2014 Abril | Luis Antonio 13



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Vereador - Luis Antônio
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Arquivo do mês: Abril 2014

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Foto publicada - https://www.facebook.com/vereadorDr.LuisAntonio

Convite

O vereador Dr. Luís Antônio do PT convida a população do setor aeroporto, para participarem da TENDA DA CIDADANIA nesta quinta – feira dia 01 de maio, na Rua 15 Condomínio Santa Lucia às 08 horas da manhã trazendo diversas ações sociais: Paulinho cabeleireiro, advogados, orientações de saúde, aposentadoria e diversão para as crianças.

 

luis

 Vereador Dr. Luis Antônio

maquinas MDA

Com a chegada de 80 motoniveladoras e 23 caminhões-caçamba, Tocantins é o sétimo estado a concluir a doação dos equipamentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A partir desta segunda-feira (28), todas as prefeituras tocantinenses com menos de 50 mil habitantes terão uma retroescavadeira, uma motoniveladora e um caminhão-caçamba, para atender às demandas de manutenção das estradas vicinais na zona rural. A cerimônia de entrega das máquinas será realizada às 15h, em Palmas.

Para aquisição destes equipamentos, o Governo Federal investiu R$ 40 milhões. O delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no estado, Agostinho de Oliveira Chaves, diz que conclusão das doações é importante para ajudar a fortalecer a agricultura familiar no Tocantins, uma vez que as obras facilitarão a circulação de bens, pessoas e serviços no campo.

“Neste período chuvoso, muitas estradas alagam, impossibilitando o trânsito de pessoas, dificultando o escoamento da produção e o acesso a serviços – como transporte escolar. Estas máquinas darão condições às prefeituras de adequar estas vias, evitando que fiquem intransitáveis”, explica o delegado federal do MDA no estado, Agostinho de Oliveira Chaves. Cerca de 90% dos municípios de Tocantins foram incluídos na ação, que deve alcançar cerca de 280 mil pessoas.

Números totais do PAC em Tocantins

São 136 municípios contemplados

Total de 408 equipamentos doados, sendo que cada prefeitura recebe uma retroescavadeira, uma motoniveladora e um caminhão-caçamba

Mais de R$ 113 milhões investidos

Aproximadamente 280 mil habitantes da zona rural beneficiados

Confira aqui os municipios contemplados com a última doação.

 

Entrega de motoniveladoras e caminhões-caçamba em Tocantins

Data: 28 de abril (segunda-feira)

Horário: 15h

Local: Espaço Cultural José Gomes Sobrinho – Av. Teotônio Segurado, Área Central. Palmas (TO)

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário

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Racismo é um dos subprodutos do Darwinismo social, defendido com tanto entusiasmo pelos mais ricos. O que é apontado como avanço resulta em sacrifícios para a maioria em benefício dos poucos “mais fortes e capazes”
Racismo é um dos subprodutos do Darwinismo Social, defendido com tanto entusiasmo pela direita brasileira. O que é apontado como avanço, resulta em sacrifícios para a maioria em benefício dos poucos “mais fortes e capazes”

Luiz Gonzaga Belluzzo: A direita brasileira defende o darwinismo social

“A direita no Brasil defende desabridamente os princípios do darwinismo social, acolitada por intelectuais de segunda classe”. A afirmação é do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, um intelectual de formação pluridisciplinar formado em Direito pela Universidade de São Paulo em 1965. Em recente entrevista exclusiva ao Correio do Brasil, Belluzzo, que estudou Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, faz uma análise quanto aos horizontes econômicos brasileiros. Belluzzo cursou a pós-graduação em Desenvolvimento Econômico, promovido pela CEPAL/ILPES e graduou-se em 1969. Doutorou-se em 1975 e tornou-se professor – titular na Universidade Estadual de Campinas em 1986.

No campo das políticas públicas, Belluzzo foi assessor econômico do PMDB, entre 1974 e 1992, e secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda (1985-1987), durante o governo de José Sarney. De 1988 a 1990, foi secretário de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, durante a gestão de Orestes Quércia. Foi chefe da Secretaria Especial de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda (governo Sarney).

Luiz Belluzzo é considerado um dos melhores economistas heterodoxos do Brasil, devido às suas interpretações, sugestões e críticas à sociedade brasileira, sob a ótica de Karl Marx e John Maynard Keynes. Em 2001, foi incluído no Biographical Dictionary of Dissenting Economists entre os 100 maiores economistas heterodoxos do século XX.. Recebeu o Prêmio Intelectual do Ano – Prêmio Juca Pato, de 2005.

– Por que as agências de anotações decidiram baixar a nota de crédito do Brasil?

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Paraíso, 22 de abril de 2014

 

Clínica Z2 Diagnóstico Digital contrata (Estagiário da Área de TI (Tecnologia da Informação).

 

  •  Valor da bolsa: 350,00 Reais
  • Carga horária: seis horas diária

 

Obs: Enviar os currículum pelo site: www.luisantonio13.com. br, opção contato ou para o e-mail [email protected] do dia 23 à 08 de Maio.

 

A seleção será realizada no dia 09 de maio, ás 09h na Clínica Z2 Diagnóstico Digital, situada na rua 

José Bonifácio nº 603. Centro. (Centro Médico).

 

 

Telma G. Lustosa David
Administradora

 

 

 

RUA JOSÉ BONIFÁCIO Nº 603 – CENTRO MÉDICO – PARAÍSO – TO
FONES: (63)3361-1099 / 9256-9170 / 8453-0909 / 9944-3239 / 8134-0263

“Dono” do site de FHC foge do caso de Lulinha

Edição 247/Fotos: Divulgação/Reprodução:  

Daniel Graziano, em nome de quem está registrado o site “Observador Político”, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, já foi intimado três vezes para depor no inquérito criminal que investiga rumores falsos na internet sobre Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula; em nenhuma dela, compareceu; entre as mentiras, a de que “Lulinha” teria comprado uma fazenda de R$ 47 milhões
 
