2014 Fevereiro | Luis Antonio 13



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Vereador - Luis Antônio
Acontecendo


Arquivo do mês: Fevereiro 2014

 

 pibmundo

Do Valor, agora há pouco:

  Em uma listagem de 13 países selecionados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil mostrou o terceiro melhor resultado na variação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre quando comparado com trimestre imediatamente anterior, já com ajustes sazonais.

O IBGE observou que a análise serve apenas para comparação e não oferece qualquer tipo de hierarquização. De acordo com o instituto todos os 13 países citados tiveram taxas positivas na variação de seus PIBs no período. A primeira posição é ocupada por Coreia do Sul, com avanço de 0,9% em sua economia nos três meses finais de 2013, em relação a terceiro trimestre, seguida por Estados Unidos (0,8%). No caso do Brasil, o país ocupa a terceira posição, com avanço de 0,7%, mesma variação registrada por Holanda e Reino Unido.

Os outros países da lista que tiveram saldo positivo, na mesma comparação, foram Portugal (0,5%), Alemanha e União Europeia (ambos com 0,4%); Espanha, França, e Japão (os três com variação de 0,3%); México (0,2%); e Itália (0,1%). 

Na evolução anual, o desempenho brasileiro também ocupou a terceira melhor posição na lista de países selecionados pelo IBGE – que juntou, nessa seleção anual, a evolução do PIB na zona do euro também. O avanço de 2,3% do PIB brasileiro em 2013, em relação a 2012, só não foi superado pelas taxas positivas observadas em China (7,7%) e Coreia do Sul (2,8%).

Outros países mostraram saldo positivo no mesmo período, como África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos (os três com expansão de 1,9%); Japão (1,6%), México (1,1%), Alemanha (0,4%), França (0,3%) e Bélgica (0,2%). 

Já as economias que mostraram contração no PIB no período foram Espanha (-1,2%), Itália (-1,9%) e zona do Euro (-0,4%).

Quer dizer que o Brasil está desgovernado, se dissolvendo? Só se o mundo já acabou, então…

Mas que o terrorismo econômico do “o Brasil está se acabando” da oposição e da mídia traz prejuízo, traz.

O nome, em bom português, é sabotagem econômica de olho nas eleições.

Na tribuna do senado, Gleisi Hoffmann (PT-PR) discursou sobre o crescimento do PIB e apontou avanços no setor industrial. Após um aparte do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), ela “depenou” o tucano:

Em entrevista ela refutou as ilações do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, por ele ter levantado suspeita de que as indicações dos ministros do supremo feitas pela presidente Dilma Rousseff foram feitas para votar contra o crime de formação de quadrilha aos condenados na Ação Penal 470.

“Lamento que o presidente de um Poder sugira trama conspiratória do Poder Executivo e Legislativo para indicações do STF (…) Por não estar de acordo com uma decisão da Suprema Corte, coloca em suspeição todo o processo de nomeação e designação dos membros do STF. Como se ele próprio não fosse resultado desse processo. Isso não faz bem à democracia brasileira”, disse Gleisi.

Fonte: http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

 

A senadora Gleisi Hoffmann rebateu críticas do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e FHC, demonstrando como Lula salvou a estabilidade da moeda brasileira em 2003, quando assumiu a presidência. 

FHC havia deixado a economia em ruínas no fim de seu mandato em 2002, sob intervenção do FMI para não decretar a falência do Brasil, com inflação saindo de controle indo para 2 dígitos, juros nas alturas, o PIB chegou a cair para o 16a. economia no mundo, chegando a ficar atrás do México, Espanha, Holanda, Coréia do Sul, Austrália.

Fonte: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/


No BLOG DO SARAIVA

 

 

Este vídeo mostra como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, conseguiu quebrar o Brasil três vezes durante os oito anos em que governou o país. Tal fato não é novidade para os mais bem informados, ou seja, aqueles que não têm como única fonte de informação a velha mídia, esta oligarquia retrógrada, entreguista, sempre conivente com o neoliberalismo tucano e que foi peça fundamental para a eleição e reeleição de um presidente fraco. A novidade aqui é que os fracassos e as quebradeiras são narrados pelo próprio protagonista: FHC. Aconteceu na conferência dos governos progressistas em Florença, Itália, em novembro de 1999.

 

Com o Brasil falido e prostrado mais uma vez ante o FMI, FHC propôs na tal conferência uma ação conjunta que viesse a controlar o fluxo de capitais, estes que seu próprio governo não fazia o mínimo esforço em controlar. Ao reclamar dos fracassos do seu governo, FHC culpou as crises internacionais, como a do México (1995), Ásia (1997) e Rússia (1998). Em cada crise, adotava uma só receita: corte de gastos; repressão da demanda interna; diminuição da taxa de crescimento; aumento de juros etc. Por fim, FHC, como a passar recibo na sua própria incapacidade administrativa, lança no ar uma pergunta: “até quando? E se vier uma outra crise lá na Conchinchina?”.

 

Bill Clinton, então, tomou a palavra. Visivelmente irritado, o então presidente dos EUA, de maneira indireta, passou uma descompostura em FHC. Falou dos exemplos positivos de países que gastam de maneira responsável o dinheiro público; citou países emergentes que não sofreram com as crises até porque controlaram o fluxo de capitais e mantinham um sistema financeiro honesto. Segundo Clinton, o que falta “para alguns países” é uma política nacional. O problema, disse ainda, é a falta de criatividade em alguns países emergentes onde os governantes são muito fracos. Enfim, citou a miséria no Brasil e a total falta de perspectiva das crianças pobres do país.

 

FHC, aos olhos da comunidade internacional, acabou sendo considerado como mais um governante tecnocrata sem a mínima visão nacional; sem vontade política para sanar as desigualdades sociais. FHC nomeou Geraldo Brindeiro como Procurador Geral da República, que engavetou quase todos os processos contra seu governo — tendo com isto recebido o apelido de Engavetador Geral da República.

