não as suas?
A vida fácil de neto de Tancredo poupou Aécio de dissabores como este com que ele lida agora.
Mas, ao virar personagem nacional, a mamata tinha mesmo que acabar. E o que se vê é uma criança mimada contrariada, pronta a culpar os outros pelas artes que comete.

Não é certa ainda a extensão dos danos do aeroporto para as pretensões presidenciais de Aécio.
Num mundo menos imperfeito, ele retiraria sua candidatura, sob o assédio da mídia e, mais ainda, da opinião pública.

Um homem que repetiu a palavra ética milhões de vezes, sobretudo para acusar seus adversários, não pode tropeçar, ou será visto como detentor de um descaro total. Mas este aqui é o mundo que temos.

A mídia está fazendo o máximo para preservar Aécio: a mínima cobertura possível, tom quase dócil — o suficiente apenas para não passar vergonha. Mas não há nada que ninguém possa fazer para poupar Aécio das dores excruciantes que um político mimado sofre ao lidar com dificuldades das quais foi sempre protegido. O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Por Joana Saragoça

Abandonado o modelo econômico neoliberal, o governo petista, de forma firme e forte conseguiu enfrentar a crise mundial sem frear a criação de postos de trabalho. É uma conquista e tantos nestes anos de desemprego mundial e que fica mais clara na comparação dos 12 anos de governos petistas com os oito anos de tucanato no governo federal.

Segundo os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o governo do PT criou 394,2% mais empregos que o governo do PSDB. Por estes registros, em seus dois mandatos (1995-2002, portanto sem a crise econômica global, a maior desde a de 1929), FHC criou pouco mais de 5 milhões de empregos formais – exatos 5.016.672.

Quantidade, aliás, que o governo Dilma Rousseff, mesmo transcorrendo em meio a crise econômica global, acabou de bater, já ultrapassou em menos de quatro anos ao criar 5.052.710 até o primeiro semestre deste ano.

Comparação entre empregos gerados por Lula e FHC é constrangedor para tucanos

A comparação entre os governos Lula e FHC é ainda mais reveladora – e constrangedora para eles, tucanos. Nos primeiros oito anos de governo do PT ( 2003-2010) foram criados mais de 14,7 milhões de novos postos de trabalho, com uma média de 1,8 milhão de empregos/ano, enquanto o governo do PSDB com igual tempo (1995-2002) gerou uma média de 627 mil/ano.

Entenderam porque o ex-presidente Fernando Henrique, todo o tucanato e aliados fogem de comparações como o diabo foge da cruz? E porque FHC e seguidores imploram com esse discurso para se esquecer o passado, olhar para a frente e que, eles sim, olham para o futuro? Quem tem nas costas um passado e uma herança maldita destas, tem medo.

A criação de tantos empregos no Brasil se torna ainda mais representativa, principalmente se lembrarmos que nos últimos seis anos a crise econômica mundial, em matéria de emprego, grassou ainda mais forte. Ela faz com que alguns países ricos da Europa passem por dramáticas crises de desemprego. Na Espanha, por exemplo, o desemprego atingiu 25,93% da população economicamente ativa (PEA) no 1º trimestre deste ano, com índices muitos superiores na população entre os 18 e os 25 anos. Na Grécia, em abril pp. o desemprego atingiu 27,3%, com índices que chegaram a 50% entre os jovens.

Receituário econômico ortodoxo agravou crise na Europa

Nenhum receituário econômico ortodoxo do FMI funcionou nestes países (em muitos deles a fórmula conservadora foi imposta pela troica FMI-União Europeia-Banco Central Europeu). Pelo contrário. E a Grécia, como todos sabem, quebrou.

Enquanto isso o Brasil continua, mesmo em ritmo mais lento que o dos anos anteriores, a criar empregos. Até quase o meio deste ano, ostentava índices de pleno emprego, próximo dos 5% (de desemprego) pelos números aferidos pela metodologia do IBGE, ou próximo dos 7% pelos levantamentos dos outros organismos.

