2013 Setembro | Luis Antonio 13



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Vereador - Luis Antônio
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Arquivo do mês: Setembro 2013

MIGUEL DO ROSÁRIO

Suspeito que o Carnaval do ano que vem, ao invés de versos moralistas sobre o mensalão, verá uma profusão de blocos fazendo chacota com a sonegação da Rede Globo

O final de semana foi histórico. O grito de independência de Celso de Mello deflagrou uma “espiral do silêncio” que, até o momento, agia em favor dos golpistas. O vento mudou de lado. Nos últimos dias, diversas personagens do mundo jurídico, inclusive celebridades do conservadorismo político, atacaram frontalmente os arbítrios e as injustiças da Ação Penal 470.O exemplo mais estrondoso veio de Ives Gandra, jurista e autor de dezenas de livros sobre Direito, que se tornou célebre na mídia por suas invectivas contra o PT. Neste domingo, Gandra chuta o pau da barraca e diz, em entrevista para Monica Bergamo, na Folha, que Dirceu foi condenado sem provas.Agora todo mundo está se perguntando: por que só agora? Muitos aventam a possibilidade do jurista já estar pensando no perigo que a teoria do domínio de fato representa para todos os ricaços no país, visto que, segundo ela, qualquer falcatrua na cozinha pode levar à condenação na diretoria.Pode ser. Não deixa de ser um excelente e justo motivo.Enquanto o mensalão durou, e especialmente nesses fogosos dias que antecederam o voto de Celso de Mello, foi curioso testemunhar a aparição de uma incrível quantidade de carbonários. O Globo não cansou de repetir um bordão exótico, de que o STF não podia passar a impressão de proteger “ricos e poderosos”.Um lance arriscado, sem dúvida. Mas há quem goste de viver perigosamente.A ressaca veio forte. Muita gente acordou com fortes dores de cabeça, remorsos, além do travo amargo de uma histórica derrota política.Defenderam ardorosamente a guilhotina e agora, passada a tempestade de fúria, temem por suas próprias cabeças.É curioso observar que a imprensa de São Paulo, sobretudo a Folha, está procurando se descolar do golpismo carbonário da Globo.O Estadão, pelo que conhecemos dele, vai demorar anos para se recuperar do choque causado pela entrevista de Gandra.  Mas é um jornal decadente, com tiragem declinante e contas no vermelho. Não conta mais.Temos a Veja, que assinou um tremendo recibo de derrota na última semana. Mas a Veja está muito queimada. Virou uma caricatura ridícula de si mesma. Sua ameaça de “crucificar” Celso de Mello selou de vez a sua credibilidade.Celso de Mello, ao contrário de ser crucificado, ganhou o respeito da comunidade jurídica, à direita e à esquerda. O próprio Lewandowski, até então demonizado pelos setores medíocres da mídia, recebeu um elogio definitivo de Ives Gandra.Hoje foi a vez de Claudio Lembo, também uma figura de proa do conservadorismo paulistano, chamar a Ação Penal 470 de um processo “medieval”.Entretanto, não sejamos ingênuos. Ainda há muito o que fazer para desintoxicar a opinião pública brasileira.O “luto” das atrizes globais é a prova disso. Todos nós temos amigos, parentes, conhecidos, que passaram anos comprando o discurso da mídia.O próprio STF se vergou à mídia. O voto de Mello foi um “ponto fora da curva”, para usar a expressão que o ministro Barroso usou para se referir à própria Ação Penal 470. E terá dificuldade agora para encontrar uma saída honrosa.Os ministros estão presos numa armadilha psicológica. Como renegar tudo que fizeram? Além disso, não sendo políticos, não percebem exatamente até que ponto é verdade a história do “clamor popular”.O próprio Celso de Mello, em seu voto, falava como se do lado de fora do STF houvessem dois milhões de pessoas exigindo a “prisão dos mensaleiros”.  Não tinha nem cinquenta, metade deles adolescentes com rosto tapado, que nem sabiam o que estavam fazendo ali; outra metade, atores pagos por algum partido ou quadro político da oposição.De qualquer forma, temos que nos cuidar. Veja e Globo derrotados, acuados, tornaram-se ainda mais agressivos e perigosos. E igualmente, como se viu, mais desesperados e imprudentes.A aprovação do projeto do Direito de Resposta, de autoria de Roberto Requião no Senado,  representa, neste sentido, um importante avanço democrático, na garantia dos indivíduos contra o arbítrio de uma mídia cujos valores ainda são os da ditadura.A grande mídia está se isolando e sendo cada vez mais contestada. A audiência dos blogs cresceu de maneira fabulosa nos últimos meses. A gente é que nem bolo; quanto mais eles batem, mas a gente cresce.Algumas reações químicas fundamentais se dão apenas a partir de certa temperatura. Talvez estejamos chegando perto de uma ruptura definitiva na correlação de forças entre mídia e poder no Brasil.Suspeito que o Carnaval do ano que vem, ao invés de versos moralistas sobre o mensalão, verá uma profusão de blocos fazendo chacota com a sonegação da Rede Globo.Eu mesmo já estou rabiscando uns versinhos…PS: Aproveito para lhe propor reservar, desde já, dois exemplares dos livros que lançarei em novembro deste ano.

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Ex-presidente concedeu entrevista a um grupo de jornalistas da Rede Brasil Atual, site, rádio e revista, da TVT e do jornal ABCD Maior; ele afirma que seu papel no processo será o “papel que a Dilma quiser” que ele tenha; Lula admite dificuldades na permanência do governador Eduardo Campos na base de apoio e vê obstáculos adicionais nas alianças com o PSB em alguns estados; sobre o julgamento da Ação Penal 470, ex-presidente foi cauteloso: “depois que o julgamento estiver totalmente concluído eu vou falar; tenho muita coisa pra falar”; ele afirmou ainda sobre as hostilidades contra o PT: “nem todo mundo fica feliz com ascensão dos mais pobres”; assista

24 DE SETEMBRO DE 2013 ÀS 22:11

São Paulo – “Se tem uma coisa que eu tenho vontade é de falar. Eu tenho cócegas na garganta para falar. E vocês ajudaram a quebrar um tabu, porque fazia tempo que eu não falava durante tanto tempo. E nunca imaginei que justamente pra vocês eu fosse dar a entrevista mais difícil. Estou voltando, com muita vontade, com muita disposição – para felicidade de alguns, para desgraça de outros. É o seguinte: eu estou no jogo.” Assim Luiz Inácio Lula da Silva encerrou a entrevista concedida nesta terça-feira (24) a um grupo de jornalistas da Rede Brasil Atual, site, rádio e revista, da TVT e do jornal ABCD Maior.

Assista:

O encontro ocorreu no Instituto Lula, durou 90 minutos e foi, segundo o ex-presidente, a primeira longa entrevista concedida pelo ex-presidente da República no exercício desta “função”. Lula abriu a conversa dizendo não haver “pergunta proibida”, mas pediu que o perdoassem se no excesso de cuidados de ex-presidente ao falar pareceria “chapa branca”. “Ainda estou aprendendo a ser ex-presidente”, disse. Ele comentou a importância das manifestações de junho, que considera o acontecimento do ano ao colocar em xeque todos os governantes – das prefeituras à Presidência da República – e por ter ajudado a criar uma nova agenda política para o país – apesar do fato de “alguns” quererem se apropriar das manifestações para desqualificar a política. “Se alguém chega pra você dizendo ‘olha, eu não gosto de política, mas…’, pode crer, essa pessoa está sendo política.”

O ex-presidente comentou respostas dadas às manifestações, como o Mais Médicos, teceu duras críticas aos opositores do programa e enfatizou que a iniciativa cobre apenas uma pequena parte de um grande problema. Lembrou que o país não dispõe nem de especialistas nem de tecnologia em diversas áreas, e que não vai resolver os grandes problemas sem recursos. “Lá atrás, quando rejeitaram a CPMF, tiraram R$ 40 bilhões por ano da saúde achando que iam prejudicar o Lula. Mas prejudicaram o povo”, disse, acentuando que o Estado é quem banca grande parte dos tratamentos dos ricos na rede privada, quando deduzem suas despesas do imposto de renda, enquanto aos pobres só resta o SUS.

Lula disse acreditar que poucos prognósticos poderão ser feitos sobre as eleições de 2014 antes de março do ano que vem, quando já devem estar colocados todos os nomes das disputas, em nível nacional e nos estados. Um dos principais articuladores políticos do PT, ele afirma que seu papel no processo será o “papel que a Dilma quiser” que ele tenha. Admite ver dificuldades na permanência do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na base de apoio, vê obstáculos adicionais nas alianças com o PSB em alguns estados, como Ceará e Pernambuco, e vai considerar um grande feito, uma vez consolidada a ruptura, que os partidos façam um pacto de não hostilidade nos palanques em que forem adversários.