 

E não foram poucos os casos graves de corrupção; escândalos que fizeram evaporar bilhões de Reais dos cofres públicos — como o caso dos precatórios, a acusação de compra da reeleição, os títulos da dívida externa e as malfadadas privatizações, estas devidamente esmiuçadas no best-seller ‘A Privataria Tucana’, do jornalista Amaury Ribeiro Jr. Sem contar as manipulações do câmbio; a agiotagem internacional com a cumplicidade de agentes do governo — que potencializou a dívida externa e fez poucos ganharem fortunas em detrimento dos pobres brasileiros. Ou seja: na medida em que o Brasil naufragava, políticos, economistas e tubarões financeiros ditavam as regras da economia fazendo um jogo duplo dentro do governo e também na mídia aliada, onde os “especialistas” avalizavam as tendências, fazendo do mercado um jogo com cartas marcadas.

 

Na medida em que acontecia a queima do patrimônio público brasileiro, o país se via cada vez mais atolado em dívidas. Além do abandono da saúde e da educação, faltaram investimentos em todos os setores até que, em 2001, com 7 anos de FHC, o Brasil chegou à pior crise energética da sua história, o “apagão”, conseqüência da total falta de planejamento que, no fim das contas, acabou sendo coerente com a pífia “Era FHC”. O ministro do planejamento na época era José Serra.

 

No governo Lula, que em 2008 atravessou a pior crise do capitalismo desde a depressão de 1929, foram tomadas medidas totalmente opostas àquelas adotadas por FHC nas crises. Os tucanos então, com respaldo da mídia, passaram a atacar as medidas adotadas pelo governo Lula e recitavam as mesmas receitas fracassadas de uma década atrás como “as únicas medidas possíveis”. Mas a receita do PT foi responsável pelo fato de o Brasil ser o primeiro país a sair da crise. E de quebra, o país ainda emprestou US$ 10 bilhões ao FMI.

 

Com a chegada de Lula ao poder, mudou-se completamente a maneira de enxergar o Brasil. Cumprindo as promessas de campanha, Lula implantou todo um leque de ações: distribuição de renda; créditos através dos bancos oficiais; novas escolas técnicas e universidades; favorecimento às empresas nacionais; desenvolvimento do nordeste etc. Além disso, a política externa do Brasil libertou-se da subserviência dos EUA. Organismos dos quais o Brasil faz parte — G-20, BRICS, Mercosul etc ganharam novo fôlego. Enfim, o Brasil, finalmente deu certo.

Fonte: http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/

Os herdeiros agora acabam de colher nova vitória contra “Veja”. O TJ-SP mandou subir a indenização para 100 mil reais, e deu uma lição na revista publicada às margens fétidas da marginal

por Rodrigo Vianna, do Escrevinhador publicado 13/03/2014 19:39

 

Luiz GushikenO “samurai” ganhou a batalha. Inclinou-se, ficou perto de quebrar-se. Mas está de pé novamente

Quase oito anos se passaram. A Justiça levou tanto tempo para ser feita, que a vítima dos ataques covardes já não está entre nós. Fundador do PT, bancário de profissão, Luiz Gushiken foi ministro da Secom na primeira gestão Lula. Por conta disso, teve seu nome incluído entre os denunciados do “mensalão” (e depois retirado do processo, por absoluta falta de provas)…

Mas os ataques de que tratamos aqui são outros. Em maio de 2006, a revista Veja publicou uma daquelas “reportagens” lamentáveis, que envergonham o jornalismo. A torpe “reportagem” (acompanhada de texto de certo colunista que preferiu se mudar do Brasil – talvez, por vergonha dos absurdos a que já submeteu os leitores) acusava Gushiken de manter conta bancária secreta no exterior. Segundo a publicação da editora Abril, os ministros Marcio Thomaz Bastos, Antonio Palocci e José Dirceu (além do próprio Lula!) também manteriam contas no exterior.

Qual era a base para acusação tão grave? Papelório reunido por ele mesmo – o banqueiro Daniel Dantas. A Vejatrabalhou como assessoria de imprensa para Dantas. Da mesma forma como jogou de tabelinha algumas vezes com certo bicheiro goiano. Mas mesmo ataques vis precisam adotar alguma técnica, algum rigor.

No caso das “contas secretas”, não havia provas. Havia apenas o desejo da revista de impedir a reeleição de Lula. O vale-tudo estava estabelecido desde o ano anterior (2005) – com a onda de “denuncismo” invadindo as páginas (e também as telas – vivi isso de perto na TV Globo comandada por Ali Kamel) da velha imprensa.

Pois bem. Gushiken processou a Veja. O trabalho jurídico (árduo e competente – afinal, tratava-se de enfrentar a poderosa revista da família Civita) ficou por conta do escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Sociedade de Advogados – com sede em São Paulo. Em primeira instância, a revista foi evidentemente derrotada. Mas a Justiça arbitrou uma indenização ridícula: R$ 10 mil. Sim, uma revista que (supostamente) vende 1 milhão de exemplares por semana recebe a “punição” de pagar R$ 10 mil reais a um cidadão ofendido de forma irresponsável. Reparem que este blogueiro, por exemplo, que usou uma metáfora humorística para se referir a certo diretor da Globo (afirmando que ele pratica “jornalismo pornográfico”), foi condenado em primeira instância a pagar R$ 50 mil reais a Ali Kamel!

Gushiken morreu, mas a ação seguiu. E os herdeiros agora acabam de colher nova vitória. O TJ-SP mandou subir a indenização para R$ 100 mil e deu uma lição na revista publicada às margens fétidas da marginal.

O desembargador Antonio Vilenilson, em voto seguido pelos demais desembargadores da Nona Câmara de Direito Privado do TJ-SP (apelação cível número 9176355-91.2009.8.26.0000), afirmou:

A Veja dá a entender que não eram fantasiosas as contas no exterior. E não oferece um único indício digno de confiança. Infere, da identidade dos acusadores e dos interesses em jogo, a verdade do conteúdo do documento. A falácia é de doer na retina.”

O “samurai” ganhou a batalha. Inclinou-se, ficou perto de quebrar-se. Mas está de pé novamente. E é de se perguntar, depois da sentença proferida: quem está morto mesmo? Gushiken ou o “jornalismo” apodrecido da revista Veja?

