2014 Março | Luis Antonio 13



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Arquivo do mês: Março 2014

Um aliado dos generais

 Um aliado dos generais

Paulo Nogueira

Folha, Globo e outros jornais estão fazendo especiais sobre os 50 anos do Golpe. É uma tragédia e ao mesmo tempo uma comédia. Qualquer esforço sério para falar do Golpe tem que tratar do papel crucial da mídia. O que jornais como o Globo, a Folha, o Estadão e tantos outros fizeram, portanto. Alguma linha sobre o assunto?

Pausa para rir, ou para chorar. Você escolhe. 1964 não teria existido sem a imprensa, este é um fato doído para nós, jornalistas. Os jornais construíram um Brasil fantasioso – de mentira, sejamos diretos – que chancelaria a ação dos militares. Como mostrou o jornalista Mário Magalhães em seu blog nestes dias, o presidente João Goulart tinha alta popularidade em março de 1964.

Numa pesquisa do Ibope, não divulgada à época e nem por muitos anos, ele aparecia bem à frente na lista de intenções de voto para as eleições presidenciais de 1965.

Como não seria popular um presidente que tinha uma agenda pró-povo como Jango? Entre outras coisas, em seu governo foi criado o 13.o salário, que o Globo – numa hoje amplamente exposta e debochada primeira página – tratou como calamidade.

Mas o noticiário criava a sensação de que os brasileiros em massa eram contra Jango. O Globo conseguiu dizer que a democracia fora “restaurada” com o golpe que mataria tantas pessoas e faria de seu dono o homem mais rico do país.

Mesmo o grande jornal que mais tarde foi uma trincheira na oposição aos militares – o extinto Correio da Manhã – produziu duas manchetes que entrariam tristemente na história.

Uma delas dizia “Basta!” e a outra “Fora!” Como maus exemplos prosperam, a Veja copiaria o Correio da Manhã na capa em que, décadas depois, anunciou a saída de Collor. (E sonharia por oito anos repetir a cópia na gestão de Lula.)

O apoio da mídia à ditadura se manteria enquanto os militares foram fortes para beneficiar seus donos. (É extraordinário o trabalho do professor Fabio Venturini em mostrar como os generais,com dinheiro público, enriqueceram os donos das empresas jornalísticas. Venturini foi ouvido pelo site Viomundo.)

A campanha da Folha pelas eleições diretas só veio quando a ditadura cambaleava: politicamente, a insatisfação galopava, e a economia era um caos insustentável.

Antes, Octavio Frias se comportara de maneira bem diferente. Cedera carros da Folha para a caça a opositores da ditadura, o que o levou a temer ser justiçado como outro empresário que fez o mesmo, Henning Albert Boilesen, da Ultragás.

Frias mostrou também sua combatividade seletiva quando, depois de uma crônica de Lourenço Diaféria que dizia que o povo mijava na estátua do Duque de Caxias, patrono do Exército, recebeu uma ordem de um general para afastar o diretor de redação Claudio Abramo.

Afastou – não um mês, uma semana, um dia depois. Afastou na hora. Covardemente, ainda mandou retirar seu próprio nome – dele, Frias — da primeira página do jornal como “diretor responsável”.

Pôs o de Boris Casoy, escolhido para substituir Claudio por causa de seus notórios vínculos com a ditadura. Boris foi integrante do Comando de Caça aos Comunistas, o CCC. Não sabia escrever, mas isso era um detalhe.

Depois, quando a ditadura desabava, Frias autorizou valentemente a campanha das Diretas Já, tão enaltecida como nascida da grandeza de Frias ainda hoje por jornalistas de renome como Clóvis Rossi.

Quando penso no papel desempenhado pela imprensa no golpe, tenho vergonha de ser jornalista. Mas aí me lembro de como o DCM é diferente de tudo aquilo e sigo adiante, para combater o bom combate por um país libertário, ensolarado para todos, meritocrático de verdade, socialmente justo — um ‘Brasil Escandinavo’, em suma.

   Paulo Nogueira. Jornalista,  fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

A CPI da Petrobras só veio a provar que ninguém deve brincar com esses políticos corruptos do PSDBPPS,DEMPVPMDBPSB, PSOL e parte do PDT.Essa oposição incompetente e corrupta não brinca em serviço. Essa oposição perdida e sem voto, como diz um poeta matuto, é feito bicho do pé: só quer um pezinho para desgastar o governo Dilma.

 Já o PT é diferente, por pura covardia, trata a oposição com delicadeza, como se ela fosse retribuir o agrado. Não vai, bando de babacas!O PT, já no início do governo Lula, fez, por abominável covardia, acordo com os corruptos, mafiosos, sonegadores envolvidos no Escândalo do Banestado-um esquema que roubou do país cerca de U$$ 30 bilhões de dólares, valor equivalente a mais de 1.000 mensalões-com o fim de a CPI do Banestado acabar em pizza, só porque tinha alguns graúdos ligados ao PT envolvidos na falcatrua. Para se ter uma ideia como foi um escândalo do Banestado, havia prova documental queJorge Bornhausen, hoje aliado de Eduardo Campos, remetera, na época do escândalo, para paraísos fiscais mais de U$$ 30 mil dólares. Hoje, depois de ter se livrado da cadeia, Bornhausen apoia, junto com seu líder, a CPI da PETROBRAS.O PT, logo no início do governo Lula, tinha apoio suficiente para instalar uma CPI para investigar as privatizações de FHC, ocorre que, em nome do deus-mercado, não moveu uma palha para apurar as roubalheiras ocorridas na gestão FHC.Até hoje ninguém do governo FHC foi(nem será) punido pelos crimes de lesa-pátria cometidos contra o povo brasileiro.Faz mais de 1 ano que se encontra na Câmara de Deputados as mais de 171 assinaturas para instalação daCPI da Privataria. E o PT, por ser bonzinho com a oposição, e mesmo, logo no requerimento do pedido, com uma base realmente aliada, não moveu uma palha com o fim da instalação imediata da aludida CPI.A CPI está lá parada.É bem capaz de a CPI da Petrobras pular na sua frente e sair primeiro.Mas não é só isso.O governo Lula-Dilma, além de ter culpa pela omissão do PT, também é culpado, também por covardia,   por tudo isso que está ocorrendo com ele.Lula, em nome de uma pseuda isenção, nomeou o que tinha de pior para ser ministro do STF.Nenhum governo da República pós democratização nomeou ministro do STF para prejudica-lo. Só Lula e Dilma conseguiram essa proeza.Dilma, nessa questão, também não ficou para trás. Nomeou ministros do STF totalmente alinhados com o pensamento da oposição ao seu governo. Fux, Rosa Weber, Barroso, Teori são uma lástimas. Apesar de esses últimos serem menos ruins.Lula e Dilma também foram de uma infelicidade total na nomeação de Procuradores Gerais da República. Lula e Dilma, para agradarem o MP, sempre se basearam numa lista para nomear o chefe da PGR.Ora, nenhum governador do Brasil nomeia Procurador de Justiça baseado em lista. A lista quem escolhe é ele e pronto! Eduardo Campos nunca nomeou o primeiro da lista enviada pelo MP para ocupar o mencionado cargo. José Serra, Alckmin, Aécio Neves, Yeda Cruzes, Jarbas Vasconcelos, só para citar alguns nomes, também nunca nomearam Procurador de Justiça conforme a lista encaminhada pelo Ministério Público.Já Lula/Dilma, como já dito, para agradar o MP, sempre seguiram a lista, mesmo não estando obrigado a tanto, já que poderiam, até mesmo, nomear Procurador  da República fora do quadro da PGR.O que ganharam com isso? Lapada! Porrada!Tem mais. O governo Lula-Dilma também tem culpa por ter medo de enfrentar os meios de comunicação. A PETROBRAS despeja milhões de reais nos cofres da mídia comercial (Globo, Folha, SBT, Band, Estadão, Veja, Época, CBN, O Globo e afins) para falar mal dela (da Petrobras). Já os blogs, e parte dos sites que apoiam o governo não ganham nem R$ 1 real. Onde já se viu isso? Que merda é essa?