Política do salário mínimo, alavanca importante na distribuição de renda

Na questão da renda do brasileiro, o aumento do salário mínimo empreendido mediante políticas adotadas pelos governos do PT – que substituíram as de arrocho salarial vigentes no tucanato e nos 21 anos da ditadura militar – foi essencial para garantir a distribuição de renda e a busca de maior justiça social. Ao lado da geração contínua do emprego, os governos Dilma e Lula sempre tiveram como prioridade a questão social da distribuição da renda, a busca de uma sociedade mais igualitária e justa.

Com essa prioridade, com o aumento do salário mínimo, via políticas que sempre lhe asseguraram reajuste acima dos índices de inflação, os governos petistas procuraram garantir ao trabalhador uma maior renda. Ainda em 2003, primeiro ano de administração Lula, já foi abandonado o modelo econômico neoliberal que o governo do PSDB seguia no Brasil. Com isso a lógica – e máxima – neoliberal, que privilegiava o empresariado e o grande capital em detrimento do trabalhador foi substituída pelo crescente esforço de proporcionar a todos os brasileiros uma vida melhor.

O salário mínimo, que desde a criação do Plano Real, no governo do presidente Itamar Franco (1994) e até o fim do tucanato (2002) pouco tinha sido reajustado, foi aumentado 13 vezes durante o governo petista – subiu nada menos que 362%. Para o trabalhador a mudança de governo representou, então, uma alteração no seu dia a dia.

Com coragem o governo do PT enfrentou nova conjuntura econômica mundial

O DIEESE – Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos apontou que de 2003 até o começo deste ano de 2014 o poder de compra do brasileiro que ganha salário mínimo aumentou 61%. Neste 2014 o salário mínimo pode comprar 2,23 cestas básicas a mais, a maior quantidade desde 1979, quando começou este tipo de acompanhamento, esta série histórica do DIEESE.

Estes números e índices mostram, assim, o ótimo resultado das políticas de geração de emprego formal, dos programas sociais, dos de transferência de renda – dentre os quais destacam-se o Bolsa Família – implantados pelos governos petistas. O PT e seus governos, claro, não têm a pretensão de ter eliminado os desníveis sociais, nem atingido a plena justiça social no país.

São conscientes de que até lá muitos passos precisam ser dados, o caminho é longo e muitos ajustes precisam ser feitos em diversas áreas. Mas são governos dispostos a dá-los. E a fazê-los. São governos convictos de que nunca eles foram dados de forma tão correta, no rumo certo, e tão céleres quanto nos governos do partido, nas gestões Lula-Dilma.

Central se baseia em resultados dos governos do PT na conquista de direitos do trabalhador listados pelo Diap

A Força Sindical considerou um estudo do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que avaliou o desempenho dos governos do PT na conquista de avanços reais nos direitos do trabalhador brasileiro, para decidir dar apoio à candidatura da presidenta Dilma Rousseff à reeleição.

Os 24 motivos do Diap para fazer a opção foram apresentados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no 8º Congresso da Federação dos Químicos de São Paulo, na segunda-feira (21), em Praia Grande (SP).

Segundo o Primeiro Secretário da Força Sindical, Sergio Luiz Leite, foi necessário um esforço parlamentar das bancadas governistas no Congresso para aprovar as medidas. Das 24, nove ocorreram nos dois mandatos de Lula e as 15 demais, durante o governo Dilma Rousseff.

 

Conheça os avanços:

  1. Aposentadoria especial a cooperado de cooperativas de trabalho ou de produção e a instituição de Fator Acidentário de Prevenção/FAP (Lei 10.666/2003)
  2. Inclusão previdenciária de trabalhadores de baixa renda e sem renda, com dedicação exclusiva ao trabalho doméstico próprio (Emenda constitucional 47/2005)
  3. Garantia de reajuste e aumento reais dos benefícios previdenciários pagos pelo Regime Geral de Previdência Social/RGPS (Lei 11.430/2006)
  4. Nova Regulamentação do trabalho aos domingos para comerciários (Lei 11.603/2007)
  5. Reconhecimento e formalização das centrais sindicais (Lei 11.648/2008)
  6. Piso nacional para profissionais do magistério público da educação básica (Lei 11.738/2008)
  7. Programa Empresa Cristã, destinado à prorrogação de licença maternidade de quatro para seis meses (Lei 11.770/2008)
  8. Vedar empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a empresas que tenham prática de assédio moral (Lei 11.948/2009)
  9. Assegurar a participação de empregados no Conselho de Administração das empresas públicas e sociedades de economia mista (Lei 12.353/2010)
  10. Política de aumento real do salário mínimo até 2015 (Lei 12.382/2011)
  11. Criação da certidão negativa de débito trabalhista (Lei 12.440/2011)
  12. Correção anual da tabela de Imposto de Renda Pessoa Física até 2014 (Lei 12.469/2011) e Medida Provisória 644, que atualizou valor de 2015 (Lei12.469/2011)
  13. inclusão previdenciária para trabalhadores de baixa renda (Lei 12.470/2011)
  14. Ampliação do aviso prévio de 30 para 90 dias (Lei 12.506/2011)
  15. Ampliação da formação profissional do trabalhador pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego/Pronatec (Lei 12.513/2011)
  16. Reconhecimento do teletrabalho ou trabalho à distância (Lei 12.551/2011)
  17. Adicional de periculosidade para vigilantes (Lei 12.740/2012)
  18. Instituição do Programa Cultura do Trabalhador e Vale-cultura (Lei 12.761/2012)
  19. Isenção do Imposto de Renda até limite de R$ 6 mil a participação de trabalhadores nos lucros/resultados de empresas (Lei 12.832/13).
  20. Permitir que o taxista transfira para dependentes a outorga de sua licença de trabalho (Lei 12.865/2013)
  21. Estender aos empregados domésticos os mesmos direitos dos demais trabalhadores urbanos (Emenda constitucional 72/2013)
  22. Estabelecer critérios para aposentadoria de deficientes (Lei Complementar 142/2013)
  23. Expropriação de propriedades urbanas e rurais flagradas na prática de trabalho escravo ou análogo ou cultivo de maconha (Emenda constitucional 81/2014)
  24. Aprovação do Plano Nacional de Educação/PNE (Lei 13.005/2014)

 

 

Por Márcio de Morais, da Agência de Notícias do PT

FHC e PSDB:neoliberalismo na veia e retrocesso

 

Davis Sena Filho

 
Davis Sena Filho é editor do blog Palavra Livre

Como se observa, o primeiro decreto de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — quando assumiu a Presidência da República foi exinguir a Comissão Especial de Combate à Corrupção efetivada pelo presidente nacionalista Itamar Franco, o verdadeiro pai do Plano Real (o tucano era seu ministro da Fazenda), fato este que levou Itamar, posteriormente, arrepender-se, e, inclusive, questionar duramente a conduta de FHC, que assinou as cédulas da nova moeda no lugar do então ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero. O tucano não era mais ministro, e incorreu em erro grave.

 

 

Acusou Itamar: “Eu me arrependo é de ter escolhido ele candidato. Tenho o maior respeito pela inteligência dele, mas ele errou. Ele já não era mais ministro (da Fazenda) e, mesmo assim, assinou cédulas (de Real). Isso é a primeira vez que eu estou revelando. Isso é grave porque só poderia ter assinado a cédula o ministro Ricúpero (Rubens Ricúpero, que substitui FHC de março a setembro de 1994, durante a implementação do Plano Real)”.

E completa: “O ministro Ricúpero foi o sacerdote do Plano Real. Mais até do que o FHC. Eu vi. Mandei verificar. Ele assinou, sem poder assinar. Ele sabia que sem o autógrafo, sem ele na cédula do real, ele não ganharia. Não. O Real começou a circular em 1º de julho. Daí o medo da equipe dele, porque estava muito próximo do processo eleitoral. Tinham aquelas dúvidas, mas o Ricúpero sustentou a continuidade”.