Para Lula, a mais importante das reformas do país é a política, com o fim do financiamento privado de campanhas. “Vocês veem as grandes empresas fazendo campanhas contra o financiamento privado? Vocês veem empresários reclamando que não querem contribuir com campanhas eleitorais?”, questiona. Ele reconhece que a atual composição do Congresso não tem interesse nem força para fazer uma mudança impactante no sistema político-eleitoral porque põe em risco os próprios atuais mandatos. “Uma reforma para valer não vai acontecer agora. Por isso, vai ter de ser feita por meio de uma constituinte exclusiva, com ampla participação da sociedade.”

E abordou também a necessidade de um novo marco regulatório das comunicações – “há um projeto, o Paulo Bernardo disse que ia fazer debates públicos, mas não andou…” –, lamentou a ausência de projetos do governo do PSDB para o estado e a região metropolitana de São Paulo, e criticou a forma como “alguns” tentam “transformar coisas boas em coisas ruins”, referindo-se à realização da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil.

O ex-presidente foi cauteloso ao comentar o julgamento da Ação Penal 470, o chamado mensalão, porque diz ter de respeitar as instituições envolvidas na questão. “Depois que o julgamento estiver totalmente concluído eu vou falar. E tenho muita coisa pra falar”, disse, ressalvando que, no que diz respeito à abordagem política do caso, os acusados já foram condenados há muito tempo.

Confira o primeiro trecho da entrevista:

Qual o impacto das manifestações de junho na vida do país e o que elas mudam na vida dos governantes?

Eu acredito que o impacto de tudo que aconteceu em junho de 2013 deve servir como uma grande lição para a sociedade brasileira e, sobretudo, para os governantes brasileiros. Costumávamos afirmar que o povo precisa reivindicar sempre. Certamente, muita gente de partidos políticos, sindicatos e movimentos organizados da sociedade civil foi pega de surpresa, porque foi um movimento que se deu à margem daquilo que nós conhecíamos como tradicional forma de organização. Eu me lembro que não aconteceu nada no Brasil nos últimos 40 anos que a gente não estivesse à frente. Seja o movimento sindical, sejam os partidos de esquerda, seja a UNE, sejam os sem-terra…

O que eu acho importante? Aquilo não foi um movimento contra o governo, não foi um movimento em que as pessoas queriam derrubar o governo, mas foi um movimento em que as pessoas diziam “nós queremos mais”. Nós queremos mais educação, nós queremos mais saúde, nós queremos mais transporte, nós queremos mais qualidade de vida. Aí eu lembro de um discurso do Fernando Haddad durante a campanha que ele falava você está lembrado que na sua casa, da porta para dentro, melhorou muita coisa, mas da porta para fora piorou ou ficou como está. E era verdade, porque o cara tinha comprado uma máquina de lavar roupa, uma geladeira, um televisor, mas a cidade não foi cuidada adequadamente. Ou seja, você não fez as tarefas para cuidar do transporte adequadamente, não fez o saneamento básico adequado, não tornou a periferia boa para se morar.

A nossa presidenta teve a sabedoria de dar uma resposta muito imediata, colocando a reforma política como uma coisa fundamental para que a gente possa mudar a situação do Brasil, depois da questão da saúde com o Mais Médicos, depois da aprovação de 75% dos royalties para a educação… Ou seja, foram medidas tomadas pela nossa presidenta que mostraram que o governo está num processo de evolução para tentar encontrar soluções. Eu acho que agora ninguém pode mais dizer que o problema do transporte é só do prefeito. É do prefeito, do governador, do governo federal. Os problemas da saúde e da segurança não são mais do prefeito, passam a ser dos três juntos.

O que a gente precisa neste instante é saber que mudou a sociedade brasileira. Ela está mais exigente, ela tem mais informações do que tinha antes. Você imagina, nós saímos de um país que tinha, em 2007, 48 milhões de pessoas que viajavam de avião. Hoje nós temos 113 milhões de pessoas. Essa gente quer se queixar do aeroporto agora, quer se queixar do preço da passagem, quer se queixar da qualidade do serviço no avião. Antigamente você não tinha isso.

Eu acho que foi uma coisa de Deus fazer com que a sociedade se manifestasse e dissesse “olha, nós estamos vivos, nós reconhecemos que muita coisa foi feita e nós queremos que seja feito mais”. Isso é bom porque alertou os governantes. Ao invés de ficarmos lamentando, nós temos que agradecer e começar a trabalhar para que nós façamos acontecer as melhorias que a sociedade brasileira deseja e que todos nós sabíamos que o povo queria porque está na pesquisa de opinião pública.

Que bom que o povo resolveu dizer “estou aqui”. A única coisa grave do movimento é a manipulação para a tentativa de negar a política. Tenho dito publicamente que toda vez, em qualquer lugar histórico, em qualquer lugar do mundo que se negou a política, o que veio depois é pior. Portanto, se você quer mudar, mude através da política. Participe, entre num partido, crie um partido, faça o que você quiser. Aqui no Brasil o que teve foi o regime militar de 1964. No Chile foi Pinochet, na Argentina foi ditadura. Não queremos isso. Queremos democracia exercida em sua plenitude. E a sociedade quer isso. A sociedade quer debater política, então vamos debater sem medo de debater qualquer assunto. Sou daqueles que acham que não tem tema proibido.

Em relação às manifestações de junho, imaginava-se que elas dariam força para aprovação da reforma política no Congresso, e também que em 2011 a base aliada maior de Dilma daria mais condições para isso. Por que não avança?

Não é fácil. As pessoas que foram para as ruas não vão votar no Congresso Nacional. É importante lembrar que fizemos a campanha das Diretas, que possivelmente foi um dos maiores movimentos cívicos desse país, meses em que fomos à rua com todos os partidos políticos, com movimento sindical, centenas e centenas de manifestações pelo Brasil inteiro, toda a sociedade querendo, e quando chegou no Congresso não tínhamos número para aprovar e não aprovamos.

Tenho dito que só teremos uma reforma política plena o dia em que tivermos uma constituinte própria para fazer uma reforma política. Achar que os atuais deputados vão fazer uma reforma política mudando o status quo é muito difícil. Pode melhorar um pouco.

Acredito que é possível discutirmos uma mudança na votação, votar em lista, financiamento de campanha. Há um equívoco de fazer a sociedade compreender que o financiamento público vai tirar o dinheiro da União. A forma mais eficaz, honesta e barata de se fazer uma campanha política é você saber que cada voto vale um centavo, R$ 1 real, R$ 10 reais e que cada partido vai ter tanto, e que cada partido vai fazer aquilo e se alguém pegar dinheiro privado tem de ser considerado crime inafiançável, para que as pessoas não fiquem subordinadas aos empresários.

Por que os empresários não estão defendendo o financiamento público? É muito interessante que algumas pessoas, que se acham as mais honestas do planeta, acham que o financiamento público é corrupção e vai gastar dinheiro público. Por que o empresariado brasileiro não está na rua fazendo campanha para que seja pública e parar de dar dinheiro? Oras, é porque a eles interessa cada um construir a sua bancada. Os bancos têm bancada no Congresso Nacional, têm influência, porque cada um tem a lista de quem financia. Quem tiver dúvida disso, saia candidato para ver o que acontece, para ver como você se elege no Brasil. Quando colocamos financiamento publico é porque a gente acredita que pode melhorar.

Acredito que (para 2014) a gente vai conseguir fazer uma reforma política muito capenga. Temos que levar em conta que há interesses partidários. Tem partidos para os quais está bom assim. O cara tem mandato e quer preservar o seu mandato.

Na minha opinião a reforma política é a melhor possibilidade para se mudar a lógica da política no Brasil. E ter em conta que não é só para combater a corrupção, mas para facilitar as coalizões que são conseguidas, porque quando você ganha uma eleição com um partido aliado a outro tem que ter coalizão na hora para montar o governo.

Aqui no Brasil se acha um absurdo que um partido ganha eleição e dê cargo a outro, mas no mundo inteiro é assim. A Angela Merkli acabou de ser eleita primeira-ministra da Alemanha, com a maior votação dos últimos anos, vai ter que fazer uma coalizão com algum partido, vai ter que dar ministério para algum partido senão não forma maioria.

A reforma política pode ajudar nesse processo, mas acho que será muito frágil. Sobretudo
no ano de eleições. Nada, estou avisando com antecedência, nada, mudará para as próximas eleições. As pessoas podem querer fazer as coisas para 2018, 2020, mas para essa eu acho que não vai haver mudança.