É por tudo isso que a oposição deita e rola em cima do governo. Bem feito! Aprendam a fazer política bando de covardes.

Postado por às 

As velhas coristas não abandonam o palco: o do Golpe. 

O editorial da Folha (*) deste 30 de março – “1964” – é histórico.

O subtítulo diz tudo:

“Aos olhos de hoje, apoiar a ditadura militar foi um erro, mas as opções de então se deram em condições bem mais adversas que as atuais”.

Ou seja, o Otavinho, publisher por Direito Divino, como diz o Mino Carta, faria o mesmo que o “seu” Frias.

Daria apoio irrestrito ao Golpe, contrataria funcionários do DOPS como jornalistas e cederia as camionetas do jornal aos torturadores.

O Estadão faz o mesmo.

Na pág. H12 de um caderno especial, há reportagem sobre o papel da Família Mesquita no Golpe.

Foi um apoio incondicional.

Centro de conspiração.

Os Mesquita deram as mãos ao velho amigo Lacerda como reação preventiva: porque Jango ia dar um Golpe varguista, para “instalação de uma republica sindicalista em aliança com os comunistas”.

Julio Mesquita Filho queria uma “limpeza do cenário político”,  “cassação de direitos políticos” e apresentou ao primeiro general-presidente uma lista de ministros.

Que o general dispensou.

Depois, veio a “resistência”.

Em combinação com a censura, o Estadão publicava receita de bolos  – que as senhoras quatrocentonas reclamavam, porque o  bolo “solava” – e poemas de Camões.

E o “seu” Frias, num Golpe de marketing, quando viu a canoa dos militares balançar, empreendeu a campanha de marketing das “Diretas Já”.

Na verdade, a temporada de penitências começou quando as manifestações que insuflou chegaram às portas daGlobo Overseas, e ela se sentiu coagida a fazer um mea-culpa esfarrapado.

Esse minueto do PiG (**) não passa de um vaudeville de coristas que se escondem nas dobras da celulite.

E se recusam a deixar o palco do Golpe.

Paulo Henrique Amorim


(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Entrevistas de campo da pesquisa Ibope, divulgada ontem, que apontou queda de sete pontos percentuais na popularidade do governo Dilma Rousseff foram feitas entre 14 e 17 de março; mas pesquisa Ibope, mostrada na semana passada, que indicou 43% de intenções de voto para a presidente, projetando vitória em primeiro turno, teve seu campo realizado entre os dias 13 e 20 de março; quer dizer, durante a realização de entrevistas que davam resultado favorável à Dilma, instituto de Carlos Augusto Montenegro iniciou outra rodada de perguntas que chegou a resultado negativo para a presidente; repare: levantamento de campo sobre intenção de voto (em que Dilma se saiu bem) foi aberto um dia antes e fechado três dias depois da pesquisa de popularidade do governo (na qual a presidente se saiu mal); apuração é do site Tijolaço; qual a justificativa para essa manobra, Montenegro?

 

Brasil 247 – Famoso por ser dono de um instituto de pesquisas de nome forte e resultados polêmicos, Carlos Augusto Montenegro tem agora mais uma contradição para explicar. E que contradição!
Apresentadas ao público com um intervalo de seis dias entre a primeira e a segunda, as duas pesquisas Ibope divulgadas na sexta-feira 21 e na quinta-feira 27 contêm resultados absolutamente díspares, sem que se encontre um explicação plausível para tanto. O problema maior, porém, nem é esse.
O fato que assombra é o de que a pesquisa de intenções de voto que apontou a presidente Dilma Rousseff com 43% de índice – suficiente para dar a ela vitória folgada em primeiro turno – teve seu campo de entrevistas iniciado antes e fechado depois da pesquisa Ibope que indicou uma queda de popularidade no governo dela de seis pontos percentuais.
Para chegar à conclusão de que Dilma tem 43% de intenções, o Ibope colocou seus pesquisadores em campo entre os dias 13 e 20 de março.
Mas – atenção – para estabelecer que o governo Dilma perdeu seis pontos percentuais de popularidade, o que alvoroçou o mercado financeiro e a oposição, naturalmente, o mesmo Ibope fez pesquisa de campo entre os dias 14 e 17 de março.
Isso mesmo: a pesquisa que pode ser considerada boa para Dilma começou antes e terminou depois que a pesquisa vista como ruim para ela.
Como pode Dilma ter 43% de intenções de voto numa das pesquisas e, na outra, seu governo perder nada menos que 6 pontos percentuais de popularidade? E tudo isso com aferição no mesmo período?
Será que, de posse dos primeiros números favoráveis a Dilma, apurados nas entrevistas do dia 13 de março, Montenegro não gostou e, por isso, já no dia seguinte mandou que outro levantamento — o da popularidade do governo – ser feito?
Como o presidente do Ibope explica essa manobra?
A apuração das datas, com verificação nos registros do Tribunal Superior Eleitoral, foi feita pelo site O Tijolaço, que publica a informação abaixo.
Confira e tire suas conclusões:
Por dados do Ibope, Dilma não perdeu popularidade. Pesquisa de hoje é mais antiga que a dos 43%. Aliás, estava pronta quando esta foi publicada
Primeiro, semana passada, o boato de que a pesquisa Ibope traria uma queda – que não houve – da intenção de voto em Dilma Rousseff.
Seis dias depois, uma “outra” pesquisa do Ibope, estranhamente, capta uma súbita mudança de estado de espírito da população e Dilma (que tinha 43% das intenções de voto na tal pesquisa eleitoral) e registra uma perda de sete pontos percentuais em sua aprovação: curiosamente dos mesmos 43% para 37%…
Puxa, como foi rápida a queda, em apenas seis dias, quase um por cento por dia…
É, meus amigos e amigas, é mais suspeito do que isso.
A pesquisa de intenção de voto, divulgada na sexta-feira, foi registrada no TSE no 14 de março, sob o protocolo BR-00031/2014 , com realização das entrevistas entre os dia 13 e 20/03/14.
Já a de popularidade recebeu o protocolo BR-00053, no dia 21 passado,mas quando já se encontrava concluída, com entrevistas entre os dias 14 e 17.
Reparou?
Quinta feira à tarde, dia 20, uma intensa boataria toma conta do mercado de capitais, dizendo que Dilma perderia pontos numa pesquisa Ibope a ser divulgada no Jornal Nacional.
O estranho é que ninguém tinha contratado, isto é , ninguém pagou por essa pesquisa. Em tese, é claro.
A pesquisa é divulgada sem nenhuma novidade.
Mas, naquele momento, o Ibope já tinha outra (outra, mesmo?) pesquisa, terminada três dias antes e certamente já tabulada.
Vamos acreditar que o Ibope fez duas pesquisas diferentes, com a mesma base amostral e 2002 entrevistas exatamente cada uma…
O boato, portanto, não saiu do nada.
No mínimo veio de dentro do Ibope, que tinha nas mãos duas pesquisas totalmente contraditórias.
Uma, “sem dono”, que dizia que Dilma continuava nadando de braçada.
Outra, encomendada pela CNI de Clésio Andrade, um dos senadores signatários da CPI da Petrobras, apontando uma queda de sete pontos em sua popularidade.
Mas a gente acredita em institutos de pesquisas, não é?
O Ibope teve nas mãos duas pesquisas com a mesma base, realizadas praticamente nos mesmos dias, com resultados totalmente diferentes entre si?
Se o PT não fosse um poço de covardia estaria exigindo, como está na lei, os questionários das “duas” pesquisas.
Aliás, nem devia ser ele, mas o Ministério Público Eleitoral, quem deveria exigir explicações públicas do Ibope, diante destes indícios gravíssimos de – vou ser muito suave, para evitar um processo – inconsistência estatística.
Ainda mais porque muito dinheiro mudou de mãos na quinta-feira e hoje, com a especulação na Bolsa.
Mas não vão fazer: esta é uma nação acoelhada diante das estruturas suspeitíssimas dos institutos de pesquisa.