Brasil 247 - A disputa entre os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso tem, também, um capítulo de natureza criminal ainda não esclarecido. O motivo: suspeita-se que boatos criminosos contra o filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, partiram de IPs (endereços de registros de computadores) de Daniel Graziano, que vem a ser um dos administradores do site Observador Político, de FHC. Aliás, é no nome do próprio Graziano, filho de Xico Graziano, outro colaborador próximo de FHC, que o site está registrado.
A novidade é que, até agora, Daniel Graziano tem feito de tudo para não depor à polícia, segundo informações da colunista Sonia Racy, do jornal Estado de S. Paulo. Eis suas notas:
Diz que diz
Depois de ser intimado três vezes e não comparecer à polícia, Daniel Graziano assegura que prestará depoimento no próximo dia 29.
A nova intimação faz parte de inquérito aberto no 78o DP, no bairro dos Jardins, em outubro do ano passado. Pela defesa de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula.
Diz que diz 2
A apuração, que corre em segredo de Justiça, pretende identificar “os responsáveis pela circulação de boatos” contra ele nas redes sociais – entre os quais de que seria sócio da Friboi e dono de mansões, aviões e grandes áreas de terras, como o terreno onde está instalada a Escola Superior de Agricultura (Esalq), na cidade de Piracicaba.
Diz que diz 3
Graziano está entre seis intimados a prestar depoimentos. Os outros? Paulo Rogério Mendes Coelho, Adrito Dutra Maciel, Silvio Neves, Paulo Cesar Andrade Prado, e Sueli Vicente Ortega.
Graziano foi chamado para dar explicações sobre comentário postado no site Observador Político, do Instituto Fernando Henrique Cardoso.
Como é gerente administrativo do instituto, o site está registrado em seu nome.
Leia, abaixo, reportagem anterior do 247 sobre o caso, publicada em 18/10/2013:
IFHC NA MIRA POLICIAL DOS BOATOS CONTRA LULINHA
Site Observador Político tem grupo de discussão criado desde 19 de abril sobre falsa compra de fazenda de R$ 47 milhões por Fabio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula; página virtual com 31,1 mil seguidores no Facebook pertence ao Instituto Fernando Henrique Cardoso; coordenação é atribuída a Daniel Graziano, diretor da ONG que tem como figura central o ex-presidente tucano; polícia quer saber motivação para propagação da injúria e difamação
18 DE OUTUBRO DE 2013 ÀS 19:11
Marco Damiani_247 – Vai dizer que não é notícia? Só se não for para a mídia tradicional.
Na vida real, como 247 noticiou na semana passada, um inquérito policial está em andamento na 78ª DP, no bairro do Jardim Paulista, em São Paulo, para apurar as origens e as fontes de propagação nas redes sociais, em sites e blogs de informações falsas sobre Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula. Ele vem sendo vítima de injúria e difamação, por meio da atribuição de compras de um jatinho e uma fazenda e associação com um grande frigorífico.
Agora, o caso acaba de ganhar mais um elemento explosivo. A polícia já sabe que um dos endereços eletrônicos de disseminação das mentiras contra Lulinha, como Fábio é conhecido, é o site Observador Político: www.observadorpolitico.org.br
No registro.com, órgão que armazena informações sobre a titularidade das páginas virtuais, a propriedade do Observador Político é dada ao iFHC, o elegante Instituto Fernando Henrique Cardoso, no centro de São Paulo.
Entre móveis de época que contrastam com amplos salões pelos quais desfila a nata da social-democracia mundial, em debates de alto nível intelectual, claro, o iFHC também possui o site que estimula discussões sobre diferentes temas, sempre propostos por internautas devidamente cadastrados em suas páginas de triagem.
Desde 19 de abril deste ano – e no ar ao menos até 18h30 desta sexta-feira 18 -, um dos temas publicados para o debate tem o seguinte título:
Enquanto o DESgoverno do PT distribui migalhas para os pobres Lulinha compra fazenda de 47 mi.
Lançada na rede com a assinatura “Deleted User” – usuário deletado -, a nota que se soma a muitas outras, em outros endereços eletrônicos, de ataque ao filho de Lula, é aberta assim:
Novo Mega Campeão do Brasil de enriquecimento súbito é o proprietário desta Fazenda. Fazenda Fortaleza comprada e certificada em Cartório de Registro de Imóveis .
Proprietário: FÁBIO LUIS LULA DA SILVA (isso mesmo)
Propriedade: Fazenda na região de Valparaíso/SP
Preço: 47 milhões de reais
Ao lado da publicação, a pergunta feita pelo Observador Político é: o que você tem a dizer?
Entre os dez comentaristas que entraram nesse debate, o que assina “mario jota” demarcou, no mesmo dia da postagem, que “cabe ao filho do Lula desmentir”.
No entendimento do advogado de Fabio Lula, Cristiano Zanin Martins, não é tão simples assim. O Código Penal pode punir com o mesmo rigor os que originam uma injúria e difamação e os que a multiplicam.
“Não há diferença entre quem cria um boato, uma mentira, e quem os passa adiante”, disse Martins ao 247. “Os dois polos que divulgam informações manifestamente falsas podem ser punidos igualmente”.
O advogado esclarece que, no caso das falsas notícias veiculadas contra Lulinha, o problema não está em qualquer tipo de opinião contra a figura dele. “Não queremos censurar nada, mas sim repor a verdade e barrar a mentira. A honra dele foi atacada por esse continuado bullying eletrônico”.
247 procurou, no Instituto FHC, o dirigente Daniel Graziano, mas a atendente Valéria informou que ele não estava. O recado com o número de telefone da reportagem ficou lá.
É certo que responsáveis pelo Observador Político serão ouvidos pela polícia paulista. Caso a investigação caminhe para cima, no ponto mais alto da hierarquia do Instituto está o próprio ex-presidente Fernando Henrique, sem dúvida o maior contrário político ao ex-presidente Lula.
Isso pode mesmo acontecer?
“Talvez, mas nós preferimos não trabalhar com a teoria do domínio do fato”, ressalvou o advogado Martins. “A polícia, que já tem as provas da materialidade do crime, saberá como agir”, confia ele.
Para julgar melhor a dimensão do fato em investigação, imagine, por um momento, uma troca de personagens: o site do Instituto Lula alimentando debates com uma noticia falsa sobre o filho do ex-presidente FHC, Paulo Henrique Cardoso. Algo como a compra, por ele, de uma fazenda de R$ 47 milhões.
Daria manchete?
 
Postado por Helio Borba às 07:53 

Entrevista coletiva realizada no Instituto LULA com o ex-presidente tratando de diversos tema da conjuntura política dos 11 anos do governo do PT no Brasil:

O Conversa Afiada fez uma apanhado de afirmações importantes (a reprodução não é literal):ELEIÇÕES 2014- Não sou candidato !;

- Eu tinha convicção de provar que eu tinha mais condição do que a elite. Por isso cheguei à Presidência;

- Os meus palpites podem até ajudar a gente a ganhar as eleições, eu não nasci para abaixar a cabeça;

- Eu já fiz a minha parte. E ajudarei sempre que preciso;

- A Dilma tem lado ! Ela é a pessoa ideal para o cargo;

- Dilma foi grande de afrontar Obama e a espionagem. E temos que fazer o Brasil independente nas telecomunicações;

PETROBRAS- Petrobras tem que partir para o ataque !;

- Espero que o PT tenha aprendido com a CPI do mensalão;

- Cadê o Blog da Petrobras, tão útil em 2009 ?;

- Em breve, votaremos no presidente da Petrobras, e ele indicará o presidente da República, tão grande a importância da Petrobras;

- O Obama deixou a frase famosa, mas nós é que falávamos antes: “nós podemos”, em relação ao pré-sal;

- A Petrobras não pode ser medida só pela Bolsa. E sim pela tecnologia, pela quantidade de petróleo que tem no pré-sal. Tem que ter dimensão do tamanho e do patrimônio da Petrobras;

- Combinei com o Franklin de fazer um discurso de apologia ao consumo. Isso faria a economia girar. E foi o que aconteceu, a classe B e C consumiram mais que a classe A. Inclusive no Nordeste;

- Recomendei não criarem dívidas maiores que o orçamento. Porque isso eu aprendi com a Dona Lindú (mãe do Lula). E o povo atendeu, e comprou geladeira, fogão …;

- Numa escada de 16 degraus, subimos 6;

- Havia um complexo de vira-latas. Tínhamos uma elite complexada. E nunca houve tanto orgulho quanto nos últimos 11 anos;

- Quantas vezes fomos criticados por programas como o Luz Para Todos? As críticas vinham de quem já tinha luz. E aí o povo comprou microondas, TV… até para ver a imprensa falar mal de mim;

MENSALÃO, JOAQUIM BARBOSA E JOSÉ DIRCEU- A história do mensalão será recontada nesse país. E, se eu puder, vou ajudar;

- Não quero julgar ninguém de forma precipitada. Tem que deixar a poeira baixar e começar a recontar a história. O tempo se encarregará de colocar as coisas nos eixos;

- Eu tenho curiosidade: como uma investigação de R$ 3 mil nos Correios terminou no mensalão ?;

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Um enorme problema ocorrido em 1992, ocasionado pelos militares e pelos TUCANOS que cuidavam do setor aéreo, antigo DAC, e que é um dos motivos da penúria de milhares de aposentados das companhias aéreas privatizadas. Eles romperam um contrato de uma fonte do Fundo de Pensão,  chamado de terceira fonte, que era os 3% recolhidos em todas as passagens desde que o Fundo foi criado. Esse contrato de 30 anos acabou por ser rompido com 9, e claro que isso prejudicou de forma brutal o cálculo elaborado para dar continuidade aos benefícios pagos pelo Fundo durante esses anos todos e para pagamentos futuros.