O Mais Médicos é um programa apoiado por 70% da população. No entanto, há uma resistência de determinados setores da sociedade. Há oportunismo nisso?

As entidades que representam os médicos no Brasil nunca reconheceram que no Brasil faltava médico. Mais recentemente nós temos uma gama de denúncias de prefeitos espalhados pelo interior do país que querem contratar algumas especialidades que não existem. Padilha tem razão com o que ele fala: não se está buscando médico fora para substituir o médico brasileiro; se está buscando médico fora para trabalhar onde não tem médico.

E o Padilha sabe que o Mais Médicos não vai resolver o problema da saúde. O Mais Médicos vai dar oportunidade ao cidadão que não tem acesso a nenhum médico, a ter acesso ao primeiro médico e tratamento. E quando esse cidadão tiver acesso ao médico, ele vai querer mais saúde, porque ele vai ter informações: vão pedir pra mulher fazer mamografia, se é um homem vai ter que fazer exame de câncer não sei das quantas. Então, todas as vezes vai precisar formar mais gente.

É um trabalho bom. Por que é bom? Porque, quando em 2007 derrubaram a CPMF, que foi um ato de insanidade dos tucanos em relação a meu governo, fizeram isso achando que iam me prejudicar. A CPMF era 0,38% que se descontava em cada cheque que você passava. E não fizeram isso por conta da quantia, fizeram isso porque a CPMF permitia que a gente pudesse acompanhar e evitar a sonegação nesse país. Era por isso que eram contra a CPMF. Eles tiraram uma bagatela de R$ 40 bilhões por ano a partir de 2007.

Soma isso em quatro ou sete anos e vê a quantidade de dinheiro que tiraram da saúde, achando que iam prejudicar o Lula. Qual era a ideia? Vamos prejudicar o Lula. Vamos quebrar a cara dele, ele não vai se eleger. E caíram do cavalo, porque terminei meu mandato com 87% de bom e ótimo, 3% de ruim e péssimo e 10% de regular. Pois bem, quem eles prejudicaram? O povo. E alguns estão prejudicados porque viraram governador, e agora estão sabendo a quantidade de dinheiro que falta pra eles, ou viraram prefeitos.

Então, foi um gesto de insanidade. Nós temos que colocar na sociedade brasileira a seguinte ideia: você não vai conseguir fazer com que as camadas mais pobres da população tenha acesso a uma boa qualidade de saúde e à média ou alta complexidade sem dinheiro.

Se nós quisermos dar ao povo pobre o direito de ter acesso às mesmas máquinas que eu tenho, por conta de um plano médico, e que os ricos deste país têm por conta de um plano médico, tem que ter consciência de que tem que ter dinheiro. Tem gente que diz “eu tenho saúde boa porque pago do meu bolso”. Não é verdade. Aquilo que ele tira do bolso ele paga o Imposto de Renda e quem paga o tratamento dele é o Estado brasileiro. Essa é a verdade nua e crua. Todas as máquinas que eu passo quando faço exame são pagas pelo Estado, que me restitui na declaração do Imposto de Renda.

Temos que ter consciência de que temos que melhorar isso. A Dilma tem consciência disso, o Padilha tem consciência e é preciso que a gente discuta com a sociedade. Porque achar que a gente pode elevar a um padrão de ter acesso de alta complexidade as pessoas mais pobres sem dinheiro é vender ilusão. E achamos que o rico tem que pagar pela saúde do povo mais pobre. Era por isso que tínhamos apresentado um programa chamado Mais Saúde em que a gente iria utilizar todo o dinheiro da CPMF para cuidar da saúde. Agora vai ter um dinheiro do pré-sal e espero que num futuro bem próximo a gente possa fazer com que as pessoas tenham acesso à alta complexidade.

O Brasil precisa acabar com a mania de dizer que o SUS não funciona. O problema é que universaliza a saúde, coloca muita gente, a qualidade diminui. Se atendesse só 30% melhoraria a qualidade, se atendesse só 20% ela seria melhor, se atendesse só 10% ela seria extraordinária. Mas na hora em que tem que ter um programa para todo mundo precisa de mais recurso. É isso que temos de ter em conta. Dilma e Padilha marcaram um gol com o Mais Médicos. Abriram um debate muito importante com a sociedade para as pessoas começarem a enxergar.

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Perplexos com apoio do compositor a Genoino, entre refletir e linchar, leitores escolhem o caminho fácil das pedras; adesões ao abraço-assinado passam de 7 mil 20 DE SETEMBRO DE 2013 ÀS 10:10

 Por João Peres, da Rede Brasil Atual

Raras vezes se vê uma notícia perdida neste mundo de sobreinformação causar tamanha perplexidade. A informação da RBA de que o compositor e escritor Chico Buarque aderiu ao abaixo-assinado em defesa do deputado José Genoino, réu da Ação Penal 470, o mensalão, expôs na internet uma enxurrada de sentimentos que falam muito sobre como os brasileiros enxergamos os políticos e desconfiamos do funcionamento das instituições democráticas – por consequência, da democracia em si. Entre os quase 300 comentários feitos até ontem apenas em torno da reportagem da RBA, desconsiderando manifestações publicadas em outras páginas, xingamentos dominam, seguidos por elogios à atitude do cantor. Nas manifestações negativas reside o objeto digno de análise. Seria de se imaginar que a postura de Chico Buarque levasse a uma reflexão simples, banal: se ele está apoiando Genoino, não seria bom que eu tentasse entender o porquê? O propósito da lista organizada por amigos do deputado não é outro que não esse: o de mostrar que, pelo respaldo social de que goza frente às acusações que recebe, o ex-presidente do PT talvez devesse ter recebido do Supremo Tribunal Federal (STF) outro tratamento. Sendo tarde para reverter a condenação, ao menos no todo, trata-se de um desagravo, na visão destes apoiadores, a alguém que recebeu uma pena injusta e que precisa ter sua honra resgatada. Entre a reflexão e o linchamento, toma-se o caminho fácil das pedras nas mãos. Os comentários começam com perplexidade: “Isso não é possível.. Um cara com o intelecto do Chico não faria uma bobagem dessa…” Transformam o compositor em vítima da desinformação: “Ô Chico, até tu entrou nessa. Espero que sua fama de “pé frio” se confirme. Fala sério!” Partem para a difamação: “Pilantra. O pai fundou o PT, a irmã tinha cargo… entre outras coisas. A falsa esquerda que se deu bem na ditadura.” Chegam ao melhor “eu já sabia” de que se tem notícia: “Lógico! Ele foi um dos apoiadores dessa corja. Gostava muito do Chico. Hoje não gosto mais.” Vão à explicação sociológica: “O cara é talentoso, mas com certeza o sangue burguês fala mais alto nessas horas. Nenhuma decepção!” E apelam à antropologia e à biologia: “Ótimo compositor, mas péssimo ser humano. Eu já conhecia esta faceta quando mostrou-se contra a ditadura na época. Nos livramos da ditadura e ganhamos José Dirceu, Dilma, Lula, Delubio, José Genoino, etc…. Ou seja, trocamos 6 por 15 dúzias”. Ao observar o comportamento exposto em redes sociais, sempre é bom manter um pé atrás, mas, neste caso, conversas à mesa do bar, no almoço de domingo e nos ônibus da vida estão aí para mostrar que os comentários colocados neste microcosmo não estão isolados neste mundo. Não é de hoje que se debate sobre a tendência de generalizar a política – ou melhor, os políticos, sempre entendidos como aproveitadores profissionais, incapazes de ter contato com a realidade e insensíveis. Embora a visão não seja desprovida de fundamentos, a extrapolação desta visão é que é um problema, com impacto direto em nossa vida democrática. Não é de se surpreender com o linchamento porque os comentários sobre a posição do compositor nada mais fazem que reproduzir o senso comum acumulado ao longo de décadas, e contemporaneamente tornados públicos de forma instantânea pela internet. É mais fácil andar com a manada do que parar para pensar. O que Chico fez foi emprestar seu prestígio para promover um convite a seus admiradores: vamos refletir se a chamada “opinião pública” está sendo justa com o deputado? A lista pró-Genoino tem apoios como os do escritor Fernando Morais, do cineasta Toni Venturi, da psicanalista Maria Rita Kehl. Muito à esquerda? Citemos Nelson Jobim, ex-ministro do STF e dos governos FHC e Lula. A propósito, a carta intitulada “Nós estamos aqui” ultrapassa a casa da 7 mil assinaturas, entre elas as do jornalista Juca Kfouri e da cantora Beth Carvalho. São chamamentos à reflexão. Não é preciso concordar com os apoiadores do deputado petista, mas não é construtivo, pessoal e socialmente, rasgar o convite sem lê-lo. Dá trabalho, é verdade, formar uma opinião sólida e consistente, e às vezes é preciso perder amizades para defendê-la – Chico que o diga. Mas é melhor para a democracia do que o senso comum. A ojeriza pela vida política, senso comum, é o que facilita o sequestro da mesma por poucos grupos econômicos que conseguem ditar as ordens no país e no mundo. Isso leva a uma questão maior, que é a vulnerabilidade de nossa democracia. Uma população que acredita piamente em uma história, sem contestá-la, é uma população fácil de dominar. Assim como o admirador de Chico não deve confiar de olhos fechados no que ele está a dizer, tampouco deve ter como verdade inconteste aquilo que é divulgado por uma emissora que apoiou um golpe e uma ditadura, que manipulou uma eleição presidencial e que de lá para cá desestabilizou outras tantas, sem entrar na seara econômica, nas manifestações de junho e nos direitos sociais. Chico paga o preço de ser bem resolvido: ele é feito pra apanhar, ele é bom de cuspir, mas não dá seu prestígio pra qualquer um, maldito Chico. Frente à perplexidade, é mais fácil culpar o outro do que tentar entender se estamos errando ou não. O que preocupa não é essa nossa Geni, calejada pela vida, rica e de reputação – e que não vai morrer por um linchamento de redes sociais. Preocupa saber que todos os dias milhares de Genis sofrem com essa linha de intolerância ao outro, tão natural na sociedade brasileira: ateus, prostitutas, presidiários, gays etc. O caminho em que as pedras ficam no chão é árduo. Mas é melhor para todo mundo.