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Dando continuidade ao trabalho de lutar pelos anseios da população paraisense, a Câmara de Vereadores de Paraíso do Tocantins realizou a Audiência Pública sobre programas habitacionais na quinta feira (27/03/2014). A população pode tirar suas dúvidas, fazer questionamentos, cobrar agilização na entrega das casas, reivindicar, protestar e se informar sobre o processo de aquisição da casa popular.

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Convido a toda população paraisense a comparecer, dia 27 de março de 2014, no Auditório da Câmara Municipal de Paraíso. Utilidade pública fique informado.

O que é uma Audiência Pública?
Audiência Pública é um instrumento de participação popular, garantido pela Constituição Federal de 1988 e regulado por Leis Federais, constituições estaduais e leis orgânicas municipais. É um espaço onde os poderes Executivo e Legislativo ou o Ministério Público podem expor um tema e debater com a população. Coordenada pelo órgão competente ou em conjunto com entidades da sociedade civil que a demandaram. Nela, apresenta-se um tema e a palavra então é dada aos cidadãos presentes para que se manifestem.

audiencia

Quem deve participar?
Todos os que quiserem podem e devem participar das Audiências.

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VERGONHA !

Quado pensamos que já se assistiu tudo em termos de manipulação de informação e jogadas tendenciosas por parte de Institutos de Pesquisa, surge essa de agora. Uma mesma PESQUISA do Instituto foi divulgada em dois tempos. No dia 20 de março saiu  a parte da pesquisa de intenção de votos, e hoje a parte da popularidade do governo. 

 

Tudo em uma única divulgação deixaria a certeza de que apesar de uma queda da popularidade de Dilma e seu modo de governar, ela ainda é a preferida com folga pelo eleitorado. Em separado, fica agora a oportunidade da oposição e da MÍDIA GOLPISTA explorarem apenas o lado que lhes interessa. No dia 20 de março, o Jornal Nacional NÃO divulgou a pesquisa IBOPE, alguém tem dúvida de que hoje ele vai juntar o noticiário da CPI da Petrobras com esse “rabo” da pesquisa ?

 

Fica explicado ainda a REAÇÃO do mercado e a expectativa do dia 20/03, quando se disse que uma pesquisa com dados ruins para o governo seria divulgada. Ou seja, o MERCADO já sabia do interior teor da Pesquisa antes do resto do Brasil. O IBOPE/CNI vazou primeiro para o mercado o resultado da PESQUISA, mas, na última hora, resolveram só divulgar metade.

 

Resta agora saber quem foi que URDIU o FATIAMENTO da Pesquisa para poder, minimizar a parte positiva e TURBINAR a parte NEGATIVA ao governo. Fica aí, EVIDENTE, o quanto os meios de comunicação, os “mercados” e provavelmente IBOPE e CNI estão articulados para criar um clima desfavorável ao governo.

 

LEIA AQUI O QUE SAIU NO BLOG DOS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

quinta-feira, 27 de março de 2014

 

 

Manipulação à vista com a pesquisa do Ibope. Mesmo que não se trate de manipulação estatística, houve uma manipulação na forma de usar a informação.

 

A pesquisa Ibope sobre popularidade de Dilma divulgada só hoje (27) é a mesma da divulgada exatamente há uma semana atrás, dia 20, quando publicaram apenas as intenções de votos.

 

A mesma amostra, os mesmos 2002 entrevistados, os mesmos 141 municípios, e a mesma data de ida a campo (entre 13 e 17 de março).

 

A diferença é que os relatórios foram separados. No dia 20 divulgaram a parte de intenções de votos, onde Dilma não perdeu nenhum voto, Aécio continuou empacado (oscilou 1 ponto apenas), e Eduardo Campos caiu, chegando a situação de empate técnico com o Pastor Everaldo (PSC).

 

A outra parte do relatório é este que foi divulgado hoje pela CNI (Confederação da Indústria) sobre popularidade da presidenta Dilma e de seu governo.

 

Agora fica a pergunta: porque sete dias separam a divulgação de um relatório e outro da mesma pesquisa?

 

Deixe eu testar uma hipótese com uma conversa imaginária:

 

- Aécio, Campos e Dr. Marinho, tenho notícias boas e ruins da pesquisa para vocês. Qual vocês querem primeiro? – disse Montenegro.

 

- As ruins primeiro, – disse Aécio. E virou-se para o Dr. Marinho: – Mas por favor dá um jeito de só sair no Jornal Nacional a “boa” e na semana que vem, quando a “ruim” dessa semana já estiver esquecida.

 

- Concordo! Mas Dr. Marinho, a “boa” tem que dar um jeito de sair na quinta-feira, dia 27, no Jornal Nacional, engatado na minha propaganda partidária na TV – disse Campos.

 

Vocês acham que eu estou delirando, ou alguma coisa parecida com essa parábola aí em cima pode ter acontecido?

 

Por: Zé Augusto

Está disponibilizado nos links abaixo, onde poderá ser baixado para conhecimento de todos os interessados, a cópia da Ata de realização da Assembleia em 2011, a Ficha de Requerimento de Progressões, os Projetos de Lei dos PCCRs da Educação, Quadro Geral e Saúde finalizados em 2011.

Ata de 07 e 09/11/2011

Ficha de Requerimento

Projeto de Lei – PCCR Educação – Finalizado 09/11/2011

Projeto de Lei – PCCR Quadro Geral – Finalizado 09/11/2011

Projeto de Lei – PCCR Saúde – Finalizado 09/11/2011

luis

Vereador Dr. Luis Antônio

 

 

Aprender é mudar posturas. Essa foi uma lição dos gregos, especificamente de Platão. Mas, no País do “jeitinho”, levante a mão quem nunca furou fila? Ou colou na prova? 

Pois estas são algumas das dez posturas que entram na campanha intitulada “Pequenas Corrupções – Diga Não”, lançada pela Controladoria-Geral da União (CGU) na rede social Facebook. 