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/

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Ex-ministro ultrapassa arrecadação do valor da multa de R$ 971 mil, em campanha; vaquinha chegou a R$ 1.083.694,38 em doações, neste sábado (22); 3.972 pessoas contribuíram com a campanha, entre elas figuras ilustres como o advogado José Roberto Batochio, ex-presidente da OAB, e o ator global José de Abreu; “Graças à colaboração de milhares de brasileiros, atingimos o valor da injusta multa imposta pelo STF ao ex-ministro José Dirceu. Temos certeza que muitos outros também gostariam de colaborar, mas já alcançamos nosso objetivo. Juntos, vencemos esta batalha. Ainda há outras por vir, certamente. E, juntos mais uma vez, estamos pontos para enfrentá-las. Mais uma vez, obrigado a todos. Obrigado Brasil!”, diz mensagem publicado no site “Apoio a Zé Dirceu”

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Na sessão de ontem, o Supremo Tribunal Federal absolveu, em caráter definitivo, Delúbio Soares do crime de formação de quadrilha, garantindo a ele o direito à prisão em regime semiaberto; dias atrás, a Ordem dos Advogados do Brasil negou que os réus da Ação Penal 470 tenham tido qualquer tipo de privilégio, como a famosa feijoada noticiada por alguns jornais; no entanto, ontem, o juiz Bruno Ribeiro, que é filho de um dirigente do PSDB no Distrito Federal, ignorou a decisão do STF e a posição da OAB; decidiu, por sua conta e risco, mandar de novo Delúbio Soares ao regime fechado e negou a ele os direitos ao trabalho e também de passar o Carnaval com a família; em vídeo, o pai de Bruno, Raimundo Ribeiro, ironiza pedidos de trabalho de condenados como José Dirceu; “vai ser lobista e mandar na Casa Civil?”; sim, é um escárnio; a tal ponto que o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh afirma: “Delúbio e Zé Dirceu não são mais presos. São reféns”

Fonte:  http://www.brasil247.com/

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Presidente Dilma não subiu de novembro para cá, mas venceria em primeiro turno, com 47% das intenções de voto; tucano Aécio Neves aparece em segundo com 17%; Eduardo Campos (PSB) tem 12%; índice dos que estão propensos a votar em branco e nulo é alto: 18%; Marina Silva (PSB) ainda assombra Campos: ela tem 23%, mas vem caindo desde outubro; quando o ex-presidente Lula é o candidato do PT, ele vai a 54% das intenções de voto

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Ex-presidente da OAB, advogado José Roberto Batochio conta que doou R$ 1 mil a José Dirceu e ressalta que “solidariedade aos perseguidos é um valor a ser defendido na sociedade brasileira, que vive dias difíceis, quando muitos cultivam o ódio, sentimento típico de regimes fascistas”; outros colaboradores notórios da campanha, que chega à reta final, foram o escritor Fernando Morais e o jornalista Paulo Moreira Leite, que diz que as doações tornam inútil o esforço de se aplicar a “execução social dos prisioneiros”; ator global José de Abreu também doou R$ 1 mil ao amigo Dirceu, com o objetivo de “dividir a pena com ele”

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O primeiro evento da Comitiva da Fiscalização deste ano ocorreu na manhã e tarde desta quarta-feira (19).

Vários locais que estão com obras paralisadas foram vistoriados pelos vereadores da Bancada Popular neste primeiro momento.

Várias obras já deveriam ter sido inauguradas ainda em 2012.

 

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Antigo Hospital Regional – Onde funcionava os pioneiros mirins

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Rua timbira com a Rua 7

 

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Córrego Pernada - Vereadora Vanessa Alencar e Vereador nando Milhomem

 

Outra situação alarmante é a dos buracos que estão espalhados por toda a cidade:

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Centro da cidade - Avenida Alfredo Nasser e trecho de aceso a IFTO.

Os vereadores continuarão o percurso do primeiro Comitiva da Fiscalização visitando os demais locais pré-estabelecidos. O objetivo desta legislatura é realizar o programa pelo menos uma vez por semana sendo quatro vezes por mês.

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Primeira campanha de vacinação vai tentar chegar a meninas que não começaram atividade sexual, o que aumenta eficácia de trabalho de prevenção contra câncer. Postos de saúde também oferecerão imunização

O Vereador Dr Luis Antônio explicou que a definição do calendário de vacinação dependerá das prefeituras

A primeira campanha de vacinação gratuita contra o vírus do HPV, que começa em 10 de março, vai contar com o apoio de escolas públicas e privadas de todo o país. Além de participarem de campanhas de esclarecimento sobre a importância da imunização contra uma família de vírus responsável por mais de 70% dos casos de câncer de colo de útero, um dos mais comuns e letais no Brasil, as unidades de ensino vão receber as equipes das secretarias municipais de Saúde responsáveis pela vacinação.

A mobilização das escolas é importante para aumentar a cobertura vacinal. Adiantamos o calendário para o começo do ano letivo para que haja tempo para a sensibilização da comunidade e dos pais, que devem autorizar a aplicação da vacina”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante anúncio da estratégia de imunização contra o HPV na manhã de hoje (22), em Brasília. Ele lembrou que desde o final dos anos 1970 as escolas não eram incluídas em campanhas como essa.Neste ano serão vacinadas meninas de 11 a 13 anos. Em 2015, as de 9 e 10 anos. Cada uma receberá três doses, sendo a segunda aplicada seis meses depois da primeira. A terceira, para prolongar o efeito protetor, é dada cinco anos depois da primeira dose. De acordo com o ministério, a estratégia segue recomendação da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que se baseia em estudos científicos que comprovam maior resposta imunológica e maior proteção contra o vírus. O objetivo é vacinar 80% desse público.

“Segundo estudos a eficácia da imunização é maior antes do início da atividade sexual. E nessa faixa etária a média das meninas brasileiras ainda não teve contato sexual. Combinando isso com a maior cobertura que teremos com a vacinação nas escolas, conseguiremos reduzir a infecção pelo HPV, inclusive nos homens, e, no futuro, diminuir a incidência de câncer de colo de útero e mortalidade”, ressaltou Padilha.

A aplicação de todas as doses da vacinação será monitorada pelo Ministério da Saúde, que implementará ações de busca ativa de meninas que deixarem de comparecer para tomar a segunda e terceira doses. Haverá ainda avaliação do impacto da vacinação na redução da infecção pelo HPV, na incidência do câncer de colo uterino e na mortalidade pela doença.