Aposentados do Aerus recebem apoio de entidades sindicais

Acampados há 16 dias no Salão Verde da Câmara dos Deputados, pensionistas e aposentados do Instituto Aerus, formado por trabalhadores das extintas companhias aéreas (Transbrasil, Cruzeiro, Rio Sul, Nordeste e Varig) receberam o apoio e a solidariedade de diversas lideranças sindicais que participaram de uma audiência Pública na Comissão dos Direitos Humanos do Senado (CDH), na última segunda-feira (24).

Acampados desde segunda-feira (24) no Salão Verdade da Câmara dos Deputados, os aposentados e pensionistas aguardam uma reunião com o ministro da secretaria-geral da presidência, Gilberto Carvalho

Cerca de 20 integrantes do instituto estão acampados no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Eles reivindicam apoio do governo e dos parlamentares para tentar solucionar os problemas no pagamento dos benefícios para os quais contribuíram durante o período que estavam na ativa.

Os manifestantes alegam que a média de idade dos mais de 10 mil aposentados prejudicados é de 75 anos, e que a maioria desses trabalhadores está passando por graves dificuldades financeiras. O problema se agrava em consequência de que os aposentados permanecem sem receber retorno dos valores pagos como contribuição ao fundo de pensão.

Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), os trabalhadores que contribuíram para o fundo estão recebendo apenas 8% do valor que deveria ser pago. O sindicato também informa que, desde setembro de 2013, esses trabalhadores convivem com o temor da extinção desse pagamento, já que os recursos do instituto se esgotaram e o mesmo tem conseguido repassar valores provenientes de sobras de reservas e comercialização de bens de baixo valor.

De acordo com a ex-presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio, os benefícios pagos aos aposentados do Aerus terão que ser suspensos, já no mês de abril, em virtude da incapacidade financeira do instituto para arcar com esses pagamentos.

Graziella acusa as extintas companhias aéreas de apropriação indébita. De acordo com a líder sindical, as empresas arrecadavam do trabalhador e simplesmente não repassavam esses valores para o Fundo. “o Juiz da 14º Vara já reconheceu essa questão e responsabilizou a Secretaria de Previdência Complementar, que não atuou e também não verificou que estava acontecendo apropriação indébita. Além disso, tivemos um enorme problema ocorrido em 1992, ocasionado pelos militares que cuidavam do setor aéreo, antigo DAC. Eles romperam um contrato de uma fonte do Fundo de Pensão, que nós chamamos de terceira fonte, que era os 3% recolhidos em todas as passagens desde que o Fundo foi criado. Esse contrato de 30 anos acabou por ser rompido com 9, e claro que isso prejudicou de forma brutal o cálculo elaborado para dar continuidade aos benefícios pagos pelo Fundo durante esses anos todos e para pagamentos futuros. Como se não bastasse, as empresas patrocinadoras não repassavam a parte que elas deveriam destinar ao Fundo”, argumentou.

Lideranças do movimento informaram que tanto o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, quanto o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, assumiram o compromisso de buscar uma solução com o governo.

Fonte: CTB

Postado por Oni Presente às 09:48:

O escritor e jornalista Bernardo Kucinski, autor do premiado ‘K’, enxerga uma mobilização em marcha para erradicar o PT da sociedade brasileira.

Por: Saul Leblon 

A ideia de que só existe uma coisa a fazer em termos de política econômica– ‘a coisa certa’—é um daqueles  mantras com os quais o conservadorismo  elide as escolhas e conflitos inerentes à luta pelo desenvolvimento.
 
O ardil para desautorizar  a discussão do que importa –desenvolvimento para quem, desenvolvimento para o quê e desenvolvimento como?– passa pela desqualificação moral do adversário.
 
A criminalização do agente contamina  sua agenda.
 
O escritor e jornalista Bernardo Kucinski –autor do premiado ‘K’, romance apontado como uma das grandes vozes do ciclo ditatorial brasileiro– resgata o termo ‘politicídio’ para expressar o espanto com o que se passa no país.
 
Politicídio, grosso modo, é o extermínio de uma comunidade política.
 
Kucinski enxerga uma mobilização  em marcha  para exterminar o PT da sociedade brasileira, a começar pela sua presença no imaginário da população.
 
A aspiração  não é nova nas fileiras conservadoras. Em  2005, já se preconizava livrar  o país ‘ dessa raça pelos próximos trinta anos’.
 
Jorge Bornhausen, autor da frase, reúne credenciais  e determinação para  levar adiante seu intento. Hoje ele os exercita na articulação da campanha de Eduardo Campos e Marina Silva.
 
A verdadeira novidade  é a forma passiva como  um pedaço da própria intelectualidade progressista passou a reagir diante  dessa renovada determinação de exterminar o PT da vida política nacional.
 
Doze anos de presença do partido no aparelho de Estado, sem maioria no Congresso, por conta do estilhaçamento  intrínseco ao sistema político , explicam um pedaço do desencanto.
 
O ex-ministro Franklin Martins, em entrevista nesta página, resumiu  em uma frase  a raiz da desilusão: ‘o PT elege o presidente da República há três eleições e não elege 20% dos deputados federais (…) Se não se resolver isso, teremos uma crise permanente e o discurso de que o Brasil não tem mesmo jeito só se fortalecerá’.
 
Coube a Maria Inês Nassif, em coluna também  nesta página (leia: ‘Como um parlamentar adquire poder de chantagem?) debulhar o mecanismo através do qual o sistema de financiamento de campanha alimenta a chantagem do Congresso contra o Executivo e delega a  “pessoas com tão pouco senso público  credenciais para nomear ministros ou diretores de estatais”.
 
O politicídio contra o PT  faz o resto ao  descarregar nos erros do partido  –que não são poucos–  a tragédia da democracia brasileira.
  
Uma  inestimável contribuição à chacina foi providenciada pelas togas do STF ao sancionarem uma  leitura rasa, indigente, das distorções  implícitas à  construção de maiorias parlamentares na esfera federal.
 
Espetar  no coração do ex-ministro José Dirceu a indevida paternidade  –‘chefe de quadrilha’–  pela teia que  restringe a soberania do voto  é o ponto alto da asfixia do esclarecimento pelo  politicídio contra o PT.
 
O passo seguinte do roteiro conservador é estender a desqualificação do partido aos resultados do governo Dilma na economia.
 
A transfusão é indispensável  para emprestar  aromas de pertinência –‘fazer a coisa certa’–  ao lacto purga que o PSDB  tem para oferecer  às urnas de outubro: retomar aquilo que iniciou nos anos 90, o desmonte completo do Estado brasileiro.
A prostração de uma parte da intelectualidade progressista diante dessa manobra subtrai da sociedade uma de suas importantes sirenes de alerta quando a tempestade  congestiona o horizonte.
 
Por trás das ideias,  melhor dizendo, à frente delas, caminham os interesses.
Cortar a  ‘gastança’, por exemplo, é a marca-fantasia  que reveste a intenção de destroçar o pouco da capacidade de fazer política pública restaurada na última década.
 