 

O Órgão do Governo Federal, que é responsável por fiscalizar o patrimônio público, veiculou uma imagem com dez mensagens, que focam em atitudes antiéticas, ou ilegais, do cotidiano da sociedade brasileira.

Entre as atitudes citadas pela CGU, estão as ações de falsificar carteirinha de estudante, roubar TV a cabo, comprar produtos piratas e tentar subornar o guarda de trânsito para evitar multas. 

 

“Cada qual faz a corrupção que pode fazer: deixar de pagar o imposto de renda, não respeitar os direitos trabalhistas da empregada doméstica, estacionar em lugar proibido, passar no sinal vermelho… Tudo isso é uma forma de tirar vantagem da situação”, analisa o professor de Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), André Haguete.

Entendendo corrupção como “tudo aquilo que vai contra a lei ou age a favor de interesses particulares em detrimento dos coletivos”, Haguete concorda que todas essas atitudes possam ser consideradas “corruptas”, mesmo que seja em pequena escala. Para o docente, o tema se relaciona com o “caráter de cada pessoa e uma ética cívica coletiva”.

Para a chefe da Assessoria de Comunicação Social da CGU, Thaisis Barboza, responsável pela concepção e criação da campanha, corrupção representa qualquer ato que gera algum benefício próprio, de forma indevida. “Furar fila não é o mesmo que desviar dinheiro público, mas entendemos que é uma forma de corrupção, mesmo que seja em um grau menor”, explica.

Thaisis ainda argumenta que esses pequenos atos são capazes de propagar atitudes mais graves e defende que: “se uma pessoa é capaz de subornar um policial, lá na frente, poderá ser capaz de subornar para ganhar uma licitação”.

Outros exemplos não escapam aos olhos. “Um condomínio colocou estacas de cimento na praia e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) ameaçou a iniciativa com uma multa. As pessoas decidiram pagar a multa e ir contra a lei, porque tem dinheiro para desobedece-la. E ai?”, afirma, citando uma história verídica.

O sociólogo também não esconde que “todos nós”, alguma vez na vida, já praticamos pelo menos alguma dessas “pequenas corrupções”. “Confesso que quando vou ao exterior sou até mais obediente do que no Brasil”, diz.

Na opinião do professor, a solução para atingir uma mudança efetiva de comportamento, poderia estar no ato de punir o indivíduo, já que “todo mundo sabe o que é proibido”. “Se houvesse uma multa de R$ 1.500 para não jogar lixo pela janela, ninguém faria isso”.

- por Janaína Marques

Não chega a surpreender porque é quase sempre a mesma coisa. Mas sempre chama a atenção o modo como a maior parte da imprensa trata as decisões das agências de classificação de risco. Trata como se fossem medidas científicas, técnicas, exatas, inquestionáveis. E todos nós sabemos que não é assim, como frisava sempre o ex-ministro José Dirceu neste blog.

Basta ver os jornais de hoje. Editoriais, colunistas e reportagens não fazem nenhum questionamento. Tratam o rebaixamento da nota do Brasil pela Standard & Poor´s como uma medida distante de qualquer falha.

Nem é preciso entrar campo da partidarização do noticiário – os jornalões não escondem o contentamento com o rebaixamento, em mais uma tentativa de desconstruir o governo – para ver o tom inadequado com que as agências são tratadas.

Em nenhum momento é lembrado que elas erraram feio na crise de 2008. Na verdade, foi mais do que erro. Foi conivência. As agências tiveram papel fundamental na construção da crise, escondendo os problemas onde havia aos montes.

Vamos lembrar que em 2008 a mesma S&P atribuiu ao banco Lehman Brothers a nota máxima de credibilidade. Um mês depois o banco quebrava.

Mesmo assim, os jornalões não lembram em nenhum momento que as agências são aliadas dos especuladores – a bem dizer, são uma coisa só. E que especulam diariamente com suas análises e classificações.

Os jornalões funcionam como porta-vozes da S&P. E não só os jornalões. Quase toda a imprensa conservadora. Basta ver hoje que a decisão da S&P de rebaixar a nota de 13 instituições financeiras brasileiras é recebida pela mídia eletrônica do mesmo modo, sem nenhum questionamento, sem nenhum olhar crítico.

Isso tudo mesmo após o dólar cair e a Bovespa subir na sequência da decisão da S&P, mostrando o descompasso da medida com a realidade.

E mais: a Folha hoje já alardeia um novo rebaixamento da nota do Brasil, torcendo para que de fato aconteça.

A respeito desse assunto, recomendamos que todos leiam o artigo publicado por Saul Leblon hoje na Carta Maior. Ele demonstra como existe um componente especulativo na decisão da S&P. Ele lembra que a agência foi responsável por rebaixar a nota do Brasil em julho de 2002, quando Lula liderava as pesquisas.

“O risco da argentinização sob um governo petista era o mote do jogral conservador, ao qual a S&P adicionou seu grave de tenor”, diz Saul Leblon.

Do blog de Zé Dirceu:

Aos discursar para a rede de rádio e TV católica “Corallo” na Itália, o Papa Francisco enalteceu as virtudes da verdade e da igualdade das pessoas, para no fim alertar:

Mas existem também os pecados da mídia! Permito-me falar um pouco sobre isto. Para mim, os pecados da mídia, os maiores, são aqueles que seguem pelo caminho da mentira e são três: a desinformação, a calúnia e a difamação. Estes dois últimos são graves, mas não tão perigosos como o primeiro. Por que? Vos explico. A calúnia é pecado mortal, mas se pode esclarecer e chegar a conhecer que aquela é uma calúnia. A difamação é um pecado mortal, mas se pode chegar a dizer: ‘esta é uma injustiça, porque esta pessoa fez aquela coisa naquele tempo, depois se arrependeu, mudou de vida’. Mas a desinformação é dizer a metade das coisas, aquilo que para mim é mais conveniente e não dizer a outra metade. E assim, aquilo que vejo na TV ou aquilo que escuto na rádio não posso fazer um juízo perfeito, pois não tenho os elementos e não nos dão estes elementos. Destes três pecados, por favor, fujam! Desinformação, calúnia e difamação.

A íntegra do discurso está aqui, na rádio Vaticano.

Ricardo Stuckert:

 

Ao participar de uma conferência do grupo Bandeirantes, na noite de ontem, o ex-presidente Lula destacou números do Brasil na última década: 11 milhões de empregos, inflação dentro da meta durante onze anos e o aumento do número de passageiros de avião de 48 milhões para 113 milhões; ele disse ainda que o processo beneficiou toda a sociedade brasileira;  “Do bancário ao banqueiro, do cortador de cana ao usineiro”, afirmou; enquanto Lula vende otimismo, colunistas alimentam intriga entre ele e a presidente Dilma Rousseff

 

22 DE MARÇO DE 2014 ÀS 13:39

 

247 - Nos últimos dias, tem sido intensa a plantação de notas sobre um suposto descontentamento do ex-presidente Lula com sua sucessora Dilma Rousseff. No meio da semana, a Folha de S. Paulo atribuiu a Lula a frase de que a nota do Palácio do Planalto sobre a refinaria de Pasadena teria sido um “tiro no pé” – o que levou o ex-presidente a divulgar nota para desmentir o que chamou de “invencionices”.