Cada prefeitura vai definir e anunciar o calendário de vacinação, que será mantida também nos postos de saúde. Nas clínicas particulares, as três doses da vacina custam em média R$ 1 mil.

A divulgação da campanha contará com cartilhas, folders e um filme que será veiculado na TV, cuja mensagem principal é que, apesar de cada menina ter seu jeito diferente, todas têm em comum a necessidade de proteção contra o câncer de colo de útero.

Família HPV

A vacina que passa a integrar o Programa Nacional de Imunizações é a quadrivalente, que assegura eficácia contra quatro tipos de vírus da família HPV (6, 11, 16 e 18). São os de número 16 e 18 os causadores de lesões cancerígenas, aos quais estão associados mais de 70% dos casos de câncer de colo uterino.

 

Terceiro tumor mais comum entre as mulheres brasileiras, causou a morte de 5.160 mulheres no Brasil em 2011. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), todo ano surgem 17.540 novos casos da doença no país, a maioria nas regiões Norte e Nordeste e em localidades mais pobres dos centros mais ricos. Em todo o mundo, a doença causa 270 mil mortes.

 

Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), em todo o mundo 291 milhões de mulheres são portadoras de algum sorotipo do vírus, e 32% delas com os tipos 16, 18 ou os dois ao mesmo tempo.

Mais tecnologia

O imunizante é produzido pelo Instituto Butantan, vinculado ao governo estadual paulista, por meio de um acordo de transferência de tecnologia com o laboratório norte-americano Merck Sharp & Dohme e o Ministério da Saúde. Na primeira etapa, quando será produzido imunizante quadrivalente, que protege contra quatro tipos do HPV, o faturamento do instituto será quase que triplicado em cinco anos, passando de R$ 348 milhões em 2013 para R$ 1 bilhão em 2018 – valor correspondente a 36 milhões de doses.

 

Atualmente o instituto fornece vacinas contra hepatite B, raiva, difteria, tétano e pertucis, além de soros contra venenos de aranhas e escorpiões, tétano e botulismo, entre outros, mas o portfólio está defasado, segundo o Ministério da Saúde. Com o salto tecnológico da parceria, poderá passar a produzir, a médio prazo, vacinas capazes de combater, ao mesmo tempo, muito mais tipos de vírus da família HPV, conferindo ainda mais proteção.

 

Outros benefícios do acordo são o desenvolvimento da pesquisa no país, a geração de empregos, a menor dependência em relação a laboratórios estrangeiros, bem como a vulnerabilidade do SUS, que necessita de imunizantes e medicamentos a preços menores. Além disso, só em 2014 o Brasil deverá economizar cerca de R$ 78 milhões com vacina. Ao todo, em cinco anos, o SUS economizará R$ 319 milhões. O custo de cada dose é de R$ 30 – o menor já praticado no mercado. O valor é 15% menor que o praticado pelo Fundo Rotatório da Opas, que compra em grandes quantidades para atender seus países-membros.

O governador de São Paulo  Geraldo Alckmin PSDB), apareceu, por diversas vezes, nas TVs e jornais, com o discurso de que, mandaria investigar o caso da propina para os tucanos saindo dos  trens de São Paulo. O governador mentiu, mais uma vez.

 

A base de sustentação do governador Geraldo Alckmin (PSDB) na Assembleia Legislativa de São Paulo conseguiu blindar o Palácio dos Bandeirantes contra investigações sobre o propinão tucano que atuou em licitações do Metrô e da CPTM durante sua administração e em outros governos tucanos.

 

Sem número suficiente de deputados para instalar uma CPI, a oposição tentou convocar autoridades, empresários e consultores envolvidos com o cartel a prestar depoimentos em duas comissões.

 

Desde agosto, foram apresentados 38 requerimentos para que fossem chamadas 26 pessoas. Dessas, só três foram ouvidas pelos deputados.

 

As comissões em que os pedidos foram feitos –de Transportes e Infraestrutura, ambas com maioria governista– adiaram a análise de vários pedidos indefinidamente, rejeitaram outros e ainda transformaram convocações em convites, o que desobriga o convidado de comparecer.

 

Para adiar a análise dos requerimentos, os aliados do governador se valem de uma norma do regimento da Assembleia que pe

rmite que cada deputado peça vistas do pedido uma vez, adiando a votação por uma semana.

 

A oposição usa a mesma tática para adiar votações e evitar que pedidos sejam derrubados nos dias em que há maioria governista presente na reunião da comissão.

 

Entre as pessoas que deixaram de depor está Pedro Benvenuto, ex-assessor da Secretaria de Transportes Metropolitanos acusado de repassar informações do Metrô e da CPTM a um consultor.

 

Sua convocação foi transformada em convite a pedido de um deputado do PPS e aprovada, mas ele não compareceu no dia marcado.

 

O vereador Andrea Matarazzo (PSDB) ignorou  convites das comissões e não compareu

 

Estão pendentes na pauta da Comissão de Transportes pedidos para ouvir os executivos da Siemens que denunciaram o cartel ao Cade, entre eles Everton Rheinheimer, que disse à Polícia Federal que políticos do PSDB receberam propina do esquema.

 

A comissão derrubou ainda requerimentos para ouvir João Roberto Zaniboni, ex-diretor da CPTM que recebeu US$ 836 mil numa conta na Suíça, e José Fagali Neto, consultor que recebeu informações de Pedro Benvenuto.

 

Para os governistas tucanos, os pedidos feitos pela oposição são “eleitoreiros” e “não passam de politicagem”. “Se deixar por conta deles, todo dia tem dois ou três servidores pra ser ouvidos”, disse Dilador Borges (PSDB), da Comissão de Infraestrutura. “Não nos podemos dar o luxo de ficar ouvindo as pessoas por ouvir.”