Subjacente à panacéia  do contracionismo-expansionista (destruir o Estado para a abrir espaço ao crescimento privado) existe um peculato histórico.
 
É justamente ele que está na origem de boa parte dos impasses enfrentados pelo desenvolvimento brasileiro nos dias que correm.
 
O principal déficit do país  não é propriamente de natureza  fiscal, como querem os contracionistas, mas um  déficit de capacidade de coordenação do Estado sobre os mercados.
 
As empresas estatais, cujos projetos e orçamentos, permitiram durante décadas manter a taxa de investimento nacional acima dos 22%, em media, contra algo em torno de 18% atualmente, perderam o papel que desempenharam  até a crise da dívida externa nos anos 80, como ferramenta indutora da economia.
 
Nos anos 90, o governo do PSDB promoveu sua liquidação.
 
Sem elas não há política keynesiana capaz de tanger  o mercado a sair da morbidez rentista  para o campo aberto do investimento produtivo.
 
Sobretudo, não há estabilidade de horizonte econômico que garanta a continuidade dos investimentos  de longo prazo, aqueles que atravessam e modulam os picos de bonança e os ciclos de baixa.
 
O  que sobra são espasmos  e apelos bem intencionados, fornidos de concessões de crédito e renúncias fiscais, frequentemente respondidos de forma decepcionante por uma classe dominante que se comporta, toda ela, como capital estrangeiro dissociado do  país.
 
Não há contradição em se ter equilíbrio em gastos correntes e uma carteira pesada de investimentos públicos, como  faz a Petrobrás, que deve investir quase US$ 237 bilhões até 2017.
 
A cota de contribuição da estatal para mitigar as pressões inflacionárias decorrentes de choques externos  –vender gasolina e diesel 20% abaixo do preço importado—não a  impediu de fechar 2013 como a petroleira que mais investe no mundo: mais de US$ 40 bilhões/ano, o dobro da média mundial do setor, o que a tornou  campeã mundial no decisivo quesito da prospecção de novas reservas.
 
O conjunto explica o interesse conservador em destruir esse  incomodo paradigma de eficiência estatal, antes que ele faça do pré-sal uma alavanca industrializante  demolidora  das teses dos livres mercados.
 
À falta de novas Petrobras –elas não nascem em gabinetes, mas nas ruas–   a coerência macroeconômica do desenvolvimento  terá que ser buscada em um aprofundamento da democracia participativa no país.
 
A chegada do PT ao governo em plena era da supremacia das finanças desreguladas, deixou ao partido a tarefa de fazer da justiça social a nova fronteira da soberania no século XXI.
 
Essa compreensão renovada da âncora do desenvolvimento  orientou prioridades,  destinou crédito, criou demandas, gerou  aspirações e alimenta as expectativas de uma fatia da população que  compõe  53%  do mercado de consumo do país.
 
Ficou muito difícil  governar o Brasil em confronto com esse novo protagonista.
 
Daí o empenho em desqualificar seu criador.
 
E em desacreditar suas políticas e lideranças diante da criatura.
 
É o politicídio em marcha.
 
Se a construção de uma democracia  social for entendida pelo PT  –e pelos intelectuais progressistas que ora se dissociam de sua sorte–  como a derradeira chance de renovar o desenvolvimento  e a sociedade, ficará muito difícil para o  conservadorismo  levar a cabo o politicídio.
 
A menos que queira transformá-lo em um democídio: um governo contra toda a nação.
 
Do Blog EsquerdopataPOSTADO POR ÀS 

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Óbvia e dura, a pergunta da senadora Gleisi Hoffmann, feita hoje em entrevista ao 247, cobra dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) mais transparência sobre o que ambos vêm dizendo a empresários; “Em reuniões fechadas, eles estão prometendo tomar medidas impopulares, mas quais são essas medidas?”, questionou ela; “Esfriar a economia? Aumentar a gasolina e a conta de luz? Ou seria produzir desemprego? Dar mais juros aos banqueiros e mais inflação aos especuladores?”

 

8 DE ABRIL DE 2014 ÀS 19:22

 

247 – Em entrevista ao 247, na tarde desta terça-feira 8, em Brasília, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) dirigiu algumas perguntas duras, mas atinentes à campanha eleitoral, aos presidenciáveis Aécio Neves, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB. A principal rebatedora do governo ficou intrigada ao ler na mídia que, em ambientes privados, entre empresários, ambos têm assumido a capacidade de tomar medidas consideradas impopulares caso um deles vença as eleições presidenciais de outubro.

- Eu gostaria muito de saber quais são as medidas impopulares que eles estão propondo? Tenho certeza que o povo, especialmente, também está muito curioso em saber, disse Gleisi ao 247, em seu gabinete no Senado.

- Será que eles querem aumentar o preço dos combustíveis? Ou subir as tarifas de energia? Há economistas da oposição defendendo esfriar o crescimento econômico para evitar a inflação. É isso o que eles pretendem fazer, criar desemprego no Brasil?, questiona ela, sem ironia, mirando Aécio e Campos.

A preocupação da senadora, ex-ministra da Casa Civil e principal porta-voz do governo no Senado, faz sentido. Defensora da administração Dilma Rousseff e dos dois governos de Lula, Gleisi teme a repetição histórica de situações do passado, nas quais candidatos se elegeram sem deixar claro, principalmente, o que pretendiam fazer em seus primeiros dias de administração.

- Os presidenciáveis da oposição têm de mostrar ao que vieram. Mas mostrar com transparência e honestidade. Não dá para ter um discurso diante de empresários, e ali prometer medidas impopulares, e depois sair a público como defensor do povo. Para isso, basta que expliquem quais medidas impopulares, afinal, são essas que eles se propõem a tomar?

Gleisi Hoffmann sabe que seu desafio é difícil de ser aceito. Ao 247, ela fez referência ao índice de 12% de apoios obtido pelo ex-presidente Fernando Henrique na mais recente pesquisa Datafolha:

- Os números estão aí para mostrar a quantas anda o último presidente que governou para o mercado. O Brasil não quer mais esse tipo de fórmula que beneficia as elites e prejudica o povo. O retrato está aí, aponta ela, citando Fernando Henrique veladamente.

CONSEGUIU MAIS UMA VEZ - Mais cedo, também hoje, a senadora de feições delicadas, voz que pouco se altera e compromisso atado de defender o governo conseguiu mais uma vez cumprir seu papel de rebatedora. Com um simples pedido de andamento das votações de matérias na pauta do Senado, Gleisi obteve ao menos mais uma noite sem que a sonhada, pela oposição, CPI da Petrobras se materializasse. Em razão da intervenção da senadora, que atua com os principais artigos do regimento interno na ponta da língua, a oposição viu ser transferida para amanhã, a partir das 9h00, a possibilidade de o tema da comissão de investigação ser votado.

No campo do STF, Gleisi também já formula um antídoto para o último movimento da oposição. Com o senador Aécio à frente, políticos entraram no Supremo com pedido de mandado de segurança para garantir que a nova CPI investigue, exclusivamente, a Petrobras.

- Se eles podem ir ao Supremo, nós também poderemos fazer o mesmo para garantir que outros temas entrem na investigação, adiantou ela.

Ainda não há garantias, para nenhum dos dois lados, de que a CPI nascerá circunscrita à Petrobras ou também, como querem os governistas, envolver temas como os contratos do governo de São Paulo com as multinacionais Alstom e Siemens, em torno e trens e metrô, e do governo de Pernambuco para a construção do porto de Suape.