Este é o FHC, aquele presidente do PSDB entreguista e que governou o Brasil como um caixeiro viajante e, subserviente e subalterno, implementou no País a diplomacia da dependência, porque alinhada automaticamente com os interesses dos EUA. Poder-se-ia também chamá-la de diplomacia do tirar os sapatos, como o fez o ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, em 31 de janeiro de 2002. Atitude que, sem sombra de dúvida, simbolizou o governo vendilhão de FHC, além de demonstrar o quão as “elites” brasileiras são subalternas e provincianas, para, em troca, receberem migalhas do que ela considera “Corte” para manterem intocáveis seus status quo em relação ao povo do Brasil.

FHC, o vendilhão da Pátria, mal assume a Presidência e extingue a Comissão de Combate à Corrupção. Nada que surpreenda àqueles que sabem como procedem e agem os tucanos. O fim da Comissão, na verdade, tinha por finalidade deixar livre o caminho para as privatizações, também conhecidas por grande parte da população brasileira como privatarias. O Neoliberal I realmente não defendeu os interesses do Brasil quando foi eleito o mandatário mais importante do País. Pelo contrário, o quebrou três vezes, pois foi ao FMI três vezes, de joelhos e com o pires nas mãos.

Em encontro de presidentes de países considerados desenvolvidos, o mandatário porta-voz das elites e submisso aos ditames do FMI, do Banco Mundial (Bird), da OMC e da UE levou um “carão” do presidente estadunidense, Bill Clinton, que praticamente o chamou de incompetente e chorão, ao dizer-lhe que a culpa das perdas internacionais do Brasil era do governo do PSDB e não das políticas econômicas de exploração, rapinagem e pirataria formuladas pelo Consenso de Washington e as quais Fernando Henrique as transformou em “bíblia” a ser seguida no Brasil e a ter a imprensa alienígena e de negócios privados como sua defensora pit bull.

Ai daquele que se atrevesse questionar o pensamento único da década de 1990 e início do século XXI. Era logo chamado de dinossauro ou “esquerdopata”, pois os arautos da dependência e da servidão aos países ricos batiam sempre na mesma tecla de que as ideologias acabaram com o fim da União Soviética e que termos como esquerda e direita se tornaram arcaicos. Como se ser de esquerda é apenas relativo às utopias socialistas ou ao socialismo científico ou real. Nada mais enganoso e sem credibilidade, porém, manipulado pelos defensores do capital e da nova ordem econômica mundial implementada por intermédio do neoliberalismo.

A verdade é que o PSDB ainda não pagou por seus erros até hoje, tanto no âmbito do Judiciário quanto no que é referente ainda a vencer eleições em estados de eleitores conservadores, a exemplo de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, unidades da Federação ricas cujos governos ocupados pela direita de caráter udenista reagem, com o apoio e a proteção da imprensa, aos programas e ao projeto dos governantes trabalhistas de distribuição de riqueza e renda, que geram empregos, porque giram a roda da economia.

Fernando Henrique Cardoso é o pior presidente que este País já teve. Seu sentimento de brasilidade é nulo, e, por sê-lo, o tucano é completamente divorciado dos interesses da Nação. Seu candidato a presidente, Aécio Neves, é seu alter ego quando mais jovem. FHC é um playboy com verniz de intelectual, mas como sociólogo não conhece o povo e suas assertivas sobre a sociedade brasileira são completamente superficiais e confusas, porque tal professor não possui a essência, a sensibilidade e a profundeza de conhecimento de intelectuais da grandeza de Darcy Ribeiro, Gilberto Freyre, Paulo Freire, Anísio Teixeira, Florestan Fernandes, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Júnior.

Não adianta conhecimento acumulado se o portador das informações não tiver sensibilidade social e política. E é exatamente o caso do senhor tucano e neoliberal Fernando Henrique Cardoso. Seus aliados que estão a poucos meses das eleições de outubro já formulam e apresentam ao público a plataforma política e econômica do PSDB. Trata-se de neoliberalismo na veia, a ter como áulico o ex-presidente do Banco Central de FHC, o banqueiro Armínio Fraga, que já anunciou as medidas impopulares que Aécio Neves vai efetivar em um tempo de Brics, de desenvolvimentismo, de consolidação de blocos econômicos que não rezam pela cartilha draconiana do FMI e do Bird, bem como do fortalecimento dos mercados internos dos países emergentes, principais criadores de empregos e de desenvolvimento das nações que buscam outras saídas que não sejam aquelas indicadas pela ONU e pelas instituições econômicas criadas após a II Guerra Mundial.