Fonte: http://www.brasil247.com/

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O Conselho Federal de Medicina não desiste e parte para um novo round de sabotagem contra o programa Mais Médicos.

Derrotado na Justiça na sua tentativa de negar registro específico para os profissionais do programa, agora quer endereços profissionais  e nomes dos orientadores e supervisores de cada um deles.

Está claro que pretende intimidar os médicos brasileiros que coordenam os estrangeiros e em sua nota chegam a falar que “eles são corresponsáveis pelas orientações dadas aos seus pós-graduandos ou supervisionados. Na existência de fato concreto que justifique a abertura de sindicância ou processo, será feita análise caso a caso”.

A cara de pau é tão grande que chegam a dizer que “exercerão o seu munus de fiscalização no âmbito do Programa Mais Médicos com o mesmo rigor e zelo com os quais realiza as suas fiscalizações no contexto do exercício profissional da medicina no país”.

É piada, Dr. Coxinha?

Quando é que os senhores do CFM foram fiscalizar e coibir qualquer picaretagem médica? Os médicos que batiam ponto com “dedinho de silicone” foram punidos? Alguém foi a um posto de saúde habitado por médicos-fantasmas para ver se eles trabalham?

Os Conselhos, em geral, só atuam quando o assunto repercute na mídia ou as queixas de gente mutilada por açougueiros se avolumam a tal ponto que são obrigados a agir.

No famoso caso do estuprador Roger Abdelmassih, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo mandou pro arquivo a denúncia feita contra ele em 1994 e só quinze anos depois, quando o Ministério Público enviou nada menos que 51 denúncias de abuso sexual é que se dignaram a agir. E olha que as vítimas eram, na maioria, pessoas com recursos e não gente pobre “que nem tem com quem contar”, como nos versos. Assim mesmo, passaram-se dois anos até a cassação.

Mas, Dr. Coxinha, o que dana você é que a verdade surge com a realidade, não com a sua hipocrisia cruel.

Para cada coxinha furioso, haverá dez, cinquenta, 100 brasileiros respeitados.

Um, um, apenas um médico, como você pode ver nessa reportagem de TV em Alagoas, é muito para alguém.

E virão mais, muitos mais médicos, para muita gente.

O nosso povo pobre ama os médicos. Vocês é que odeiam o povo.

Por: Fernando Brito

cox

São uns ingratos, estes coxinhas.

Está bem que o governo brasileiro está trazendo médicos estrangeiros, sobretudo estes cubanos desagradavelmente negros e insuportavelmente interessados em cuidar das pessoas.

Mas o governo brasileiro não quer excluir vocês, nem mandar para Miami, até porque vocês são muitos, e muito chatos até para Miami.

Tanto se preocupa com vocês que vai fazer o Brasil deixar de importar e produzir aqui os gêneros de primeira necessidade para coxinhas.

Land Rover, a Jaguar e a Audi vão fabricar seus carros aqui, mais baratos e mais perto de um coxinha poder ser idiota o suficiente para gastar R$ 150 mil para ir de um lugar para outro, achando que as mulheres e os homens se derretem de inveja da potência sexual, digo, automotiva que os envolve.

Sei, sei, não vai ter o mesmo status dos que vocês importam, mas vão dar emprego e recolher impostos aqui. E, assim, vocês ajudam a gente a ter dinheiro para trazer mais algumas centenas de médicos, que a gente promete colocar lá longe, na periferia e no interior, onde vocês não querem por os seus pezinhos bem cuidados.

Assim, vocês deviam relaxar e pensar que, talvez, um dia algum acidente faça vocês terem consciência de que são tão mortais e insignificantes como qualquer outra pessoa, e – sei que é uma hipótese remota – não terão tanta dor na consciência (procurem no dicionário o que é) de terem sido tão cruéis com que sustenta sua idiotia.

E, olhem, o Governo está tão disposto a encontrar um “modus vivendi” com vocês, que aceit assumir compromissos.

Se quiserem, a Dilma assina um compromisso dizendo que jamais fará um programa “Mais Cérebros”, está bem?

Vocês poderão dormir tranquilos, até meio dia, um hora…Dá tempo de se recuperarem da balada.

Por: Fernando Brito

Separei uns videos gravados pelo Ministério da Saúde com médicos cubanos que estão começando a trabalhar nas periferias e nos cafundós deste Brasil, onde a grande maioria dos médicos brasileiros não querem nem pisar.

Claro que, para não deixar isso evidente, dizem que não tem equipamento tecnológico e infra estrutura. E muitas vezes não tem mesmo, é verdade. Mas vai ter o ingrediente mais importante da medicina: o médico, e um médico que não despreza seu paciente – paciente, viu, Dr. Coxinha, não seu “cliente”.

Tem vários, mas eu coloco três, mostrando que, com uma semana, o portunhol já da pro gasto – tirando um doutor, que já está dando “show de bola” em português.

Assista e veja se, com portunhol e tudo, essa gente não está mais brasileira que os que gritaram que eram eles eram escravos….

O Dr. Coxinha jamais vai ser capaz de entender o que eles dizem. E não é por causa da língua, não, é por causa do coração.

* * *

Padilha sobe o tom com os CRMs: “Vamos até o fim!”

“O governo reforçou hoje (17) que não pretende desistir da contratação de estrangeiros pelo Programa Mais Médicos e de levar profissionais para cidades atualmente desassistidas, apesar da posição contrária das entidades médicas. Depois de participarem de reunião com líderes dos partidos da base aliada na Câmara dos Deputados, os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Educação, Aloizio Mercadante, ressaltaram que os conselhos regionais de medicina (CRMs) são obrigados a cumprir as determinações da medida provisória que criou o programa.

Padilha considerou uma “falta de sensibilidade” as tentativas de “boicote” e as ações movidas pelas entidades médicas contra o programa. “Já enfrentamos tentativa de boicote na inscrição e derrotamos todas as medidas judiciais. Agora, tem um parecer claro da AGU [Advocacia Geral-União] que estabelece, mais uma vez, que os CRMs têm que cumprir exatamente o que está escrito na lei. Não vamos admitir nenhuma tentativa de postergar a chegada dos médicos”, frisou o ministro da Saúde.

Parecer da AGU, feito a pedido do Ministério da Saúde, prevê que os conselhos regionais de Medicina (CRMs) não podem exigir documentos extras para liberar o registro provisório aos profissionais estrangeiros que participam do programa. O Conselho Federal de Medicina (CFM) informou, em nota, ontem (16) que vai continuar com a exigência de documentação extra, apesar do parecer contrário da AGU.

“Vamos continuar debatendo as medidas que o governo está tomando para garantir a execução do programa. Vamos até o fim. O que nos move é levar médicos para milhões de brasileiros que não têm médico nas suas unidades de saúde, nos seus municípios”, acrescentou o ministro da Saúde.

Já Mercadante disse que as entidades contrárias ao Mais Médicos devem “parar de obstruir e debater democraticamente”. “A lei que está em vigência estabelece as condições para a oferta de registro. Acho que as entidades médicas deveriam dialogar com o sentimento da população, com a necessidade de mais médicos.”