Após deixar a Casa Civil com a intenção de concorrer ao governo do Paraná, Gleisi se tornou, nas últimas semanas, o quadro mais importante do PT no Congresso. Antes mesmo de o ex-presidente Lula, como fez hoje, ter pedido aguerrimento aos integrantes de seu partido, a ex-ministra tomou para si a tarefa de marcar de perto os movimentos da oposição.

Para barrar a CPI da Petrobras, a senadora paranaense procurou incluir, por meio de questão de ordem, os temas de contratos estaduais de infraestrutura nas investigações. A iniciativa irritou a oposição, especialmente o líder tucano Aloysio Nunes Ferreira.

Apesar de confrontada por ele, Gleisi não perdeu a linha e tem sustentado a estratégia do governo em suas intervenções nas comissões e no plenário do Senado. Por enquanto, ela está ganhando tempo, útil para os governistas se realinharem para, com um pouco mais de organização, conseguirem dissipar uma CPI voltada exclusivamente para a maior estatal do País. Amanhã, um novo capítulo.

LUDILMA

A Folha reteve por 24 horas o dado capaz de relativizar esmagadoramente a queda de seis pontos nas intenções de votos na presidenta Dilma. 

Por que o Datafolha não inclui em suas enquetes algumas perguntas destinadas a decifrar o modelo de desenvolvimento intrínseco à aspiração mudancista majoritária na sociedade brasileira, segundo o próprio Instituo? 

Por que o Datafolha não pergunta claramente a esse clamor se ele inclui em seu escopo de mudanças um retorno às prioridades e políticas vigentes quando o país era governado pelo PSDB, com a agenda que o dispositivo midiático tenta restaurar com o lubrificante do alarmismo noticioso? 

Não se trata de introduzir proselitismo nos questionários de sondagem. É mais transparente do que parece. E de pertinência jornalística tão óbvia que até espanta que ainda não tenha sido feito. 

Por exemplo, por que o Datafolha não promove uma simulação que incluiria Fernando Henrique Cardoso e Lula como candidatos teóricos e assim avalia as preferências entre os modelos e ênfases de desenvolvimento que eles historicamente encarnam? 

Por que o Datafolha não pergunta claramente ao leitor se prefere a Petrobras — e o pré-sal, que é disso que se trata, sejamos honestos – em mãos brasileiras ou fatiada e privatizada? 

Por que o Datafolha não investiga quais políticas e decisões estão associadas à preferência pelo petista que há 12 anos está sob bombardeio ininterrupto da mídia e, ainda assim, conserva 52% das intenções de voto num país seviciado pelo monopólio midiático? 

Por que o jornal que é dono da pesquisa – em mais de um sentido – não explicita em suas análises as relações (ostensivas) entre a resistência heroica do recall desfrutado por Lula; o desejo majoritário de mudança na sociedade e o vexaminoso arrastar dos pés-de-chumbo do conservadorismo, Aécio e Campos? 

Por que a Folha reteve por 24 horas o dado capaz de relativizar esmagadoramente o impacto da queda de seis pontos que teria marcado as intenções de votos na presidenta Dilma – mas que ainda assim vence com folga (38%) seus dois principais oponentes juntos (26% de Aécio e Campos)? 

O dado em questão não é singelo. 

Só divulgado nesta noite de domingo – sem espaço na manchete e sequer registro na primeira página do diário dos Frias! — ele tem calibre para dissolver em partículas quânticas tudo o que foi dito no final de semana sobre a derrocada do governo na eleição para 2014. 

Qual seja, a opinião de Lula — colheu o Datafolha – é uma referência positiva de impacto avassalador sobre as urnas de outubro: seu peso ordena e hierarquiza a definição de voto de nada menos que 60% do eleitorado brasileiro. 

Seis em cada dez eleitores tem em Lula uma baliza do que farão na cabine eleitoral. 

Segundo o Datafolha, 37% deles votariam com certeza em um candidato indicado pelo petista; e 23% talvez referendassem essa mesma indicação. 

Note-se que os estragos que isso deixa pelo caminho não são triviais e de registro adiável. 

Se divulgados junto com a pesquisa das intenções de voto, esmagariam, repita-se, o esforço do tipo ‘vamos lá, pessoal’, que os comodoros do conservadorismo tentaram injetar na esquadra de velas esfarrapadas de Campos e Neves. 

Vejamos: ao contrário do que acontece com o cabo eleitoral de Dilma, 41% dos eleitores rejeitariam esfericamente um nome apoiado por Marina Silva – Eduardo Campos encontra-se nessa alça de mira contagiosa, ou não? 

Já a rejeição a um candidato apoiado por FHC é de magníficos 57%. 

Colosso. Sim, quase 2/3 do eleitorado, proporção só três pontos inferior à influência exercida por Lula, foge como o diabo da cruz da benção dada pelo ex-presidente tucano a um candidato; apenas 23% cogitariam sufragar um nome apoiado por ele. 

Esse, o empolgante futuro reservado ao presidenciável Aécio Neves, ou será que a partir de agora ele imitará seus antecessores de dificuldades e esconderá o personagem que o imaginário brasileiro identifica ao saldo deixado pelo PSDB na economia e na política do país? 

O fato é que a virada antipetista, ou antigovernista, ou ainda anti-dilmista que o dispositivo midiático tenta vender – e o fez com notável sofreguidão neste final de semana, guarda constrangedoramente pouca aderência com a realidade. 

Exceto se tomarmos por realidade as redações da emissão conservadora, a zona sul do Rio ou o perímetro compreendido entre os bairros de Higienópolis, Morumbi e Vila Olímpia, em São Paulo, a disputa é uma pouco mais difícil. 

Não significa edulcorar os desafios e gargalos reais enfrentados pelo país. 

Mas na esmagadora superfície habitada por 60% da população brasileira o jogo pesado da eleição de 2014 envolve outras referências que não apenas a crispação do noticiário anti-petista em torno desses problemas.

 Por certo envolve entender quem é quem e o que propõe cada projeto em disputa na dura transição de ciclo econômico em curso – e nessa luta ideológica pela conquista e o esclarecimento de corações e mentes, o governo Dilma e o PT estão em débito com a sociedade. 

Sobretudo, o que os dados mais recentes indicam é que a verdadeira disputa de projetos precisa de mais luz e mais desassombro por parte dos alvos midiáticos. 

Os institutos de pesquisas, a exemplo do Datafolha, em grande medida avaliam o alcance do seu eco quase solitário. 

Bombardeia-se a Petrobras para em seguida mensurar o estrago que os obuses causaram na resistência adversária. Idem, com o tomate, a Standard & Poor’s, etc., etc., etc. 

Ao largo das manchete do Brasil aos cacos, porém, seis em cada dez brasileiros aguardam o que tem a dizer aqueles que se tornaram uma referência confiável pelo que fizeram para a construção da democracia social nos últimos anos. 

É aí que Lula entra. E o PT deve cuidar para que entre não apenas rememorando o passado, do qual já é uma síntese histórica.

 Mas que coloque essa credibilidade a serviço de uma indispensável repactuação política do futuro, contra o roteiro conservador do caos que lubrifica a rendição ao mercadismo.

Dizer que Dilma perdeu seis pontos e retardar a divulgação do que fariam 60% dos eleitores diante de um apelo de Lula, é uma evidência do temor que essa agenda e esse cabo eleitoral causam no palanque de patas moles que a mídia, sofregamente

 

por Saul Leblon, em Carta Maior

O governo Dilma está investindo R$ 14 bilhões para proporcionar cursos técnicos e profissionalizantes de qualidade através do Pronatec para 8 milhões de trabalhadores brasileiros.