A vitória eleitoral do PSDB, ou seja, da direita brasileira é a derrota das forças populares e progressistas, que há doze anos estão no poder e transformaram o panorama econômico e social do Brasil para melhor. O País, evidentemente, não é mais o mesmo. A democracia está consolidada e o povo brasileiro está mais maduro politicamente, a reivindicar e a sair nas ruas como nunca antes aconteceu neste País. E não é porque as pessoas estão insatisfeitas com o Governo Trabalhista, mas principalmente porque melhoraram de

 vida e querem mais educação, saúde, segurança e emprego. Ponto! O PSDB é a antítese do desenvolvimento, porque é o formulador de políticas públicas derrotadas e teses que não deram certo. O PSDB é o partido do retrocesso. É isso aí.

PS: Itamar Franco tinha razão.

 

 

Mauro Santayana 

Se não me engano, creio que foi em uma aldeia da Galícia que escutei, na década de 70, de camponês de baixíssima estatura, a história do cego e do anão que foram lançados, por um rei, dentro de um labirinto escuro e pejado de monstros. Apavorado, o cego, que não podia avançar sem a ajuda do outro, prometia-lhe sorte e fortuna, caso ficasse com ele, e, desesperado, começou a cantar árias para distraí-lo.

O anão, ao ver que o barulho feito pelo cego iria atrair inevitavelmente as criaturas, e que o cego, ao cantar cada vez mais alto, se negava a ouvi-lo, escalou, com ajuda das mãos pequenas e das fortes pernas, uma parede, e, caminhando por cima dos muros, chegou, com a ajuda da luz da Lua, ao limite do labirinto, de onde saltou para  densa floresta, enquanto o cego, ao sentir que ele havia partido, o amaldiçoava em altos brados, sendo, por isso, rapidamente localizado e devorado pelos monstros que espreitavam do escuro.

Ao final do relato, na taverna galega, meu interlocutor virou-se para mim, tomou um gole de vinho e, depois de limpar a boca com o braço do casaco, pontificou, sorrindo, referindo-se à sua altura: como ve usted, compañero… con el perdón de Dios y de los ciegos, aun prefiro, mil veces, ser enano…

Lembrei-me do episódio — e da história — ao ler sobre a convocação do embaixador brasileiro em Telaviv para consultas, devido ao massacre em Gaza, e da resposta do governo israelense, qualificando o Brasil como irrelevante, do ponto de vista geopolítico, e acusando o nosso país de ser um “anão diplomático”.

Chamar o Brasil de anão diplomático, no momento em que nosso país acaba de receber a imensa maioria dos chefes de Estado da América Latina, e os líderes de três das maiores potências espaciais e atômicas do planeta, além do presidente do país mais avançado da África, país com o qual Israel cooperava intimamente na época do Apartheid, mostra o grau de cegueira e de ignorância a que chegou Telaviv.

O governo israelense não consegue mais enxergar além do próprio umbigo, que confunde com o microcosmo geopolítico que o cerca, impelido e dirigido pelo papel executado, como obediente cão de caça dos EUA no Oriente Médio.

O que o impede de reconhecer a importância geopolítica brasileira, como fizeram milhões de pessoas, em todo o mundo, nos últimos dias, no contexto da criação do Banco do Brics e do Fundo de reservas do grupo, como primeiras instituições a se colocarem como alternativa ao FMI e ao Banco Mundial, é a mesma cegueira que não lhe permite ver o labirinto de morte e destruição em que se meteu Israel, no Oriente Médio, nas últimas décadas.

Se quisessem sair do labirinto, os sionistas aprenderiam com o Brasil, país que tem profundos laços com os países árabes e uma das maiores colônias hebraicas do mundo, como se constrói a paz na diversidade, e o valor da busca pacífica da prosperidade na superação dos desafios, e da adversidade.

O Brasil coordena, na América do Sul e na América Latina, numerosas instituições multilaterais. E coopera com os estados vizinhos — com os quais não tem conflitos políticos ou territoriais — em áreas como a infraestrutura, a saúde, o combate à pobreza.