“Às vezes, acho que é uma tremenda falta de sensibilidade com o sofrimento do povo brasileiro que está precisando desse profissional médico. Demos oportunidades para médicos brasileiros, pagando R$ 10 mil líquidos mensais, dos mil que concluíram a inscrição, metade já está atuando. Agora, ficaram brasileiros, centros de saúde sem o atendimento médico e nós vamos buscar médicos de outros países”, destacou Padilha.

Fernando Brito

No Tijolaço

Assunto: A verdade é que a vinda em massa de médicos cubanos e de demais países está provocando um debate muito saudável sobre nosso sistema de saúde e com uma profundidade que talvez nunca tenha ocorrido. Afinal, porque um país como Cuba que enfrenta um bloqueio econômico histórico imposto pelos EUA e que possui por isso mesmo uma debilidade estrutural tem indicadores de saúde tão superiores aos nossos? Como eles conseguem formar tantos médicos? Os médicos cubanos são “escravos” ou tem “espírito altruísta” tão em falta por aqui? Você concorda a “jornalista” Micheline Borges que no Facebook afirmou que as médicas cubanas tinham “cara de domésticas”, e que médico “geralmente tem postura, tem cara de médico, se impõe pela aparência”? Ou seria isso a mais pura expressão de “triplo” preconceito contra os negros em geral, contra as médicas cubanas e as empregadas domésticas? Por que existem tão poucos médicos “negros” em nosso país? “Não! Não somos racistas!” assim sentenciou Ali Kamel, um dos diretores mais poderosos e influentes da Rede Globo. Você concorda com ele? O que faz com que nossa medicina seja tão mercantilizada? Existe uma supervalorização da parafernália tecnológica em detrimento do diagnóstico médico humanizado no Brasil? Existe abuso na indicação de medicamentos em nossa medicina? Os interesses da indústria farmacêutica estão se sobrepondo ao interesse público? Se 80% dos atendimentos médicos devem ser direcionados à “atenção básica” porque a formação de nossos doutores não valoriza esse aspecto? Faltam médicos para atendimento as Unidades Básicas de Saúde(UBS) e nas Equipes de Médico de Família(EMF)? A intensificação e a concentração dos esforços do sistema de saúde na “atenção básica” poderia contribuir para desafogar nossos hospitais e UPA’s que deveriam atender os casos de maior complexidade? E mais! Será que pode torná-lo menos custoso ao valorizarmos a “prevenção” como faz Cuba? As corporações médicas ao dificultar a entrada de médicos estrangeiros no país estariam nos impondo uma “reserva de mercado”? O exame “revalida” é suficiente para aferir a competência de quem se formou fora do país e vem aqui exercer a medicina ou seria algo direcionado a barrar a entrada de estrangeiros em detrimento da tal “reserva de mercado”? Nossa saúde é subfinanciada ou estamos diante de uma mera questão de gestão? A CPMF foi extinta e deixamos de arrecadar 40 bilhões por ano em valores da época. E aí valeu a pena? O SUS tem jeito? O programa “Mais Médicos” é meramente eleitoreiro ou estruturante para o SUS? Os médicos são mal remunerados? R$ 10.000,00 é pouco ou é muito? E uma “carreira de estado” pra médicos é boa ou ruim e para quem? Quem está disposto a pagar essa “conta”? Daria pra conciliar “serviço público” com “consultório particular”? Ou haveria, neste caso, um conflito de intere$$e$? Os médicos que “gazeteiam o ponto” em hospitais públicos e “dão no pé” para seus consultórios particulares são uma minoria ou essa “prática” já se tornou algo corriqueiro no meio médico? Toda a nossa “classe médica” integra uma “máfia de jaleco” ou seriam eles apenas uma minoria barulhenta e influente? Você acredita que médicos que cometem erros possam ser punidos pela corporação ou isso é esperar demais de nossos doutores? Você ainda acredita em ética médica? Existem médicos preocupados com a melhoria das condições de saúde da população? Onde estão eles? Se existem em que planeta habitam? Por que não reagiram e ficaram a reboque de suas corporações em todo esse debate? Ou as corporações médicas não os representam? Nossa “classe média” tão insatisfeita com a saúde realmente faz ou deseja fazer uso do SUS ou somente faz “birra” e quer mesmo é gozar da tal “exclusividade” usando seu plano de saúde privado? Enfim, o debate é tão rico que seu impacto político, que existe, claro, deveria ser posto de lado neste momento sob pena de perdermos o foco e uma oportunidade única de mobilizar a sociedade para a defesa da estruturação do SUS proposto ainda na Constituinte de 1988. E para aqueles que querem saber algo mais sobre a medicina cubana ou sobre o programa “Mais Médicos” veja o que descobriu o jornalista Jorge Pontual da Globonews em

http://g1.globo.com/globo-news/globo-news-em-pauta/videos/t/todos-os-videos/v/programa-de-medicina-de-cuba-e-considerado-modelo-pela-organizacao-mundial-da-saude/2790412/

ou

http://g1.globo.com/globo-news/sem-fronteiras/videos/t/todos-os-videos/v/conheca-o-trabalho-de-medicos-estrangeiros-no-brasil-e-no-mundo/2791129/

Em 1998, Congresso decidiu manter embargo infringente

Proposto por FH, artigo foi rejeitado na CCJ da Câmara e acabou não incluído na Lei 8.038

Paulo Celso Pereira
BRASÍLIA — A Câmara dos Deputados manteve, deliberadamente, a possibilidade de apresentação de embargos infringentes nos julgamentos do Supremo Tribunal Federal. O GLOBO encontrou nos documentos de tramitação da mensagem presidencial número 43, de 1998, a análise da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara sobre a manutenção dos embargos e a opção dos parlamentares foi expressa a favor desse último recurso.
O debate foi suscitado pela chegada do texto do presidente Fernando Henrique Cardoso que propunha a extinção dos embargos. Em seu artigo 7º, a mensagem presidencial acrescentava um novo artigo à lei 8.038, de 1990. O texto sugerido pelo governo era claro: “Art 43. Não cabem embargos infringentes contra decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal”.
No entanto, ao longo da tramitação da mensagem na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, o então deputado Jarbas Lima, hoje professor de direito constitucional da PUC do Rio Grande do Sul, apresentou um voto em separado pedindo a supressão do trecho que previa o fim dos embargos. E argumentou:
— A possibilidade de embargos infringentes contra decisão não unânime do plenário do STF constitui importante canal para a reafirmação ou modificação do entendimento sobre temas constitucionais, além dos demais para os quais esse recurso é previsto. Perceba-se que, de acordo com o Regimento Interno da Suprema Corte (artigo 333, par. único), são necessários no mínimo quatro votos divergentes para viabilizar os embargos — explicita o voto do deputado.
Lima ainda defende a necessidade de manutenção dos embargos justamente pelo fato que hoje tanto anima os condenados do mensalão: a possibilidade de uma nova composição do tribunal levar à revisão de condenações:
— Se a controvérsia estabelecida tem tamanho vulto, é relevante que se oportunize novo julgamento para a rediscussão do tema e a fixação de um entendimento definitivo, que depois dificilmente chegará a ser revisto. Eventual alteração na composição do Supremo Tribunal no interregno poderá influir no afinal verificado, que também poderá ser modificado por argumentos ainda não considerados ou até por circunstâncias conjunturais relevantes que se tenham feito sentir entre os dois momentos. Não se afigura oportuno fechar a última porta para o debate judiciário de assuntos da mais alta relevância para a vida nacional — diz.
Apesar de o deputado Djalma de Almeida Cesar, que era o relator da matéria, ter defendido em seu primeiro voto a extinção dos embargos, conforme proposto por FHC, ele muda de posição ao longo da discussão e, no voto final, que acaba se transformando em lei, recebe a sugestão de Jarbas Lima e suprime o trecho que punha fim aos embargos. Na avaliação do doutor em direito Constitucional pela PUC-SP Erick Wilson Pereira, a existência desse debate dentro do Congresso dará novo argumento para os defensores dos embargos:
— Você deve levar em consideração qual foi a vontade do legislador. Quando o plano da expressão não consta em determinado texto normativo, no conteúdo você pode levar em consideração o que o legislador debateu. Esse fato não foi debatido em nenhum instante. Se tivessem ciência disso, pode ter certeza que os defensores teriam levantado isso. É um fato novo — explica.