Será que isso também não é crescimento? É sim, inclusive econômico, pois eleva o que os economistas chamam de capital humano e a consequente produtividade na economia.

Para os banqueiros amigos do Aécio Neves e Eduardo Campos isso é um absurdo. Onde já se viu pegar dinheiro dos impostos para um jovem deixar de engraxar sapatos ou deixar de cortar cana para ser eletricista, técnico em eletrônica, em mecânica, construção civil, informática, idiomas, culinária, turismo, mineração, etc?

Mas para as famílias desses alunos dá um tremendo salto no “PIB” familiar, ou seja, na renda. Agora some a elevação na renda de 8 milhões de famílias, mesmo que isso não seja visível instantaneamente, pois muitos ainda irão se formar. É claro que haverá reflexos altamente positivos na economia para os próximos anos. E a fila anda. Não vai parar nos 8 milhões de alunos.

E também não é só o Pronatec que tem números robustos na educação para impulsionar a economia. O crescimento de investimentos na educação vai desde as creches até a formação de cientistas no “Ciência sem Fronteiras”.

Sob o ponto de vista dos banqueiros, de Aécio e de Eduardo Campos a economia vai mal. Sob o ponto de vista de milhões de famílias de trabalhadores brasileiros a economia vai bem, sim senhor.

O problema é que as TVs e jornalões só publicam o ponto de vista da turma dos banqueiros e dos demotucanos. O ponto de vista das famílias dos trabalhadores não tem voz nos meios de comunicação de massa.

 

Por: Zé Augusto 

A Globo vai convocar o Fabio Barbosa, o Gerdau e o Claudio Haddad para depor ?

REFINARIA DE PASADENA

ARGUMENTOS PARA RELACIONAMENTO NAS REDES E DEBATES PÚBLICOS

10 VERDADES QUE NINGUÉM DIZ…

1 – A Petrobras pagou pela refinaria de Pasadena um preço bem menor se comparado com outros negócios fechados também em 2006;

2 – A refinaria custou, ao todo, US$ 486 milhões e não US$ 1,18 bilhão como afirmam. O preço final equivale a US$ 4.860 por capacidade de barril processado por dia. A média do preço de compra e venda de refinaria naquele ano nos EUA foi de US$ 9.734 por barril. Pasadena custou, portanto, menos da metade do valor pago por outras refinarias.

3 – A decisão de comprar a refinaria atendia ao planejamento estratégico da companhia, definido ainda no governo Fernando Henrique, que previa investir em refino no exterior para lucrar com a venda de derivados de petróleo sobretudo no mercado americano.

4 – A proposta foi aprovada pelo Conselho de Administração porque era vantajosa para a companhia e atendia ao planejamento estratégico. Uma instituição financeira contratada apenas para avaliar o negócio recomendou a compra. Empresários que participavam do Conselho e não pertenciam ao governo foram favoráveis à compra porque entenderam que o negócio era bom e o preço, justo;

5 – A cláusula de ‘put option’ não é motivo para polêmica alguma. A opção de a Astra Oil vender sua parte à Petrobras só existiu porque a estatal brasileira tinha direito à palavra final sobre os rumos e os investimentos futuros na refinaria. Se a Astra não estivesse de acordo, teria a opção de vender e a Petrobras, que como já se viu tinha o interesse em ficar à frente do negócio, teria a opção de comprar.

6 – O mesmo vale para a cláusula Marlim: a Petrobras levaria a Pasadena 70 mil barris/dia produzidos no campo de Marlim, porém só tinha comprado 50% da refinaria, ou seja, uma cota de refino de 50 mil barris/dia. Para processar os 20 mil barris/dia excedentes, a Petrobras pagaria 6,9% de rentabilidade para “alugar” parte da capacidade que pertencia aos belgas.

7 – A refinaria está operando e dando lucro para a Petrobras;

8 – Somente depois de 2006, quando se descobriu o Pré-Sal e a demanda no mercado brasileiro aumentou, o Conselho de Administração da Petrobras mudou o planejamento estratégico. O foco passou a ser a exploração do Pré-Sal e a construção de refinarias no Brasil.

9 – A crise financeira mundial, a partir de 2008, esfriou o mercado de derivados de petróleo nos Estados Unidos e, por tabela, o preço das refinarias instaladas naquele país.

10 – A decisão de vender a refinaria de Pasadena faz parte do plano de desinvestimento, anunciado pela companhia em 2011, para concentrar investimentos na exploração do pré-sal e nas novas refinarias no Brasil. Mas a empresa não pretende vender no período de baixa. No último ano, no entanto, o mercado norte-americano já dá sinais de novo aquecimento por refinaria com o perfil de Pasadena.

1) POR QUE COMPRAR UMA REFINARIA NOS EUA EM 2006?

A decisão de investir em refino fora do Brasil estava alinhada ao planejamento estratégico da companhia, definido ainda no governo Fernando Henrique, e é anterior a dois fatores que mudaram o cenário após 2006: a descoberta do Pré-Sal e a crise financeira mundial de 2008.

Desde 1998, o planejamento estratégico da Petrobras já previa expandir sua capacidade de refino adquirindo refinaria no exterior. Na época, o consumo de derivados no Brasil estava estagnado e a companhia decidiu investir em refino fora do país, facilitando a exportação para mercados mais aquecidos.

Conselho dá aval para busca por refinaria

Em 2004, o Conselho de Administração aprovou a identificação de oportunidades de processamento no exterior. O cenário era de margens de refino positivas, demanda crescente e excedente de petróleo pesado. Era o boom da ‘Época de Ouro’ do refino de derivados nos Estados Unidos.

Como estava ‘sobrando’ (excesso de oferta) óleo pesado no mundo – como o brasileiro, o venezuelano e o mexicano – e seguia crescente a demanda por derivados leves, sobretudo nos Estados Unidos, a Petrobras seguiu a mesma estratégia de outros grandes produtores globais de óleo pesado à época: pagar mais barato por uma refinaria de óleo leve nos Estados Unidos e adaptá-la para processar óleo pesado.

2) POR QUE PASADENA ERA UM BOM NEGÓCIO?

Naquele cenário pré-2006, a refinaria de Pasadena era uma oportunidade para bom investimento por duas razões:

1) o preço, que estava abaixo da média para refinarias do mesmo padrão;

2) a localização, em Houston, no Texas, era estratégica: além de facilitar a exportação dos derivados para o mercado norte-americano, é próxima ao Golfo do México, região que passou a ser foco da Petrobras para exploração e produção.

Compra é aprovada pelo Conselho

Manifesto do Partido dos Trabalhadores ao Povo Tocantinense

 

O Diretório do Partido dos Trabalhadores no Tocantins, em reunião ampliada, manifesta seu REPÚDIO ao ato de renúncia do governador do Estado, Siqueira Campos e do vice-governador, João Oliveira. Trata-se de um golpe político que aprofunda a crise institucional vivida pelo Estado, provocada neste momento, por aqueles que deveriam honrar o compromisso assumido de governar o Estado por quatro anos.

O gesto do agora ex-governador e do ex-vice-governador, longe de ser uma demonstração de “amor” pelo Tocantins, é um gesto de desrespeito ao povo tocantinense e às instituições democráticas de direito. É um gesto de quem se considera acima da democracia e de quem coloca os interesses pessoais acima dos interesses da coletividade.

Esta atitude expõe, mais uma vez, o nosso Estado a um cenário de instabilidade política, semelhante ao ocorrido em 2009, quando tivemos um governador e um vice-governador cassados e um outro eleito por voto indireto. Se naquele momento buscava-se cumprir a determinação da justiça, hoje tal manobra tem como única finalidade assegurar, a todo custo, que o “siqueirismo” perpetue no poder.