STUCKERT:

 

No dia em que inicia sua caminhada em apoio aos candidatos do PT nas eleições, ao lançar a chamada “Caravana da Participação”, ao lado de Fernando Pimentel, em Minas, ex-presidente afirma em entrevista que não deixou de ser um militante político porque saiu da Presidência; “Eu vou ser um ativista político até morrer”, ressalta; sobre uma possível candidatura, volta a deixar a resposta no ar; “Eu já disse que não tenho vontade de disputar eleição novamente. Mas essas coisas não dependem só da vontade pessoal. De qualquer forma, é uma questão para o futuro”; ao comentar os protestos de rua, condenou: “Quem recorre à violência, perde a razão”; e repetiu, quando questionado sobre a Ação Penal 470, “que a Suprema Corte não é lugar para fazer política”

Fonte: http://www.pt.org.br/ e http://www.brasil247.com/

 

Eduardo Azeredo – PSDB-MG

Ao contrário do que ocorre na AP 470, é fácil apontar desvio de dinheiro público no mensalão PSDB-MG

 

por Paulo Moreira Leite, em seu blog

 

 

Se você é daqueles que acredita que o mensalão PSDB-MG é igual ao esquema financeiro da AP 470 pode despedir-se de mais uma ilusão.

 

 

A leitura das alegações finais de Rodrigo Janot, procurador geral da República sobre o mensalão PSDB-MG mostra uma verdade difícil de negar. Tudo aquilo que se disse – e não se provou – sobre o esquema de Valério-Delúbio pode ser dito e provado no mensalão PSDB-MG.

 

 

A polêmica principal sobre o mensalão dos petistas diz respeito ao desvio de recursos públicos. O procurador geral Antônio Carlos Fernando, seu sucessor Roberto Gurgel e o relator Joaquim Barbosa sustentam, desde o início, que o esquema Valubio baseou-se no desvio de R$ 73,8 milhões de recursos públicos. Dizia-se, no começo, que esse dinheiro fora desviado do Banco do Brasil. Uma apuração mais acurada mostrou que o dinheiro pertencia ao Fundo de Incentivo Visanet, destinado a divulgar o cartão Visa, que é uma empresa privada. Hoje não há a mais leve dúvida a respeito.

 

 

Embora uma única testemunha tivesse dito que – qualquer que fosse sua natureza — os recursos destinados a DNA eram desviados para campanhas petistas, a contabilidade mostra que o desvio – se houve – está longe de ter sido demonstrado.

 

 

As contas batem, conforme várias auditorias.

 

 

E tanto é assim que nesta semana, teremos uma novidade neste item. Enquanto os réus da AP 470 já estão cumprindo penas longas, em regime fechado, seus advogados começam a distribuir uma notificação judicial aos veículos que receberam as verbas da DNA. Estamos falando da TV Globo,Editora AbrilEstadãoFolhaEditora Três.

 

 

Convencidos de que irão colher um dado que ajudará a demonstrar a inocência dos réus, os advogados querem que as empresas confirmem – ou desmintam – a informação de que os recursos da DNA chegaram a seus cofres. Estes dados, a rigor, encontram-se nos documentos da AP 470. Mas ficaram ali, congelados nos arquivos, sem que fosse possível examinar seu significado e extrair todas implicações.

 

 

A consulta às empresas, que será feita agora, deveria ter ocorrido em 2005 ou 2006, na época da denúncia. Era o tempo certo para uma checagem tão importante, decisiva, até.

 

Mas não interessava questionar uma teoria que agradava tantas pessoas e tantos interesses, vamos combinar.

 

 

A leitura das alegações finais de Janot sobre o mensalão do PSDB descreve fatos muito mais graves. Ele fala de desvio de milhões de reais de empresas estatais do governo de Minas Gerais. Fala da Copasa, Codemig, Comig. Ao contrário do que acontecia com a Visanet, que se definia como “empresa de capital privado”, em seus estatutos e também num questionário enviado a CPMI dos Correios, aqui estamos falando de empresas públicas, controladas pelo governo do Estado, com funcionários concursados e tudo mais.

 

 

A Copasa é a Companhia de Saneamento do Estado. A Codemig dedica-se ao desenvolvimento econômico e obras de infraestrutura. A Comig é a estatal de mineração.

 

 

Não há comparação possível com a Visanet, criada pela multinacional dos cartões Visa, uma das maiores empresas do mundo.

 

 

Com notas e depoimentos, Janot descreve cenas tão didáticas que poderiam estar num filme. O dinheiro sai das estatais, chega às agências e, em vez de ser gasto em publicidade, é despachado para os cofres da campanha estadual do PSDB em 1998. Porções mínimas das verbas destinadas a publicidade chegaram a seu destino. A maior parte ficou no meio do caminho, diz ele.

 

 

Muitas pessoas diziam, quando Roberto Jefferson fez a denúncia, que o PT apenas repetia o que o PSDB fizera antes. O próprio Lula disse em Paris que seu partido nada fazia de diferente daquilo que ocorria “sistematicamente” na política brasileira.

 

 

Parecia uma forma do PT tentar proteger-se atrás dos erros do adversário, o que levou a acusação de que o partido queria justificar seus erros através dos erros dos outros. Talvez seja mais correto afirmar o contrário. A construção de uma visão distorcida na AP 470 ajudou a encobrir erros e desvios — mais graves — da AP 536-MG.

 

 

Embora o próprio Janot se permita, nas alegações finais, lembrar as semelhanças – e algumas distinções – entre os dois mensalões, as diferenças são muito maiores do que se quer acreditar. O Banco Rural é o mesmo, um personagem central – Valério – também. Até as secretarias eram as mesmas.

 

 

Mudava a natureza da mercadoria.

 

 

A existência do mensalão PSDB-MG chegou ao STF Supremo em 2003 mas ficou em segredo até a denúncia de Roberto Jefferson contra o PT. Foi então que se descobriu que Marcos Valério, o parceiro que se aproximou de Delúbio – o Carequinha, nas palavras de Jefferson — nos meses finais da campanha de 2002, havia sido formado e treinado nas campanhas tucanas desde 1998.

 

 

Veio daí a teoria de que o segundo mensalão era uma cópia do primeiro. As diferenças no ponto essencial – dinheiro público – permitem pensar em outra hipótese. A teoria do segundo mensalão serviu para justificar o primeiro.

 

 

É como se, já tendo conhecimento anterior do mensalão PSDB-MG, a acusação tenha feito o possível para vestir o esquema de Delúbio-Valério com as mesmas roupagens e a mesma gravidade, fazendo uma denúncia igual para casos substancialmente diferentes. Isso explica porque se forçou a barra para dizer que as verbas saiam do Banco do Brasil e, quando se verificou que sua origem era a Visanet, para dizer, num exercício espantoso, que os recursos seguiam públicos embora fossem propriedade de uma empresa privada.