Fonte: http://glo.bo/1eubQw5

Continuo do lado das pessoas que sonham e trabalham por uma sociedade mais justa e por um Brasil com Mais Médicos, Mais Professores, Mais Dentistas, Mais Segurança, Mais Renda para todos os brasileiros

Numa das primeiras visitas que fiz à casa da minha primeira mulher, quando ainda éramos namorados, lá pelo começo da década de 1990, vi, com agradável surpresa, estampada na porta do seu guarda-roupa uma frase que me impactou: “Orgulho de ser PT”.

Fiquei impressionado e até comovido com aquilo. Apesar de ter ajudado a fundar o PT em meu Estado e de já ter militado, com ardor quase fanático, nesse partido e no PCdoB, nunca tivera motivo para me orgulhar de muita coisa na minha vida, tampouco o de ser um “soldado” do PT, e via ali, diante de mim, o exemplo de uma mulher que tinha orgulho de militar no partido dos trabalhadores e, mais que isso, de fazer disso uma espécie de bandeira ou de filosofia de vida.

Depois, fiquei sabendo mais tarde, seu pai, professor e diretor de escola pública do Estado de SP, também era petista; sua mãe, funcionária do Banco do Brasil, idem. Portanto, aquela família, que me acolhia naquele instante, era uma família de petistas. Senti-me acolhido; senti-me confortável; “em casa”, pois.

Conheci muitos petistas ao longo da minha vida, ao longo da minha trajetória como militante das causas sociais e sindicalista; centenas deles. E todos que conheci pessoalmente eram pessoas dignas, de moral ilibada e que dedicavam as suas vidas à batalha pela construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Muitas vezes, inclusive, abriam mão de suas próprias carreiras profissionais e do convívio com a família.

Foi em meio a pessoas assim que vivi toda a minha juventude até os dias de hoje, já na idade madura. Curiosamente, já se passaram décadas e não mudei de lado; continuo do mesmo lado. Ou seja: DoLaDoDeCá [alusão ao blog do Mello].

Continuo do lado das pessoas que sonham e trabalham por uma sociedade mais justa e por um Brasil com Mais Médicos, Mais Professores, Mais Dentistas, Mais Segurança, Mais Renda para todos os brasileiros.

Ao meu lado, assim como provavelmente ao seu, caro leitor, estiveram nomes como Luiz Gushiken, José Olívio e Carlos Ramiro (o “Carlão” da CUT e da APEOESP) – só para citar alguns poucos nomes, dentre tantos, inúmeros, de valorosos companheiros, já falecidos, que dedicaram a sua vida a essa “semeadura utópica”, e com os quais tive a honra de conviver e militar.

Ao meu lado, assim como provavelmente ao seu lado, estimado leitor, estavam [e ainda estão] nomes como José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares e João Paulo Cunha.

Ao meu lado, assim como provavelmente ao seu lado, prezado leitor, estão nomes como Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Esses são nomes do PT.

Sim, pois são nomes de brasileiros como esses, associados a milhões de abnegados e anônimos militantes petistas e dos demais partidos de esquerda, que estão pouco a pouco transformando esse país numa grande Nação.

Sim, e se você, não exatamente por acaso, diga-se, está entre esses milhões de brasileiros, estufe o peito, bata do lado do coração e diga com galhardia:Eu tenho orgulho de ser PT! Eu tenho orgulho de ser de esquerda! Pois você está ajudando a mudar o seu país.

O ex-presidente Lula, afirmou na manhã deste sábado que os paulistas merecem dar uma chance para o Estado “tirando os tucanos do governo de São Paulo”. Ele fez a declaração ao lado  lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha durante o Encontro da Região Metropolitana, promovido pelo partido no centro da capital paulista. “São Paulo não pode ficar nas mãos de um passarinho que tem voo curto e bico grande”, disse ele, se referindo ao símbolo do PSDB, que completa 20 anos de poder no Estado no próximo ano. “É o seguinte. Espero que não me multem porque não falei de eleição”

 Em seguida, ele chamou a militância para ir às ruas. “Precisamos voltar a ter orgulho do nosso partido. Usar nossa bandeira vermelha, colocar a estrela no peito. As críticas que fazem ao PT é pelas nossas virtudes, não pelos nossos defeitos. Não se ganha nada se ficarmos cochilando”, disse o ex-presidente. E completou. “Já fui multado por falar de eleições antes da hora. Saíram 15 mil do meu bolso”, disse.

 Lula cobrou da militância uma participação mais ativa na vida do País, lembrando das manifestações que se iniciaram em julho nas principais capitais do Brasil. “O partido é que poderia estar puxando esses movimentos. E não é contra o Haddad, a Dilma, o Lula. É a favor deles. Em vez de achar que isso é ruim, tem de achar que é bom”, disse ele. “Não importa de que partido, de que religião, mas era o povo brasileiro.

Foi às ruas clamar por melhores condições de vida.” Para Lula, o partido não pode ficar à margem da vida política do Brasil. “Se tem um partido que não tem medo de se esconder é o Partido dos Trabalhadores”, disse, recebendo os aplausos das cerca de 500 militantes que compareceram ao encontro. Homenagem a Gushiken Lula lembrou ainda do ex-ministro da Secretaria de Comunicação de seu primeiro governo, Luiz Gushiken, que morreu na noite de ontem em São Paulo. “Quando soube da notícia, fiquei em dúvida se faríamos o encontro. Eu tinha ido visitar o Gushiken anteontem. A gente convive desde 1978″, lembrou.

 Sobre a visita, disse que ficou consternado ao ver o amigo em uma situação bastante difícil. “Era um cadáver em cima de uma cama a espera de um descanso. Não merecia ter sofrido o quanto sofreu. Em 2002, quando eu fui candidato, ele tinha tirado uma parte do estômago, do intestino. Ele me levou à vitória nas eleições de 2002″, disse. Mesmo absolvido no escândalo do Mensalão, Gushiken foi injustiçado, de acordo com o ex-presidente. “Ele (Gushiken) foi vítima de uma mentira de uma parte da imprensa desse País. Eu sei o que ele sofreu com as infâmias que levantaram contra ele. O (jornalista) irresponsável não leva em conta a história dessas pessoas, que tem família. Ele sofreu muitos anos, de um lado com a doença e de outro com a perseguição. A imprensa que o acusou deveria ter pedido desculpas ao Gushiken.

O jornalista canalha deveria ter pedido desculpas. Eu te acusei porque o meu chefe mandou te acusar. Porque acreditei na mentira de outra pessoa. Ele se foi enquanto matéria. Mas a coisa boa é que as ideias não morrem”, completou. O ex-chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) no governo Lula tinha 63 anos e morreu na noite de sexta-feira no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O corpo será enterrado às 16h deste sábado no cemitério do Redentor, no Sumaré, zona oeste de São Paulo. Ele está sendo velado no mesmo local desde o início da manhã

“Cobertura desproporcional”, por Vitor Teixeira, via Facebook

dos comentaristas do blog, aqui aqui

Mailson

MARAT, não se espante porque o objetivo é exatamente este: provocar a intervenção militar no país sob o argumento de que a Dilma é incompetente para coibir a depredação do patrimônio privado e público pelos black blocs da vida. Enquanto isso não acontece, o PIG tenta, e está até certo ponto conseguindo, desgastar a imagem da Dilma aqui dentro entre os membros da classe média que se orientam pelas novelas da Globo, e também no exterior.

E saiba que os tucanos larápios de São Paulo envolvidos no escândalo do propinoduto da Siemens são blindados pela mídia tupiniquim de norte a sul do país, e não apenas pela mídia paulista. Se eu fosse me informar sobre o assunto (sobre a corrupção nos Governos do PSDB dos senhores Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin) nos jornais que circulam em minha cidade, que fica muito distante de São Paulo, eu jamais saberia de nada.

A blindagem é, portanto, nacional, porque se a candidatura de Serra decolar para Presidente da República, ela será uma candidatura nacional. Por isso que durante as manifestações, as câmeras só mostram os cartazes que agridem os políticos (de uma maneira indiscriminada) e a Dilma.

E a polícia torna-se violenta apenas quando bate nos black bostas, já que os assassinatos dos jovens da periferia de São Paulo não tem a menor importância para este povo (Alckmin, Serra, etc), ou melhor, os assassinatos nas periferias das grandes cidades são até necessários porque são eles que alimentam o programa do Datena (Rede Bandeirantes) e outros programas de violência de menor audiência no país inteiro.

A mídia brasileira é cúmplice da barbárie que alimenta seus programas e seus sonhos. O principal sonho é o da voltar ao poder pelas mãos dos candidatos mais corruptos e fascistas que esse país tem em bom estoque, desde que eles lhes propiciem (aos donos dos meios de comunicação) mais ganhos de poder e grana. Isto é o que nós podemos chamar de um quadrilha super organizada, mas infelizmente o Barbosa continua cochilando.

do Porra Serra, via Flavio Lomeu, no Facebook

*****

Lindivaldo

O PIG está inconsolável!