Não aceitamos o discurso de que as renúncias de João Oliveira e Siqueira Campos são legais, e ainda que seja um ato legal, é imoral, porque se assim não o fosse, João Oliveira não teria renunciado e estaria cumprindo o compromisso firmado com a população de assumir o governo na ausência do governador do Estado.

A conjuntura arquitetada, e em construção, precisa ser derrotada pelo povo tocantinense que detém o poder de definir os rumos políticos e administrativos do nosso estado. Não podemos permitir que Siqueira Campos e João Oliveira manipulem a legislação, tratando o Estado do Tocantins como se fosse uma propriedade particular colocada a serviço dos seus interesses mesquinhos.

Apesar do PIB do nosso Estado crescer com índices comparados aos da China, nosso povo sofre com uma saúde desmantelada, uma educação precarizada, sem segurança, com os servidores públicos desvalorizados e por isso fazem greves e pela total ausência de uma política de inclusão social. Isto acontece pelo total descompromisso de seus gestores que não tem no centro da sua agenda o desenvolvimento do ser humano.

É por esta razão que comunicamos ao povo tocantinense que o PT apresentará a candidatura de Paulo Mourão às eleições indiretas na Assembleia Legislativa, para assegurar que haja um debate qualificado com a sociedade sobre o momento que vivemos, e a necessidade de romper com esse modelo de política atrasada, que envergonha nosso Estado, denunciando as mazelas e a falta de compromisso em enfrentar e solucionar os problemas vivenciados pela nossa gente.

O PT reafirma que não compactua com esse modelo de governo e nem com o golpe que está em curso. Não ficaremos em silêncio diante de tamanha afronta a democracia. Somaremos aos homens e as mulheres de bem para combatê-los nas ruas e nas tribunas da casa do povo.

Para esta tarefa, o PT convoca a sua militância e convida a sociedade tocantinense para se engajarem na política em defesa dos princípios fundamentais da democracia e do nosso querido Estado do Tocantins.

Palmas, 05 de abril de 2014.

Diretório Regional do Partido dos Trabalhadores

Em 2012, o deputado baiano Antônio Imbassahy – estreitamente ligado a José Serra – foi autor de quase vinte requerimentos de pedidos de informações à Petrobras.

Recebeu informações inéditas sobre as refinarias Pasadena, Okinawa, Abreu de Lima e SBM Offshore, contratos para encomendas de navios e plataformas pelo estaleiro Atlântico Sul, e também sobre reformas de refinarias, como a Repar, do Paraná.

Os documentos foram preservados, aguardando o período eleitoral.

Jutahi Magalhaes, José Serra e Imbassahy

Foram justamente esses documentos – secretos – que serviram de base para as reportagens  dos últimos dias que deram pretexto para a criação da CPI.

Informações reservadas, fornecidas pela Petrobras ao Congresso, estão sendo utilizadas eleitoralmente, expondo a companhia à execração pública.

Ontem, a Folha publicou a matéria “Documento sobre Pasadena enviado ao Congresso foi violado” (clique aqui)

Dizia que documento reservado encaminhado em dezembro de 2012 pela Petrobras – com informações sobre a compra da refinaria Pasadena – teria chegado violado ao seu destino.

A denúncia partiu do próprio deputado Imbassahy em 18 de dezembro daquele ano. Ontem – segundo o jornal – Imbassahy foi procurado, confirmou o episódio “mas não quis dar detalhes”.

Por  

Agora já temos um número e um delegado responsável. É o inquérito 926 / 2013, e será conduzido pelo delegado federal Rubens Lyra.

O chefe da Delegacia Fazendária da Polícia Federal do Rio de Janeiro, Fabio Ricardo Ciavolih Mota, confirmou à comitiva do Barão de Itararé-RJ que o visitou hoje: o inquérito policial contra os crimes fiscais e financeiros da TV Globo, ocorridos em 2002, foi efetivamente instaurado.

Os crimes financeiros da TV Globo nas Ilhas Virges Britânicas foram identificados inicialmente por uma agência de cooperação internacional. A TV Globo usou uma empresa laranja para adquirir, sem pagar impostos, os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002.

A agência enviou sua descoberta ao Ministério Público do Brasil, que por sua vez encaminhou o caso à Receita Federal. Os auditores fiscais fizeram uma apuração rigorosa e detectaram graves crimes contra o fisco, aplicando cobrança de multas e juros que, somados à dívida fiscal, totalizavam R$ 615 milhões em 2006. Hoje esse valor já ultrapassa R$ 1 bilhão.

Em seguida, houve um agravante. Os documentos do processo foram roubados. Achou-se uma culpada, uma servidora da Receita, que foi presa, mas, defendida por um dos escritórios de advocacia mais caros do país, foi solta, após conseguir um habeas corpus de Gilmar Mendes.

Em países desenvolvidos, um caso desses estaria sendo investigado por toda a grande imprensa. Aqui no Brasil, a imprensa se cala. Há um silêncio bizarro sobre tudo que diz respeito à Globo, como se fosse um tema tabu nos grandes meios de comunicação.

Um ministro comprar uma tapioca com cartão corporativo é manchete de jornal. Um caso cabeludo de sonegação de impostos, envolvendo mais de R$ 1 bilhão, seguido do roubo do processo, é abafado por uma mídia que parece ter perdido o bonde da história.

Nas “jornadas de junho”, um grito ecoou por todo o país. Foi talvez a frase mais cantada pelos jovens que marchavam nas ruas: “A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”.

A frase tem um sentido histórico. É como se a sociedade tivesse dito: a democracia voltou; agora elegemos nossos presidentes, governadores e prefeitos por voto direto; chegou a hora de acertar as contas com quem nos traiu, com quem traiu a nossa democracia, e ajudou a criar os obstáculos que impediram a juventude brasileira de ter vivido as alegrias e liberdades dos anos 60 e 70.

O Brasil ainda deve isso a si mesmo. Este ano, faz cinquenta anos que ocorreu um golpe de Estado, que instaurou um longo pesadelo totalitário no país. A nossa mídia, contudo, que hoje se traveste de paladina dos valores democráticos, esquece que foi justamente ela a principal assassina dos valores democráticos. E através de uma campanha sórdida e mentirosa, que enganou milhões de brasileiros, descreveu o golpe de 64 como um movimento democrático, como uma volta à democracia!

A ditadura enriqueceu a Globo, transformou os Marinho na família mais rica do país. E mesmo assim, eles patrocinam esquemas mafiosos de sonegação de imposto?

O caso da sonegação da Globo é emblemático, e deve ser usado como exemplo didático. Se o Brasil quiser combater a corrupção, terá que combater também a sonegação de impostos. Se estamos numa democracia, a família mais rica no país não pode ser tratada diferentemente de nenhuma outra. Se um brasileiro comum cometer uma fraude fiscal milionária e for pego pela Receita, será preso sem piedade, e seu caso será exposto publicamente.

Por que a Globo é diferente? A sonegação da Globo deve ser exposta publicamente, porque é uma empresa que sempre viveu de recursos públicos, é uma concessão pública, e se tornou um império midiático e financeiro após apoiar um golpe político que derrubou um governo eleito – uma ação pública, portanto.

Esperamos que a Polícia Federal cumpra sua função democrática de zelar pelo interesse público nacional. E esperamos também que as Comissões da Verdade passem a investigar com mais profundidade a participação das empresas de mídia nas atrocidades políticas que o Brasil testemunhou durante e depois do golpe de 64. Até porque sabemos que a Globo continuou a praticar golpes midiáticos mesmo após a redemocratização, recusando-se a dar visilidade (e mentindo e distorcendo) às passeatas em prol de eleições diretas, manipulando debates presidenciais e, mais recentemente, tentando chancelar a farsa de um candidato (o episódio da bolinha de papel).