:  Pensar Comunicação Planejada pediu, nesta quarta-feira (12), o encerramento do contrato que mantém com o PSDB desde 2009; um dos sócios da empresa é o jornalista Eduardo Guedes, réu no processo do mensalão tucano, que presta serviços de comunicação ao presidente do partido, senador Aécio Neves (PSDB); Guedes é acusado de ter desviado R$ 3,5 milhões, mas diz que agora terá oportunidade de provar sua inocência 12 DE FEVEREIRO DE 2014 ÀS 22:02

 247 - A empresa Pensar Comunicação Planejada pediu, nesta quarta-feira (12), o encerramento do contrato que mantém com o PSDB desde 2009. A Pensar tem como um de seus sócios o jornalista Eduardo Guedes, réu no processo do mensalão tucano, que presta serviços de comunicação ao presidente do partido, senador Aécio Neves (PSDB-MG). A informação é da Folha de S. Paulo.Em carta enviada ao comando nacional do PSDB, o presidente da empresa, Ivan Manso Guedes, afirma que o rompimento do contrato tem como objetivo evitar “constrangimentos” à direção do partido. “A nossa decisão decorre da constatação das notórias tentativas de utilizar fato ocorrido há 15 anos, em Minas Gerais, ainda sob o exame da justiça –portanto sem nenhuma conclusão– que envolve como acusado um dos nossos prestadores de serviços , o jornalista Eduardo Guedes, com claro intuito de criar indevidas suspeições e injustos constrangimentos à direção do partido”, diz a carta.Ivan Guedes também afirma que Eduardo Guedes, de quem é irmão, “aguarda a oportunidade de apresentar sua defesa” e está confiante de que será absolvido das acusações. O presidente da empresa diz, ainda, que desde 2009 não houve “qualquer alteração jurídica” na situação do jornalista.Reportagem da Folha publicada nesta quarta-feira (12) mostrou que Aécio mantém Eduardo Guedes como um de seus principais assessores de confiança na área de comunicação.No processo em que pede a condenação do ex-governador de Minas e atual deputado Eduardo Azeredo (PSDB) a 22 anos de prisão, a Procuradoria Geral da República diz que Guedes determinou à Copasa, a Comig e ao Bemge, órgãos estaduais, que dessem R$ 3,5 milhões (R$ 9 milhões nos valores de hoje) a SMP&B para patrocínio de evento esportivo. Segundo a Procuradoria, o dinheiro acabou sendo desviado pelo suposto esquema. 

Cristovam Buarque
CRISTOVAM BUARQUE 

Graças à internet, os rolezinhos desnudam o sistema de apartação implícita, sem leis. Quem não quiser conviver com os shoppings ou com as redes sociais deverá mudar de planeta ou viajar para o passado

 

Os rolezinhos têm sido tratados como um tema cultural: o porquê de os jovens preferirem agitar shoppings, tirando a tranquilidade dos frequentadores e trabalhadores, em vez de praticarem outras atividades juvenis, tais como namoro, estudo, esporte, arte ou mesmo consumo. E as soluções propostas têm sido baseadas na esfera legal e policial. Não se viu um debate sobre as causas estruturais que permitiram estas mobilizações aflorarem: os shoppings e a internet.

Os shoppings ofereciam a natural busca de conforto nos trópicos e a necessária proteção em uma sociedade violenta nas ruas, mas também a disfarçada segregação social que caracteriza o Brasil. Independentemente das causas que levam os jovens aos rolezinhos, eles não ocorreriam sem estes dois fatos irreversíveis na realidade: a existência de shoppings e a disponibilidade da rede social. Sem os shoppings, não haveria como ocupá-los, sem as redes não haveria como fazê-lo.

A sociedade tem três alternativas: conviver com os rolezinhos como uma prática cultural, um carnaval fora de época e lugar; oferecer outras diversões aos jovens; ou buscar solução na explicitação da apartação, com leis que escolham os frequentadores. Esta medida será indecente moralmente e ineficiente socialmente. Ainda se consegue fazer isso nos clubes, condomínios, escolas de qualidade e hospitais caros, mas em shopping será impossível justificar moralmente tal medida. Além disso, as soluções policiais pela força, cercando shoppings, ou pela espionagem, bisbilhotando as redes sociais, serão impossíveis.

Até recentemente, a segregação se fazia com a conivência dócil dos excluídos, como se dizia então: os negros e os pobres sabem seus lugares. Não era necessário, como na África do Sul, explicitar em leis as calçadas e os banheiros só para brancos. No Brasil, a separação era automática, cada um sabia seu lugar. Com o aumento da população urbana, foi preciso separar fisicamente as classes, nos shoppings e condomínios, com cercas e crachás, mas ainda sem necessidade da explicitação em leis. Antes houve propostas para proibir legalmente a entrada de imigrantes indesejados, mas bastava a apartação descrita no livro: “O que é apartação, o apartheid social brasileiro”, de 1994.

Graças à internet, os rolezinhos desnudam o sistema de apartação implícita, sem leis. Quem não quiser conviver com os shoppings ou com as redes sociais deverá mudar de planeta ou viajar para o passado. Daqui para frente, os shoppings existirão e terão um papel positivo no conforto social, mas a “guerrilha cibernética” é uma realidade com a qual vamos conviver. Ou assume-se a segregação explícita, ou promove-se a miscigenação social.

E, para isso, o caminho é a escola. A segregação racial se fez nas alcovas, a segregação social se faz nas escolas. O único caminho decente e sustentável para o bom funcionamento dos espaços urbanos é a promoção da escola de qualidade em horário integral, com ofertas culturais para os jovens.

Fonte: http://www.brasil247.com/

Eduardo Guimarães
EDUARDO GUIMARÃES

Uma ONG britânica fez uma pesquisa que mostrou que 1% dos terráqueos concentram 46% da riqueza do planeta

 

Houve repercussão aquém da desejável de uma das notícias mais estarrecedoras dos últimos tempos. Uma ONG britânica teve uma percepção brilhante, fez uma pesquisa para confirmá-la e, assim, produziu um relatório singelamente objetivo, o qual mostrou que 1% dos terráqueos concentram 46% da riqueza do planeta.