“O Maior Protesto da História do Brasil”, previsto para o Dia da Independência, foi um verdadeiro fracasso!!!!

A velha mídia, em nome dos grupos (da CIA), fez o que pôde na véspera: instigou, convocou, superestimou, torceu e, como sempre, incluiu, sorrateiramente, sua própria pauta: “prisão dos mensaleiros”, “contra a corrupção”, entre outros…

No entanto, deu com o burro n’água…

E por que tamanho fiasco?

Terá sido o contundente pronunciamento da Dilma em cadeia de rádio e TV? Ou os “coxinhas”, em passeio na Disneylândia, perderam o avião? Ou a Cia deu uma contraordem à garotada sem avisar ao PIG?

Mistério…

O fato é a folha, desesperada, covarde, e mais raivosa do que o resto, soltou os cachorros em cima dos “filhinhos de papai”, culpando-os pelo insucesso da empreitada!

Pois, sem piedade, desqualificou os “coxinhas ausentes”.

Quantos aos poucos que foram às ruas – cotados deles – chamou-os de “molecada”, “gatos pingados” e com “pauta difusa” (só porque não seguiram sua agenda e, pelo contrário, quiseram invadir a sede da Globo e ainda, por cima, protestaram contra o Alckmin).

Onde já se viu tanta ousadia dessa meninada!

Via Facebook, Gerson Carneiro observa: “Esperado por quem?”

E, como o PIG nunca desiste de um golpe, soltou, ao final de sua desiludida análise, um último suspiro, uma última esperança: “a conjunção dos fatores da Copa e da campanha eleitoral de 2014″

Portanto, caros amigos, preparem o fígado e o coração para 2014!

PS do Viomundo: A direita está usando os black blocs para desmoralizar a luta social? Resposta rápida: provavelmente, sim. Será que tem gente infiltrada nos black blocs? Das PMs, por exemplo?

Fonte: http://www.viomundo.com.br

A população brasileira continuará crescendo até 2042, quando deverá chegar a 228,4 milhões de pessoas. A partir do ano seguinte, ela diminuirá gradualmente e estará em torno de 218,2 milhões em 2060.

Esse é um dos destaques da publicação “Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade para o Período 2000/2060 e Projeção da População das Unidades da Federação por Sexo e Idade para o período 2000/2030”, que o IBGE disponibiliza hoje (29/8/2013) na internet.

Além da projeção da população para o país e das unidades da Federação, a publicação traz projeções da fecundidade feminina por faixa etária, da mortalidade, da esperança de vida ao nascer para o país e para as unidades da Federação e do saldo migratório (imigrantes menos emigrantes) internacional e interno, entre outros indicadores.

Observa-se, por exemplo, que a idade média em que as mulheres têm filhos, que está em 26,9 anos em 2013, deve chegar a 28 anos em 2020 e 29,3 anos em 2030.

A esperança de vida ao nascer deve atingir os 80,0 anos em 2041, chegando a 81,2 anos em 2060. Já entre as unidades da Federação, a esperança de vida em Santa Catarina deve alcançar os 80,2 anos já em 2020. Nesse mesmo ano, o Maranhão deve ser o estado com esperança de vida mais baixa (71,7 anos), mas deve chegar a 74,0 anos em 2030 e, assim, ultrapassar Rondônia e Piauí, que estarão com esperanças de vida em 73,8 e 73,4 anos, respectivamente.

Em termos de saldo migratório interno, em 2020 e 2030 a projeção indica que Bahia, Maranhão, Rio Grande do Sul, Ceará, Alagoas, Piauí e Pernambuco deverão ter os maiores saldos negativos (maior número de pessoas saindo do estado), todos acima de 10 mil emigrantes, mantendo a tendência observada nas últimas décadas. A projeção aponta que o estado da Bahia continuará a ter as maiores perdas populacionais na comparação com estes estados citados, com -46,6 mil e -39,3 mil, respectivamente. Já Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Distrito Federal e Espírito Santo devem ter os maiores saldos positivos, todos acima de 10 mil imigrantes. Santa Catarina deve se manter com o maior saldo migratório, 37,1 mil em 2020 e 34,3l em 2030. Essas tendências são as mesmas observadas nos últimos anos.

O conjunto das projeções incorpora as informações mais recentes sobre as componentes do crescimento demográfico (mortalidade, fecundidade e migração), obtidas através dos resultados do Censo Demográfico 2010 e dos registros administrativos de nascimentos e óbitos. Os resultados atuais substituem os da “Projeção da População do Brasil por sexo e idade: 1980-2050 – Revisão 2008”. Essas informações possibilitam uma visão atual da dinâmica demográfica nacional e estadual, considerada na elaboração das hipóteses futuras para as projeções.

A evolução das componentes demográficas no período 2000/2030 resultam em um significativo envelhecimento da população em todas as Unidades da Federação. Contudo, espera-se que em 2030 ainda existam importantes diferenciais regionais na estrutura etária da população. Em 2027 o Rio Grande do Sul já teria um número maior de idosos do que de crianças, ao passo que Acre, Amazonas, Roraima e Amapá ainda teriam cerca de 30 idosos para cada 100 crianças, valores semelhantes aos observados nas Regiões Sul e Sudeste em meados da década de 2000.

A publicação completa pode ser acessada pelo link
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/projecao_da_populacao/2013/default.shtm

O IBGE também divulga, hoje, as estimativas das populações residentes nos 5.570 municípios brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2013. As estimativas populacionais são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários e são, também, um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União na distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios. Esta divulgação anual obedece à lei complementar nº 59, de 22 de dezembro de 1988, e ao artigo 102 da lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992. A tabela com a população estimada para cada município foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de hoje, 29 de agosto de 2013. Está previsto, no artigo 102 da lei nº 8.443, acima citado, que, até 20 dias após a publicação das estimativas, os interessados poderão apresentar reclamações fundamentadas ao IBGE, que decidirá conclusivamente. Em seguida, até 31 de outubro, o IBGE encaminhará as estimativas definitivas ao Tribunal de Contas da União. Os resultados das Estimativas de População 2013, publicados no D.O.U, também podem ser acessados na página
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/estimativa2013/default.shtm

Em 2060, população terá voltado a um patamar próximo ao de 2025

A população total projetada para o Brasil em 2013 foi de 201,0 milhões de habitantes, atingindo 212,1 milhões em 2020, até alcançar o máximo de 228,4 milhões em 2042, quando começará a decrescer, atingindo o valor de 218,2 em 2060, nível equivalente ao projetado para 2025 (218,3 milhões).

Idade média em que as mulheres têm filhos deve chegar a 29,3 anos em 2030

A redução esperada no nível de crescimento da população é decorrente, principalmente, da queda do número médio de filhos por mulher, que vem decrescendo desde a década de 1970. A taxa de fecundidade total (número médio de filhos por mulher) projetado para 2013 é de 1,77 filho por mulher; a projeção é de 1,61 filho em 2020 e 1,50 filho em 2030.

Além da queda do nível de fecundidade, projeta-se que o padrão etário de fecundidade por idade da mulher também se altere, conforme já vem sendo observado na última década, em direção a um envelhecimento da fecundidade no Brasil. Segundo a projeção, a idade média em que as mulheres têm seus filhos, que está em 26,9 anos em 2013, deve chegar a 28 anos em 2020 e 29,3 anos em 2030.

Acre deve manter a maior taxa de fecundidade em 2030: 1,75 filho por mulher

Enquanto, em 2013, algumas unidades da Federação apresentam taxas de fecundidade muito superiores à média nacional, como o Acre, com 2,59 filhos em média por mulher, o Amazonas e Amapá, com 2,38 e 2,42 filhos em média por mulher, respectivamente, em 2030, os valores máximos da fecundidade serão de 1,75 filho, em média, para o Acre e 1,45 filho em Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Esperança de vida ao nascer para ambos os sexos deve chegar a 80,0 anos em 2041

A projeção indica que a esperança de vida ao nascer, que em 2013 chegou a 71,3 anos para homens e 78,5 anos para mulheres, em 2060, deve atingir 78,0 e 84,4 anos, respectivamente, o que representa um ganho de 6,7 anos médios de vida para os homens e 5,9 anos para as mulheres. Para ambos os sexos, a esperança de vida ao nascer do brasileiro chegará aos 80,0 anos de idade em 2041.