O Brasil se cansou de ser enganado e, mais ainda, cansou de dar dinheiro àquele que o engana. Se a Globo cometeu um grave crime contra o fisco, como é possível que continue recebendo bilhões em recursos públicos?

 

globo

Fonte:  http://www.ocafezinho.com

Impopulares e amargos em 2014

 

 

O espantoso, na campanha, é que candidatos falam em medidas que prejudicam a maioria dos eleitores e nada acontece

 

Paulo Moreira Leite

 

Só pode haver algo muito errado numa campanha eleitoral na qual um dos candidatos de oposição diz que não tem medo de tomar “medidas impopulares” e nada acontece. 

Assessores de outro candidato de oposição, informa o Pedro Venceslau no Estado de S. Paulo de hoje, admitem em voz baixa que apoiam “medidas amargas.”  Vamos combinar.

Até por uma questão de respeito por cada um de nossos 100 milhões de eleitores, em especial a imensa maioria que é alvo de medidas impopulares e amargas, seria bom saber o que se quer dizer com isso.

Fazendo uma imagem para facilitar o entendimento, vou colocar a coisa em termos bem populares.

É como um sujeito que chega para jantar de luxo, avisa que dentro de alguns minutos pretendem passar na cozinha para bater a carteira dos empregados e nenhum convidado pergunta: como assim? Eles vão deixar?

Na lata? E ainda manda aviso prévio?

Quantos reais podem ser extraídos do bolso de cada brasileiro quando um governante pretende tomar medidas “impopulares?”.

Quanto valem os “amargos?”. Este é o debate que importa, não?

Em situações normais, nossos New York Times, Guardian, CNN, El País, Le Monde não deixariam passar uma notícia dessas. Na disputar pelo olhar do público, teriam transformado uma afirmação dessas num escândalo. 

Tenho certeza de que Adam Prezeworski, o brilhante cientista político que o PSDB adorava ler quando se considerava socialdemocrata, iria questionar: estamos abandonando a frágil, mas necessária relação entre capitalismo e democracia? 

Até por uma questão de etiqueta, no mundo inteiro políticos que defendem medidas “não-populares” gostam de disfarçar, dizendo que são na verdade “populares.”. 

Não é sincero, mas é menos arrogante do que entrar numa campanha eleitoral dizendo que se pretende prejudicar a maioria. 

Igual a isso é falar em medidas amargas quando faltam poucas semanas para a criançada ganhar os ovos de Pascoa, não é mesmo?  No fundo, não espanta. 

Um sorridente filósofo-economista em campanha já disse – longe, muito longe dos palanques — que acha que o país não pode conviver com um povo que come bife todo dia. É ruim para o meio ambiente, pretextou, pois gado solta gases para a camada de ozônio. 

O cidadão comum – o “popular” que não estava naquele jantar de “impopulares”, agora você começa a entender a coisa, tem direito a fazer perguntas. Diga rápido o que são medidas “impopulares” para 2015? Por exemplo:

 a) o plano é acabar com a lei do salario mínimo?

 b) revogar a CLT e informalizar o mercado de trabalho?

 c) cortar gastos sociais, o que inclui, você sabe, o Bolsa Família?

 d) cortar repasses a bancos oficiais que permitem manter crédito barato para investimentos e  emprego?

O debate de política econômica na eleição  de 2014 é este.  O país vive o menor desemprego de sua história. A economia cresce. Sim. Não tivemos recessão – apesar da torcida impopular. 

É preciso ser muito “não-popular” para encher a boca e dizer que “deu errado”, vamos combinar.

Qual a prioridade, para a maioria dos “populares”, num país onde a lei diz que um homem vale 1 voto?

É preciso devotar um desprezo impopular irresistível pela inteligência popular para querer apresentar uma boa folha corrida do PSDB na luta contra a inflação.

A média da inflação no governo FHC foi de 9,2% — depois da moeda nova. A de Lula, que recebeu uma inflação de 12,5%, foi de 5,7%. A de Dilma se encontra em 6,1%. 

Em 1995, 1996, 1999 e 2002, a inflação atingiu sob FHC, um patamar que jamais seria repetido, em momento algum, após a chegada de Lula ao Planalto. Ocorreram perdas salariais, que não se verificaram a partir de 2002. Deu errado? 

Esse debate distorcido acontece porque estamos em 2002, mais uma vez. Terror eleitoral programado, com ajuda de nossos News of the World. O terror deles funciona com a língua de significados invertidos, onde a verdade é seu oposto.  

Você lembra.  Em 2002 um economista do  Goldman Sachs lançou o “lulômetro”, uma peça de marketing eleitoral disfarçada de cálculo econômico, que pretendia aterrorizar o eleitor com projeções sobre o futuro do país caso Luiz Inácio Lula da Silva chegasse à presidência. Ajudou a criar pânico nas bolsas, deixou a classe média amedrontada, criando uma situação política que forçou Lula a fazer concessões além da conta para garantir o início de seu governo. Já vimos este filme. Dez anos depois do lulômetro, o economista-chefe do mesmo Goldman Sachs, disse para a revista Época Negócios que Lula foi o mais competente presidente dos países do G-20. 

Os mais espertos impopulares-amargos de 2014 apostam em todas as canoas – não podem se dar ao luxo da imprudência por motivos ideológicos — mas não deixam de notar que uma delas anda na frente. Podem até ter suas preferencias profundas, mas querem ganhar o jogo de qualquer maneira, não importa o vitorioso.  Em caso de derrota, querem colocar uma faca no pescoço de Dilma. Este é o ponto. Por isso falam tanto em mudar o “modelo.” A crítica se concentra em 2009, quando o país enfrentou a maior crise do capitalismo desde 1929 sem desemprego nem recessão. Dizem que o erro foi cometido ali e agora é preciso arrumar a casa. Não perdoam o esforço para resistir à austeridade, as demissões em massa, aos cortes que jogaram a Velha Europa no atoleiro de hoje. 

Em 2014, o condomínio Lula-Dilma disputa – como favorito – o quarto mandato consecutivo no Planalto, um feito sem igual na história de nossa República. Não teve ajuda “impopular” de ninguém.  

Em momentos de delírio, os adversários sonharam até com um impeachment auxiliado por um barítono da Baixada Fluminense, não é mesmo? A base é o reconhecimento pelas conquistas que os “populares” obtiveram até aqui. O que se pretende é revogar, uma a uma, aquelas conquistas alinhavadas nos itens “a” a “d.” 

Foi assim há 50 anos, não custa lembrar.  Num gesto de grande dignidade, o avô das medidas impopulares chamou de “canalhas” aqueles que pretendiam derrubar, pelas baionetas, um governo que não tomava medidas “impopulares.”. 

O avô do amargo recusou-se a entregar o cargo, foi para a cadeia depois discursar no rádio em defesa da “revolução pernambucana.”. 

Está na hora de garantir transparência política na campanha, concorda?  

Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão, é a figura mais emblemática da Guerrilha do Araguaia. Mineiro de Passa Quatro, foi um dos primeiros da família de ex-escravos a abandonar a cidade interiorana para estudar no Rio de Janeiro. Negro, forte, com mais de dois metros de altura, era uma figura inconfundível.

Na cidade maravilhosa, foi campeão carioca de boxe pelo Club de Regatas Vasco da Gama, na década de 1950. Teve que abandonar a carreira após conseguir a oportunidade de es

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