Neste fim de semana, notas da coluna Radar informam que Lula teria feito críticas abertas a Dilma num almoço promovido pelo banco de investimentos Merrill Lynch. O mesmo assunto foi abordado também pelo blog de Fernando Rodrigues (leia maisaqui).

No entanto, em suas aparições públicas, Lula tem se derramado em elogios à condução da política econômica. Foi o que ele fez ontem, num evento promovido pelo grupo Bandeirantes, onde o ex-presidente elencou várias razões para o otimismo com o Brasil. Entre elas, 11 milhões de empregos criados na última década, 11 anos de inflação dentro da meta e um processo de inclusão social que fez com que o número de passageiros aéreos passasse de 48 milhões para 113 milhões.

Leia, abaixo, texto postado pelo Instituto Lula sobre o evento na Band:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na noite desta sexta-feira (21), da Convenção do Grupo Bandeirantes. Em seu discurso, Lula lembrou as mudanças profundas pelas quais passou o Brasil na última década. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4.4 vezes, a produção agropecuária aumentou significativamente levando o Brasil à liderança de vários setores, o fluxo de comércio exterior dobrou, o número de passageiros de avião passou de 48 para 113 milhões e o Brasil se tornou uma referência política global. Esse processo beneficiou toda a sociedade brasileira: “Do bancário ao banqueiro, do cortador de cana ao usineiro”.

O ex-presidente ressaltou ainda que o Brasil vive há 11 anos em um ambiente econômico com inflação dentro da meta estabelecida pelas autoridades financeiras. Ele lembrou que quando assumiu o governo, a inflação era mais que o dobro daquela registrada em 2013. Além disso, enquanto milhares de empregos foram destruídos no mundo nos últimos anos, o Brasil criou 11 milhões de empregos. Essas mudanças foram feitas em um ambiente democrático cada vez mais sólido, destacou Lula.

Sobre a Copa do Mundo, Lula lembrou que é importante pensar na simbologia do evento, além das divisas que chegarão ao país. Ele lembrou que muitos choraram quando o país conquistou a Copa e que ela é uma chance de projetar ainda mais o país internacionalmente. E ressaltou: “Grande parte dos gastos que estão sendo feitos se referem a obras de mobilidade, que teriam que ser feitas com ou sem Copa”.

Lula também falou do papel importante da Band na história deste país. Ele citou o pioneirismo da emissora nos debates eleitorais e ressaltou que um meio de comunicação torna-se relevante quando responde aos interesses da população e é capaz de captar as mudanças em curso neste país. O ex-presidente também falou da sua relação com a imprensa durante seu governo: “Ninguém pode me acusar de, durante os oito anos do meu governo, não ter sido republicano com a sociedade e a imprensa”.

Nicolau Esteves abre mão de ser candidato e PT oficializa nome de Mourão

 

 

O ex-prefeito Paulo Mourão (PT) foi escolhido para ser o novo pré-candidato para disputar o Governo do Tocantins pela sigla. A escolha de Mourão deve-se ao fato de o ex-secretário municipal de Saúde, Nicolau Esteves, ter desistido da disputa. O anúncio foi feito um dia após o TRE decidir, por 6 a 0, que Nicolau Esteves estava apto a participar da disputa em outubro deste ano.

 

Segundo o presidente do PT, Júlio Cesar, o ex-secretário informou à sigla que estava desistindo de ser pré-candidato a Governo por questões pessoais em reunião da Executiva. No mesmo encontro, o PT convidou Paulo Mourão para assumi o lugar de Nicolau Esteves como pré-candidato. “Porque ele [Paulo Mourão] foi uma pessoa que esteve conosco desde o início da caminhada então conversamos com ele, convidamos e ele aceitou. Não que preferíamos um em detrimento do outro, mas ele foi colocado devido à desistência do Nicolau”, disse.

Mais tarde, o próprio Nicolau Esteves anunciou aos partidos da Terceira Via, PT, PP, PSL e PCdoB, que estava abrindo mão de ser candidato. “Ele se doou, mas infelizmente teve que desistir por motivos pessoais”, disse o novo pré-candidato do PT a Governo, Paulo Mourão, ao T1 Notícias.

Mourão afirmou que se sente honrado em ser escolhido para representar a sigla na disputa. “Agora teremos discursos mais aprofundados. É uma missão muito honrosa contribuir com o debate para a implantação de um Estado novo. O importante e o que a sociedade precisa entender é que as ações só acontecem quando a própria sociedade acredita na mudança e é isso que estaremos buscando, uma consciência popular”, disse.

PT e PMDB

Sobre a possibilidade de o PT ter que abrir mão de uma candidatura para apóiar um candidato do PMDB, devido a aliança a nível nacional que já teria sido fechada, Mourão não quis polemizar e disse que essa decisão não pode ser pessoal. “Temos que pensar no que é melhor para o grupo”, disse.

Sobre o assunto o presidente do PT revelou que “os companheiros estão tensos e preocupados. Nós sabemos o que está acontecendo aqui [no Tocantins] e a gente entende que o Estado precisa de uma nova pessoa”, disse. Para Júlio César “o conjunto Nacional está dando continuidade ao projeto do Lula. Eu defendo que nós podemos ampliar o máximo possível esse conjunto de partidos, no sentido de abrir um diálogo, pois mesmo que não haja entendimento neste momento precisamos lembrar que temos o segundo turno”.

O presidente declarou ainda que as escolhas do partido não podem ser rasas e que as questões pessoais não convêm com o idealismo, “senão não poderemos mudar o Estado do Tocantins” e citou o caso do Igeprev: “olha a gravidade do caso do Igeprev. Se o próximo governo não tiver compreensão de que tem que mudar, isso vai comprometer a vida do servidor que doou toda sua vida pelo Estado”.

Fonte: T1 Notícias

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira (14), durante entrega de 1.788 unidades habitacionais em Araguaína (TO), que tem orgulho do programa Minha Casa Minha Vida por tornar a casa própria um direito de todos. Segundo Dilma, o governo retirou de seu orçamento os recursos para construir moradias para as pessoas que mais precisam.

“Me alegra muito ver que o Brasil de hoje é bem diferente daquele Brasil do passado, aquele Brasil em que a casa própria era privilégio de alguns, e hoje é direito de todos. (…) Estar recebendo essas casas, portanto, é um ato de cidadania, é porque cada de vocês, cada uma das mulheres e dos homens aqui presentes são cidadãos de um país que reconhece o direito do povo brasileiro a ser o grande beneficiário do crescimento do país”, afirmou.

O Residencial Costa Esmeralda I tem 394 unidades habitacionais, o Residencial Costa Esmeralda II tem 453, o Residencial Costa Esmeralda III tem 460 e o Residencial Costa Esmeralda IV tem 481 unidades. A infraestrutura dos residenciais está concluída, com rede de água, esgotamento sanitário, estação de tratamento de esgoto, energia elétrica e iluminação pública. A obra foi divida em quatro módulos.

O investimento é de R$ 89,4 milhões e beneficiará 7.152 pessoas. O programa Minha Casa Minha Vida já contratou desde 2009, 6.140 moradias no município de Araguaína, com um investimento de R$ 338,4 milhões. Os empreendimentos estão a aproximadamente 5km do centro da cidade e a 9km do aeroporto. A população beneficiada terá escola de ensino fundamental, creche, posto policial, quadra poliesportiva e posto de saúde. Todos já estão concluídos.