Razão de dependência deve atingir valor mínimo em 2022

A queda da fecundidade, acompanhada do aumento na expectativa de vida, vem provocando um envelhecimento acelerado da população brasileira, representado pela redução da proporção de crianças e jovens e por um aumento na proporção de idosos na população.

O envelhecimento afeta a razão de dependência da população, que é representada pela razão entre os segmentos economicamente dependentes (abaixo de 15 e acima de 64 anos de idade) e o segmento etário potencialmente produtivo (15 a 64 anos de idade), ou seja, a proporção da população que teoricamente deveria ser sustentada pela parcela economicamente produtiva.

As razões de dependência, que eram de 46,0 em 2013 (ou seja, cada grupo de 100 indivíduos em idade ativa teria que sustentar 46 indivíduos) atingirão o valor mínimo em 2022 (43,3) quando voltarão a subir, chegando em 2033 no mesmo nível verificado em 2013, até atingir 66,0 em 2060. O processo de redução das razões de dependência, conhecido como “bônus demográfico” ou “janela de oportunidade”, proporciona ao país oportunidades decorrentes de uma menor parcela da população a ser sustentada pelo grupo economicamente ativo. Contudo, quando as razões de dependência voltam a subir, esta “janela” começa a fechar-se. No caso, a principal parcela da população a ser sustentada, anteriormente composta majoritariamente por crianças, agora passa a ser de idosos. Em 2060, o percentual da população com 65 anos ou mais de idade será de 26,8%, enquanto em 2013 esse percentual era de 7,4%.

Santa Catarina deverá manter a maior esperança de vida ao nascer

Na projeção para as unidades da Federação, Santa Catarina, que hoje já é a que tem a maior esperança de vida ao nascer para ambos os sexos, deve se manter nessa posição, com 80,2 anos já em 2020, chegando a 82,3 anos em 2030. No outro extremo, o Maranhão terá a menor esperança de vida ao nascer em 2020, 71,7 anos. Já em 2030 essa posição deve ser ocupada pelo Piauí, com 73,4 anos.

Entre os homens, os valores de esperança de vida mais elevados, projetados para 2030, serão observados em Santa Catarina, de 79,1 anos e São Paulo, de 78,1 anos. Os valores mais baixos serão os do Piauí, de 68,8 anos e do Pará, de 70,4 anos. Entre as mulheres, os valores mais altos também serão de Santa Catarina, de 85,4 anos, seguida de Espirito Santo, com 84,7 anos. Rondônia, de 77,2 anos e Roraima, de 77,5 anos experimentarão as mais baixas esperanças de vida feminina.

Bahia deve ter maior saldo migratório negativo e Santa Catarina, o maior saldo positivo

A tendência dos volumes migratórios é de redução, em termos de saldo migratório (entrada de imigrantes menos a saída de emigrantes), a projeção indica que, em 2020 e 2030, a Bahia deve ter o saldo migratório com os maiores valores negativos, -46,6 mil e -39,3 mil, respectivamente. Nos mesmos anos, Maranhão, Rio Grande do Sul, Ceará, Alagoas, Piauí e Pernambuco também terão saldos migratórios negativos ainda expressivos, acima de 10 mil emigrantes. Já as unidades da Federação que devem ter os maiores saldos positivos, acima de 10 mil imigrantes, nos dois anos são Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Distrito Federal e Espírito Santo. Santa Catarina deve se manter na liderança, com um saldo de 37,1 mil imigrantes s em 2020 e 34,3 mil em 2030.

Informe do IBGE, publicado pelo EcoDebate, 30/08/2013

eniobarroso

Henrique Pizzolato. Por que não querem ouvir o que este homem tem a dizer ???

Tem hora que a revolta contra a injustiça é tamanha que a garganta aperta até quase sufocar, a alma chora, o corpo padece e no meu caso então que já sou um “aleijado”, ninguém imagina o tamanho da dor !!!

MAS EU NÃO ARREGO FOGO !!!

VOU LUTAR ATÉ A MORTE ( SE PRECISO FOR ) eu que AMO A VIDA como poucos, pra defender e estar ao lado SEMPRE dos meus companheiros de tanta luta e de 2/3 do tempo da minha existência DOADOS por minha LIVRE escolha na construção do PT !!!O Partido dos Trabalhadores !!! O meu Partido !!!

Quando me filiei ao PT no dia da sua fundação 10/02/1980 no Colégio Sion naquela histórica manhã de um domingo o fiz por ideologia e por amor ao meu povo e ao meu país. A minha ideologia é antes de tudo a SOLIDARIEDADE !!! Aos valores humanistas que só a chamada “esquerda” possui e por isso mesmo é que não escondemos que DE ESQUERDA somos, pelo contrário, nos ufanamos e estufamos o peito de orgulho por estarmos DESTE LADO no espectro político da democracia, a melhor criação do homem e da humanidade. Porque somos COLETIVISTAS e os INDIVIDUALISTAS estão do lado de lá !!!

Escolhi o PT como o meu primeiro e único partido pelo fato de ter vindo “de baixo” e não de “rachas” promíscuos ou de decisões políticas tomadas em mesas de restaurantes caríssimos. ESCOLHI O PT POR AMOR Á JUSTIÇA !!! O PT surgiu exatamente para combater a injustiça contra os “mais fracos” em qualquer circunstância e lugar deste mundo. E assim segue em frente… Sempre em construção. Errando às vezes mas acertando na maioria das suas ações históricas.

Eles não nos odeiam porque o nosso Governo é ruim, nos odeiam porque SOMOS MELHORES !!!Semana passada fui convidado para jantar em um restaurante “chic”. Os “bacanas” e suas “dondocas” vociferavam na mesa contra a “Lei das Domésticas”, os termos eram de dar nojo em pleno jantar !!! Perguntado sobre o que eu achava, respondi: -”Gente da marca de vocês diziam a mesma coisa quando a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea no século retrasado !!!

CALARAM-SE e mudaram de assunto e eu segui jantando com o apetite renovado. Que delícia que é rir por dentro !!! Digo isso porque é assim na nossa história, quando essa podre oligarquia não consegue mais manter o poder pelo voto e pelo cabresto, usam o fuzil ou o golpe. Como não podem mais contar com a CIA americana ou com o apoio dos antigos “países mais ricos” ( E HOJE O BRASIL É MAIS RICO !!!) se valem da mídia “cachoeira”, cínica, hipócrita e corrupta para a tentativa de derrubar o Governo dos Trabalhadores pelo golpe. FRUSTRAM-SE EM SUCESSIVAS DERROTA NAS URNAS e daí o ódio vai só aumentando nas bocas e nas escritas de seus “barões” e nos latidos dos seus amestrados cães.

Alguém já teve a curiosidade de ouvir ou saber o que tem a dizer o Henrique Pizzolato??? O Pizzolato foi o petista que teve a pena mais dura na condenação encomendada de toda essa história da AP-470 !!! Mais de 13 anos de cadeia !!! O número 13 é só “coincidência” !!! Sabiam que junto com o Betinho e o Dom Mauro Morelli, o Henrique Pizzolato foi um dos coordenadores e “viabilizadores” da CAMPANHA CONTRA A FOME E A MISÉRIA ocorrida no Brasil logo depois do desastre Collor e em plena tragédia social da Era FHC ??? Alguém faz ideia de quem é esse homem ??? ALGUÉM NA PORRA DESTE “PEQUENO PAÍS” LEITOR DE GLOBO, VEJA, FOLHA E ESTADÃO SABE QUEM É ESTE SENHOR ???

Pois eu vou ajuda-los a entender o que é injustiça !!! Posto aqui o vídeo da sua fala no Ato em Defesa do PT que promovemos outro dia na Lapa que seguiu a um outro primeiro que havíamos feito aqui em Santana. ( Escolhi esse vídeo do Marcelo Bancalero , pois o som, que é o que interessa, está melhor ) Se quem me lê tem um mínimo de civilidade, um mínimo de espírito democrático tem que OUVI-LO antes de acreditar cegamente no que reproduz a mídia podre do lado de lá !!! DEMOCRACIA E JUSTIÇA não consiste em ouvir e saber dos DOIS LADOS ??? Pois então…

Em tempo: Desta vez não vou me estender em defender meus amigos Dirceu e Genoíno porque tenho ABSOLUTA CERTEZA de que a história e a VIDA ainda lhes farão a merecida justiça !!!

VIVA O BRASIL DOS TRABALHADORES !!!

VIVA ZÉ DIRCEU !!!

VIVA GENOÍNO !!!

E VIVA HENRIQUE PIZZOLATO !!!

  

Fonte: http://ptremdastreze.wordpress.com/2013/04/10/henrique-pizzolato-por-que-nao-querem-ouvir-o-que-este-homem-tem-a-dizer/

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