A ONG em tela é a Oxfam International. Segundo a Wikipedia, trata-se de “uma confederação de 13 organizações e mais de 3000 parceiros que atua em mais de 100 países na busca de soluções para o problema da pobreza e da injustiça através de campanhas, programas de desenvolvimento e ações emergenciais”.

O estudo chega a causar pânico quando se leva em conta que a população mundial chegou a 7,2 bilhões de pessoas em meados do ano passado e que 1% desse montante corresponde a 72 milhões de pessoas. Ora, se riqueza mundial atingiu em 2013 US$ 241 trilhões, descobre-se que 72 milhões de pessoas acumulam 46% dessa riqueza, ou US$ 110 trilhões.

Os 7 bilhões e 128 milhões de terráqueos restantes, portanto, têm que se virar com os US$ 131 bilhões igualmente restantes.

Se a riqueza total da humanidade fosse dividida de forma equânime pelos 7,2 bilhões de seres humanos, cada um teria um patrimônio de US$ 33.472, ou quase R$ 80 mil. A humanidade, nesse caso, viveria uma era de paz e prosperidade. Não haveria guerras, fome, violência e criminalidade, conquanto todos se conformassem em ter o suficiente para viver dignamente.

A concentração de quase metade da riqueza do mundo nas mãos de uma parcela tão infimamente pequena da humanidade tem como subproduto conflitos entre nações que lutam contra os efeitos deletérios da miséria e que buscam minimizar tais efeitos tomando recursos de outras nações.

Internamente, os países veem se reproduzir o mesmo processo de luta por recursos financeiros que conflagra nações. Da pobreza nasce a revolta e desta a opção por conseguir com a violência aquilo que não pode ser conseguido com o trabalho, pois as condições de disputar bons cargos no mercado são absurdamente desiguais.

Tudo o que você leu até aqui serve para chegar ao ponto central deste texto.

Como a divisão dos 54% da riqueza mundial por 99% da humanidade tampouco é equânime, a desigualdade vai se reproduzindo nos outros estratos. Aqueles que têm o suficiente para viver e até para alguns luxos não querem saber do 1% que causa tamanha conflagração por recursos entre os 99%; preferem achar que fazem parte daquele contingente microscópico.

É comum, pois, ver a tal “classe média”, que consegue sobreviver com dignidade, ficar contra a distribuição de renda porque acha que esta, preferencialmente, dar-se-ia através da perda de recursos desse setor médio, que não vive na miséria mas sofre os efeitos da riqueza abjeta do 1% mais rico.

Contudo, as classes médias – sobretudo as classes médias-altas – não percebem que ao combaterem a ideia de distribuição de renda não estão ajudando a si, mas ao 1% que gera a conflagração social que atinge os que têm mais do que a maioria, mas que têm pouco diante dos que tem quase tudo só para si.

A grande luta política e ideológica que a humanidade deve travar nos dias contemporâneos, portanto, é a de convencer os setores que conseguem sobreviver com dignidade a que também se unam aos que não conseguem para combater esse 1% que detém uma quantidade de recursos que se fossem melhor distribuídos fariam do mundo um lugar muito melhor.

Como convencer os setores de renda média das sociedades de que os seus inimigos não são os mais pobres, mas, sim, o contingente microscópico que concentra aqueles US$ 110 trilhões? Parece impossível. O 1% em questão controla as comunicações, as igrejas e até o ensino escolar, de forma que vai doutrinando os 99% desde a infância.

A situação que mantém o mundo e as nações conflagradas, portanto, deriva exclusivamente do controle da comunicação de massas, que, se fosse bem usada, despertaria os que acreditam que integram o 1% mais rico da humanidade, mas que pertencem aos 99% mais pobres sem jamais se darem conta disso.

Fonte: http://www.brasil247.com/

Pedro Luiz Teixeira de Camargo (Peixe) *

Há quase 7 anos, no dia 30 de Setembro de 2007, uma verdadeira algazarra tomou conta do Brasil: era a chance do país do futebol poder realizar de novo uma Copa do Mundo. Passados 64 anos desde a primeira Copa realizada em terras tupiniquins e 36 anos depois da última Copa na América do Sul.

Alegria esta, que passou, ao longo do tempo, a contrastar com o medo e o pânico de realizar tal evento (e propagado com ênfase pela imprensa): Será que damos conta? O que vai ficar para os brasileiros depois da Copa? Como pode um país de terceiro mundo realizar um evento deste porte?

O eterno “complexo de vira latas”, imortalizado por Nélson Rodrigues, sempre paira em qualquer evento de grande porte. Foi assim na Jornada Mundial da Juventude, onde o Rio de Janeiro recebeu muito mais gente e em um espaço menor e não fez feio! E o Rock in Rio? Houve grandes problemas? Por que passaríamos vergonha agora?

A turma “do contra”, deveria repensar suas posições, primeiro porque já fizemos uma Copa do Mundo por estas bandas, e segundo, porque se criaram lendas urbanas de que o evento é inviável. Combater uma por uma com informação e a serviço da verdade, é dever de todos os que acreditam realmente na importância de um evento deste porte. Vamos a eles:

1- “Tem dinheiro pra Copa, mas não tem pra educação”: Esta é uma frase folclórica sem o menor sentido. Tem dinheiro pra Copa e tem pra educação. O evento futebolístico vai consumir 26 bilhões de reais, já para a educação, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) vai destinar “apenas” R$ 82,3 bilhões no desenvolvimento do ensino. Ou seja, R$ 25,4 bilhões a mais que o valor previsto na Constituição (18% da arrecadação). Fora o FUNDEB que receberá R$ 104,3 bilhões!

Quem em sã consciência pode dizer que falta verba para educação? E não aumentou por conta da Copa do Mundo, isto já estava previsto. Uma verba não tem nada, absolutamente nada a ver com a outra, portanto isto é uma tremenda bobagem, uma mentira deslavada!