DCM Carta aberta ao dia 22O site de notícias DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO publicou a Carta Aberta dirigida aos organizadores da Marcha da Família 2 (clique aqui). Nós do blog Megacidadania entendemos que MERECE SER AMPLAMENTE DIVULGADO !

DCM banner internoCarta aberta aos organizadores da Marcha da Família 2

Caros organizadores da Marcha da Família 2,

Embora falte pouco para o evento, vou cometer a ousadia, um tanto romântica, de sugerir uma mudança na pauta. Por que não marcham pela Cláudia da Silva Ferreira, a auxiliar de serviços gerais morta em um tiroteio no Rio de Janeiro e arrastada enquanto era socorrida pela viatura da PM?

A morte de Cláudia foi emblemática. Combinou pobreza, truculência policial, racismo e violência contra a mulher. O mais horrível é que se não fosse filmado o caso seria mais um a engrossar estatísticas da criminalidade.

Cláudia é mártir e merece que marchem por ela. Como vocês já estarão nas ruas, nada mais justo que homenageá-la. Você poderiam, também, marchar em homenagem às 16,9 mil mulheres assassinadas no país entre os anos de 2009 e 2011.

Marchem para denunciar o racismo endêmico que garante dois pretos ou pardos em cada três vítimas de homicídio, marchem contra a posição do país no topo do ranking de desigualdade social, marchem pelos aposentados que depois de trabalhar a vida inteira ainda precisam puxar um carro de picolé ou de pipoca para complementar a renda.

Mas por favor, não ponham as mazelas na conta do PT ou da Dilma. Isso é coisa de conversa de botequim, de gente mal informada. Você sabem muito bem que os problemas dos nosso país não foram causados só pelas duas letrinhas ou pelos dois últimos presidentes da república. Não sou petista, sequer voto no partido, só não tolero falatório sem fundamento.

Os problemas vêm de séculos, dos tempos da colonização, de uma formação econômica baseada na escravidão e de um sistema político feito por e para favorecer a elite. Tem causas múltiplas, não se restringe ao PT ou ao PSDB, ao DEM ou ao PSOL. Nosso empresariado tem uma boa parcela de responsabilidade ao financiar políticos em benefício próprio ou empreender visando apenas o lucro, sem responsabilidades sociais.

Por que não protestam contra o dono da Rede TV, que inaugurou uma mansão de 17 800 metros quadrados enquanto funcionários da emissora estavam com salários atrasados?

Ou então pelo caso de sonegação de impostos da Rede Globo, conhecem essa história? O “cidadão de bem” que vocês tanto defendem vai se horrorizar com ela.

Marchem pelas vítimas dos “justiceiros”. Ano passado, um caminhoneiro atropelou e matou uma criança de dois anos, aqui no Espírito Santo. Foi linchado e morto. João Querino de Paula era o nome dele. Marchem por ele, que não teve direito a ampla defesa e contraditório. Marchem pela menina atropelada, vítima da falta de infraestrutura das periferias, onde a combinação de vias sem sinalização de trânsito com a ausência de áreas de lazer contribui para ceifar vidas.

Marchem pelo tenente Leidson Acácio Alves Silva, morto com um tiro na cabeça durante patrulha no Rio.

Mas deixem os militares de fora do protesto. Vocês sabem que eles ficaram no poder entre 1964 e 1985, sentem até saudade dessa fase, mas talvez tenham se esquecido que esse regime ditatorial catalisou as desigualdades sociais e deixou a economia brasileira em frangalhos.

Enfim, há muitos motivos para marchar. Daria para encher parágrafos e mais parágrafos de motivos nobres para vocês irem às ruas. Deixem essa paranoia de que estamos a beira de uma ditadura comunista para os hang outs de Lobão e Olavo de Carvalho. Quem acredita nisso crê até no Walter Mercado, aquele do “ligue djá”, lembram?

Abandonem a logorreia beligerante à Reinaldo Azevedo (toc, toc, toc) e Rodrigo Constantino (vade retro) e combatam o bom combate, a busca por um país mais justo, sem desigualdades.

O filme “Gran Torino” pode ser uma boa lição para vocês. Ele conta a história de um veterano da Guerra da Coréia coberto de preconceitos e ressentimentos com orientais. Até que as circunstâncias o levam a salvar um vizinho asiático. Walt, personagem de Clint Eastwood, escolheu seguir o caminho do bem e combateu o bom combate.

Vocês também são capazes disso, acreditem.

Sobre o Autor
Marcos Sacramento, capixaba de Vitória, é jornalista. Goleiro mediano no tempo da faculdade, só piorou desde então. Orgulha-se de não saber bater pandeiro nem palmas para programas de TV ruins.

Fonte: http://www.megacidadania.com.br/

A relevância do tema das obras públicas paralisadas convergiram para o desenvolvimento deste trabalho. Ele consiste no alfabeto das obras públicas municipais paralisadas na Cidade de Paraíso do Tocantins, realizado por meio do esforço conjunto da BANCADA POPULAR.

Sem título

O projeto de Fiscalização de Obras Públicas agregou um importante conjunto de informações acerca das obras paralisadas no município Paraíso, localizadas em diversos bairros, de modo a obter informações acerca das suas reais condições. Além da verificação da situação das obras, foram conferidas ou levantadas informações acerca da localização, motivos de paralisação e condições de uso dos bens.

anexo

O objetivo deste projeto alfabeto das obras de A a Z, é vir a público pedir à população de Paraíso que nos ajude pedindo informações à prefeitura através do e-mail – [email protected] ou do site da prefeitura no endereço: http://www.paraiso.to.gov.br/index.php/comunicacao/ouvidoria, ou, ainda se preferir pelo o telefone – (63) 3904-1545.

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A presidenta Dilma Rousseff garantiu, neste domingo (16), em seu Twitter, todo o apoio do governo federal às vítimas das enchentes que atingem estados da Região Norte do País. “A população do Acre e de Rondônia tem a garantia de apoio do nosso governo para as tarefas de reconstrução. Neste momento, nossa prioridade é resgatar e apoiar os desabrigados”.

Dilma esteve nesse sábado (15) em Rondônia e no Acre, onde sobrevoou áreas atingidas pela cheia do Rio Madeira. A presidenta anunciou a construção da ponte que vai ligar o estado do Acre ao resto do País.

“Parceiros não podem faltar na hora difícil. Vamos apoiar as iniciativas para que, no futuro, chuvas como essas não isolem o Acre e parte de Rondônia do resto do País. Vamos construir a ponte sobre o Rio Madeira, obra fundamental para o Acre ter mais uma ligação com Rondônia” afirmou.

Apoio do governo federal

O governo federal está apoiando as ações para diminuir os impactos das enchentes. Foram  liberados recursos emergenciais, dos quais Rondônia já recebeu R$ 7 milhões para ajudar aproximadamente 2,4 mil famílias desabrigadas. Além disso, serão enviados às áreas afetadas aviões e helicópteros para resgate de pessoas em regiões de risco, profissionais extras do programa Mais Médicos, vagas extras do Minha Casa, Minha Vida e auxílio a pescadores e pequenos e médios agricultores.