No máximo, em nossa condição de “anões irrelevantes”, o que poderíamos aprender com o governo israelense, no campo da diplomacia, é como nos isolarmos de todos os povos da nossa região e engordar, cegos pela raiva e pelo preconceito, o ódio visceral de nossos vizinhos — destruindo e ocupando suas casas, bombardeando e ferindo seus pais e avós, matando e mutilando as suas mães e esposas, explodindo a cabeça de seus filhos.

Antes de criticar a diplomacia brasileira, o porta-voz da Chancelaria israelense, Yigal Palmor, deveria ler os livros de história para constatar que, se o Brasil fosse um país irrelevante, do ponto de vista diplomático, sua nação não existiria, já que o Brasil não apenas apoiou e coordenou como também presidiu, nas Nações Unidas, com Osvaldo Aranha, a criação do Estado de Israel.

Talvez, assim, ele também descobrisse por quais razões o país que disse ser irrelevante foi o único da América Latina a enviar milhares de soldados à Europa para combater os genocidas   nazistas; comanda órgãos como a OMC e a FAO; bloqueou, com os BRICS, a intervenção da Europa e dos Estados Unidos na Síria, defendida por Israel, condenou, com eles, a destruição do Iraque e da Líbia; obteve o primeiro compromisso sério do Irã, na questão nuclear; abre, todos os anos, com o discurso de seu máximo representante, a Assembleia Geral da Nações Unidas; e porque — como lembrou o ministro Luiz Alberto Figueiredo, em sua réplica — somos uma das únicas 11 nações do mundo que possuem relações diplomáticas, sem exceção – e sem problemas – com todos os membros da ONU.

O candidato Aécio Neves,  voltou a atacar novamente a  a presidenta Dilma e por tabela, o ministro Aldo

 

 ”O País não precisa da criação de uma ”Futebras”, disse o candidato tucano Aécio Neves,  entre outras besteiras, que nem vale a pena relembrar. Dilma   declarou que nunca disse e que  não pretende criar  Futebrás, O que ela quer  é,  dar condições para que nossos craques continuem no país.

 

A presidente Dilma disse em entrevista que foi ao ar nesta quinta-feira, 10, pela emissora americana CNN que há necessidade de  “renovação” no futebol brasileiro e criticou o fato de o País exportar seus craques. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo,  falou  na organização da modalidade, algo que mexeria também nas gestões dos clubes e no calendário.Nesse sabado, a presidente Dilma reforçou os comentários através do twitter

Dilma que quer acabar com a ‘Futebrax’:Dilma afirmou que aqueles que “queriam transformar a Petrobras em Petrobrax desvirtuam, agora, a posição de apoiar a renovação do futebol”.

 

Horas depois, de Aécio sair em defesa de Marin e Ricardo Teixeira, tido com dois corruptos na CPF, o blog do Juca Kfouri, explicou por que Aécio ficou nervoso com a declaração de Dilma. No post, “Aécio ama a CBF, Juca disse:

Aécio Neves é amigo de José Maria Marin e o homenageou, escondido, no Mineirão.

Aécio Neves condecorando Ricardo Teixeira com a maior honraria do Estado de MG

Deu-se mal porque o que escondeu em sua página na internet, Marin mandou publicar na da CBF.Aécio também é velho amigo de baladas de Ricardo Teixeira e acaba de dizer que o país não precisa de uma “Futebras”, coisa que ninguém propôs e que passa ao largo, por exemplo, das propostas do Bom Senso FC.

Uma agência reguladora do Esporte seria bem-vinda e é uma das questões que devem surgir neste momento em que se impõe um amplo debate sobre o futuro de nosso humilhado, depauperado e corrompido futebol.


Mas Aécio é amigo de quem o mantém do jeito que está.

Não está nem aí para os que reduziram nosso futebol a pó. 

Pois é..

Envolto em escândalos de corrupção, Ricardo Teixeira renunciou à presidência da CBF

Mas, continua sendo o amigão de Aécio.O candidato tucano,também sai derrotado, pois mantém  excelente  relação com o cartola

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