2- “O dinheiro da Copa está sendo torrado em estádios”. Outra besteira sem tamanho! Dos 26 bilhões de reais, que estão sendo gastos com tudo, apenas 8 bilhões estão indo para estádios, o resto da verba, está indo praticamente toda para serviços de infraestrutura e formação da mão de obra. Ou seja, 70% do valor não está indo para estádios, mas para buscar melhorias para o próprio cidadão!

Não se pode negar que muitas das obras de transporte (principalmente) estão atrasadas, assim como outras mal saíram do papel, entretanto a culpa por tais situações tem muito mais a ver com os gestores locais que, seja por má vontade política, seja por incompetência administrativa, não conseguiram levar em frente estas obras. Exemplos claros disto são o BRT de Belo Horizonte, o metrô de Salvador e a negligência de Curitiba em ajudar o Atlético PR a adequar seu estádio ao chamado “Padrão Fifa”.

3- “O Brasil está construindo elefantes brancos em locais onde não tem futebol”. Esta frase é de um preconceito e xenofobia ímpares, achar que São Paulo ou Rio de Janeiro podem ter estádios públicos, pois tem os principais clubes de futebol do país, enquanto Manaus ou Cuiabá não podem, chega a soar minimamente como egoísmo.

Como vamos querer desenvolver o principal esporte do país sem dar condições adequadas aos locais que foram historicamente abandonados? Por que o Sinop ou o Rio Negro não podem ter direito de jogar em um estádio de primeiro mundo? Por que são times pequenos? Queremos desenvolver o Norte e o Centro Oeste, sem dar condições materiais? Grande democracia…

Além disso, tem outro fator: estes estádios podem ser aproveitados para diversos shows e exposições, gerando renda (futuramente) para o estado, que será o proprietário da obra. Todo o nosso povo tem o mesmo direito que os mineiros têm de ter um Mineirão ou os cariocas o Maracanã! Por que os amazonenses e mato-grossenses não têm?

4- “Fazer estádio de futebol não ajuda o país, precisamos é de emprego”. Até a Copa das Confederações, as obras tinham gerado 24,5 mil empregos diretos, fora os indiretos e os que se beneficiam destes empregos, como os parentes dos funcionários, ou seja, as construções de tais monumentos favorecem o povo mais humilde! Pois é ele quem está fazendo o serviço braçal e sendo beneficiado de maneira direta! Se fosse uma estátua de algum ídolo da música popular, não teríamos tanto falatório…

5- “O Brasil vai dar o maior vexame da história”. O povo brasileiro é receptivo, não é verdade que não temos como dar conta disso, fizemos a Copa das Confederações, o Pan Americano de 2007, diversas Copas Américas, fora outros eventos de nível mundial em outros esportes.

Não podemos negar que temos problemas sim, especialmente em relação à violência das torcidas organizadas, e isso deve ser combatido pela polícia, como, aliás, já deveria estar ocorrendo há muito tempo, não é por conta da Copa que gangues passaram a se travestir de torcedores! Cabe lembrar ainda que não presenciamos em nosso país episódios de intolerância vexatórios, como os que a Rússia tem protagonizado em relação aos gays nas atuais Olimpíadas de Inverno.

6- “O futebol é o ópio do povo”. Esta é uma das mais engraçadas frases que ouço, parodiada de Marx e usada por muitos pseudorrevolucionários em seu vocabulário teen.

Por favor, querer mudar a tradição de um povo que assiste futebol e vê novela é um pouco demais não é não? Ou por acaso a turma do contra não vai ver os jogos? Eu conheço vários que não perdem o jogo de seu time (inclusive postando em redes sociais) ou ainda adora novelas, comemorando o recente beijo gay ocorrido em uma novela global. Como assim? É ópio só quando interessa? Vamos parar de demagogia e entender que futebol e novela não fazem a população alienada, quem faz isto é o próprio sistema capitalista, e não os poucos divertimentos que classe trabalhadora possui!

7- “Os turistas têm medo do Brasil”. Aumentou 5,6% o número de visitantes no país em 2013 (acima da média mundial). A previsão da Copa do Mundo é de mais de 500.000 turistas! Que medo é este que as pessoas têm e vêm visitar o local que tanto assusta? Nem no desenho do Scobydoo isso acontecia!

8- “Nossa economia não vai dar conta e o país vai quebrar”. No ano de 1994 os EUA aumentaram em 1,4% o PIB; em 1998, na França, o PIB cresceu 1,3%; em 2002, a Coréia o elevou em 3,1% e a Alemanha teve 1,7% a mais no PIB em 2006, será que só o Brasil vai tomar prejuízo? Ou minha bola de cristal é muito afiada ou os urubólogos de plantão estão em outra estação, aliás, como de praxe, pois estão quebrando a economia há exatos 12 anos sem sucesso.

9- “O estado tá pagando tudo”. Outra mentira deslavada que vive sendo espalhada. Como dito anteriormente, o valor que está sendo investido é da ordem de 26 bilhões de reais, sendo que os recursos diretos e indiretos da iniciativa privada são da ordem de 183 bilhões de reais.
E com um porém: sendo colocado prioritariamente para transportes, segurança e cultura, garantindo uma melhor qualidade de vida para os habitantes e turistas. Se isto não está acontecendo, com certeza é por falta de fiscalização dos responsáveis por isto, em geral governadores e prefeitos, e não a presidenta ou o Papa!

10- “Nada vai ficar pronto”. Existe uma Lei no nosso país que se chama Lei de Responsabilidade Fiscal, ela obriga aos governantes realizarem ou deixarem verba destinada a uma determinada obra.

Portanto, se uma obra realmente não ficar pronta, ela será construída assim mesmo, é o legado para o povo, o que fica da Copa para nós mesmos, portanto, mesmo que não dê tempo de um BRT, por exemplo, o teremos, e quem sairá no lucro seremos nós mesmos, brasileiros e brasileiras!

Poderíamos dissertar por mais e mais mentiras espalhadas, mas creio que estas são as principais. Encerro, portanto, este texto, pedindo a todos e todas que enxergam os avanços que um evento deste porte pode trazer ao país para que o espalhe, o compartilhe, faça-o seguir adiante, combater as falsas informações é a melhor maneira de provar ao mundo que o Brasil fará não só sua Copa do Mundo, mas a melhor Copa do Mundo da história!

Fonte: http://www.vermelho.org.br/

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