Após a situação das enchentes se normalizar, principalmente na região do Rio Madeira, serão elaborados projetos para obras de infraestrutura nas cidades isoladas.

Integração Nacional

O Ministério da Integração Nacional tem atendido a todos os pedidos do Estado para socorrer a população atingida. A Integração Nacional Já liberou para Rondônia o total de R$ 5.831.246,75.

O primeiro recurso foi no valor de R$ 564,8 mil, publicado no Diário Oficial da União do dia 25 de fevereiro. A segunda liberação financeira autorizada foi de R$ 5.266.446,75, divulgada no DOU de 6 de março. Os repasses serão utilizados para socorro e assistência, como a compra de dois mil kits de higiene pessoal, dois mil kits de limpeza e dois mil kits dormitórios, além de colchões, aquisição de água mineral, entre outros. Também foi enviado para o estado 500 barracas e quatro mil cestas disponibilizadas em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

O recurso foi destinado por meio do Cartão de Pagamento de Defesa Civil, instrumento utilizado pelo governo federal para repassar recursos a regiões em situação de emergência ou estado de calamidade pública. Os gastos podem ser acompanhados no Portal da Transparência.

Segundo a Defesa Civil de Rondônia, até esta sexta-feira (14), 779 famílias estão desabrigadas e 1.699 famílias desalojadas. Os municípios que obtiveram reconhecimento federal pela Secretária Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC), do Ministério da Integração, foram Guajará-Mirim, Nova Mamoré, Porto Velho e Rolim de Moura.

O governo federal enviou ainda 21 militares fuzileiros navais, 159 militares do Exército Brasileiro, 45 militares da Força Nacional de Segurança (30 bombeiros e 15 policiais), além de aeronaves da Força Aérea Brasileira, um helicóptero HM2 Black Hawk, dois C 105 – Kaza (apoio de transporte de mantimentos de Porto Velho/RO  para Rio Branco/AC), um Navio Hospital com um helicóptero esquilo a bordo, um Navio Patrulha, 14 Viaturas de 5 toneladas, 10 Embarcações de pequeno porte e uma ambulância.

Fonte:
Portal Brasil 

 

“Quando uma pessoa do povo consegue vencer as dificuldades gigantescas que a vida lhe impõe, nada mais consegue aniquilar seu sonho e a sua capacidade de vencer desafios”

O Conversa Afiada reproduz vídeo do Partido dos Trabalhadores, extraído do facebook:

Clique na imagem para assistir

 

É sempre assim: a direita tem memória curta. Por conveniência e cinismo, é claro. Raramente vence as eleições presidenciais por intermédio do voto. É histórico. E, no decorrer do tempo, apela para a farsa, a manipulação, a mentira, até conseguir causar uma enorme confusão na sociedade, e, inapelavelmente, partir para a violência, o crime político e a ilegalidade constitucional, na forma de golpe, porque o que interessa ao reacionário é desestabilizar a democracia brasileira, que se alicerça no estado democrático de direito garantido pela Constituição de 1988.

 

Processo similar de desestabilização política aconteceu antes do golpe civil-militar de 1º de abril de 1964 — o Dia da Mentira ou do Mentiroso. E não é que, após 50 anos, ou seja, um tempo de meio século, os herdeiros e viúvas da ditadura, as vivandeiras de quartéis e os novatos de direita, conhecidos também como coxinhas ou rola-bostas, resolvem marcar para o próximo dia 22 de março, em São Paulo (sempre São Paulo!), a reedição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, acontecida em 1964?

 

Seria cômica se não fosse trágica e perigosa, porque uma marcha com tal conteúdo tétrico ou sombrio realmente tem de ser denunciada e explicada, primeiramente para Deus, que, certamente, não aprova golpes e o que advém deles, como exílios, torturas e mortes, e depois explicar àquelas pessoas que, porventura, não sabem ou não compreendem como pode acabar uma marcha de conotação política reacionária, conservadora e realizada por grupos que tem profunda rejeição pela democracia e também pela igualdade de oportunidades e de direitos para todos os brasileiros, independente de raça, credo, sexo, ideologia, naturalidade e classe social.

 

A marcha dos radicais histéricos, dos apopléticos e dos bate-paus de direita, todos aqueles que se sentem bem com as injustiças sociais perpetradas durante séculos por uma das “elites” mais perversas da humanidade e responsável por quase quatro séculos de escravidão. Os “intervencionistas” (metáfora para golpistas) que desejam a volta para o passado de ditadura, que assombra as instituições democráticas e causa repulsa aos brasileiros que acreditam na democracia, forma de governo imperfeita, mas que permite a autodeterminação política dos povos por meio de eleições diretas e do respeito ao jogo democrático.

 

Contudo, essa gente não tem jeito, recusa-se a aprender, mesmo aqueles que nasceram após o golpe de estado, mas que por índole e instinto possuem uma incrível capacidade para reagir contra tudo aquilo que possa inserir a maioria da sociedade em um processo de bem-estar social. Desrespeitam as instituições republicanas e se insurgem contra os governos populares liderados no passado por Getúlio, Juscelino, Jango e Lula, bem como atualmente fazem uma oposição desleal, de essência golpista, que visa, sobretudo, violar as leis e, por conseguinte, preparar o terreno pré-eleitoral para favorecer os candidatos conservadores, os fundamentalistas de direita e do mercado, que não suportariam ficar mais quatro anos fora do poder federal, pois a direita sabe que, por intermédio do voto, não vai ser autorizada pelo povo para sentar na cadeira da Presidência da República. Ponto!

 

Os reacionários querem, na verdade, que a roda da história gire para trás. São essencialmente revoltados e ferozes, mesmo os que vivem bem e ganharam muito dinheiro com os governos trabalhistas de Lula e Dilma. São pessoas que têm suas necessidades supridas. São raivosos, exasperados, exaltados e tratam com intolerância os que pensam diferente deles, porque portadores de todo tipo de preconceito, “valores” e “princípios” que aprenderam no decorrer de suas vidas, por meio de grupos sociais dos quais fazem parte, e, evidentemente, através de seus familiares e antepassados.

 

Por sua vez, todas as pessoas, entidades e governos que eles consideram que possam mexer com seus mundinhos egoístas, tacanhos e, ridiculamente, sectários eles atacam sem dó e piedade. E por quê? Porque o reacionário não quer dividir, democratizar e muito menos permitir que a casta a qual ele pertença ou almeja pertencer possa um dia ter de conviver com as classes sociais que essa gente de caráter demoníaco considera inferior e, consequentemente, sem direito a ter direitos, bem como melhorar um pouco de vida.

O conservador, o coxinha é aquele sujeito que considera normal a injustiça praticada por homens e mulheres com poder econômico e político, que controlam o sistema acadêmico, financeiro e de produção. Por isso, ele acha justo excluir, pois dessa forma, conforme sua cabeça retrógrada e psicótica, vai sempre ter a oportunidade de acumular riquezas e benefícios, sem se importar, de forma alguma, com o preço da dor e da necessidade do restante da sociedade.

 

Exatamente dessa forma que o reaça funciona. Conheço vários, homens e mulheres, muitos deles pessoalmente educados e até parcimoniosos, mas quando se trata de falar sobre questões políticas e econômicas quando tange à distribuição de renda e aos direitos de cidadania, transformam-se rapidamente, seus olhos saem de suas órbitas, impacientes e intolerantes se tornam, e aquele sujeito de fala mansa e de expressão corporal moderada sai da condição de Dr. Jekyll para a de Mr. Hyde — o Médico e o Monstro. Acontece, incrivelmente, a metamorfose inesperada — imponderada.

 

Em 1964, grupos retrógrados e reacionários integrantes de partidos, da ala da Igreja Católica conservadora, instituições públicas e privadas, além da classe média tradicional, realizaram a “marcha dos que querem tudo para eles e nada para os outros”. Porque, se pararmos para pensar, a direita se importa mesmo é com o acúmulo de dinheiro e de patrimônio. Ponto! Por isso que é tão fácil para ela se mobilizar, porque sua essência não é social e muito menos voltada ao debate sobre as questões de um país. A direita é prática e pragmática, porque só tem responsabilidade consigo e não com a sociedade.

 

À direita basta o poder de compra do dinheiro, no que concerne a acumulá-lo, aumentá-lo e a possuir bens materiais e patrimoniais. Por isto e por causa disto é muito difícil vencê-la, pois o direitista se agrega com facilidade, além de ter caráter bastante agressivo, porém, de pensamento simplório e filosoficamente simples. Não é fácil enfrentar a direita, porque ela controla as empresas e as terras, além de ser proprietária de um canhão midiático que propaga seus interesses ao tempo que combate, sem trégua, todo político ou cidadão, instituição e até mesmo empresa que, porventura, não leia por sua cartilha.

 

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade é uma excrescência histórica e que vai ser relembrada e reeditada no dia 22, na Praça da República e seu trajeto termina na Catedral da Sé. Termina apenas seu trajeto, mas, na memória de milhões de brasileiros, tal itinerário da caminhada draconiana, vampiresca durou o tempo de 21 anos, quando, enfim, foi inaugurada a Nova República, com a ascensão e morte de Tancredo Neves e a posse de José Sarney assegurada pelo deputado e presidente da Câmara e da Constituínte, deputado Ulysses Guimarães.   

 

A marcha de direita e da direita é moralista e, como a do passado, se edifica em um moralismo tirânico e sem sentido; e, o pior, em nome da democracia e, de forma genérica, “contra a corrupção”. E deu no que deu: fechamento do Congresso Nacional e extinção de partidos políticos, censura da imprensa, demissões, aposentadorias forçadas, perseguições a empresários e servidores públicos que não apoiaram o golpe de estado, prisões sem mandados, exílios, torturas e assassinatos. Tudo em nome da família, de Deus  e, pasmem: da liberdade!

 

Estou acostumado a ler mensagens que me enviam a afirmarem que os governos populares e democráticos de Lula e Dilma são ditaduras. Um absurdo. Esse pessoal não sabe o que é uma ditadura. Pelo menos parte dele, que nasceu após 1964 e, obviamente, por ser nova não percebia com exatidão o que acontecia no Brasil. A outra parte dessa gente sabe o que é uma ditadura e apenas diz que os governos do PT são ditaduras por má-fé, porque, na verdade, algumas dessas pessoas são favoráveis a um regime de força e digo até que têm perfis fascistas, até porque neste mundo há gosto para tudo, inclusive ser um direitista mentiroso e que age com má-fé intelectual e política.

 

Sem sombra de dúvida é uma evidência que essas pessoas que vão marchar em nome da família, de Deus e pela liberdade, de forma totalmente equivocada e perversa, querem mesmo é que se repita no Brasil o golpe civil-militar de 1964. Muitos dos organizadores dessa marcha ou simplesmente os que a apoiam falam em “intervenção militar”, e, na maior desfaçatez, tentam explicar o inexplicável, justificar o injustificável e defender o indefensável de que a intervenção de militares não é golpe.

 

Se essas pessoas golpistas e direitistas tivessem que pintar suas caras de paus com verniz, certamente faltaria o produto no comércio, porque são milhares e milhares de pessoas e por isso não daria tempo para a indústria fabricar verniz para atender tal demanda. Todavia, milhões de brasileiros votam na esquerda, mesmo se a maioria nem saiba o que significa ser de direita ou de esquerda. Porém, o cidadão médio ou pobre deste País sabe que sua vida mudou e para melhor, bem como tem a compreensão que os responsáveis pelas melhorias foram os governos populares de Lula e Dilma Rousseff. Ponto!

 

O reacionário, além de cúmplice, é submisso às ditaduras e odeia a pessoa que não se submete ou discorda ou questiona o regime de força e, por seu turno, antidemocrático. São os coxinhas, os novatos, por instinto, e os veteranos, por nostalgia, que emergem do pântano de um passado recente que deixou como herança a violência, a censura e a perseguição àqueles que ousaram discordar de uma ditadura corrupta, sanguinária, que controlava, inclusive, o Poder Judiciário — o Supremo Tribunal Federal, que apenas ratificava o que os generais decidiam.

 

Entretanto, com o passar do tempo e a consolidação da democracia brasileira, a direita partidária perdeu espaço e foi derrotada três vezes em eleições presidenciais. É de mais para os reacionários; e por causa disso partidos conservadores e de oposição, a exemplo do PSDB, do DEM e do PPS, dentre outros, têm contado com o apoio incondicional da imprensa de negócios privados controlada por meia dúzia de magnatas bilionários, que tentam pautar a vida brasileira, bem como influenciar nas eleições presidenciais desde quando Lula foi derrotado por Collor em 1989, além de, evidentemente, terem apoiado e se beneficiado do golpe de 1964.

 

Porém, o que mais chama a atenção dos “marchadores” do dia 22 de março, em São Paulo (Sempre São Paulo!), é a irresistível vontade dessa gente de reescrever a história, a vocação cretina, manipulada e dissimulada para o revisionismo barato, pois “acreditam” que a ditadura civil-militar foi um processo “democrático” cujo propósito era salvar a democracia dos comunistas e sindicalistas “comedores de criancinhas” quando a verdade é que o golpe ilegal, inconstitucional e criminoso foi um movimento orquestrado pela direita empresarial e militar brasileira apoiada pela CIA do governo de John Fitzgerald Kennedy.

 

Calaram o Brasil à força. Mataram, roubaram e censuram a divulgação dos crimes. Arrebentaram com a ordem constitucional e para isso rasgaram a Constituição por intermédio de atos discricionários como o foram os atos institucionais e a Lei de Segurança Nacional (LSN) imposta a todos os brasileiros para que se calassem, não se movessem e não reagissem a um regime pária e que não tinha a autorização da grande maioria do povo brasileiro para vicejar e existir. Tanto que acabou derrotado e desmoralizado por si próprio, em 1984, com as Diretas Já! e a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, no ano seguinte.

 

A Marcha da Família com Deus e pela Liberdade é uma farsa e uma chacota sem graça organizada por pessoas que não conseguem viver dentro da legalidade democrática e muito menos conviver com a diferença e a pluralidade social e cultural. São pequenos mussolinis travestidos de democratas, mas que pedem pela intervenção militar. A marcha é a tentativa de um estupro na democracia, realizado por pessoas de má-fé política, alienados e analfabetos políticos e por direitistas que sabem o que querem: a volta da ditadura e o fim do estado democrático de direito garantido pela Constituição de 1988. A marcha dos reacionários prega o golpe e ressuscita as vivandeiras de quartéis. É isso aí.

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